#Série | You – 2ª Temporada

Oi gente!
Depois de uns dias que tirei para aproveitar as festividades de fim do ano, bora voltar com tudo para 2020! E não pensem vocês que fiquei parado, sem assistir nada esses dias! Porque eu vi várias séries e filmes para trazer aqui! Uma delas foi a 2ª temporada de “You”, lançada na Netflix.

Quer conferir a crítica da 1ª temporada? Clica aqui!

Após todos os acontecimentos em Nova York, Joe Goldberg (Penn Badgley) muda-se para Los Angeles, com a finalidade de fugir de Candace (Ambyr Childers) e começar uma nova vida. É lá que ele conhece Love Quinn (Victoria Pedretti) – seu “novo alvo”. A garota vem de uma família rica, com diversos problemas. Junto com o irmão Forty (James Scully), Love administra a loja Anavrin (“Nirvana” ao contrário) que mescla livros e gastronomia – um lugar perfeito para Joe, que agora é Will, após roubar uma nova identidade. Em Los Angeles, Will/Joe também vai se envolver com Delilah (Carmela Zumbado) e sua irmã Ellie (Jenna Ortega).

Até aqui comecei bem, sem spoilers! A partir daqui não posso prometer nada! Então vamos lá, de um modo em geral, achei a temporada bem variável, com altos e baixos. Para falar a verdade, gostei mais da metade para o final, e vou explicar o porquê. Os primeiros episódios me pareceram bem repetitivos em relação à primeira temporada.

A história é a mesma – Will se apaixona por uma garota, começa a stalkeá-la e desenvolve uma amizade com um personagem que se tornará uma válvula de escape – neste caso é a Ellie; na primeira temporada foi o Paco. Há uma pessoa que faz mal a esse personagem – Henderson, que se mostra um famoso que gosta de abusar de garotas menores de idade – e para isso, o Will precisa ativar seu modo “herói”. Nós já vimos essa base narrativa antes, acho que não precisava se repetir, poderia ter acontecido de outro modo. Também fica um pouco complicado entender as intensões do personagem. O primeiro episódio foi muito bom e teve um plot no final mostrando que o personagem continuava igual e já estava de olho em uma nova presa. Já no segundo episódio, do nada, ele passa a ter atitudes como se quisesse uma redenção.

E para mim, uma outra crítica que faço é com relação à personagem Candace – totalmente mal construída! Ela voltou no final da temporada anterior (um dos melhores plots) para infernizar a vida do Joe/Will, fazendo com que ele pagasse por seus crimes. Mas descobrimos que a personagem não possuía nenhum plano para isso. Em alguns momentos ela tem uma atitude toda fodona, como se tivesse superado tudo e realmente quisesse vingança. Em outros momentos, ela é frágil e não consegue nem o abraçar, sendo que está próximo a ele em todos os momentos. No final, acaba se ferrando sem nem ter conseguido fazer nada do que queria, sendo um total desperdício de personagem para a história.

Falando nas partes boas, acho que a história engrena no final. A relação do Will e Love foi bem construída, inclusive a atriz Victoria Pedretti dá um show de atuação – já havia se mostrado uma boa opção em “A Maldição da Residência Hill” e ainda esteve em “Era uma Vez em Hollywood”. Gosto também das atuações de Carmela Zumbado e Jenna Ortega (descobri que ela fez a Jane novinha em “Jane the Virgin”). Os episódios em que o Forty droga o Will e ele não sabe o que aconteceu durante o período em que esteve chapado, foram os melhores da temporada. A revelação do principal mistério da trama foi previsível, mas o final foi interessante e já deixou um gancho para a próxima temporada, que já foi confirmada pela Netflix.

Comentando rapidinho sobre a adaptação em relação ao livro, esta segunda temporada, que é baseada no livro “Corpos Ocultos”, de Caroline Kepnes, não foi nada fiel. Há muitas alterações, principalmente em personagens e no decorrer da história. Se você leu o livro não espere que seja igual, porque não é!

Enfim, como disse anteriormente, achei a temporada com altos e baixos, curti algumas coisas, outras não, mas de qualquer forma ainda é uma produção que prende a nossa atenção. Vale a pena conferir.

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#Filme | Downton Abbey – o Filme

Oi gente!
Quem me acompanha há um tempo aqui no blog ou pelas minhas redes sociais deve saber que eu era mega fã de Downton Abbey. E neste ano, os produtores dessa série maravilhosa resolveram fazer um filme para matarmos a saudade da família Crawley.

E já digo que o intuito maior é realmente esse – matar a saudade. Apesar de uma produção impecável – como sempre foi – o longa não tem grandes pretensões. Na nova produção, os residentes de Downton Abbey recebem a notícia de uma visita real, e enquanto os moradores dos andares de cima se apressam para organizar os preparativos, os criados dos andares debaixo tentam encontrar um jeito de não serem substituídos pelos funcionários da Coroa. A trama é básica, mas complementada por romances paralelos e questões políticas.

Como foi bom reviver personagens tão queridos como Robert Crawley (Hugh Bonneville), Lady Mary (Michelle Dockery) ou mesmo os serviçais Carson (Jim Carter), Mrs. Hughes (Phyllis Logan) Anna Bates (Joanne Froggatt), John Bates (Brendan Coyle), Mrs. Patmore (Lesley Nicol) e, claro que não poderia faltar a condessa Violet Crawley (Maggie Smith). Confesso que assisti todo o filme com aquele sorrisinho bobo no rosto – era inevitável.

E como falei, a produção não tem grandes pretensões de prêmios ou talvez Oscar. Mas a história cativa quem era fã. Foi interessante para sabermos como estavam alguns personagens e para se redimirem com outros que não tiveram um devido final na série. Gostei de ver a relação de Lady Edith (Laura Carmichael) com o marido e saber que o casal terá seu primeiro filho. Que Daisy (Sophie McShera – adorava ela) e Andy (Michael C. Fox) estavam aos trancos e barrancos com seu relacionamento, mas que tudo foi encaminhado no final. Que Thomas Barrow (Robert James-Collier) apesar de todas as vilanias que fez durante a série, se redimiu mesmo e continua como o mordomo de Downton. E ainda bem que resolveram a vida do Tom (Allen Leech) – tinha sido uma das únicas coisas que não curti quando a série finalizou – o personagem era tão querido e não tinha tido seu final feliz. Mas dessa vez surgiu uma nova paixão – a doce Lucy (Tuppence Middleton) – que eu fiquei chocado ao perceber que ela era a atriz que fazia a Riley em Sense8.

