Livro ▪ A Paciente Silenciosa

Autor: Alex Michaelides
Editora: Record
Páginas: 350
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
“A Paciente Silenciosa” já virou um hype do momento! E não é para menos, o livro é um suspense psicológico que prende durante a leitura, nos hipnotiza a ponto de não conseguir parar de ler.

Acompanhamos a história de Alicia Berenson, uma pintora famosa, casada com Gabriel, um fotógrafo de moda consagrado. Em uma noite, Alicia mata seu marido com cinco tiros. Mantida em um hospital psiquiátrico desde então, Alicia se recusa a dizer uma palavra sequer. O psicoterapeuta forense Theo Faber tem certeza que é o único capaz de entender a mente de Alicia e o que a levou a cometer esse horrível crime, inclusive acreditando em sua inocência. Em paralelo, acompanhamos também os problemas conjugais de Theo e sua esposa Kathy.

O autor Alex Michaelides desenvolve uma boa trama de estreia, em que fatos do passado se alternam com as narrativas do presente. Sua escrita é muito boa, conseguindo passar as emoções que a história exige. A narração do livro é dividida entre o protagonista, Theo, e as memórias de Alicia Berenson, registradas em seu diário. O livro tem capítulos extremamente curtos, o que confere uma agilidade e fluidez. Porém, há um momento de lentidão, no meio do livro.

A trama leva o leitor a fazer diversas perguntas. Porque Alicia destruiria uma vida feliz e o que a levou a (supostamente) matar o marido? Por que Theo tem tanto interesse no caso dela a ponto de criar diversas situações abusivas? Todas essas perguntas são respondidas de uma forma bem interessante. Foi um plot twist que eu não esperava e me surpreendeu.

“A Paciente Silenciosa” foi um thriller psicológico que me interessou bastante, tive uma leitura fluida, gostei dos personagens e da escrita do autor. Inclusive, já deixei na minha wishlist o próximo livro dele – “As Musas”.

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Livro ▪ Enola Holmes: o caso do marquês desaparecido

Autora: Nancy Springer
Editora: Verus
Páginas: 179
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Depois que vi o filme “Enola Holmes”, com a Milly Bobby Brown (de Stranger Things) fiquei com muita vontade de conferir o livro, já que gostei bastante da adaptação. E aproveitei que a edição estava baratinha e comprei! E a leitura foi tão boa quanto o filme.

Em “O caso do marquês desaparecido”, Enola Holmes — irmã do famoso detetive Sherlock Holmes — descobre no dia de seu aniversário de catorze anos que sua mãe desapareceu. Por conta dessa descoberta, ela embarca em uma viagem a Londres em busca de pistas que indiquem o paradeiro da mãe. Querendo fugir dos irmãos Sherlock e Mycroft, Enola chega à capital inglesa e se vê envolvida em outro caso de desaparecimento: o sequestro de um jovem marquês.

Então, ela agora precisa achar a mãe, ajudar o marquês, fugir de assassinos e se esconder dos irmãos que estão tentando encontrá-la de qualquer forma. Porém, nessa busca, ela conta com aliado muito importante: um caderno de mensagens cifradas deixado pela mãe. Ele será seu companheiro em todas as aventuras e confusões em que a astuta Enola irá se meter.

Primeiro, a personagem é muito cativante e caiu como uma luva para a nossa querida Eleven, na adaptação. Por ter visto o filme primeiro, todo o momento eu ficava lembrando das cenas, o que me ambientou super bem durante a leitura. Para quem gosta de ação, aventura e um romance adolescente, esse livro é a dica certa!

Se você é fã da obra de Sir Arthur Conan Doyle, pode ser que estranhe essa vertente da história. Enola Holmes, escrito por Nancy Springer, é mais juvenil. Ainda assim, a trama é extremamente cativante. Os personagens secundários são igualmente interessantes, é muito bacana perceber as nuances de Mycroft e Sherlock. Um rabugento ao extremo o outro um tanto machista. Mas contribuem para o desenvolvimento da personagem título.

