#Livro | Juntando os Pedaços

Autora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 392
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Mais uma dica de leitura! Se você se emocionou com “Por Lugares Incríveis”, precisa começar a ler “Juntando os Pedaços”, da mesma autora Jennifer Niven. A história retrata muito bem a luta contra o preconceito, gordofobia e amor próprio.

Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca, mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby.

Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.

Assim, Jennifer Niven nos apresenta, com uma narrativa em primeira pessoa, o universo de cada um desses personagens, de modo que a cada capítulo temos Libby ou Jack narrando suas questões internas, até seus caminhos se cruzarem. Libby sonha em ser dançarina e, agora, após perder mais de 140 kg, resolveu voltar para o colégio em que estudava antes de sua mãe falecer e suas crises de ansiedade e compulsão alimentar começarem. Lá, encontra, da pior maneira possível, Jack, o garoto que secretamente não consegue gravar faces, nem mesmo de sua própria família.

“Juntando os Pedaços” me conquistou logo no começo. A narrativa envolvente e os personagens cativantes são o ponto alto. O tema é extremamente atual e necessário para discussão. O bullying é retratado de forma tocante e emocionante. Ambos os personagens desenvolvem inseguranças devido a tudo o que passaram e a forma como eles lidam com isso é o importante a se observar. Mas, por trás de toda discussão, temos uma história fofa e divertida sobre o amor – tanto o amor por si mesmo, quanto o amor doce e jovem que começa no ensino médio. Esteja preparado para juntar os pedaços após o final da leitura!

Já conheciam a literatura de Jennifer Niven? Bora ler “Juntando os Pedaços”!

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#Livro | Mortos não contam Segredos

Autora: Karen McManus
Editora: Galera Record
Páginas: 352
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon
Foto: Facebook Galera Record

Oi gente!
Vocês já devem ter percebido que eu engrenei com as minhas leituras!! Tinha alguns livros que estavam parados, resolvi colocar tudo em dia nessa quarentena! Hoje vou trazer para vocês uma dica bem bacana – o suspense “Mortos não contam Segredos”, o segundo romance de Karen McManus, autora best-seller de “Um de Nós Está Mentindo”.

Por trás das cercas brancas e dos gramados perfeitos da pacata cidadezinha de Echo Ridge, há segredos de natureza obscura. Ellery conhece as histórias a respeito da cidade natal de sua mãe e sabe que ali garotas desaparecidas não voltam para casa. Cinco anos atrás, a rainha do baile Lacey Kilduff foi assassinada e o culpado jamais foi preso. Sua tia Sarah também foi uma das vítimas quando ainda era adolescente, mas a mãe pouco fala sobre isso, preferindo mascarar o luto com bebidas e remédios. Quando o vicio culmina em uma internação na clínica de reabilitação, Ellery e seu irmão gêmeo Ezra se mudam para a casa da avó em Echo Ridge e passam a testemunhar em primeira mão a sinistra fama da cidade.

Antes mesmo do inicio das aulas, novas ameaças surgem em forma de pichações. Alguém deixa bem claro que a temporada de caça às rainhas do baile está aberta, e o nome de Ellery surge entre as possíveis vítimas. Poucos dias depois, outra garota desaparece e, desta vez, Ellery está determinada a descobrir quem está por trás de tudo isso. Mas quanto mais a menina se envolve com os segredos dos moradores, mais se põe na mira do responsável pelas mortes. Ellery está prestes a descobrir que segredos são perigosos, e é por isso que, em Echo Ridge, é melhor guardá-los para si.

A nossa protagonista Ellery tem um fraco por tudo que envolve mistérios policiais e começa a procurar qualquer vestígio que possa ligar os fatos do passado e todos os recém acontecimentos. Não demora muito para ela conhecer Malcolm, irmão mais novo de Declan Kelly – um dos antigos suspeitos, formando uma aliança, que também envolve o irmão Ezra e Mia.