Além de tudo isso, pode-se dizer que o ponto alto do filme é, sem dúvidas, a fotografia, elogiadíssima desde a TV. Todo o contraste, seja em tons mais escuros ou a iluminação, com cenas maravilhosas do castelo, ou seja em roteiro, tudo foi altamente trabalhado de forma gradativa.

Agora você pode me perguntar se alguém que nunca assistiu a série de TV conseguirá entender e acompanhar o filme? Acredito que sim, mas não surtirá o mesmo efeito! A história já começa sem apresentações de personagens ou de contexto narrativo – esse pode ser o único problema para quem nunca tenha visto nada. Mas com o desenvolvimento do roteiro, a história vai se tornando de fácil compreensão.

“Downton Abbey – o Filme” vale a pena por ser baseada em uma das séries mais bem avaliadas de todos os tempos, por apresentar uma história cativante, por nos trazer novamente um elenco fantástico – principalmente com Maggie Smith (saudades professora McGonagall) – inclusive a atriz volta a contracenar com Imelda Staunton (a Dolores Umbridge) – as duas formam um triangulo mega divertido com Penelope Winton. Se você era fã de Downton Abbey assista o filme porque não há como não gostar!

#Minissérie | Sanditon

Oi gente!
Há algumas semanas terminei de ver a minissérie “Sanditon”, que é baseada em uma obra inacabada de Jane Austen, um dos nomes mais famosos da literatura mundial. E quando eu disse “inacabada” é porque a autora faleceu em 1817, antes de terminar de escrever o livro. Para quem não conhece, Jane Austen é autora de grandes sucessos que já foram adaptados para o cinema como “Orgulho e Preconceito” e “Razão e Sensibilidade”.

Responsável pelas recentes adaptações de “Os Miseráveis” e “Guerra e Paz”, Andrew Davies dirige a minissérie que conta com 8 capítulos, produzida pela ITV Studios. A história gira em torno de Charlotte Heywood (Rose Williams), irmã mais velha dentre 12 irmãos de uma modesta família do interior. Após ajudar Mary e Tom Parker (Kate Ashfield e Kris Marshall) num incidente, a jovem é convidada pelo casal para conhecer a cidade de Sanditon, que ele aposta ser capaz de se transformar num famoso resort à beira-mar. Lá, a jovem inocente se encontra no meio da disputa pela herança da rica Lady Denham (Anne Reid), enquanto passa a ter confrontos com Sidney Parker (Theo James); o centrado e temperamental irmão de Tom.

No arco narrativo, temos algumas histórias bem interessantes. Uma delas está no núcleo de Lady Denham, uma senhora rica que é a principal investidora de Tom. Uma mulher sem papas na língua, extremamente direta e desconcertante. Seus sobrinhos Esther (Charlotte Spencer) e Edward (Jack Fox) estão de olho na herança da tia, que já está bem idosa, mas não tem planos de morrer tão cedo. Ela também cria a jovem Clara Brereton (Lily Sacofsky), que se revela ser muito ambiciosa. O interessante nesse núcleo é a relação de Esther e Edward, que apesar de serem irmãos, apresentam um princípio de uma história de incesto. Charlotte Spencer, que interpreta Esther, conseguiu chamar atenção para si e se destaca bastante, assim como a experiente Anne Reid.

Com o desenvolvimento da minissérie, Tom decide organizar um baile na cidade, e posteriormente uma regata, de modo a atrair mais pessoas interessadas em visitar o lugar e fazer de seu resort um sucesso. Para isso, conta com a ajuda de seu irmão, Sidney Parker (Theo James) para atrair futuros hóspedes, como o jovem rico Lord Babbington (Mark Stanley). Sidney é um personagem bem grosseiro e cruel nas poucas interações que teve com Charlotte, mas a relação dos dois consegue prender o telespectador mais ávido por um romance, meio que “impossível”. O ator Leo Suter completa o triângulo amoroso ao interpretar Stringer, um jovem arquiteto que auxilia os irmãos Parkers na construção de Sanditon.

Por fim, outro arco narrativo interessante é o de Miss Georgiana Lambe (Crystal Clarke), uma garota nascida a África e que foi enviada a Inglaterra para ter a educação formal de uma dama. Ela está na cidade porque Sidney é seu protetor, e decidiu tirá-la de Londres. Trata-se da primeira personagem negra na literatura de Austen. A atriz Crystal Clarke também foi uma grata surpresa, visto que sua personagem se envolve em um romance proibido, o que contribui para a evolução da história.

Agora preciso dizer que esperava mais de Rose Williams, atriz que interpreta a protagonista Charlotte Heywood. A história dela não possui grandes revelações e a atuação se tornou bem linear, o que proporcionou que os coadjuvantes chamassem mais atenção ao longo dos capítulos. Entrando na parte técnica, a fotografia da série é bem interessante, com aquela cara de produções de época. O figurino está impecável e o design de produção traz belas paisagens como cenário. E para os curiosos, aqui vai uma curiosidade – Jane Austen escreveu apenas onze capítulos de “Sanditon” antes de sua morte — algo que compõe cerca de apenas 24 minutos do piloto da minissérie. A partir daí, até o oitavo e último episódio, será tudo criação do roteirista e diretor Andrew Davies.

Para quem curte uma história de época, a minissérie “Sanditon” é uma boa opção de entretenimento. Dá para assistir em alguns sites online.

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#Série | Vis a Vis 4ª Temporada

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Fiquei alguns dias sumido neh!? Mas já estou de volta trazendo a minha opinião sobre a última temporada de Vis a Vis – mais um fenômeno espanhol exibido no Brasil pela Netflix.

Depois de uma terceira temporada que deixou muito a desejar, Vis a Vis tinha a missão de encerrar com um final digno. Logo no início vemos que Zulema (Najwa Nimri) e Saray (Alba Flores) sobreviveram e estão de volta à Cruz del Norte. Porém, muitas coisas mudaram na prisão enquanto elas estiveram fora, e a principal delas é que agora Sandoval (Ramiro Blas) é o novo diretor, ou seja, o local se transformou em um verdadeiro campo de guerra, com suas ideias sádicas. Outras personagens queridas – Sole (Maria Isabel Diaz), Rizos (Berta Vásquez), Antônia (Laura Baena) e Terê (Marta Aledo) estão de volta também!

