#Filme | Adoráveis Mulheres

Oi gente!
Assisti mais um filme que está concorrendo ao Oscar “Adoráveis Mulheres”, da diretora Greta Gerwing, concorre em 6 categorias: melhor filme, atriz (Saoirse Ronan), atriz coadjuvante (Florence Pugh), figurino, trilha sonora original e roteiro adaptado.

O longa narra a história das irmãs March – Jo (Saoirse Ronan), Meg (Emma Watson), Amy (Florence Pugh) e Beth (Eliza Scanlen). Filhas de Marmee March (Laura Dern), as quatro vivem suas vidas normais e sem grandes luxos enquanto os Estados Unidos passam pela Guerra da Secessão. Ligadas de alguma forma ao mundo artístico, as irmãs aguardam o retorno do pai (Bob Odenkirk), precisam lidar com o adoecimento de Beth e enfrentam os dilemas do amor. A narrativa, dividida em dois períodos: o auge da adolescência e o início da vida adulta, nos permite ter uma noção de como as mulheres daquela época lidavam com temas como arte, comércio, casamento, solidão e, principalmente, identidade e independência.

Greta Gerwing é, sem dúvidas, um dos principais nomes femininos em se tratando de direção. Aclamada pela crítica e indicada ao Oscar em 2018 por Lady Bird, a diretora traz uma nova cara à obra baseada no livro de Louisa May Alcott, que inclusive já foi adaptado várias vezes ao teatro, cinema e TV, sendo mais conhecida a versão de 1995, que também contou com um grande elenco como Susan Sarandon, Kirsten Dunst, Claire Danes, Christian Bale e Winona Ryder. A nova versão também traz nomes importantes como Laura Dern (cotadíssima a vencer o Oscar esse ano, porém por outro filme), Bob Odenkirk (Better Call Saul), Emma Watson (nossa eterna Hermione da saga Harry Potter), Timothée Chalamet (Me Chame pelo seu Nome) e Meryl Streep, interpretando a tia rica e ranzinza, rendendo ótimas cenas à atriz. Porém, Saoirse Ronan é o grande destaque do elenco – aos 25 anos, a atriz já acumula 4 indicações ao Oscar. Sua protagonista consegue defender a ideia do feminismo, ao mesmo tempo que mostra uma evolução do romantismo.

Distanciando-se do modo clássico de adaptações, Gerwig demonstra uma ousadia em seu roteiro ao trazer a narrativa não-linear. No início chega a confundir o espectador, mas com o tempo, a diretora acerta ao demonstrar passado e presente de diferentes formas, por exemplo, as cenas do passado possuem um filtro claro, com cores mais quentes, demonstrando a época alegre das personagens. O presente tem cores mais frias, puxando para o tom azulado, representando a tristeza. O roteiro consegue destacar todas as personagens – cada uma tem seu momento de brilhar. Gerwing conseguiu colocar mais profundidade em suas personalidades, isso é muito interessante. O figurino é outro grande destaque – tudo impecável!

Para mim, o grande trunfo do filme é a inteligência da diretora Greta Gerwing – senti muito a falta dela na categoria de melhor direção. No Oscar 2020, acredito que o filme não tenha grande destaque, infelizmente. Vencer a categoria de figurino não seria uma surpresa.

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#Filme | Ford vs. Ferrari

Oi gente!
Bora conferir mais um filme indicado ao Oscar 2020 – hoje vou falar de “Ford vs. Ferrari”, do diretor e roteirista americano James Mangold. O longa concorre em 4 categorias – melhor filme, montagem, edição de som e mixagem de som. Confira também as resenhas de “Dois Papas” (AQUI) e “Parasita” (AQUI).

A história se passa no início dos anos 1960, quando Henry Ford II, neto do fundador de uma das maiores construtoras do mundo, decidiu que a Ford precisava ser mais arrojada no mercado. Não poderia se contentar apenas em ser a maior vendedora de carros do mundo, mas se transformar em sinônimo de qualidade. Com isso em mente, tentou a todo custo comprar a Ferrari, que imperava nos principais campeonatos de automobilismo. Além de quatro troféus de Fórmula 1, entre 1956 e 1964, a empresa italiana conquistou seis vezes a desafiante prova 24 Horas de Le Mans, na França, entre 1958 e 1964.Com a recusa na negociação, bater de frente com a poderosa italiana virou questão de honra para os americanos, que nunca haviam conquistado a prova, muito menos uma temporada na Fórmula 1.

Para que a Ford obtivesse êxito, foi contratado o visionário designer automotivo americano Carroll Shelby (Matt Damon), único piloto dos EUA a vencer o disputado evento de corrida na história. A parceria entre Shelby e o destemido piloto britânico Ken Miles (Christian Bale) foi o grande trunfo. Juntos, Shelby e Miles lutaram contra o domínio corporativo, as leis da Física e seus próprios demônios pessoais para construir um carro de corrida revolucionário para a Ford Motor Company, assumir o controle das pistas e derrotar os veículos dominantes de Enzo Ferrari, nas 24 Horas de Le Mans, na França.

O título do filme passa a ideia da rivalidade entre as duas construtoras automobilísticas ou até mesmo a rixa entre seus donos, porém Henry Ford II (Tracy Letts) e Enzo Ferrari (Remo Girone) não possuem nenhum embate no filme, portanto a produção vai muito além disso – trata-se mais de uma história de superação pessoal tanto de Ken Miles como de Carroll Shelby. E tudo isso para os atores brilharem! Matt Damon e Christian Bale fazem um ótimo trabalho. O elenco ainda traz Caitriona Balfe (Outlander), Jon Bernthal (O Justiceiro), Josh Lucas (Poseidon), Noah Jupe (Um Lugar Silencioso), Ray McKinnon (Mayans M.C.), entre outros.

