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#Minissérie | Os Miseráveis

Oi gente!
Já faz um tempinho que eu assisti a minissérie “Os Miseráveis”, produzida pela BBC, baseada na obra do escritor francês Victor Hugo. E hoje, vou falar um pouquinho sobre o que eu achei dessa produção para vocês, queridos leitores.

A obra “Os Miseráveis” já foi adaptada várias vezes para o cinema, teatro e Broadway e chegou à TV, como uma novidade, principalmente para os que não curtem musicais, já que desta vez, a produção não é cantada – somente atuada.

A nova adaptação está a cargo do roteirista Andrew Davies, um dos especialistas da BBC em adaptações de livros clássicos, como “Orgulho e Preconceito (1995), “Razão e Sensibilidade” (2008) e o recente “Guerra e Paz” (2016). Ele também foi criador da versão original de “House of Cards” (1990), que surgiu como uma minissérie britânica. A direção é de Tom Shankland (da série “The Missing”) e o elenco ainda inclui a vencedora do Oscar Oliva Colman (de “A Favorita”) como Madame Thénardier; David Oyelowo, como o antagonista Javert; Lilly Collins vivendo Fantine e Dominic West é o protagonista Jean Valjean. Completam o elenco Ellie Bamber (Cossette), Josh O’Connor (Marius), Erin Kellyman (Epopine) e Adeel Akhtar (Monsieur Thénardier).

A história se passa na França do século XIX entre duas grandes batalhas: a Batalha de Waterloo (1815) e os motins de junho de 1832.  Neste momento acompanhamos um panorama socioeconômico, que retrata a fortuna em contraste com a pobreza numa Paris cheia de nuances. Com isso, temos a história do fugitivo Jean Valjean, um ex-prisioneiro que luta para escapar dos erros de seu passado enquanto é perseguido pelo impiedoso inspetor Javert. Paralelamente conhecemos Fantine, uma bela moça que é enganada e abandonada grávida. Sem condições, ela deixa a pequena Cossette sob os cuidados da família Thénardier, que maltrata a garota. Trabalhando na fábrica de Madeleine – nova identidade de Jean Valjean – Fantine chega ao fundo do poço para tentar enviar dinheiro para a criação de sua filha, chegando a morrer na extrema pobreza aos braços de Jean Valjean. Em uma nova fase, Jean cumpre a promessa que fez no leito de morte de Fantine e cria Cossette com toda riqueza, mostrando ter se arrependido de seus erros do passado. Nesta passagem, temos o triângulo entre Cossette, Marius Pontmercy e Epopine.

Quem conhece a história e leu o livro de Victor Hugo, perceberá que a adaptação foi bem fiel à obra. Esse é um dos pontos positivos da produção, que tem em mãos uma história forte, com ótimos momentos retratados. Com relação ao elenco, Oliva Colman e Dominic West são os grandes destaques, com interpretações maravilhosas. Além disso, todo o design de produção também é impecável ao retratar a França do século XIX. A minissérie “Os Miseráveis” possui apenas seis episódios de 50 minutos, portanto dá para fazer aquela maratona no fim de semana.

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#Série | Bodyguard

Oi gente!
Como falei para vocês em outros posts, aproveitei os dias de folga no final do ano para assistir bastante filmes e séries para falar aqui no blog! E hoje trago uma série produzida pela BBC e distribuída pela NetflixBodyguard (aqui no Brasil recebeu o nome de Segurança em Jogo).

A série conta a história do veterano de guerra David Budd (Richard Madden – para quem não lembra ele era o Robb Stark em Game of Thrones – preciso dizer que até hoje não superei o Casamento Vermelho). O personagem lutou na guerra do Afeganistão, voltou sofrendo as consequências físicas e psicológicas disso, arrumou um emprego junto a órgãos governamentais e luta contra células terroristas. Depois de um certo evento, sua função é proteger a Ministra Julia Montague (Keeley Hawes) de possíveis ataques que ela sofreria por estar defendendo políticas rígidas de anti-terrorismo. Os posicionamentos dela não são compatíveis com os dele, o que gera um conflito e uma atração imediata entre os dois.

Essa série já me conquistou na primeira cena! Logo no primeiro episódio, a tensão predomina quando David se posiciona para evitar um ataque terrorista em um trem. Gente, sério, que cena!! Muito bem produzida e atuada, com uma tensão crescente que pega o espectador logo de cara. Preciso dizer que a sequência – talvez os dois primeiros episódios – são mais devagar, um ritmo mais lento, o que melhora a partir do terceiro episódio. “Bodyguard” possui apenas seis episódios, porém tem quase uma hora de duração cada um.

O roteiro é afiado, apresenta diálogos bons, personagens bem construídos e alguns que deveriam ser mais explorados. No começo eu fiquei um pouco incomodado com a atuação do Richard Madden, mas depois ele passa por um processo de humanização e aí melhorou consideravelmente, inclusive a química com a atriz Keeley Hawes, ajuda bastante no desenvolver do personagem. Na minha opinião poderia ter focado um pouco mais na história da família de Budd – a esposa e filhos – que pouco aparecem, mas que renderiam uma narrativa paralela interessante. Mais ao final da temporada, tem uma cena envolvendo a esposa Vicky, e que a atriz Sophie Rundle dá um show de interpretação.