Mas a grande pergunta é se Macarena (Maggie Civantos) estaria nesta temporada final. A protagonista da série apareceu somente nos dois primeiros episódios da terceira temporada porque a atriz estava gravando outra série da Netflix – “Las Chicas del Cable”. Para mim, Macarena era uma das melhores personagens e sua ausência foi um dos motivos para a temporada anterior não ter engrenado tanto. Nesta quarta temporada achei que não fossemos vê-la mais, (e lá vai um spoiler) porém Macarena volta nos dois episódios finais para agitar ainda mais a história. Claro que neste tempo, o espaço de protagonista já foi totalmente ocupado por Zulema, interpretada por Najwa Nimri.

A atriz – que interpreta a inspetora Alicia Sierra em La Casa de Papel – toma conta da história e se torna o mais importante elo, principalmente pela aparição de sua filha Fátima (Georgiana Amorós). Sim, Zulema tem uma filha que surge em Cruz del Norte para levar a personagem ao seu extremo. Inclusive quem já assistiu a 2ª temporada de Elite com certeza vai reconhecer a atriz Georgiana Amorós, que interpretou Cayetana uma jovem que mente sobre sua origem humilde.

Voltando a falar de Najwa Nimri, ela é uma atriz de força, que consegue imprimir personalidade a qualquer personagem que lhe caia nas mãos. Em Vis a Vis não foi diferente: ela conseguiu fazer com que Zulema ganhasse o coração e a mente dos fãs da série. Agora uma crítica que faço é com relação a Altagracia (Adriana Paz) – a personagem tinha muita força também, poderia render bons momentos, mas foi bem mal aproveitada e retirada precocemente da série.

Com 8 episódios, Vis a Vis chegou ao final entregando exatamente aquilo que os fãs da série esperavam. Os produtores nos deram um encerramento mais humano. Comentando sobre o último episódio (já estejam preparados para spoilers) foi emocionante a cena final da Sole, que descobriu ter Mal de Alzheimer e fez um pedido tocante para suas amigas; a morte de Sandoval – uma cena esperada pelos fãs – foi bem violenta, mas necessária. Esperava mais um romance entre Zulema e Hierro (Benjamin Vicuña) – teria sido interessante. Saray teve sua filha. Curti muitooo o final da Terê, adorava essa personagem! Ela largou as drogas, virou assistente social e passou a ajudar tanto suas amigas como as novas presas de Cruz del Norte. E claro que o final mais esperado seria o de Macarena e Zulema, que eu também gostei bastante – as duas continuam no mundo do crime e agora realizam assaltos em joalherias de luxo. O final deixou em aberto uma possível sequência com as personagens. A temporada final, principalmente os últimos episódios, foi uma montanha russa de sentimentos, com cenas de tirar o fôlego.

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#Série | Monarca

Oi gente!
Em setembro a Netflix estreou uma série mexicana bem interessante que eu queria trazer como dia para vocês. “Monarca” tem 10 episódios e vai muito além do melodrama característico das produções do México. A série entrelaça amor, trama política e narcotráfico para narrar a história da família Carranza.

Hoje em dia, as séries de língua hispânica tem estado bem em alta – visto “La Casa de Papel”, “Elite” e “Vis a Vis”, todas espanholas. Como já disse, “Monarca” é mexicana, mas também tem um desenvolvimento típico de séries americanas, com vários ganchos e muita ação por trás de grandes desavenças e armações.

A história começa mostrando o patriarca da família – Don Fausto Carranza – um empresário que sempre foi cruel e tentava levar vantagens nos negócios, fazendo tudo o que podia para ter cada vez mais poder. Após um infarto, ele resolve mudar e desafia pessoas muito poderosas como políticos e os chefes do cartel. Ao tentar unir novamente a família, Don Fausto é encontrado morto após ser assassinado. A partir daí o Grupo Monarca é disputado pelos três herdeiros – Joaquín, Ana María e Andrés – que se enfrentam para saber quem será o novo presidente.

Ana María, interpretada por Irene Azuela, se afastou anos atrás da família, se recusando a fazer parte dos negócios ao escolher o caminho da honestidade, criando sua família longe do México ao se tornar jornalista nos Estados Unidos. Após um pedido do pai, volta ao seu país de origem para reencontrar grandes mágoas do passado. Joaquín (Juan Manuel Bernal) é como o pai, ambicioso e totalmente sem escrúpulos. É o primogênito e sempre esteve envolvido nas ações do Grupo Monarca. Com a morte do pai, vê sua grande chance e não se importa em ter que passar por cima dos irmãos para conseguir o que tanto deseja. Por fim, André (Osvaldo Benavides – conhecido no Brasil por estrelar várias novelas mexicanas como “Maria do Bairro” e “O que a Vida me Roubou”) é o filho caçula, que comanda a área hoteleira do Grupo Monarca, porém vive uma vida de mentiras e engano.

“Monarca” possui uma trama envolvente, com vários ganchos que nos faz querer continuar assistindo sem parar. A fotografia é bonita, o roteiro é bem desenvolvido e os cenários são incríveis, mostrando as plantações de algave e fabricação de tequila. Produzida pela atriz mexicana Salma Hayek, a série deixa claro a pretensão de retratar o empoderamento feminino através da protagonista Ana María e até com a personagem Dona Cecília Dávila Carranza, matriarca da família, vivida pela atriz argentina Rosa María Bianchi. Em relação ao elenco, o grande destaque é o ator Juan Manuel Bernal, que consegue entregar um vilão interessante, com muitas nuances. O elenco jovem também é interessante com histórias atuais como a influências das mídias sociais e uso de drogas.

A temporada acabou com um final que deixa as portas abertas para uma segunda temporada, ainda não oficializada pela Netflix. Vale a pena conferir.

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Apostas para o Emmy 2019

Oi gente!
O maior prêmio da televisão americana ocorre neste fim de semana! A 71ª edição do Emmy será neste domingo, dia 22 de setembro, em Los Angeles. E vou aproveitar para comentar as minhas apostas! Vamos ver quantas categorias vou acertar!