A produção também é muito boa. As sequências de corrida foram filmadas sem ajuda de computação gráfica, ou seja, tudo o que vemos é tão real quanto possível. E todas essas cenas são muito boas, talvez a melhor parte do filme. A equipe também conseguiu reproduzir de forma bem real os anos 1960. Trilha sonora, fotografia, figurino, tudo remete à década. Apenas acho que duas horas e meia de tela foi muita coisa – o início, principalmente, é cansativo. No Oscar, acredito que não tenha grandes chances, talvez nas categorias de som, mas concorre diretamente com o fortíssimo “1917”.

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#Filme | Parasita

Oi gente!
Continuando a saga dos filmes indicados ao Oscar (já falei de “Dois Papas” AQUI) hoje chegou a vez de “Parasita”, produção sul coreana que conquistou 6 indicações – melhor filme, direção (Bong Joon Ho), edição, filme estrangeiro, design de produção e roteiro original.

Já vou começar dizendo que gostei do filme – na parte técnica ele é perfeito – mas confesso que não entendi todo o hype que a produção está tendo. “Parasita” foi amplamente citado na imprensa especializada como um dos melhores filmes de 2019 e, além disso, tem feito números expressivos de bilheteria. O filme já arrecadou cerca de US$ 107 milhões globalmente. É um blockbuster na Coreia do Sul e bateu recordes nos Estados Unidos, um mercado conhecido por consumir poucos filmes estrangeiros. Nos cinemas brasileiros, segundo noticiou o site Adorocinema, “Parasita” esteve entre as maiores bilheterias.

Como falei… o filme é interessante? Sim! A temática da desigualdade de classes, muito bem trabalhada pelo roteiro, conquista a atenção de quem assiste. Bong Joon Ho – diretor de “Expresso do Amanhã” (2013) e “Okja” (2017) – faz um bom trabalho na parte técnica do longa. Temos boas cenas, um jogo de câmeras bem interessante, uma produção impecável. A história, de certa forma simples, acompanha duas famílias, mostrando realizadas opostas.

Toda a família de Ki-taek (Kang-Ho Song) está desempregada, vivendo num porão sujo e apertado. Uma obra do acaso faz com que o filho adolescente da família comece a dar aulas de inglês à garota de uma família rica. Fascinados com a vida luxuosa destas pessoas, pai (Kang-Ho Song), mãe (Chang Hyae Jin), filho (Woo-sik Choi) e filha (Park So-Dam) bolam um plano para se infiltrarem também na família burguesa, um a um.

A composição do filme é bem clássica – possui o início explicativo onde mostra a família Kim passando diversas dificuldades, tendo que morar em um porão sujo e mal localizado, até o momento em que o filho Ki-Woo consegue um emprego e passa a infiltrar cada familiar, demonstrando até um tom cômico. Logo após inicia-se o desenvolvimento com o plano sendo colocado em prática até o grande plot twist que desencadeia o final com grandes surpresas – algumas até meio difíceis de acreditar. O final é ousado, é perturbador e surpreende o espectador – talvez seja esse encerramento o grande motivo do hype. Com relação ao elenco, o experiente Kang-Ho Song é o grande destaque ao interpretar o pai desiludido e interesseiro. Park So-Dam também me agradou como a filha da família pobre.

“Parasita” é uma metáfora extremamente importante, que busca discutir a desigualdade, o oportunismo, o que vale a pena fazer em um mundo totalmente injusto, tudo isso de uma forma simples e até eficiente. É um olhar urgente, com camadas construídas de forma eficaz, sobre temas sociais oportunos. Aposto na vitória do longa sul coreano na categoria de melhor filme estrangeiro. Poderia ter um destaque na categoria de design de produção, mas tem concorrentes fortes.

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#Filme | Dois Papas

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Começou a temporada de premiações do cinema e nestes próximos posts vou trazer dicas de alguns filmes que concorrem nas principais categorias dessas cerimônias. Logo nos primeiros dias do ano, assisti ao filme “Dois Papas”, do diretor brasileiro Fernando Meirelles.

O longa da Netflix, inspirado em eventos reais, nos leva de volta ao começo do século, logo após a morte do Papa João Paulo II, quando o povo cristão se reuniu na Praça de São Pedro no Vaticano, à espera de um novo pontífice que representaria a Igreja católica, e este veio no conservador alemão Joseph Ratzinger, o Papa Bento XVI. Sendo quase eleito, o Cardeal Jorge Mario Bergoglio retornou para a Argentina, seu país de origem. Sua vida também é retratada em diversos flashbacks, mostrando sua celebração entre os pobres, sua torcida pelo San Lorenzo – seu time do coração, e até mesmo parte de sua juventude. Porém, com o passar de alguns anos, ele se encontra frustrado com a direção que a Igreja estava tomando, e resolve pedir permissão para o líder católico para se aposentar do cargo. Mas, o Papa Bento XVI enfrenta uma das grandes crises do Vaticano – sobre padres incestuosos e diversas outras denúncias que apareciam no mundo todo, e, que em sua maioria eram acobertadas pela própria igreja.  Na Itália, os “dois papas” iniciam uma longa conversa onde debatem não só os rumos do catolicismo, mas também afeições e peculiaridades da personalidade de cada um.