Se tiverem oportunidade, leiam o livro e assistam ao filme. Vai valer a pena, te garanto!

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Livro ▪ Passarinha

Autora: Kathryn Erskine
Editora: Valentina
Páginas: 224
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Há um bom tempo, “Passarinha”, da autora Kathryn Erskine, estava na minha lista de desejados e resolvi (finalmente) colocar essa leitura em prática! Trata-se de um livro incrível, extremamente emocionante, que vai, com toda certeza, tocar seu coração!

A história gira em torno de Caitlin, uma menina de dez anos de idade, portadora da Síndrome de Asperger, que perdeu seu irmão mais velho Devon em um tiroteio na escola.

Seu pai, devastado, chora muito sem saber ao certo como lidar com isso. Ela quer ajudar o pai, a si mesma e todos a sua volta, mas não sabe como captar o sentido. Introspectiva, Caitlin não gosta de olhar para as pessoas, nem que invadam seu espaço pessoal. Tendo dificuldades de se relacionar, ela recorre aos livros e dicionários e, após ler a definição da palavra “desfecho”, tem certeza de que é exatamente disso que ela e seu pai precisam.  E Caitlin está determinada a consegui-lo. Seguindo o conselho do irmão, ela decide trabalhar nisso, o que a leva a descobrir que nem tudo é realmente preto e branco, afinal, o mundo é cheio de cores; confuso, mas belo.

Se você pretende ler esse livro, seria interessante procurar saber um pouco mais sobre Síndrome de Asperger. Foi exatamente o que fiz! Trata-se de um transtorno neurobiológico que é enquadrado como uma parte do autismo leve. Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, e variam também de intensidade e gravidade. Os sinais mais comuns incluem: introspeção e problemas com habilidades sociais: crianças com Síndrome de Asperger geralmente têm dificuldade para interagir com outras pessoas e muitas vezes comportam-se de forma estranha em situações sociais (exatamente o caso da protagonista do livro); comportamentos egocêntricos; práticas incomuns; dificuldade de comunicação; além de habilidades e talentos extraordinários.

Caitlin apresenta todas essas características, muito bem pontuadas pela autora. O livro é emocionante por mostrar o dia a dia dessa menina inteligente, que estuda em uma escola pública despreparada para sua condição, e vivendo em um meio familiar emocionalmente abalado.

Esse livro é muito mais do que uma história triste sobre morte e superação. “Passarinha” é doloroso ao trazer lições de vida de uma forma poética. A narrativa, em primeira pessoa, mostra a visão de uma criança especial, seu modo de ver o mundo em preto e branco e sua jornada em busca de amigos, aceitação e o tão buscado “desfecho”. Eu me apaixonei pelo livro desde o início e foi uma leitura muito fluída.

Em resumo, “Passarinha” é um livro lindo e que merece ser lido. Um livro HUMANO. Uma verdadeira lição sobre luto, superação, amizade e empatia.

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Livro ▪ Um Perfeito Cavalheiro

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 304
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Oi gente!
Hoje é dia de Bridgerton! Li mais um livro da série escrita pela maravilhosa Julia Quinn – dessa vez foi o terceiro da saga – “Um Perfeito Cavalheiro”, que foca na história do segundo irmão: Benedict Bridgerton.

Aqui temos uma história que se inicia como uma releitura de CinderelaSophie é filha bastarda de um conde, que, apesar de nunca a ter assumido, lhe proporcionou educação, conforto e moradia, porém a jovem foi rebaixada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e no mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres.

O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, quando Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Trabalhando na casa da família Bridgerton, Sophie conquista a todos e faz com que Benedict perceba que ela é a mulher de seus sonhos.

Como já falei nas minhas resenhas dos livros anteriores, “O Duque e Eu” foi uma leitura complicada, mas “O Visconde que me Amava” compensou tudo. E agora “Um Perfeito Cavalheiro” se iguala ao segundo volume no meu ranking de queridinhos até o momento. Julia Quinn sabe criar uma atmosfera que envolve o leitor a querer saber o que acontecerá e não largar mais o livro. Foi assim comigo, a leitura fluiu muito bem e a cada capítulo queria saber mais.