Melhor Série Drama
Aposta: Game of Thrones
Aposta do Coração: This is Us
Indicados: Better Call Saul (Netflix), Bodyguard (Netflix), Game of Thrones (HBO), Killing Eve (BBC), Ozark (Netflix), Pose (FX), Sucession (HBO) e This is Us (NBC).

Acredito que na principal categoria não haverá surpresas. Por mais que a 8ª temporada de Game of Thrones tenha tido um roteiro falho e ter sido duramente criticada, a série continua sendo uma produção grandiosa e o nível de excelência técnica é muito superior as suas competidoras. E também é sua última temporada, tem toda uma história, além de já ter levado 3 estatuetas nessa categoria – 2015, 2016 e 2018. Caso haja surpresas, acredito que Killing Eve possa surpreender, apesar que minha aposta do coração é a maravilhosa This is Us.

Melhor Série Comédia
Aposta: Veep
Aposta do Coração: Barry ou The Good Place
Indicados: Barry (HBO), Fleabag (Amazon Prime), The Good Place (Netflix), The Marvelous Mrs Maisel (Amazon Prime), Boneca Russa (Netflix) e Veep (HBO).

Também acho que nesta categoria não haverá surpresas, pelo mesmo motivo anterior. Veep é a maior série de comédia do momento, encerrou com uma ótima temporada, é sucesso de crítica e público, além de já ter levado 3 estatuetas seguidas – 2015, 2016 e 2017.  Comentando as demais – Boneca Russa é legalzinha, Fleabag (apesar da crítica ter amado) não curti muito, The Marvelous Mrs Maisel é uma aposta forte para caso Veep não vença e duas queridinhas do meu coração são Barry e The Good Place.

Melhor Atriz em série de Drama
Aposta: Sandra Oh, de Killing Eve
Aposta do Coração: Mandy Moore, de This is Us
Indicados: Emilia Clarke (Game of Thrones), Jodie Comer (Killing Eve), Sandra Oh (Killing Eve), Viola Davis (How to get away with Murder), Laura Linney (Ozark), Mandy Moore (This is Us) e Robin Wright (House of Cards)

Não vou apostar na vitória de Emilia Clarke nesta categoria. A atriz foi um dos principais nomes de Game of Thrones, conquistou espaço na série, mas o rumo que sua personagem tomou acabou prejudicando todo o desenvolvimento. Ela concorre pelo episódio 04 (The Last of the Starks). PS: acho que foi a EmmyTape errada, deveria concorrer pelo último episódio. Dessa forma, vou apostar em Sandra Oh, de Killing Eve. Ela concorre com o 8º episódio da 2ª temporada (You’re Mine). Na minha opinião Jodie Comer é bem superior à Sandra Oh na série, já comentei na resenha que não curto muito a personagem Eve, já a vilã Villanelle tem muito mais contraste, com altos e baixos, expressões, acho que mereceria mais. Laura Linney e Robin Whright não têm forças para um prêmio. Já Mandy Moore é minha aposta do coração, ficaria super feliz se ganhasse – ela concorre pelo 14º episódio (The Graduates) de This is Us.

Melhor Ator em série de Drama
Aposta: Sterling K. Brown (This is Us) ou Billy Porter (Pose)
Aposta do Coração: Sterling K. Brown (This is Us) e Milo Ventimiglia (This is Us)
Indicados: Jason Bateman (Ozark), Sterling K. Brown (This is Us), Bob Odenkirk (Better Call Saul), Kit Harrington (Game of Thrones), Billy Porter (Pose) e Milo Ventimiglia (This is Us)

Estou um pouco em dúvida nessa categoria, mas acho que vou arriscar em algo diferente e apostar em Billy Porter. Pose é uma série que conquistou a crítica, além de retratar o surgimento dos bailes LGBT na NY dos anos 80, com uma produção caprichada e texto de Ryan Murphy. O ator concorre com o episódio 6 (S01E06 – Love is the Message). Sterling K. Brown também é um nome forte para vencer. Ele já levou em 2017 e no ano passado perdeu para Matthew Rhys, que estava na última temporada de The Americans. Sterling concorre com o 17º episódio (S03E17 – R&B) com certeza o melhor capítulo do ator na temporada. Jason Bateman e Bob Odenkirk não devem levar, apesar de concorrerem sempre. Me recuso a aceitar uma vitória de Kit Harrington. Já Millo Ventimiglia seria uma aposta que alegraria meu coração. Acho que vocês já perceberam que This is Us é uma das minhas séries preferidas, neh?!

Melhor Ator Coadjuvante em série de Drama
Aposta: Peter Dinklage (Game of Thrones)
Aposta do Coração: Alfie Allen (Game of Thrones)
Indicados: Alfie Allen (Game of Thrones), Nikolaj Coster-Waldau (Game of Thrones), Peter Dinklage (Game of Thrones), Jonathan Banks (Better Call Saul), Giancarlo Esposito (Better Call Saul), Michael Kelly (House of Cards) e Chris Sullivan (This is Us)

Peter Dinklage já tem 3 Emmys pelo papel de Tyrion Lannister em GOT. E é bem provável que vai conseguir sua 4ª estatueta, apesar de não ter sido sua melhor temporada. Acho que Nikolaj Coster-Waldau merecia um prêmio também – não por essa temporada, mas talvez pelo conjunto da obra. Alfie Allen, que realizou sua própria inscrição, também merecia – e este com razão – sua cena no episódio da Batalha de Winterfell é uma das melhores de Game of Thrones.

Melhor Atriz Coadjuvante em série de Drama
Aposta: Gwendoline Christie (Game of Thrones) ou Maisie Williams (Game of Thrones)
Aposta do Coração: Maisie Williams (Game of Thrones)
Indicados: Gwendoline Christie (Game of Thrones), Sophie Turner (Game of Thrones), Lena Headey (Game of Thrones), Maisie Williams (Game of Thrones), Julia Garner (Ozark) e Fiona Shaw (Killing Eve)

Quatro atrizes de Game of Thrones concorrendo na mesma categoria! Pode ser bom, mas também pode atrapalhar. Gwendoline Christie também fez sua própria inscrição, não dependendo da emissora e conquistou sua indicação. A atriz encerrou seu trabalho da melhor forma possível, não me surpreenderia com uma vitória. Lena Headey tem chances de ganhar pelo conjunto da obra, mas quero muito ver Maisie Williams levando a melhor. Arya Stark foi a grande surpresa da última temporada, mandou super bem e concorre com a cena em que sua personagem mata o Rei da Noite.