Para começar, já confesso que assisti este filme sem grandes expectativas, pois achei que não iria gostar. E é tão bom quando a gente se surpreende, não é mesmo?! O longa é muito bom! E existem dois méritos de maior destaque no filme de Fernando Meirelles: os diálogos entre os personagens-título e as performances de Jonathan Pryce e Anthony Hopkins – estão absolutamente fascinantes em seus papéis. A semelhança física dos dois atores com os personagens históricos que representam já é algo notável. Os dois atores assumem a seriedade e o pensamento desses dois religiosos e recebem um texto forte, respeitoso e muito verdadeiro sobre aquilo que o mundo pensa a respeito da igreja como um todo. As diferentes visões de Bento e Francisco sobre variados assuntos — da doutrina católica a futebol — tornam o filme cativante, mesmo para quem não é religioso. Os dois não concordam em nada, mas encontram uma via de respeito, um belo exemplo no atual contexto.

Destaque também para o ator argentino Juan Minujin que interpreta o cardeal Bergoglio nos flashbacks. Ele faz um ótimo trabalho, aliado à toda composição maravilhosa que o filme traz. As cenas do passado – algumas até em preto e branco, com formato de tela diferente e filtro antigo – retratam um período nebuloso do papa argentino, fases que ele mesmo já disse se arrepender muito. O tom documental traz ainda mais realismo à produção. Claro que algumas coisas não são tão verdadeiras, afinal é um filme baseado em fatos reais, após o roteiro seguir o livro “Dois Papas: Francisco, Bento e a decisão que abalou o mundo”. A cena final, por exemplo, é hilária, apesar de não ser verdadeira. Ainda assim é um longa interessante, com diálogos maravilhosos, super reflexivo, com atuações impecáveis e uma direção segura do brasileiro Fernando Meirelles. Vale a pena conferir.

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#Série | You – 2ª Temporada

Oi gente!
Depois de uns dias que tirei para aproveitar as festividades de fim do ano, bora voltar com tudo para 2020! E não pensem vocês que fiquei parado, sem assistir nada esses dias! Porque eu vi várias séries e filmes para trazer aqui! Uma delas foi a 2ª temporada de “You”, lançada na Netflix.

Quer conferir a crítica da 1ª temporada? Clica aqui!

Após todos os acontecimentos em Nova York, Joe Goldberg (Penn Badgley) muda-se para Los Angeles, com a finalidade de fugir de Candace (Ambyr Childers) e começar uma nova vida. É lá que ele conhece Love Quinn (Victoria Pedretti) – seu “novo alvo”. A garota vem de uma família rica, com diversos problemas. Junto com o irmão Forty (James Scully), Love administra a loja Anavrin (“Nirvana” ao contrário) que mescla livros e gastronomia – um lugar perfeito para Joe, que agora é Will, após roubar uma nova identidade. Em Los Angeles, Will/Joe também vai se envolver com Delilah (Carmela Zumbado) e sua irmã Ellie (Jenna Ortega).

Até aqui comecei bem, sem spoilers! A partir daqui não posso prometer nada! Então vamos lá, de um modo em geral, achei a temporada bem variável, com altos e baixos. Para falar a verdade, gostei mais da metade para o final, e vou explicar o porquê. Os primeiros episódios me pareceram bem repetitivos em relação à primeira temporada.

A história é a mesma – Will se apaixona por uma garota, começa a stalkeá-la e desenvolve uma amizade com um personagem que se tornará uma válvula de escape – neste caso é a Ellie; na primeira temporada foi o Paco. Há uma pessoa que faz mal a esse personagem – Henderson, que se mostra um famoso que gosta de abusar de garotas menores de idade – e para isso, o Will precisa ativar seu modo “herói”. Nós já vimos essa base narrativa antes, acho que não precisava se repetir, poderia ter acontecido de outro modo. Também fica um pouco complicado entender as intensões do personagem. O primeiro episódio foi muito bom e teve um plot no final mostrando que o personagem continuava igual e já estava de olho em uma nova presa. Já no segundo episódio, do nada, ele passa a ter atitudes como se quisesse uma redenção.

E para mim, uma outra crítica que faço é com relação à personagem Candace – totalmente mal construída! Ela voltou no final da temporada anterior (um dos melhores plots) para infernizar a vida do Joe/Will, fazendo com que ele pagasse por seus crimes. Mas descobrimos que a personagem não possuía nenhum plano para isso. Em alguns momentos ela tem uma atitude toda fodona, como se tivesse superado tudo e realmente quisesse vingança. Em outros momentos, ela é frágil e não consegue nem o abraçar, sendo que está próximo a ele em todos os momentos. No final, acaba se ferrando sem nem ter conseguido fazer nada do que queria, sendo um total desperdício de personagem para a história.

Falando nas partes boas, acho que a história engrena no final. A relação do Will e Love foi bem construída, inclusive a atriz Victoria Pedretti dá um show de atuação – já havia se mostrado uma boa opção em “A Maldição da Residência Hill” e ainda esteve em “Era uma Vez em Hollywood”. Gosto também das atuações de Carmela Zumbado e Jenna Ortega (descobri que ela fez a Jane novinha em “Jane the Virgin”). Os episódios em que o Forty droga o Will e ele não sabe o que aconteceu durante o período em que esteve chapado, foram os melhores da temporada. A revelação do principal mistério da trama foi previsível, mas o final foi interessante e já deixou um gancho para a próxima temporada, que já foi confirmada pela Netflix.