Os personagens principais são cativantes. A química entre Sophie e Benedict é o ponto forte da narrativa. Não tem como não torcer pela felicidade da protagonista após todo seu sofrimento com a madrasta. Além disso, a história continua despertando a curiosidade nos personagens em descobrir a identidade da misteriosa Lady Whistledown (que já sei por causa da série da Nerflix). A personagem traz todo o humor à leitura com seu periódico.  O romance envolve mentiras, segredos e reviravoltas – ingredientes perfeitos para uma narrativa ser cativante.

E já estou mega ansioso pelo próximo livro, que já comprei. A expectativa para “Os Segredos de Colin Bridgerton” está bem alta, principalmente por já saber que neste livro será a revelação de Lady Whistledown e também por focar em uma personagem que gosto bastante.

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Livro ▪ Pequenos Incêndios por toda parte

Autora: Celeste Ng
Editora: Intrínseca
Páginas: 416
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino Amazon

Oi gente!
O post de hoje é sobre “Pequenos Incêndios por toda Parte”, que finalmente li! O livro estava numa super promoção na Amazon e foi impossível não comprá-lo. Desde que a série foi lançada, que eu queria conferir o livro original e hoje essa resenha veio!

Não sei vocês, mas eu amooo um drama familiar! Ainda mais quando é um drama familiar super bem construído como este da Celeste NG, publicado no Brasil pela editora Intrínseca. A história se passa em Shaker Heights, onde tudo é planejado: da localização das escolas à cor usada na pintura das casas. E ninguém se identifica mais com esse espírito organizado do que Elena Richardson. Os Richardson são uma família super tradicional e apegada aos costumes morais.

Também acompanhamos a história de Mia Warren, uma artista solteira e enigmática, que chega com a filha adolescente Pearl e aluga uma casa que pertence a Elena. Em pouco tempo, as duas se tornam mais do que meras inquilinas: todos os quatro filhos da família Richardson se encantam com as novas moradoras. Porém, Mia carrega um passado misterioso e um desprezo pelo status quo que ameaça desestruturar toda comunidade, principalmente em relação à Bebe, uma imigrante chinesa, que também possui um segredo e está disposta a trazê-lo à tona.

Eleito nos Estados Unidos um dos melhores livros de 2017 por veículos como Entertainment Weekly, The Guardian e The Washington Post, “Pequenos incêndios por toda parte” explora o peso dos segredos. Temos vários personagens e todos são bem construídos. O texto da autora flui muito bem ao momento em que vamos nos aprofundando em cada história. Elena e Mia possuem dualidades conflitantes e é muito interessante perceber como os filhos delas vão ruindo ao longo do desenvolvimento da trama. Além disso, os demais núcleos também são fortes e vão construindo ótimos arcos dramáticos.

A autora também sabe transitar naturalmente entre o passado e presente, sem que haja qualquer identificação. Como falei, o texto é muito fluído. E a história vai ficando mais interessante a cada capítulo em que descobrimos segredos do passado. Tudo isso atrelado às relações e problemas que todos os personagens passam no presente.

Com relação à série protagonizada por Reese Whiterspoon e Kerry Washington, há algumas pequenas diferenças, principalmente na condução da história. O livro já deixa bem claro o que teremos no final, enquanto na série temos um suspense maior em relação ao que aconteceu de verdade, incluindo que temos uma pequena mudança nesse final também. Como falei na minha crítica da série (AQUI), foram discutidas questões raciais de forma bem intrínseca, o que não teve grande peso no livro, já que em nenhum momento é citado a cor de pele da Mia. Essa discussão racial é mais desenvolvida com a Bebe e o casal que adota a bebê chinesa. Também temos os personagens jovens que possuem grande destaque, principalmente pelo talento dos atores. Todas as camadas dos personagens foram bem aproveitadas na série também.

“Pequenos Incêndios por Toda Parte” é um livro maravilhoso, com uma história forte e personagens bem construídos, que prende a atenção do leitor em cada capítulo. E também vale muito a pena conferir a série!