Melhor Atriz em série de Comédia
Aposta: Julia Louis-Dreyfus (Veep)
Aposta do Coração: Julia Louis-Dreyfus (Veep)
Indicados: Christina Applegate (Dead to Me), Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel), Natasha Lyonne (Russian Doll), Julia Louis-Dreyfus (Veep), Catherine O’Hara (Schitt’s Creek) e Phoebe Waller-Bridge (Fleabag)

A vitória de Julia Louis-Dreyfus também é mais do que certa. A atriz é a maior vencedora da categoria, além de ter ganho em todas as vezes que foi indicada. O único ano em que não recebeu prêmio foi o ano passado, porque Veep não havia sido exibida por conta de um câncer que a atriz teve, não podendo, então, ser indicada. Phoebe Waller-Bridge corre por fora.

Melhor Ator em série de Comédia
Aposta: Bill Hader (Barry)
Aposta do Coração: Bill Hader (Barry)
Indicados: Anthony Anderson (Black-ish), Don Cheadle (Black Monday), Ted Danson (The Good Place), Michael Douglas (The Kominsky Method), Bill Hader (Barry) e Eugene Levy (Schitt’s Creek).

Barry é uma das minhas séries de comédia favorita! Óbvio que aposto em Bill Hader, mas não com toda certeza haha. O ator venceu ano passado, mas Michael Douglas tem recebido alguns prêmios por The Kominsky Method.

Melhor Atriz Coadjuvante em série de Comédia
Aposta: Alex Borstein (The Marvelous Mrs. Maisel)
Aposta do Coração: tanto faz haha
Indicados: Anna Chlumsky (Veep), Alex Borstein (The Marvelous Mrs. Maisel), Sian Clifford (Fleabag), Olivia Colman (Fleabag), Betty Gilpin (GLOW), Sarah Goldberg (Barry), Marin Hinkle (The Marvelous Mrs. Maisel) e Kate McKinnon (Saturday Night Live)

Alex Borstein com sua Susie ganhou ano passado o Emmy pela primeira temporada de The Marvelous Mrs. Maisel. Com a consagração da série, ela deve conquistar o segundo prêmio, merecidamente também. Sua personagem é muito engraçada e faz uma ótima parceria com a Midge de Rachel Brosnahan, que também ganhou ano passado. Sua maior competidora talvez seja Olivia Colman.

Melhor Ator Coadjuvante em série de Comédia
Aposta: Tony Hale (Veep)
Aposta do Coração: Anthony Carrigan (Barry)
Indicados: Alan Arkin (The Kominsky Method), Stephen Root (Barry), Anthony Carrigan (Barry), Tony Hale (Veep), Tony Shalhoub (The Marvelous Mrs. Maisel) e Henry Winkler (Barry)

Veep está em sua última temporada, isso é sempre levado em consideração e Tony Hale tem uma performance muito especial, uma ótima mistura de drama e comédia. Henry Winkler é o atual vencedor, porém acho que não tem chances de vencer novamente, seu personagem não teve tanto destaque ou crescimento nessa temporada. Já Anthony Carrigan seria minha aposta do coração, gostaria de vê-lo vencer.

Melhor Minissérie
Aposta: Chernobyl (HBO) ou Olhos que Condenam (Netflix)
Aposta do Coração: Chernobyl (HBO) ou Olhos que Condenam (Netflix)
Indicadas: Escape at Dannemora (Showtime), Chernobyl (HBO), Sharp Objects (HBO), Fosse/Verdon (FX) e Olhos que Condenam (Netflix)

Essa categoria está mega difícil para decidir. Chernobyl e Olhos que Condenam são extremamente maravilhosas. Ambas falam de temas relevantes e atuais, além de trazerem uma narrativa com excelência. Vamos ser práticos – Chernobyl foi muito mais aclamada e comentada. Porém a Netflix fez uma campanha forte por Olhos que Condenam. Mas de qualquer forma, ambas são muito merecedoras. Comentando rapidamente sobre as outras – Fosse/Verdon não gostei nada; Escape at Dannemora tem pontos positivos e Sharp Objects também não me agradou.

Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para TV
Aposta: Patricia Arquette (Escape at Dannemora)
Aposta do Coração: Aunjanue Ellis (Olhos que Condenam)
Indicadas: Amy Adams (Sharp Objects), Patricia Arquette (Escape at Dannemora), Aunjanue Ellis (Olhos que Condenam), Niecy Nash (Olhos que Condenam), Michelle Williams (Fosse/Verdon) e Joey King (The Act)

Amy Adams iniciou o período de elegibilidade para o Emmy 2019 interpretando a problemática Camille Preaker de Sharp Objects. Acho a interpretação dela muito boa, mesmo não gostando da série. Sempre esnobada, a atriz até mereceria uma estatueta. Mas Patricia Arquette entregou um dos melhores papéis de sua carreira. Ela já ganhou o Globo de Ouro pelo papel e empatou com Amy no Critics Choice. Sem grandes chances, Aunjanue Ellis seria uma boa opção também.

Melhor Ator em Minissérie ou Filme para TV
Aposta: Jared Harris (Chernobyl)
Aposta do Coração: Jharrel Jerome (When They See Us – Olhos que Condenam)
Indicados: Mahershala Ali (True Detective), Benicio Del Toro (Escape at Dannemora), Hugh Grant (A Very English Scandal), Jared Harris (Chernobyl), Sam Rockwell (Fosse/Verdon) e Jharrel Jerome (When They See Us – Olhos que Condenam)

Jared Harris faz um excelente trabalho em Chernobyl. Sua interpretação é superior às demais, porém Jharrel Jerome também mandou super bem em Olhos que Condenam, seu papel tem uma representatividade maior, uma carga dramática maior, mas ainda assim fico com Jared Harris .

#Série | Elite

Oi gente! 
Finalmente estreou a 2ª temporada de Elite na Netflix e já fiz a maratona no fim de semana. Foram oito novos episódios, com aquele clima novelesco característico da produção. Afinal, quem não ama um bom drama adolescente, com um toque de mistério? Após um primeiro ano que acompanhava o mistério da morte de Marina (María Pedraza), a série voltou para a segunda temporada com a missão de explorar os desdobramentos dessa revelação.  Ahhh já vou avisar que terá vários spoilers.