Comentando rapidinho sobre a adaptação em relação ao livro, esta segunda temporada, que é baseada no livro “Corpos Ocultos”, de Caroline Kepnes, não foi nada fiel. Há muitas alterações, principalmente em personagens e no decorrer da história. Se você leu o livro não espere que seja igual, porque não é!

Enfim, como disse anteriormente, achei a temporada com altos e baixos, curti algumas coisas, outras não, mas de qualquer forma ainda é uma produção que prende a nossa atenção. Vale a pena conferir.

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#Filme | Downton Abbey – o Filme

Oi gente!
Quem me acompanha há um tempo aqui no blog ou pelas minhas redes sociais deve saber que eu era mega fã de Downton Abbey. E neste ano, os produtores dessa série maravilhosa resolveram fazer um filme para matarmos a saudade da família Crawley.

E já digo que o intuito maior é realmente esse – matar a saudade. Apesar de uma produção impecável – como sempre foi – o longa não tem grandes pretensões. Na nova produção, os residentes de Downton Abbey recebem a notícia de uma visita real, e enquanto os moradores dos andares de cima se apressam para organizar os preparativos, os criados dos andares debaixo tentam encontrar um jeito de não serem substituídos pelos funcionários da Coroa. A trama é básica, mas complementada por romances paralelos e questões políticas.

Como foi bom reviver personagens tão queridos como Robert Crawley (Hugh Bonneville), Lady Mary (Michelle Dockery) ou mesmo os serviçais Carson (Jim Carter), Mrs. Hughes (Phyllis Logan) Anna Bates (Joanne Froggatt), John Bates (Brendan Coyle), Mrs. Patmore (Lesley Nicol) e, claro que não poderia faltar a condessa Violet Crawley (Maggie Smith). Confesso que assisti todo o filme com aquele sorrisinho bobo no rosto – era inevitável.

E como falei, a produção não tem grandes pretensões de prêmios ou talvez Oscar. Mas a história cativa quem era fã. Foi interessante para sabermos como estavam alguns personagens e para se redimirem com outros que não tiveram um devido final na série. Gostei de ver a relação de Lady Edith (Laura Carmichael) com o marido e saber que o casal terá seu primeiro filho. Que Daisy (Sophie McShera – adorava ela) e Andy (Michael C. Fox) estavam aos trancos e barrancos com seu relacionamento, mas que tudo foi encaminhado no final. Que Thomas Barrow (Robert James-Collier) apesar de todas as vilanias que fez durante a série, se redimiu mesmo e continua como o mordomo de Downton. E ainda bem que resolveram a vida do Tom (Allen Leech) – tinha sido uma das únicas coisas que não curti quando a série finalizou – o personagem era tão querido e não tinha tido seu final feliz. Mas dessa vez surgiu uma nova paixão – a doce Lucy (Tuppence Middleton) – que eu fiquei chocado ao perceber que ela era a atriz que fazia a Riley em Sense8.

Além de tudo isso, pode-se dizer que o ponto alto do filme é, sem dúvidas, a fotografia, elogiadíssima desde a TV. Todo o contraste, seja em tons mais escuros ou a iluminação, com cenas maravilhosas do castelo, ou seja em roteiro, tudo foi altamente trabalhado de forma gradativa.

Agora você pode me perguntar se alguém que nunca assistiu a série de TV conseguirá entender e acompanhar o filme? Acredito que sim, mas não surtirá o mesmo efeito! A história já começa sem apresentações de personagens ou de contexto narrativo – esse pode ser o único problema para quem nunca tenha visto nada. Mas com o desenvolvimento do roteiro, a história vai se tornando de fácil compreensão.

“Downton Abbey – o Filme” vale a pena por ser baseada em uma das séries mais bem avaliadas de todos os tempos, por apresentar uma história cativante, por nos trazer novamente um elenco fantástico – principalmente com Maggie Smith (saudades professora McGonagall) – inclusive a atriz volta a contracenar com Imelda Staunton (a Dolores Umbridge) – as duas formam um triangulo mega divertido com Penelope Winton. Se você era fã de Downton Abbey assista o filme porque não há como não gostar!

#Minissérie | Sanditon

Oi gente!
Há algumas semanas terminei de ver a minissérie “Sanditon”, que é baseada em uma obra inacabada de Jane Austen, um dos nomes mais famosos da literatura mundial. E quando eu disse “inacabada” é porque a autora faleceu em 1817, antes de terminar de escrever o livro. Para quem não conhece, Jane Austen é autora de grandes sucessos que já foram adaptados para o cinema como “Orgulho e Preconceito” e “Razão e Sensibilidade”.

Responsável pelas recentes adaptações de “Os Miseráveis” e “Guerra e Paz”, Andrew Davies dirige a minissérie que conta com 8 capítulos, produzida pela ITV Studios. A história gira em torno de Charlotte Heywood (Rose Williams), irmã mais velha dentre 12 irmãos de uma modesta família do interior. Após ajudar Mary e Tom Parker (Kate Ashfield e Kris Marshall) num incidente, a jovem é convidada pelo casal para conhecer a cidade de Sanditon, que ele aposta ser capaz de se transformar num famoso resort à beira-mar. Lá, a jovem inocente se encontra no meio da disputa pela herança da rica Lady Denham (Anne Reid), enquanto passa a ter confrontos com Sidney Parker (Theo James); o centrado e temperamental irmão de Tom.