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Livro ▪ A Garota que lê no Metrô

Autora: Christine Féret-Fleury
Editora: Valentina
Páginas: 160
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Hoje vou compartilhar uma leitura rapidinha, mas que não foi o que eu esperava. Na verdade, nem tinha grandes pretensões e a leitura se mostrou bem morna.

Publicada pela editora Valentina, “A Garota que lê no Metrô”, de Christine Féret-Fleury, conta a história de Juliette, uma jovem e solitária parisiense que leva uma vida monótona trabalhando em uma imobiliária. Sua atividade favorita é andar de metrô e observar atentamente o que as pessoas estão lendo, assim passa a imaginar a vida dessa pessoa a partir do livro que está sendo lido.

Todos têm suas particularidades, como a idosa que folheia um livro italiano de culinária e sorri diante de algumas receitas ou a garota que lê romances e sempre derrama minúsculas lágrimas quando chega à página 247. Certo dia, a jovem decide romper com a rotina e usufruir o prazer de percorrer as ruas a pé, observando o formato das nuvens, com o olhar em busca do novo. E esse desvio mudará completamente a sua vida, graças ao iraniano Soliman e sua pequenina filha Zaïde, que a tornam uma “mensageira” dos livros.

Um alerta aos leitores, o livro possui gatilhos e um momento que aborda suicídio. Portanto, leiam conscientemente. Para mim, o ponto alto da obra são as referências e citações à livros clássicos da literatura. Ficava bem feliz quando reconhecia algo. Mas a história foi bem morna, havendo pouco desenvolvimento de alguns personagens.

Acho a proposta do livro super interessante, tanto que o comprei justamente por ter gostado da sinopse, ainda não conhecia ele, nem havia visto nenhuma resenha sobre. A leitura foi bem no escuro mesmo. Mas como falei, o desenvolvimento me incomodou, apesar da leitura ter fluido, li o livro rapidinho. No final, fiquei refletindo sobre os ensinamentos da vida, talvez por isso até tenha valido a pena.

Me digam se vocês já conheciam esse livro? O que acham da ideia de espalhar o hábito de leitura?

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Livro ▪ O Imenso Azul entre Nós

Autora: Ayesha Harruna Attah
Editora: Alt
Páginas: 256
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Hoje vou falar de uma das minhas leituras preferidas deste ano! Com certeza estará no meu TOP 5 no fim do ano! “O Imenso Azul entre Nós” é um livro super sensível da escritora ganesa Ayesha Harruna Attah, publicado no Brasil pela editora Alt.

Durante os capítulos acompanhamos a história das gêmeas Hassana e Husseina, que foram separadas após um ataque brutal à sua aldeia, em 1892. A partir desse traumático evento, ambas são escravizadas e seguem caminhos separados, que as levam a diferentes cidades, países e até continentes. Enquanto Hassana fica na Costa do Ouro africana, Husseina cruza o oceano até a Bahia, onde é iniciada no Candomblé. Com o passar do tempo, as irmãs crescem e levam vidas completamente diferentes em muitos aspectos, mas com algo em comum: o sentimento de que há algo faltando. Apesar da distância, elas continuam ligadas uma à outra por meio de seus sonhos.

A obra é narrada pelas duas personagens principais, alternando capítulos para cada uma. É muito interessante perceber a dualidade entre as duas, que são tão diferentes, ao mesmo tempo que se igualam em vários aspectos. Enquanto Hassana é mais sentimental e está sempre em busca pela irmã gêmea, Husseina descobre um novo mundo, uma nova família e começa a construir uma nova história. Mas os sonhos que ambas têm fazem toda a diferença para o tão esperado reencontro.

Confesso que achei o reencontro de ambas um pouco corrido e forçado. Aconteceu do nada e de uma forma muito fácil (digamos assim). Mas amei o desenvolvimento de todos os personagens, principalmente Husseina, que ao vir para o Brasil, passa a se chamar Vitória. A ambientação também é um ponto forte – temos as aldeias da costa africana e a Bahia com os terreiros de candomblé.