Elite inicia com Nano (Jaime Lorente) preso injustamente pelo assassinato de Marina, já que sabemos que o verdadeiro culpado é o Polo (Álvaro Rico), tendo como cúmplices Carla (Ester Expósito) e Christian (Miguel Herrán). Durante as férias, Samuel (Itzan Escamilla) trabalhou dobrado para conseguir dinheiro para pagar a fiança do irmão, sem grandes êxitos. E quando voltam as aulas no colégio Las Encinas, toda a treta começa novamente. Guzmán (Miguel Bernardeau) ainda não superou a morte da irmã e não suporta estar próximo à Samuel. Lucrécia (Danna Paola) continua correndo atrás de Guzmán. Ander (Arón Piper) e Omar (Omar Ayuso) estão mais próximos, mas ainda precisam resolver algumas diferenças. Nadia (Mina el Hammani) segue dividida entre o que sente por Guzmán e a influência de sua família muçulmana. Por fim, as atenções de voltam para Carla, Polo e, principalmente, Christian, que está querendo contar a verdade, mas é silenciado logo no início.

E para movimentar um pouco mais a história, surgiram três novos personagens, sendo que todos têm importante função para o desenvolvimento da série. O primeiro é Valério (Jorge Lopes), meio-irmão de Lu, é usuário de drogas, agita as festas e tem uma relação fora do normal com a irmã. Cayetana (Georgina Amorós) surge como uma badalada e rica influencer digital, mas na verdade, esconde ser filha da faxineira da escola e usa os bens dos patrões para manter a farsa. Já Rebeca (Claudia Salas) teve uma infância pobre, mas ficou rica da noite pro dia já que sua mãe é envolvida no tráfico de drogas, porém esconde essa informação dizendo que ganhou na loteria. Ela se envolve com Samuel e o ajuda a tentar conseguir uma confissão de Carla. É interessante ressaltar que todos os personagens agregaram em algum momento. Valerio e Cayetana serviram para movimentar o núcleo de Lu, que esteve bem apagada na primeira temporada. Cayetana também teve um importante arco narrativo junto ao Polo. E Rebeca, na minha opinião, poderia ter tido mais destaque – a personagem ganhou torcida do público, mas ficou bem coadjuvante. Espero que na próxima temporada tenha um pouco mais de importância.

Alguns sentiram a falta de Christian e Nano na série. Miguel Herrán e Jaime Lorente estavam gravando La Casa de Papel e, por isso, tiveram pouca participação – Christian aparece apenas no primeiro capítulo e Nano tem duas cenas no começo e depois volta um pouco mais nos episódios finais. Os núcleos em que estavam cresceram sem eles. E por falar em La Casa de Papel, rolou uma referência à série, comentem aí se vocês viram!

Já outro núcleo que teve bons e maus momentos foi o de Nádia e Omar. Talvez uma das melhores trajetórias narrativas dessa segunda temporada foi a de Omar, que se move cada vez mais contra o tradicionalismo do pai muçulmano e também enfrenta as hesitações do namorado Ander. Acho que o roteiro não deveria ter trazido a descoberta do assassino, por parte de Ander, logo no começo – isso atrapalhou um pouco a sequência do casal. Já Nádia tem um crescimento pequeno, já que foi um dos destaques na primeira temporada. Após ver o trailer achei que a personagem iria se rebelar com a família também, soltar seu lado mulherão e investir no que sente por Guzman, mas nada disso aconteceu. Ela está cada vez mais submissa à família e ficou dando voltas na relação amorosa – apesar que teve uma cena incrivelmente maravilhosa quase no final da temporada, onde há o vazamento de um vídeo comprometedor e a moça recebe total apoio dos pais.

E a maior surpresa que tivemos em Elite foi o relacionamento de Carla e Samuel. Confesso que fiquei bem apreensivo quando isso começou a acontecer, achei que iria ser forçado e não daria certo, mas deu! Eles iniciam uma relação de interesses, já que ela quer controlar Samuel para que não conte nada e ele quer descobrir toda a verdade, mas com o passar dos episódios, o envolvimento vai ficando mais sério e o casal começa a nutrir sentimentos um pelo outro, graças a boa química entre os atores Ester Expósito e Itzan Escamilla. E pelo amor de Deus, o que foi a atuação de Ester Expósito?! Mandou muito bem! Está linda, atuação impecável, teve cenas fortes que demandavam um esforço maior, e ela arrasou!

O roteiro de Elite apostou novamente no suspense, que foi um dos pontos altos da primeira temporada. Logo no primeiro episódio descobrimos que Samuel está desaparecido e possivelmente pode estar morto. Intercalando entre passado e presente, a série vai narrando os fatos que levaram a esse acontecimento. Produtores de 13 Reasons Why vamos aprender com Elite como se faz um roteiro bacana. Talvez o fato de ter apenas oito episódios tenha contribuído para que a história tenha sido mais redondinha e caminhado em um ritmo legal. Como falei no início, o estilo novelesco também contribui para que o espectador acompanhe a série, já que tem várias reviravoltas, plot twists, e as cenas quentes que fizeram Elite ser famosa.

Sucesso de popularidade e já renovada para terceira temporada, Elite promete trazer novos desenvolvimentos, principalmente com Polo – que, provavelmente, não será preso pelo assassinato da Marina e terá que conviver novamente com todos. Será que Carla e Samuel terão futuro? Netflix, já quero a terceira temporada na minha mesa AGORA!

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#Livro | Nove Desconhecidos (Liane Moriarty)

Autora: Liane Moriarty
Editora: Intrínseca
Páginas: 464
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Fazia um tempo que não trazia nenhuma dica de livro para vocês. Confesso que ultimamente estou bem devagar com minhas leituras, mas hoje vou falar de “Nove Desconhecidos”, escrito pela australiana Liane Moriarty, mesma autora de sucessos como “Pequenas Grandes Mentiras”, que já virou série de TV, estrelada por Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley. Por já ter tido boas experiências com outras obras de Liane, minha expectativa estava bem alta para “Nove Desconhecidos”, o que infelizmente não se concretizou.

