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#Filme | Liga da Justiça – Snyder Cut

Oi gente!
Quem aí também estava mega ansioso para a estreia de “Liga da Justiça – Snyder Cut”? Para quem não está sabendo o que é, vou contextualizar rapidamente! Em 2017, saiu nos cinemas o filme “Liga da Justiça”, mas até essa estreia muita coisa aconteceu. O diretor original do filme era o Zack Snyder, que já dirigiu outros filmes da DC como “Homem de Aço”, “Batman Vs Superman” e “Watchmen”, porém após divergências com a Warner e o suicídio de sua filha, o diretor abandonou o projeto, que foi assumido por Joss Whedon (diretor de “Vingadores”), que decidiu regravar diversas cenas, cortando o roteiro original e modificando a obra por completo.

Quando estreou nas telonas, Liga da Justiça foi extremamente criticado pelos fãs e pela crítica. E nesses 4 anos, os fãs fizeram campanhas na internet para que a versão de Zack Snyder fosse lançada! E, finalmente, ela está entre nós! E preciso dizer que não entendo como tiveram coragem de lançar aquilo em 2017, sendo que eles tinham uma obra prima!

O Snyder Cut é, sem dúvida nenhuma, muito superior ao filme dos cinemas. E se você for assistir, esteja preparado para 4 horas de duração. Na história, após a morte do Superman (Henry Cavill), Batman (Ben Affleck) tenta reunir um grupo de heróis para guardar o mundo de ameaças. Ao mesmo tempo, a Mulher-Maravilha (Gal Gadot) é alertada da invasão do Lobo da Estepe (Ciarán Hinds), servo do deus sombrio Darkseid (Ray Porter), que busca as três Caixas Maternas, artefatos de poder que lhe permitirão conquistar a Terra. Bruce e Diana formam uma liga de heróis com Aquaman (Jason Momoa), Ciborgue (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller). Porém, a equipe ainda precisa da ajuda do Homem de Aço.

O que podemos ver é que Jack Snyder tinha a intenção de desenvolver todos os personagens, algo que a Warner não queria, já que pretendia, e ainda pretende, lançar filmes solos como Aquaman e Flash. “Liga da Justiça” de Joss Whedon falhou por seguir esse pensamento, cortando o que era necessário, tornando-se um filme sem alma, fruto da convergência entre dois cineastas de estilos opostos e interferências do estúdio que deixaram a produção com diversos problemas no enredo e na execução. A narrativa dos personagens é extremamente importante para entendermos a obra final, principalmente o arco do Ciborgue. Agora é possível entender as motivações que fizeram eles ajudarem Batman e Mulher-Maravilha.

Outra grande alteração foi na narrativa do Lobo da Estepe. Além de ter seus efeitos especiais aprimorados, ele se torna muito mais plausível como ameaça para a Liga, já que suas motivações são mais exploradas. Além disso, as cenas de batalhas para conquistar as Caixas Maternas foram melhor desenvolvidas – antes parecia que ele conseguia muito fácil. Outro ponto que critiquei muito no filme de 2017 era o Flash – o personagem era o principal alívio cômico, se tornando bobo e sendo retratado em vários momentos como medroso. Aqui ele assume o verdadeiro papel de herói. Acho que um dos grandes erros da primeira versão foi tentar fazer o filme “com cara de Marvel”. O Batman se assemelhava ao Homem de Ferro, o Flash ganhou ares de Thor como alívio cômico, além da pouca importância do Aquaman e Ciborgue. Quem também ganhou mais espaço e brilhou por Louis Lane (Amy Adams).

Snyder soube aproveitar o tom sombrio que a DC tem em suas histórias. A estética é muito superior. “Liga da Justiça – Snyder Cut” é um presente para os fãs que acreditaram na visão de Zack Snyder. O filme traz melhorias significativas para a narrativa e o desenvolvimento de personagens. Inclusive, os atores se reuniram para a gravação de uma cena final que foi muito significativa para o futuro da franquia, trazendo o retorno de Lex Luthor (Jesse Eisenberg) e do Coringa, de Jared Leto (com uma interpretação bem fraca, por sinal). Era a produção épica que queríamos! Finalmente a redenção!

Lembrando que o “Snyder Cut” estreou na HBO Max, que ainda não chegou ao Brasil. Porém o filme pode ser alugado em algumas plataformas digitais como Google Play, Apple TV, Claro, Locke, Microsoft, Playstation, SKY, UOL Play, Vivo e Watch BR.