No arco narrativo, temos algumas histórias bem interessantes. Uma delas está no núcleo de Lady Denham, uma senhora rica que é a principal investidora de Tom. Uma mulher sem papas na língua, extremamente direta e desconcertante. Seus sobrinhos Esther (Charlotte Spencer) e Edward (Jack Fox) estão de olho na herança da tia, que já está bem idosa, mas não tem planos de morrer tão cedo. Ela também cria a jovem Clara Brereton (Lily Sacofsky), que se revela ser muito ambiciosa. O interessante nesse núcleo é a relação de Esther e Edward, que apesar de serem irmãos, apresentam um princípio de uma história de incesto. Charlotte Spencer, que interpreta Esther, conseguiu chamar atenção para si e se destaca bastante, assim como a experiente Anne Reid.

Com o desenvolvimento da minissérie, Tom decide organizar um baile na cidade, e posteriormente uma regata, de modo a atrair mais pessoas interessadas em visitar o lugar e fazer de seu resort um sucesso. Para isso, conta com a ajuda de seu irmão, Sidney Parker (Theo James) para atrair futuros hóspedes, como o jovem rico Lord Babbington (Mark Stanley). Sidney é um personagem bem grosseiro e cruel nas poucas interações que teve com Charlotte, mas a relação dos dois consegue prender o telespectador mais ávido por um romance, meio que “impossível”. O ator Leo Suter completa o triângulo amoroso ao interpretar Stringer, um jovem arquiteto que auxilia os irmãos Parkers na construção de Sanditon.

Por fim, outro arco narrativo interessante é o de Miss Georgiana Lambe (Crystal Clarke), uma garota nascida a África e que foi enviada a Inglaterra para ter a educação formal de uma dama. Ela está na cidade porque Sidney é seu protetor, e decidiu tirá-la de Londres. Trata-se da primeira personagem negra na literatura de Austen. A atriz Crystal Clarke também foi uma grata surpresa, visto que sua personagem se envolve em um romance proibido, o que contribui para a evolução da história.

Agora preciso dizer que esperava mais de Rose Williams, atriz que interpreta a protagonista Charlotte Heywood. A história dela não possui grandes revelações e a atuação se tornou bem linear, o que proporcionou que os coadjuvantes chamassem mais atenção ao longo dos capítulos. Entrando na parte técnica, a fotografia da série é bem interessante, com aquela cara de produções de época. O figurino está impecável e o design de produção traz belas paisagens como cenário. E para os curiosos, aqui vai uma curiosidade – Jane Austen escreveu apenas onze capítulos de “Sanditon” antes de sua morte — algo que compõe cerca de apenas 24 minutos do piloto da minissérie. A partir daí, até o oitavo e último episódio, será tudo criação do roteirista e diretor Andrew Davies.

Para quem curte uma história de época, a minissérie “Sanditon” é uma boa opção de entretenimento. Dá para assistir em alguns sites online.

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#Série | Vis a Vis 4ª Temporada

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Fiquei alguns dias sumido neh!? Mas já estou de volta trazendo a minha opinião sobre a última temporada de Vis a Vis – mais um fenômeno espanhol exibido no Brasil pela Netflix.

Depois de uma terceira temporada que deixou muito a desejar, Vis a Vis tinha a missão de encerrar com um final digno. Logo no início vemos que Zulema (Najwa Nimri) e Saray (Alba Flores) sobreviveram e estão de volta à Cruz del Norte. Porém, muitas coisas mudaram na prisão enquanto elas estiveram fora, e a principal delas é que agora Sandoval (Ramiro Blas) é o novo diretor, ou seja, o local se transformou em um verdadeiro campo de guerra, com suas ideias sádicas. Outras personagens queridas – Sole (Maria Isabel Diaz), Rizos (Berta Vásquez), Antônia (Laura Baena) e Terê (Marta Aledo) estão de volta também!

Mas a grande pergunta é se Macarena (Maggie Civantos) estaria nesta temporada final. A protagonista da série apareceu somente nos dois primeiros episódios da terceira temporada porque a atriz estava gravando outra série da Netflix – “Las Chicas del Cable”. Para mim, Macarena era uma das melhores personagens e sua ausência foi um dos motivos para a temporada anterior não ter engrenado tanto. Nesta quarta temporada achei que não fossemos vê-la mais, (e lá vai um spoiler) porém Macarena volta nos dois episódios finais para agitar ainda mais a história. Claro que neste tempo, o espaço de protagonista já foi totalmente ocupado por Zulema, interpretada por Najwa Nimri.

A atriz – que interpreta a inspetora Alicia Sierra em La Casa de Papel – toma conta da história e se torna o mais importante elo, principalmente pela aparição de sua filha Fátima (Georgiana Amorós). Sim, Zulema tem uma filha que surge em Cruz del Norte para levar a personagem ao seu extremo. Inclusive quem já assistiu a 2ª temporada de Elite com certeza vai reconhecer a atriz Georgiana Amorós, que interpretou Cayetana uma jovem que mente sobre sua origem humilde.

Voltando a falar de Najwa Nimri, ela é uma atriz de força, que consegue imprimir personalidade a qualquer personagem que lhe caia nas mãos. Em Vis a Vis não foi diferente: ela conseguiu fazer com que Zulema ganhasse o coração e a mente dos fãs da série. Agora uma crítica que faço é com relação a Altagracia (Adriana Paz) – a personagem tinha muita força também, poderia render bons momentos, mas foi bem mal aproveitada e retirada precocemente da série.