Na história, Masha abandonou a vida coorporativa há dez anos e abriu um spa de bem-estar. A promessa da Tranquillum House são dez dias de desintoxicação daquilo que está contaminando a sua vida e os resultados costumam ser pessoas transformadas em melhores versões de si mesmas. É com esse objetivo que nove pessoas iniciam as suas estadias. Um grupo de personagens que não se conhece confinado em um espaço, por um determinado período de tempo.

Frances é uma escritora que já teve seus dias de glória, mas que no momento está em baixa devido a uma crítica negativa, e ainda acaba de sofrer uma terrível decepção ao ser enganada por um golpista na internet. A Família Marconi – Napoleon é um professor super engajado em ser um exemplo para seus alunos; Heather, uma profissional séria e mãe mais séria ainda; Zoe, uma jovem desafiadora. Esta é uma família que, depois de uma terrível tragédia, está se desfazendo. Ben e Jessica são um jovem casal que depois de ganhar na loteria percebe que já não têm mais tanto em comum. Carmel é divorciada e foi trocada por uma moça mais jovem, além de ter neuras com sua aparência. Lars é advogado, gay, defende mulheres em seus divórcios, adora spas e está passando por um momento crucial em seu relacionamento com seu parceiro. Por fim, Tony, ex-jogador de futebol australiano, hoje mais velho e mais gordo, está distante da família.

Ao longo da história vamos descobrindo mais sobre os detalhes das vidas de nossos nove desconhecidos. E mesmo com cada história sendo única e diferente, as coisas vão se entrelaçando conforme as pessoas vão lidando com seus problemas e compartilhando suas dores. Cada um dos vários capítulos é narrado por uma personagem; isso nos dá uma visão abrangente e muito pessoal daquelas pessoas, seus sentimentos e segredos mais íntimos, e especialmente a maneira como pensam e vêem os outros.

A narrativa para mim foi bem complicada. Eu iniciei a leitura e logo parei, não estava fluindo. Depois de um tempo voltei a ler e aí segui firme até o final. Todo o desenvolvimento da história foi lento, não consegui me identificar muito com alguns personagens e outros me irritavam profundamente. Também confesso que esperava um final mais impactante, o que acabou me decepcionando.

No geral, acredito que o livro nos deixa importantes lições. Primeiro quanto ao cuidado do nosso corpo, à necessidade de diminuirmos o estresse, de pensarmos mais nos outros. Tudo isso na medida certa e não usando métodos insanos. Além disso, é um livro que debate temas importantes como drogas e seu abuso, suicídio, vaidade etc. Especificamente falando do suicídio, Liane conseguiu trazer esse debate de forma muito sutil e bonita para o livro. Ele não é o foco, mas está presente em momentos cruciais da história.

De todo modo, “Nove Desconhecidos” é um livro mediano, não foi dos piores que li. Demora um pouco até que nos acostumemos com cada personagem. O livro passa a mensagem de que muitas vezes, o maior desconhecido que pensamos conhecer somos nós mesmos. E quero saber de vocês que já leram, se curtiram, se concordam ou discordam de mim. Enfim, me contem suas impressões.

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#Séries | 13 Reasons Why 3

Oi gente! 
Assim que saiu a 3ª temporada de 13 Reasons Why já fiz minha maratona no fim de semana. Com 13 novos episódios abraçando uma proposta de reparação de erros, a série consegue cometer novos problemas. Após reações negativas para a temporada anterior (que não era necessária) 13 Reasons Why volta trazendo um novo mistério.

Preciso confessar que a proposta foi bem chamativa, um escape que traria uma luz no fim do túnel, podendo ser bem interessante. A nova temporada girou em torno da morte de Bryce Walker (Justin Prentice). Afinal, quem foi o responsável por sua morte? Bryce sempre foi o vilão absoluto, sem piedade, sem nuances. A segunda temporada, inclusive, reforçou todo esse maniqueísmo. Agora, a produção resolveu humanizar o personagem. Vemos um Bryce arrependido pelo que fez, tentando, à sua maneira, consertar um pouco as coisas. A face humana mostra um garoto rejeitado pelos pais, principalmente o pai, desde sua infância. Há uma tentativa de justificar todas as atrocidades cometidas pelo playboy, bem como dar um peso maior à sua morte.

Por outro lado, temos Clay (Dylan Minnette), que continua sendo o amigo que tenta salvar todos. Dessa forma, ele se torna um dos principais suspeitos pelo assassinato. Além dele, todos os demais personagens possuem motivos para terem cometido o crime e, ao longo dos episódios, são descobertos vários segredos de Jessica (Alisha Boe), Justin (Brandon Flynn), Alex (Miles Heizer), Chloe (Anne Winters), Zach (Ross Butler), Tyler (Devin Druid) e Monty (Timothy Granaderos).  Além deles, temos o surgimento de uma nova personagem Amarowat Anisia Achola (Grace Saif). Toda a temporada é narrada pela perspectiva de Ani como é mais chamada, o que trouxe um certo incômodo. Ela chega à Liberty High após os acontecimentos do baile de primavera, que deram fim à segunda temporada, e rapidamente se envolve com os personagens principais. Porém, Ani, que não é nada carismática, narra diversos fatos, sentimentos, ações de todos os outros – coisas que ela não poderia saber devido ao pouco tempo de amizade ou até mesmo pouco contato com alguns deles. Ela sabe de tudo, domina tudo, está envolvida em tudo e praticamente dita a sequência de acontecimentos.  Ficou estranho. Na minha opinião – como não souberam aproveitar Katherine Langford na temporada anterior – poderiam ter recorrido novamente a atriz para narrar em off os fatos acontecidos, sem aparecer em nenhum momento. Teria sido mais crível para a história, já que a personagem está morta. E caberia a Grace Saif apenas o “relato” final.

Além disso, todo o desenvolvimento ocorre tanto no presente como no passado. E assim, algumas cenas ficaram confusas, mesmo com a produção distinguindo as fases com alguns efeitos, como por exemplo, no passado são utilizadas cores vivas e vibrantes; no presente temos cores mais escuras para vislumbrar os sentimentos daquele momento. Além disso, o formato da tela também é diferente – no passado a cena ocorre em tela cheia; no presente temos aquelas tarjas pretas. Por outro lado, a trilha sonora é um bom diferencial e traz um certo escape positivo.