A trama reflete sobre laços e ligações tão fortes que independem da distância. Ayesha Harruna Attah construiu uma história super rica em cultura e tradições, com personagens marcantes. E a edição da Alt também está maravilhosa! Vale a pena conferir!

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Livro ▪ Uma lista (quase) definitiva de piores medos

Autora: Krystal Sutherland
Editora: Alt
Páginas: 304
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Hoje vou falar de uma leitura que eu curti bastante. “Uma Lista quase definitiva de piores medos”, de Krystal Sutherland, mesma autora de “A química que há entre nós”. O livro conta a jornada de uma adolescente que se vê obrigada a enfrentar seus maiores medos.

Esther Solar é uma jovem garota, no mínimo problemática. Ela acredita que sua família foi amaldiçoada quando o avô encontrou com a “Morte” durante a Guerra do Vietnã. O patriarca da família sempre contou que cada membro morreria de seus piores medos. O irmão de Esther tem pavor do escuro, seu pai sofre de agorafobia e não sai do porão há anos e sua mãe é completamente obcecada por má sorte. Esther ainda não sabe qual é seu grande medo – e pretende continuar assim. Para tal, ela elabora uma lista com seus piores medos para conseguir evita-los: ela não chega nem perto de lagostas, mariposas, espaços fechados, cortes de cabelo, espelhos e toda e qualquer coisa que tenha o potencial de evoluir para uma fobia.

Até que Jonah Smallwood reaparecer em sua vida. O reencontro resulta no furto de seu celular, dinheiro, dignidade e – o mais importante – sua lista. Mas o que parece ser ruim fica pior quando Jonah a desafia a quebrar a maldição da família, enfrentando cada uma das fobias de sua lista.

Como falei, a leitura foi uma bela surpresa. Apesar que no começo, foi um pouco difícil engrenar, mas depois que o casal protagonista começa a ter um desenvolvimento, a história fluiu. Preciso dizer também que a leitura pode despertar gatilhos, já que é falado sobre traumas psicológicos, violência e suicídio em determinado momento.

Os personagens são o grande ponto positivo do livro, todos são bem construídos. Esther e Jonah juntos funcionam super bem! O casal possui química e são super fofos ao longo dos capítulos. Achei super legal a relação de Jonah fazer com que Esther perca seus medos, ao mesmo tempo que ele também passa por problemas familiares. Eugene, irmão de Esther, também passa por sérios problemas depressivos – e sua família não percebe, o que causa um grande desconforto proposital no leitor. A leitura alterna entre momentos sufocantes e romance fofo.

“Uma Lista quase definitiva de piores medos” é um drama que causa estranheza ao mesmo tempo que alerta e discute temas super importantes. Vale a pena conferir!

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Livro ▪ A Última Tragédia (Projeto Lendo o Mundo)

Autor: Abdulai Sila
Editora: Pallas
Páginas: 192
Skoob
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Oi gente!
É dia de projeto “Lendo o Mundo” – aquele que leio livros de todos países para conhecer a literatura, cultura e tradições desses locais. E, por sorteio, fui ler “A Última Tragédia”, de Abdulai Sila, publicado pela editora Pallas, e que representa a Guiné Bissau 🇬🇼 Esse livro foi publicado originalmente pela Kusimon Editora, em 1995, e no Brasil em 2006.

A República da Guiné-Bissau é um país do continente africano e foi colônia de Portugal até 1973.  Apenas 15% da população fala português. A grande maioria da população (90,4%) fala kriol, uma língua crioula baseada no português, enquanto o restante dos habitantes fala uma variedade de línguas africanas nativas.