Com 8 episódios, Vis a Vis chegou ao final entregando exatamente aquilo que os fãs da série esperavam. Os produtores nos deram um encerramento mais humano. Comentando sobre o último episódio (já estejam preparados para spoilers) foi emocionante a cena final da Sole, que descobriu ter Mal de Alzheimer e fez um pedido tocante para suas amigas; a morte de Sandoval – uma cena esperada pelos fãs – foi bem violenta, mas necessária. Esperava mais um romance entre Zulema e Hierro (Benjamin Vicuña) – teria sido interessante. Saray teve sua filha. Curti muitooo o final da Terê, adorava essa personagem! Ela largou as drogas, virou assistente social e passou a ajudar tanto suas amigas como as novas presas de Cruz del Norte. E claro que o final mais esperado seria o de Macarena e Zulema, que eu também gostei bastante – as duas continuam no mundo do crime e agora realizam assaltos em joalherias de luxo. O final deixou em aberto uma possível sequência com as personagens. A temporada final, principalmente os últimos episódios, foi uma montanha russa de sentimentos, com cenas de tirar o fôlego.

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#Série | Monarca

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Em setembro a Netflix estreou uma série mexicana bem interessante que eu queria trazer como dia para vocês. “Monarca” tem 10 episódios e vai muito além do melodrama característico das produções do México. A série entrelaça amor, trama política e narcotráfico para narrar a história da família Carranza.

Hoje em dia, as séries de língua hispânica tem estado bem em alta – visto “La Casa de Papel”, “Elite” e “Vis a Vis”, todas espanholas. Como já disse, “Monarca” é mexicana, mas também tem um desenvolvimento típico de séries americanas, com vários ganchos e muita ação por trás de grandes desavenças e armações.

A história começa mostrando o patriarca da família – Don Fausto Carranza – um empresário que sempre foi cruel e tentava levar vantagens nos negócios, fazendo tudo o que podia para ter cada vez mais poder. Após um infarto, ele resolve mudar e desafia pessoas muito poderosas como políticos e os chefes do cartel. Ao tentar unir novamente a família, Don Fausto é encontrado morto após ser assassinado. A partir daí o Grupo Monarca é disputado pelos três herdeiros – Joaquín, Ana María e Andrés – que se enfrentam para saber quem será o novo presidente.

Ana María, interpretada por Irene Azuela, se afastou anos atrás da família, se recusando a fazer parte dos negócios ao escolher o caminho da honestidade, criando sua família longe do México ao se tornar jornalista nos Estados Unidos. Após um pedido do pai, volta ao seu país de origem para reencontrar grandes mágoas do passado. Joaquín (Juan Manuel Bernal) é como o pai, ambicioso e totalmente sem escrúpulos. É o primogênito e sempre esteve envolvido nas ações do Grupo Monarca. Com a morte do pai, vê sua grande chance e não se importa em ter que passar por cima dos irmãos para conseguir o que tanto deseja. Por fim, André (Osvaldo Benavides – conhecido no Brasil por estrelar várias novelas mexicanas como “Maria do Bairro” e “O que a Vida me Roubou”) é o filho caçula, que comanda a área hoteleira do Grupo Monarca, porém vive uma vida de mentiras e engano.

“Monarca” possui uma trama envolvente, com vários ganchos que nos faz querer continuar assistindo sem parar. A fotografia é bonita, o roteiro é bem desenvolvido e os cenários são incríveis, mostrando as plantações de algave e fabricação de tequila. Produzida pela atriz mexicana Salma Hayek, a série deixa claro a pretensão de retratar o empoderamento feminino através da protagonista Ana María e até com a personagem Dona Cecília Dávila Carranza, matriarca da família, vivida pela atriz argentina Rosa María Bianchi. Em relação ao elenco, o grande destaque é o ator Juan Manuel Bernal, que consegue entregar um vilão interessante, com muitas nuances. O elenco jovem também é interessante com histórias atuais como a influências das mídias sociais e uso de drogas.

A temporada acabou com um final que deixa as portas abertas para uma segunda temporada, ainda não oficializada pela Netflix. Vale a pena conferir.

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Apostas para o Emmy 2019

Oi gente!
O maior prêmio da televisão americana ocorre neste fim de semana! A 71ª edição do Emmy será neste domingo, dia 22 de setembro, em Los Angeles. E vou aproveitar para comentar as minhas apostas! Vamos ver quantas categorias vou acertar!

Melhor Série Drama
Aposta: Game of Thrones
Aposta do Coração: This is Us
Indicados: Better Call Saul (Netflix), Bodyguard (Netflix), Game of Thrones (HBO), Killing Eve (BBC), Ozark (Netflix), Pose (FX), Sucession (HBO) e This is Us (NBC).

Acredito que na principal categoria não haverá surpresas. Por mais que a 8ª temporada de Game of Thrones tenha tido um roteiro falho e ter sido duramente criticada, a série continua sendo uma produção grandiosa e o nível de excelência técnica é muito superior as suas competidoras. E também é sua última temporada, tem toda uma história, além de já ter levado 3 estatuetas nessa categoria – 2015, 2016 e 2018. Caso haja surpresas, acredito que Killing Eve possa surpreender, apesar que minha aposta do coração é a maravilhosa This is Us.

Melhor Série Comédia
Aposta: Veep
Aposta do Coração: Barry ou The Good Place
Indicados: Barry (HBO), Fleabag (Amazon Prime), The Good Place (Netflix), The Marvelous Mrs Maisel (Amazon Prime), Boneca Russa (Netflix) e Veep (HBO).