Comentando sobre o elenco, temos boas atuações. Alisha Boe traz uma nova perspectiva à sua personagem acerca da sobrevivência ao trauma, e isso é muito bem desenvolvido quando Jéssica inicia um grupo com outras pessoas que passaram por experiências parecidas. Juntas, elas buscam acabar com o machismo dentro da cultura esportiva e a impunidade aos assediadores dentro da escola.

Brandon Flynn (Justin) e Justin Prentice (Bryce) também trazem arcos interessantes de seus personagens. Mas o grande destaque é sem dúvida nenhuma Devin Druid – o Tyler é o personagem que mais teve altos e baixos, que desenvolveu um contexto interessante. No final da season anterior, ele estava prestes a entrar atirando no baile e matar vários alunos (coisa que acontece bastante nos EUA). Depois disso, ele começou a construir amizades, a evoluir como pessoa e, principalmente, a deixar a vitimização de lado e crescer perante a sociedade. Sua performance foi arrebatadora e sensível.

Foram 13 episódios com um desenvolvimento mais contido, em relação às tramas. A impressão que fica é que 13 Reasons Why não quer mais se envolver em polêmicas desnecessárias, como foi o caso da cena de suicídio da Hannah (que inclusive foi retirada pela Netflix), ou do polêmico vislumbre de um estupro explícito com o Tyler. Mas, ao mesmo tempo, parece que a série perdeu um pouco da sua audácia, apresentada no início. Não vou dar spoilers (talvez dê ), mas a achei a ideia da revelação do assassino muito interessante, porém a temporada inteira discutiu a importância da moralidade, de consequências aos atos, de sempre dizer a verdade e, no fim, é desencadeada uma grande mentira.

Com uma quarta temporada já confirmada, resta saber o que os autores pretendem fazer para dar continuidade à história.  Não acho que o que aconteceu no final seja um gancho suficiente para o que virá. Agora é esperar pela 4ª e última temporada de 13 Reasons Why.

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#Séries | 3ª temporada de The Handmaid’s Tale

Oi gente!
Uma das melhores séries da atualidade encerrou sua terceira temporada – The Handmaid’s Tale, baseada na obra de Margaret Atwood, trouxe um ritmo mais lento, que dividiu a opinião do público. Aclamada em sua estreia e criticada em sua segunda temporada, desta vez, os showrunners tiveram que mudar um pouco – a história se desenrolou mais lentamente, cenas de violência (muito criticadas) foram cortadas e o desenvolvimento se tornou arrastado. Ainda assim, trata-se de uma grande produção.

A grande expectativa para esta temporada girava em torno da promessa de revolução e vingança de June. A personagem de Elisabeth Moss desistiu da fuga, no final da segunda temporada, e retornou para Gilead para buscar sua filha Hannah (não podemos negar que foi um mega plot twist). A terceira temporada iniciou mostrando a vida de Emily (Alexis Bledel) depois de ter escapado de Gilead com a ajuda de June. A adaptação não é fácil, já que ela precisa se envolver com o filho, que não via desde pequeno, além da esposa. Ela conhece Luke (O.T. Fagbenle) e Moira (Samira Wiley), passando a ajudar no trabalho com os refugiados.

Aos poucos, com o passar dos episódios, a história no Canadá começa a ser ofuscada pelos anseios de June. Primeiramente, ela é forçada a aparecer em programas de TV, entre outras mídias para que o casal Waterford tenham a bebê Nichole de volta. E depois de ter uma vida conturbada com Serena (Yvonne Strahovski) e o comandante Fred Waterford (Joseph Fiennes), ela acaba sendo remanejada de casa e passa a viver com os Lawrence. Lá, ela descobre que o comandante, apesar de não ser a pessoa mais confiável do mundo, ajuda as pessoas a fugirem para o Canadá. Com isso, a relação entre ele e June se torna complicada, pois o comandante Lawrence (Bradley Whitford) não consegue controlar as ações e planos da aia. Em um determinado momento, ela descobre que Gilead foi moldado com a ajuda do comandante, que se mostra arrependido principalmente pela sua esposa, Eleanor (Julie Dretzin), que ficou completamente perturbada com o novo mundo e precisa de ajuda psicológica.

O que estávamos ansiosos para ver, aconteceu apenas nos últimos episódios. June, com ajuda das aias e Marthas, resolve bolar um plano para tirar as crianças de Gilead. Embora a temporada tenha sido a menos acalorada da série – talvez por ter mais episódios – 13, a transformação de June é algo para aplaudir. A personagem tem se tornado cada vez mais fria e calculista – algo muito importante para o desenvolvimento da história.

E como a história tem seguido um ritmo mais arrastado era de se esperar que coadjuvantes roubassem a cena. Alexis Bledel brilhou quando Emily chega ao Canadá com Nichole – vê-la encontrando Moira e Luke foi um dos momentos mais emocionantes de toda a série. Outros personagens também tiveram enfoque. A Tia Lydia (Ann Dowd), por exemplo, ganhou um episódio de origem muito bem desenvolvido. Podemos ver como a personagem era antes de tudo e, principalmente, os motivos que a levam a aceitar todas as atrocidades. Mas, por outro lado, a figura de Serena passa vários episódios distante e volta apenas no final. O que é realmente uma pena, primeiro pela atuação incrível de Yvonne Strahovski, e segundo pela expectativa criada sobre a relação dela com Fred. Há sim um ou dois momentos na temporada que entregam isso, mas a sensação é que a personagem foi deixada um pouco de lado.

Tivemos ótimos episódios – a sequência em Washington é muito boa – podemos ver que a situação já saiu de controle, com um nível de atrocidades muito maior do que ocorre em Gilead. Como falei, o episódio da Tia Lydia também foi bom, assim como os capítulos finais. A fotografia continua incrivelmente perfeita. Mas uma coisa tem começado a me irritar também – as cenas com close no rosto da atriz Elizabeth Moss – é um atrativo que funcionou muito bem na primeira temporada – fazendo com que a atriz ganhasse o Emmy – mas tem sido muito utilizado e, em momentos desnecessários. O público cansa disso. É necessário? Sim, até porque Elizabeth Moss é muito talentosa e consegue passar suas emoções e expressões apenas com o olhar, mas tem que ser em momentos estratégicos.

Enfim, mais uma temporada se passou e June permanece presa em Gilead. Mas agora, o sentido dela ali é mais claro. Ela é um símbolo de esperança. Vamos aguardar a 4ª temporada, que já está confirmada pela Hulu.

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