Pesquisando sobre escritores do país, encontrei Abdulai Sila, que inclusive é o autor do que é considerado o primeiro romance guineense: “Eterna Paixão” (1994). Como não achei um exemplar para comprar, decidi ler “A Última Tragédia”, seu segundo livro. A trama narra a história da colonização pela ótica do colonizado. Primeiro, acompanhamos a jovem Ndani, que sai de seu povoado no interior do país em busca de uma vida melhor na capital, Bissau. Ela quer se ver livre da profecia de um curandeiro que dizia que ela era portadora de um mau espírito e que as tragédias acompanhariam sua vida. Ndani não falava português, a língua dos brancos, mas aprendeu algumas palavras que repetiu de porta em porta na cidade: “Sinhora, quer criado?” E foi assim que ela foi parar na casa da Dona Linda e do Sr. Leitão, onde descobriu um mundo novo. Para ela, o mundo do branco é completamente diferente. Agora a garota conhece o preconceito, a exploração e a tentativa de apagamento de sua cultura.

Dona Linda achava que tinha uma missão sagrada: catequizar os negros. Então ela criou escolas para que eles se tornassem replicadores do Evangelho. Um desses replicadores é o Professor, que chega a Quinhamel e lá conhece o Régulo Bsum Nanki. “Régulo” é um líder tradicional africano, um personagem que sobreviveu à colonização. E Bsum Nanki questiona a supremacia do branco sobre o negro e o direito de um povo invadir a terra do outro para instalar a sua lei. As vidas dos três personagens – Ndani, o Professor e o Régulo – em certo momento se cruzam.

Com relação à leitura, tive um pouco de dificuldade no meio do livro. A história de Ndani me pegou logo de cara e a leitura estava fluindo, até que mudou o cenário e fiquei um pouco perdido, mas logo tudo fez sentido. Foi muito interessante perceber a história pela ótica das pessoas oprimidas e o contraponto que o autor faz em cima da imposição cultural é excelente. E ainda quero ler outros livros do autor, se eu conseguir achar!

Este foi o 8º livro lido do projeto. Quer saber quais foram os outros? Acesse AQUI

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Livro ▪ Sem Ar

Autora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 392
Skoob
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Oi gente!
Jennifer Niven me conquistou com seus dois livros – “Por Lugares Incríveis” e “Juntando os Pedaços”. Assim, quando “Sem Ar” entrou em pré-lançamento eu já estava surtando! Mas infelizmente a leitura não foi o que eu imaginava.

Passar o verão numa ilha remota não era o plano de Claudine Henry. Ela deveria estar viajando de carro com sua melhor amiga, aproveitando cada minuto antes de ir para a faculdade. Mas depois que seus pais anunciam o divórcio, o mundo dela vira de cabeça para baixo — e Claude vai parar nesse destino improvável, acompanhando a mãe que tenta se reconstruir depois da separação. Ali, a garota não tem internet, sinal de celular ou amigos. Até que conhece Jeremiah. Com o espírito livre e um passado misterioso, a química entre os dois é imediata e irresistível. Enquanto vivem aventuras pelas praias, dunas e florestas, Claude e Miah tentam não se apaixonar — afinal, esse relacionamento tem os dias contados. Mas talvez viver esse romance seja exatamente do que Claude precisa para começar a escrever sua própria história.

A leitura até que começou boa. Claude e Jeremiah formaram um casal bacana, eu estava bem embalado no início, porém a nossa protagonista Claude é um tanto chata e me irritou em vários momentos. Não vou julgar a questão psicológica da personagem, que até certo ponto, podemos entender o que ela está passando – inclusive, temos muitos gatilhos de depressão – mas ainda assim, era bem difícil aguentá-la. Em compensação Miah é ótimo e o mistério em torno dele até envolve durante os capítulos. Porém a história não foi a lugar nenhum, faltou desenvolvimento dos personagens, faltou um arco narrativo interessante. Faltou aquele tempero para dar liga!

Quando achei que iria acontecer algo, nada aconteceu e o livro acabou. Outra coisa que não curti foi a relação de Claude com a sua melhor amiga Saz – em vários momentos ela foi infantil, egoísta e extremamente abusiva. Fui ficando muito decepcionado com a personagem. Infelizmente “Sem Ar”, para mim, foi uma das decepções do ano, a expectativa estava muito alta, mas não me agradou. E lembrando mais uma vez, a história tem vários gatilhos! Esteja preparado para um drama familiar e muito pessoal, caso for ler.

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