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#Série | Baby

Oi gente!
Agora que passou a época do Oscar – e toda a maratona de filmes que fiz – vou trazer para vocês alguns posts que eram para terem sido postados antes, mas precisei deixar guardado para postar agora. No final de 2018 a Netflix lançou a série italiana “Baby” – que eu assisti apenas no início deste ano – e fiquei em dúvida se trazia o post para vocês porque eu simplesmente detestei!

“Baby” é livremente inspirada em um escândalo ocorrido em 2014 em Roma. O caso ficou conhecido como Baby Squillo, o qual estudantes de famílias ricas e menores de idade ofereciam serviços sexuais em troca de dinheiro. Advogados, políticos e empresários estavam envolvidos no esquema de prostituição infantil e teve grande repercussão mundial. Na série, acompanhamos a história de alguns jovens estudantes de uma escola de grande prestígio de Roma e que possuem diversos dilemas da adolescência.

Chiara (Benedetta Porcaroli) tem poucos amigos e deseja desesperadamente ser amada e aceita pelas pessoas a sua volta. Damiano (Riccardo Mandolini) é um problemático garoto incompreendido, que perde a mãe e agora precisa morar com o pai rico, com quem nunca teve contato; enquanto Ludovica (Alice Pagani) é uma jovem deslocada, que sofre com humilhações dos seus colegas de sala. O que os três possuem em comum? Todos vêm de um lar familiar conturbado. Com o passar dos episódios, Chiara e Ludo vão criando uma amizade e acabam se envolvendo no mundo da prostituição – inclusive houve muita polêmica antes da estreia, pois a Netflix foi acusada de incentivar o tráfico sexual e glamourizar a prostituição de menores (o que em nenhum momento isso ocorre de fato, até porque trata-se de uma obra de ficção).

No modo geral, a história é muito boa, mas não é bem desenvolvida. Faltou química entre os atores, faltou uma produção mais afiada, faltou um cuidado maior com as cenas e, na minha opinião, faltou polêmica – o desenrolar da série é morno, poderiam ter explorado e ousado mais (o que talvez pode acontecer nas próximas temporadas, se houver). Alguns núcleos foram mal trabalhados como o caso do personagem Fábio (Brando Pacitto), que é filho do diretor da escola, começa a traficar drogas no colégio e se descobre gay – foi uma história tímida, pouco desenvolvida. Ou então a trama de Nicollo (Lorenzo Zurzolo) que trai a namorada com Chiara – melhor amiga de sua irmã e ao final ainda engata um romance com a professora – totalmente aleatório e sem sentido. Indo mais além, o núcleo do “vilão” Saverio (Paolo Calabresi), que é o principal agenciador das meninas, também poderia ter um destaque positivo na série, o que não aconteceu.

Outro ponto negativo é o elenco bem fraco – a única que salva é Alice Pagani, que transforma sua Ludovica em uma personagem interessante, com vários altos e baixos, além de trazer discussões interessantes e ser a principal movimentadora da história. Riccardo Mandolini e Benedetta Porcaroli não tiveram aquela química arrebatadora, o que faz com que seus personagens não engatem durante toda a temporada. Outros dois nomes que têm uma trajetória linear e até podem ser considerados destaques são Giuseppe Maggio (Fiore) e Chabeli Sastre (Camila).

“Baby” possui apenas seis episódios e está disponível na Netflix, porém é uma série fraca, com um roteiro confuso, com várias histórias jogadas sem serem aprofundadas, algumas coisas são forçadas e não conquistam o espectador. Provavelmente haverá segunda temporada, já que a primeira deixou várias coisas pendentes, e pode até ser que melhore nessa sequência.

Eaí, já assistiram Baby? Gostaram? E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
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