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#Série | La Casa de Papel 3

Oi gente!
Quem aí já maratonou a terceira parte de La Casa de Papel? Eu assisti todos os episódios em dois dias!! E hoje vou contar um pouquinho sobre o que achei para vocês!

Oito episódios dão a medida perfeita para a nova etapa de La Casa de Papel, que se encontra um tanto mais madura e centrada majoritariamente em seus arcos principais. Quem gostou das partes 1 e 2 com certeza se sentirá agraciado com a terceira parte, que mais uma vez mostra que não é tão fácil cometer crimes e se livrar deles assim. Os ladrões de La Casa de Papel cometeram o primeiro roubo como forma de fazer resistência contra as políticas da Espanha, e nesta temporada vemos que a corrupção por lá é grande e que as autoridades do país têm muito a esconder.

Após o assalto à Casa da Moeda, os ladrões mais queridos da Espanha se dividem e vão aproveitar a riqueza em determinadas partes do mundo – lugares onde poderiam viver livremente sem serem presos “tecnicamente”. Rio (Miguel Herrán) e Tóquio (Úrsula Corberó) passam alguns anos sozinhos em uma ilha paradisíaca, mas depois de tanto tempo de calmaria a ladra decide que não quer passar o resto da vida assim e que precisa se desprender; Rio, por outro lado, está muito acostumado com a nova vida. Depois de um tempo, ela resolve partir e, consequentemente, a relação entre os dois é prejudicada. Para que pudessem manter contato, ela leva consigo um telefone via satélite que, na teoria, era não-rastreável para que o casal pudesse manter contato. Mas, infelizmente, não foi bem assim que aconteceu. Assim que os aparelhos foram ligados pela primeira vez, logo os detetives espanhóis captaram os sinais de origem e descobriram onde estavam Rio e Tóquio. Enquanto ela conseguiu fugir, ele foi capturado.

Em desespero, Tóquio consegue encontrar o Professor (Álvaro Morte), que está vivendo com Raquel (Itziar Ituño), e conta o ocorrido. Como não há nenhuma notícia sobre a captura, a suspeita é que ele está sendo torturado ilegalmente para revelar informações. É quando a terceira temporada começa de verdade. Vemos em La Casa de Papel 3 que os ladrões são considerados heróis. Com fãs em toda a Espanha, eles são adorados justamente por ir contra os ideais do governo corrupto do país. Os macacões e máscaras de Salvador Dalí, utilizados pelos ladrões, se tornaram um símbolo de resistência ao redor do mundo e aparecem até mesmo em um protesto no Brasil.

Vendo toda essa comoção, o grupo decide iniciar um novo roubo como forma de resgate do Rio. O alvo, desta vez, é o Banco da Espanha, que guarda uma grande quantidade de ouro num cofre extremamente protegido embaixo da terra. Lá, também há documentos que comprovam as irregularidades do governo. A série conta com novos personagens – Palermo (Rodrigo de la Serna), Bogotá (Hovik Keuchkerian) e Marselha (Luka Peros), além das já conhecidas Estocolmo/Mônica Gaztambide (Esther Acebo) e Lisboa/Raquel. Juntos com os demais – Nairobi (Alba Flores), Denver (Jaime Lorente) e Helsinki (Darko Peric), o grupo voltará para fazer história. Mas talvez a melhor nova personagem desta temporada seja a inspetora Alicia Sierra (Najwa Nimri). Grávida, ela é a responsável pelas torturas a Rio e depois aparece para comandar as negociações. Amamos odiar a personagem!

Na minha opinião, um dos motivos do sucesso de La Casa de Papel é a empatia que temos com os personagens. Mesmo eles sendo “anti-heróis”, nós torcemos para que o roubo dê certo e eles saiam todos salvos. É estranho pensar que torcemos para os bandidos se darem bem, mas esse é o ponto alto de todo o roteiro. Todos eles conquistam o público. Com exceção do Palermo, que é extremamente machista, deixa bem claro a sua falta de caráter e respeito com as mulheres – o personagem veio substituir Berlim (Pedro Alonso), que realmente morreu na temporada anterior – resolvendo assim um dos grandes mistérios dessa terceira parte. O ator Pedro Alonso tem algumas cenas de flashback, que também traz um certo sentimento de saudade.

Uma crítica que faço é com relação ao retorno de Arturito. Ele que na primeira e segunda parte era um refém, passou a ser uma pessoa famosa, ganhando a vida fazendo palestras motivacionais e divulgando o seu livro, contando tudo o que aconteceu no crime. O personagem foi um dos mais odiados no início da história e não teve nenhuma função nesta temporada. Se não tivesse aparecido, não teria feito falta nenhuma. É bem provável que ele terá função na parte 4, já que ele entrou no Banco da Espanha durante o desenvolvimento do assalto. Acho que o roteiro falha ao mostra-lo sem ter um propósito imediato.

Fazendo um balanço geral, a Netflix acertou com a nova parte de La Casa de Papel. A série possui cenas ótimas – tanto que podemos ver o aumento no investimento por parte do serviço de streaming. O desfecho deixa aberto para uma nova temporada, que já foi confirmada e já está sendo filmada. Não darei spoilers aqui, mas já digo para se prepararem para um desfecho impactante.

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