Também acho que nesta categoria não haverá surpresas, pelo mesmo motivo anterior. Veep é a maior série de comédia do momento, encerrou com uma ótima temporada, é sucesso de crítica e público, além de já ter levado 3 estatuetas seguidas – 2015, 2016 e 2017.  Comentando as demais – Boneca Russa é legalzinha, Fleabag (apesar da crítica ter amado) não curti muito, The Marvelous Mrs Maisel é uma aposta forte para caso Veep não vença e duas queridinhas do meu coração são Barry e The Good Place.

Melhor Atriz em série de Drama
Aposta: Sandra Oh, de Killing Eve
Aposta do Coração: Mandy Moore, de This is Us
Indicados: Emilia Clarke (Game of Thrones), Jodie Comer (Killing Eve), Sandra Oh (Killing Eve), Viola Davis (How to get away with Murder), Laura Linney (Ozark), Mandy Moore (This is Us) e Robin Wright (House of Cards)

Não vou apostar na vitória de Emilia Clarke nesta categoria. A atriz foi um dos principais nomes de Game of Thrones, conquistou espaço na série, mas o rumo que sua personagem tomou acabou prejudicando todo o desenvolvimento. Ela concorre pelo episódio 04 (The Last of the Starks). PS: acho que foi a EmmyTape errada, deveria concorrer pelo último episódio. Dessa forma, vou apostar em Sandra Oh, de Killing Eve. Ela concorre com o 8º episódio da 2ª temporada (You’re Mine). Na minha opinião Jodie Comer é bem superior à Sandra Oh na série, já comentei na resenha que não curto muito a personagem Eve, já a vilã Villanelle tem muito mais contraste, com altos e baixos, expressões, acho que mereceria mais. Laura Linney e Robin Whright não têm forças para um prêmio. Já Mandy Moore é minha aposta do coração, ficaria super feliz se ganhasse – ela concorre pelo 14º episódio (The Graduates) de This is Us.

Melhor Ator em série de Drama
Aposta: Sterling K. Brown (This is Us) ou Billy Porter (Pose)
Aposta do Coração: Sterling K. Brown (This is Us) e Milo Ventimiglia (This is Us)
Indicados: Jason Bateman (Ozark), Sterling K. Brown (This is Us), Bob Odenkirk (Better Call Saul), Kit Harrington (Game of Thrones), Billy Porter (Pose) e Milo Ventimiglia (This is Us)

Estou um pouco em dúvida nessa categoria, mas acho que vou arriscar em algo diferente e apostar em Billy Porter. Pose é uma série que conquistou a crítica, além de retratar o surgimento dos bailes LGBT na NY dos anos 80, com uma produção caprichada e texto de Ryan Murphy. O ator concorre com o episódio 6 (S01E06 – Love is the Message). Sterling K. Brown também é um nome forte para vencer. Ele já levou em 2017 e no ano passado perdeu para Matthew Rhys, que estava na última temporada de The Americans. Sterling concorre com o 17º episódio (S03E17 – R&B) com certeza o melhor capítulo do ator na temporada. Jason Bateman e Bob Odenkirk não devem levar, apesar de concorrerem sempre. Me recuso a aceitar uma vitória de Kit Harrington. Já Millo Ventimiglia seria uma aposta que alegraria meu coração. Acho que vocês já perceberam que This is Us é uma das minhas séries preferidas, neh?!

Melhor Ator Coadjuvante em série de Drama
Aposta: Peter Dinklage (Game of Thrones)
Aposta do Coração: Alfie Allen (Game of Thrones)
Indicados: Alfie Allen (Game of Thrones), Nikolaj Coster-Waldau (Game of Thrones), Peter Dinklage (Game of Thrones), Jonathan Banks (Better Call Saul), Giancarlo Esposito (Better Call Saul), Michael Kelly (House of Cards) e Chris Sullivan (This is Us)

Peter Dinklage já tem 3 Emmys pelo papel de Tyrion Lannister em GOT. E é bem provável que vai conseguir sua 4ª estatueta, apesar de não ter sido sua melhor temporada. Acho que Nikolaj Coster-Waldau merecia um prêmio também – não por essa temporada, mas talvez pelo conjunto da obra. Alfie Allen, que realizou sua própria inscrição, também merecia – e este com razão – sua cena no episódio da Batalha de Winterfell é uma das melhores de Game of Thrones.

Melhor Atriz Coadjuvante em série de Drama
Aposta: Gwendoline Christie (Game of Thrones) ou Maisie Williams (Game of Thrones)
Aposta do Coração: Maisie Williams (Game of Thrones)
Indicados: Gwendoline Christie (Game of Thrones), Sophie Turner (Game of Thrones), Lena Headey (Game of Thrones), Maisie Williams (Game of Thrones), Julia Garner (Ozark) e Fiona Shaw (Killing Eve)

Quatro atrizes de Game of Thrones concorrendo na mesma categoria! Pode ser bom, mas também pode atrapalhar. Gwendoline Christie também fez sua própria inscrição, não dependendo da emissora e conquistou sua indicação. A atriz encerrou seu trabalho da melhor forma possível, não me surpreenderia com uma vitória. Lena Headey tem chances de ganhar pelo conjunto da obra, mas quero muito ver Maisie Williams levando a melhor. Arya Stark foi a grande surpresa da última temporada, mandou super bem e concorre com a cena em que sua personagem mata o Rei da Noite.