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#Filme | Vice

Oi gente!
Bora conferir mais um filme indicado ao Oscar 2019 – hoje vou falar de “Vice”, do diretor Adam McKay. O longa concorre em sete categorias – melhor filme, direção, ator (Christian Bale), atriz coadjuvante (Amy Adams), ator coadjuvante (Sam Rockwell), roteiro original, edição, e maquiagem e penteado. Lembrando que já falei de “Nasce uma Estrela” (AQUI), “O Primeiro Homem” (AQUI), “Bohemian Rhapsody” (AQUI), “A Esposa” (AQUI), “Infiltrado na Klan” (AQUI) e “A Favorita (AQUI).

Conhecido por ter sido roteirista-chefe do humorístico Saturday Night Live, além de ter dirigido várias comédias escrachadas, Adam McKay ressurge em sua segunda indicação ao Oscar, após o bem-sucedido “A Grande Aposta” (vencedor de melhor roteiro adaptado). “Vice” mantêm o humor característico do diretor, ao retratar a história de Dick Cheney, vice-presidente no governo George W. Bush (2001-2009).

Cheney, hoje em dia, é tido como o mais poderoso vice-presidente da história dos Estados Unidos. Teve como primeiro cargo importante uma chefia de gabinete na Casa Branca em 1975 durante o governo de Gerald Ford e a partir daí só cresceu, sendo também Secretário de Defesa durante o governo de George H. W. Bush e chefe da empresa petrolífera Halliburton. De início, recusou a proposta de ser vice de Bush, considerando o cargo mais simbólico do que prático. Mas tudo mudou quando percebeu a inexperiência do presidente de passado privilegiado e festeiro. E com o atentado terrorista de 11 de Setembro, Cheney viu a oportunidade perfeita de exercer seu poder, nos eventos que acabaram desembocando na guerra do Iraque.

No elenco, McKay retorna a parceria com Christian Bale, que é um dos favoritos ao Oscar de melhor ator, e isso é visível, não somente pela boa atuação, mas também pela transformação que o ator passou ao engordar mais de 20 quilos para viver o personagem. Amy Adams também concorre, na categoria de melhor atriz coadjuvante, sem grandes chances, mesmo apresentando uma boa cena no início da produção e tendo muito tempo em vídeo. Por fim, Sam Rockwell, vencedor do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 2018 pelo filme “Três Anúncios para um Crime”, concorre na mesma categoria por interpretar o ex-presidente George W. Bush, também sem grandes chances de vitória – vale destacar a boa caracterização. Completam o elenco, Steve Carrell, Tyler Perry, Jesse Plemons, entre outros.

Um dos destaques do filme é a sua estrutura narrativa. O diretor Adam McKay aplica recursos já utilizados em A Grande Aposta, dando uma dinâmica interessante à produção. Temos criatividade, estilo próprio, humor na medida certa – tudo isso para contar a vida de uma das pessoas mais odiadas da história americana.

Independentemente de sua ideologia política, “Vice” consegue transcender devido a sua qualidade artística. Mas ainda assim, o filme se torna cansativo em quase 2 horas e 15 minutos de tela. Boa parte das cenas poderiam ter sido minimizadas e outras deveriam ter uma importância maior. Ainda assim, vale a pena assistir para ver mais uma vez o show de Christian Bale.

#Filme / A Chegada

Agora que saiu a lista dos filmes que concorrem ao Oscar 2017, vou assistir todos! O primeiro foi “A Chegada”, uma ficção científica dirigida pelo canadense Denis Villeneuve. O longa concorre em 8 categorias – Melhor Filme, Melhor diretor, melhor roteiro adaptado, melhor fotografia, melhor edição, melhor edição de som, melhor mixagem de som e melhor design de produção.

O filme começa quando seres interplanetários chegam na Terra e pousam com uma nave gigante, de formato de pedra, em diferentes localidades do mundo. Imediatamente, pânico, violência e confusão começam, enquanto os governos tentam estruturar uma maneira de se comunicar com essa força invasora, que simplesmente paira ali, sem ação. Assim, a Dra. Louise Banks (Amy Adams), uma linguista especialista no assunto, é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade.

“A Chegada” é baseado no livro de Ted Chiang e foi muito bem produzido, com imagens de tirar o fôlego. Amy Adams (Homem de Aço) e Jeremy Renner (Os Vingadores) vivem a dupla de especialistas em comunicação convocada para ajudar nas negociações com os alienígenas. Um filme ousado, inovador. Porém, chega a ser muito confuso, desconexo. A história evolui entre passado, presente e futuro, o que causa confusão na cabeça do espectador, fazendo com que a gente se perca durante a narrativa do filme. Um ponto muito positivo é a atuação de Amy Adams, ela está muito bem e carrega toda a tensão e suspense do filme.