“Bodyguard” cumpre com o prometido, entrega um suspense político muito interessante e envolvente, com ótimas cenas de ação. É um entretenimento de ótima qualidade, um grande acerto. Vale a pena conferir uma produção – que não é americana – mas que retrata a guerra ao terror de forma esplêndida.

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#Séries | Killing Eve

Oi gente!
Desde que saiu a lista dos indicados ao Emmy 2018, eu tenho procurado ver as séries que ainda não acompanho e que foram indicadas – uma delas é Killing Eve, produção da BBC e que você com certeza precisa assistir!!

A história gira em torno de Eve Polastri, uma funcionária do MI5, muito inteligente, porém frustrada com seu trabalho. Seu desejo é na verdade de ser uma espiã. Com um interesse além do normal em assassinos em série, ela consegue se destacar e ganha uma equipe própria para rastrear e localizar uma assassina que vem chamando a atenção – Villanelle. Elegante e talentosa, a personagem é apegada aos luxos que seu violento trabalho lhe oferece e acaba tendo um interesse grande em Eve, iniciando um jogo perigoso.

Gente, que série TOP!! Sério mesmo, vocês precisam ver! Para quem curte história investigativa, Killing Eve é uma super série! E o melhor – temos Sandra Oh – a eterna Cristina Yang de Grey’s Anatomy, encabeçando o elenco. É muito interessante ver a atriz em um personagem completamente diferente daqueles que marcaram sua carreira. Além disso, ela faz uma ótima parceria com Jodie Comer (de The White Princess) que interpreta a vilã Villanelle – de longe a melhor personagem de toda a série! No elenco também temos a atriz Fiona Shaw (interpretando a personagem Carolyn Martens) – para quem não a conhece, ela era a tia Petúnia na saga Harry Potter – eu demorei um tempão para perceber que era ela!!

Outro bom motivo para assistir “Killing Eve” é a mensagem de empoderamento feminino que ela passa. Geralmente não existe série de suspense e thriller que tenha as duas protagonistas mulheres. Esta série não traz a clássica história de espionagem que sempre vemos em filmes e livros. A relação entre Eve e Villanelle é extremamente intrigante, o que faz com que fiquemos viciados a cada episódio. Confesso que algumas atitudes de Eve me irritaram profundamente – em alguns momentos ela age sem pensar, o que descaracteriza a imagem de uma espiã. Teve cenas que fiquei espantado com a burrice dela, mas tudo isso faz parte do enredo – são artimanhas usadas para prender o telespectador.

O roteiro é ágil, traz um certo sarcasmo à história, além de apresentar um humor negro e uma trilha sonora maravilhosa. Tem uma pegada meio Orphan Black, meio Kill Bill. Com apenas oito episódios, dá para fazer aquela maratona básica no fim de semana. E a série já tem a sua segunda temporada confirmadíssima! E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Séries | Gunpowder

Oi gente,
Hoje tem mais dica de séries para vocês! Na verdade trata-se de uma minissérie, produzida pela BBC“Gunpowder”, estrelada pelo ator Kit Harington – o Jon Snow de Game of Thrones. Por enquanto, a produção ainda não estreou no Brasil, mas pode ser vista online em vários sites.

Ambientado em 1605, o drama conta a história de Guy Fawkes (Tom Cullen, de Downton Abbey) e um grupo de católicos liderados por Robert Catesby (Kit Harington), que armaram a “Conspiração da Pólvora”, na qual se pretendia assassinar o rei protestante Jaime I da Inglaterra e os membros do Parlamento inglês durante uma sessão, para assim dar início a um levante católico. A conspiração foi desarmada e após ser interrogado sob tortura, Fawkes foi condenado à forca por traição e tentativa de assassinato. Parte fundamental da história britânica, este evento é o motivo da tradicional comemoração de 5 de Novembro, chamada de Dia de Guy Fawkes.

E fazendo minhas pesquisas, eu descobri uma informação bem interessante – além de interpretar o líder da revolta Robert Catesby, o ator Kit Harington também é produtor da minissérie – e descendente de seu personagem! Bacana reviver a história de sua família! Criada pelo roteirista Ronan Bennett (“Inimigos Públicos”) e o ator Daniel West (série “South Riding”), a minissérie também traz em seu elenco Liv Tyler (de “The Leftovers”), Peter Mullan (de “Ozark”) e Mark Gatiss (de “Sherlock”).

Falando da parte técnica, a minissérie possui três capítulos de quase uma hora. O primeiro episódio serviu apenas para apresentar os personagens, ou seja, foi bem lento, com cenas longas – até achei que seria pouco ter apenas mais dois episódios, mas a história foi bem desenvolvida neles. As cenas foram bem dirigidas e o roteiro foi bem desenvolvido. O grande destaque é a recriação da Inglaterra de 1605 – tem paisagens lindas, aquele filtro antigo e escuro, além do figurino perfeito. Outro ponto positivo é o elenco, que está muito bem.

Enfim, “Gunpowder” é uma ótima dica de minissérie para assistir; é um pouquinho arrastada, mas a história é bem interessante. Alguns podem achar as cenas bem pesadas (inclusive isso foi motivo de várias reclamações quando a produção foi exibida no Reino Unido) – tem muitas cenas de violência e tortura. Enfim, vale a pena conferir, pois é uma boa produção e com ótimo elenco.