Melhor Atriz em série de Comédia
Aposta: Julia Louis-Dreyfus (Veep)
Aposta do Coração: Julia Louis-Dreyfus (Veep)
Indicados: Christina Applegate (Dead to Me), Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel), Natasha Lyonne (Russian Doll), Julia Louis-Dreyfus (Veep), Catherine O’Hara (Schitt’s Creek) e Phoebe Waller-Bridge (Fleabag)

A vitória de Julia Louis-Dreyfus também é mais do que certa. A atriz é a maior vencedora da categoria, além de ter ganho em todas as vezes que foi indicada. O único ano em que não recebeu prêmio foi o ano passado, porque Veep não havia sido exibida por conta de um câncer que a atriz teve, não podendo, então, ser indicada. Phoebe Waller-Bridge corre por fora.

Melhor Ator em série de Comédia
Aposta: Bill Hader (Barry)
Aposta do Coração: Bill Hader (Barry)
Indicados: Anthony Anderson (Black-ish), Don Cheadle (Black Monday), Ted Danson (The Good Place), Michael Douglas (The Kominsky Method), Bill Hader (Barry) e Eugene Levy (Schitt’s Creek).

Barry é uma das minhas séries de comédia favorita! Óbvio que aposto em Bill Hader, mas não com toda certeza haha. O ator venceu ano passado, mas Michael Douglas tem recebido alguns prêmios por The Kominsky Method.

Melhor Atriz Coadjuvante em série de Comédia
Aposta: Alex Borstein (The Marvelous Mrs. Maisel)
Aposta do Coração: tanto faz haha
Indicados: Anna Chlumsky (Veep), Alex Borstein (The Marvelous Mrs. Maisel), Sian Clifford (Fleabag), Olivia Colman (Fleabag), Betty Gilpin (GLOW), Sarah Goldberg (Barry), Marin Hinkle (The Marvelous Mrs. Maisel) e Kate McKinnon (Saturday Night Live)

Alex Borstein com sua Susie ganhou ano passado o Emmy pela primeira temporada de The Marvelous Mrs. Maisel. Com a consagração da série, ela deve conquistar o segundo prêmio, merecidamente também. Sua personagem é muito engraçada e faz uma ótima parceria com a Midge de Rachel Brosnahan, que também ganhou ano passado. Sua maior competidora talvez seja Olivia Colman.

Melhor Ator Coadjuvante em série de Comédia
Aposta: Tony Hale (Veep)
Aposta do Coração: Anthony Carrigan (Barry)
Indicados: Alan Arkin (The Kominsky Method), Stephen Root (Barry), Anthony Carrigan (Barry), Tony Hale (Veep), Tony Shalhoub (The Marvelous Mrs. Maisel) e Henry Winkler (Barry)

Veep está em sua última temporada, isso é sempre levado em consideração e Tony Hale tem uma performance muito especial, uma ótima mistura de drama e comédia. Henry Winkler é o atual vencedor, porém acho que não tem chances de vencer novamente, seu personagem não teve tanto destaque ou crescimento nessa temporada. Já Anthony Carrigan seria minha aposta do coração, gostaria de vê-lo vencer.

Melhor Minissérie
Aposta: Chernobyl (HBO) ou Olhos que Condenam (Netflix)
Aposta do Coração: Chernobyl (HBO) ou Olhos que Condenam (Netflix)
Indicadas: Escape at Dannemora (Showtime), Chernobyl (HBO), Sharp Objects (HBO), Fosse/Verdon (FX) e Olhos que Condenam (Netflix)

Essa categoria está mega difícil para decidir. Chernobyl e Olhos que Condenam são extremamente maravilhosas. Ambas falam de temas relevantes e atuais, além de trazerem uma narrativa com excelência. Vamos ser práticos – Chernobyl foi muito mais aclamada e comentada. Porém a Netflix fez uma campanha forte por Olhos que Condenam. Mas de qualquer forma, ambas são muito merecedoras. Comentando rapidamente sobre as outras – Fosse/Verdon não gostei nada; Escape at Dannemora tem pontos positivos e Sharp Objects também não me agradou.

Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para TV
Aposta: Patricia Arquette (Escape at Dannemora)
Aposta do Coração: Aunjanue Ellis (Olhos que Condenam)
Indicadas: Amy Adams (Sharp Objects), Patricia Arquette (Escape at Dannemora), Aunjanue Ellis (Olhos que Condenam), Niecy Nash (Olhos que Condenam), Michelle Williams (Fosse/Verdon) e Joey King (The Act)

Amy Adams iniciou o período de elegibilidade para o Emmy 2019 interpretando a problemática Camille Preaker de Sharp Objects. Acho a interpretação dela muito boa, mesmo não gostando da série. Sempre esnobada, a atriz até mereceria uma estatueta. Mas Patricia Arquette entregou um dos melhores papéis de sua carreira. Ela já ganhou o Globo de Ouro pelo papel e empatou com Amy no Critics Choice. Sem grandes chances, Aunjanue Ellis seria uma boa opção também.

Melhor Ator em Minissérie ou Filme para TV
Aposta: Jared Harris (Chernobyl)
Aposta do Coração: Jharrel Jerome (When They See Us – Olhos que Condenam)
Indicados: Mahershala Ali (True Detective), Benicio Del Toro (Escape at Dannemora), Hugh Grant (A Very English Scandal), Jared Harris (Chernobyl), Sam Rockwell (Fosse/Verdon) e Jharrel Jerome (When They See Us – Olhos que Condenam)

Jared Harris faz um excelente trabalho em Chernobyl. Sua interpretação é superior às demais, porém Jharrel Jerome também mandou super bem em Olhos que Condenam, seu papel tem uma representatividade maior, uma carga dramática maior, mas ainda assim fico com Jared Harris .