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#Livros | Leonardo da Vinci

Com base em milhares de páginas dos impressionantes cadernos que Leonardo manteve ao longo de boa parte da vida e nas mais recentes descobertas sobre sua obra e sua trajetória, Walter Isaacson, biógrafo de Einstein e Steve Jobs, tece uma narrativa que conecta arte e ciência, revelando faces inéditas da história de Leonardo. Desfazendo-se da aura de super-humano muitas vezes atribuída ao artista, Isaacson mostra que a genialidade de Leonardo estava fundamentada em características bastante palpáveis, como a curiosidade, uma enorme capacidade de observação e uma imaginação tão fértil que flertava com a fantasia.
Autor: Walter Isaacson
Editora: Intrínseca
Páginas: 640
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino Saraiva | Fnac

Leonardo da Vinci – Pintor. Arquiteto. Engenheiro. Uma das mentes mais brilhantes da humanidade, autor do retrato mais emblemático da história da arte e cientista muito à frente do seu tempo.

Com base em milhares de páginas dos impressionantes cadernos que Leonardo manteve ao longo de boa parte da vida e nas mais recentes descobertas sobre sua obra e sua trajetória, Walter Isaacson, biógrafo de Einstein e Steve Jobs, tece uma narrativa que conecta arte e ciência, revelando faces inéditas da história de Leonardo. Desfazendo-se da aura de super-humano muitas vezes atribuída ao artista, Isaacson mostra que a genialidade de Leonardo estava fundamentada em características bastante palpáveis, como a curiosidade, uma enorme capacidade de observação e uma imaginação tão fértil que flertava com a fantasia.

Leonardo criou duas das mais famosas obras de arte de todos os tempos, A Última Ceia e Mona Lisa, mas se considerava apenas um homem da ciência e da tecnologia – curiosamente, uma de suas maiores ambições era ser reconhecido como engenheiro militar. Com uma paixão que às vezes se tornava obsessiva, ele elaborou estudos inovadores de anatomia, fósseis, o voo dos pássaros, o coração, máquinas voadoras, botânica, geologia, hidráulica, armamentos e fortificações. A habilidade para entrelaçar humanidades e ciência, tornada icônica com o desenho do Homem Vitruviano, fez dele o gênio mais criativo da história.

Filho ilegítimo, à margem da educação formal, gay, vegetariano, canhoto, distraído e, por vezes, herético, o Leonardo desenhado nesta biografia é uma pessoa real, extraordinária pela pluralidade de interesses e pelo prazer que tinha em combiná-los. Um livro indispensável não só pelo caráter único de representar integralmente o artista Leonardo, mas como um retrato da capacidade humana de inovar, da importância de não apenas assimilar conhecimento, mas ter a disposição para questioná-lo, ser imaginativo e, como vários desajustados e rebeldes de todas as eras, pensar diferente.

Eu curti bastante a leitura, apesar de ser um livro bem extenso, que não dá para ler tão rápido porque podemos nos perder na narrativa biográfica – levei quase um mês para terminá-lo. E ainda assim, foi muito interessante conhecer mais sobre a vida de Leonardo, saber particularidades de sua vida e também os processos de criação de suas obras.

O livro não conta apenas a vida de Leonardo da Vinci, mas também faz paralelos da história da Itália e das cidades por onde passou, além de contextualizar as características do Renascentismo e retratar fielmente suas desavenças – principalmente a rivalidade com Michelangelo.  E o mais interessante é que a biografia valoriza justamente o ser humano Leonardo. Mesmo reconhecendo as grandes conquistas, ele também apresenta os seus defeitos e fracassos.

Falando da parte gráfica, a edição da Intrínseca é muito boa. Por ser um livro com muitas páginas, geralmente a lombada costuma ficar desgastada – no meu livro, não ficou! A capa também é bonita – com uma foto enigmática de Leonardo; e a diagramação também está perfeita. E preciso mencionar as ilustrações que são fundamentais para o livro.

Enfim, “Leonardo da Vinci” é um livro que não só informa, mas inspira! Vale a pena conferir o Leonardo Da Vinci desenhado por Walter Isaacson – o humano por trás do gênio.

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#Livro | Tantos Anos

“Tantos anos” radiografa as memórias de Rachel de Queiroz e de sua irmã Maria Luiza de Queiroz. A ideia expressa no início do livro é a de recusar as formas da memória heróica oferecendo duas versões – a dela e a de sua irmã, Maria Luiza – sobre os mesmos fatos. Estruturado em capítulos, “Tantos Anos” mistura relatos gravados, textos escritos, perfis ou mesmo crônicas já publicadas, em torno do que elege como sendo temas centrais de sua biografia – família, literatura e política.

Autora: Raquel de Queiroz e Maria Luiza de Queiroz
Editora: Arx
Número de Páginas: 285
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva

Rachel de Queiroz e sua arte inconfundível de escrever romances históricos do modernismo regionalista traz à tona nesse seu livro de memórias todo um lado sertanejo que vivenciara até os últimos dias de sua vida, estruturando a obra em 51 capítulos breves numa mistura de relatos gravados, perfis, textos escritos e até algumas crônicas bem particulares, onde utilizara como personagens principais membros de sua própria família.

A coisa que eu mais gosto em uma biografia é saber que nossos autores favoritos também têm ou tiveram uma vida normal, de dificuldades. Admiro muito Rachel de Queiroz, ela era muito simples, muito verdadeira em suas histórias.  Uma bela mulher e uma bela escritora. Suas palavras nos tocam no fundo da alma.

Dela, já li alguns livros – “O Quinze” (1930) e “As Três Marias” (1939) – assisti também a minissérie “Memorial de Maria Moura”, baseada em sua obra. Agora o livro “Tantos Anos” é encantador até mesmo para que não conhece a obra de Rachel. Os detalhes fazem com que a gente imagine cada cantinho por onde ela passou, cada momento que viveu, os amigos – tantos deles ilustres – com quem conviveu, o amor pela família. Rachel foi uma mulher exemplar, guerreira. Deixou um exemplo como pessoa, no que diz respeito aos seus princípios e a defesa de tudo aquilo em que acreditou firmemente.