A narrativa é realizada em primeira pessoa, alternando entre Ellery e Malcolm. A medida que os capítulos vão passando, surpresas e mistérios vão sendo solucionados, alguns dando verdadeiro nó na cabeça e mantendo as expectativas lá no alto. Eu já havia gostado bastante de “Um de Nós Está Mentindo” e agora amei “Mortos não contam Segredos”. A autora consegue criar um universo de suspense adolescente, que prende a atenção. Confesso que ainda estou refletindo um pouco sobre o final e a solução dada pela autora – não estava esperando o que aconteceu, mas foi tudo bem coerente.

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#Livro | Me Encontre

Autor: André Aciman
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Hoje tem dica de leitura para vocês! Se vocês gostaram de “Me Chame pelo seu Nome”, precisam ler “Me Encontre”. Elio, Oliver e Samuel estão de volta no aguardado romance inédito de André Aciman.

Samuel está a caminho de Roma para encontrar seu filho, Elio, agora um pianista renomado. O acaso, no entanto, se encarrega de adiar a reunião familiar e faz com que Samuel desembarque na cidade eterna acompanhado de um novo amor e cheio de planos para novas temporadas em sua casa de veraneio.

Elio logo se muda para Paris, onde vive mais um romance, enquanto Oliver, agora pai de família e professor na Nova Inglaterra, nos Estados Unidos, cogita enfim cruzar de novo o Atlântico. O que o move inesperadamente são os primeiros acordes de uma música que o transporta no tempo para dias de idílio na Itália.

Nesta retomada fascinante e tão aguardada da jornada de Elio e Oliver, André Aciman revisita seus personagens com a mesma delicadeza e pungência de Me Chame Pelo Seu Nome, trazendo-nos de volta ao relato do que há de mais perene em matéria de sentimento. Dos detalhes íntimos às nuances emocionais, Me Encontre nos mostra do que é feita a substância da paixão e nos pergunta se, de fato, um amor verdadeiro pode perecer.

O livro é dividido em quatro partes – a primeira é intitulada “Tempo”, se passa mais ou menos dez anos após o verão de Élio e Oliver e trás Samuel em uma viagem de Florença a Roma. No trem, ele conhece Miranda, uma mulher que lhe fascina pelo seu corpo e pela alma. Os dois passam a se envolver de uma forma intensa a medida em que a viagem para ver o filho se torna algo mais atípico.

Na segunda parte, intitulada “Cadenza”, finalmente temos Élio como protagonista. Aos 30 anos, Élio vive sozinho se dedicando a suas aulas e concertos, isso até conhecer Michel, um homem que desperta algo que ele não sentia há muito tempo atrás. Conforme o tempo passa, Élio é convidado para uma série de concertos nos Estados Unidos, país onde Oliver vive com sua família dando aulas. Élio decide então que irá se encontrar com sua antiga paixão. Já a terceira parte, “Capriccio”, nos trás Oliver em uma melancolia duradoura, professor de mestrado e doutorado, decide dar uma festa para seus alunos formandos. Já a parte final “Da Capo” é aquela em que todos esperávamos.

A narrativa de Aciman, assim como em outros livros seus, é envolvente. Confesso que tinha mais expectativas para esse livro, porém não foi o que esperava. Élio, e principalmente Oliver, foram tratados mais superficialmente, faltou aquela força que eles tinham em “Me Chame pelo Seu Nome”. Em compensação, gostei bastante do arco narrativo de Samuel. O livro consegue despertar várias reflexões durante a leitura. É uma história de como a vida simplesmente é. Encontros e desencontros.

Já tinham ouvido falar dessa sequência? Quem aí já está ansioso para ler? Quero saber tudo nos comentários!

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#Filmes | A Barraca do Beijo 2

Oi gente!
Quem aí já viu “A Barraca do Beijo 2”? A sequência lançada pela Netflix já era esperada já que o primeiro filme lançado em 2018 se tornou um dos mais vistos da plataforma de streaming. Baseado no livro da autora Beth Reekles, a história tem todos os requisitos para atrair o público adolescente: amadurecimento, decisões e as problemáticas de um relacionamento amoroso. Tudo isso acrescentado com uma boa dose de comédia e um elenco carismático.

Elle (Joey King) e Lee (Joel Courtney) felizmente se acertaram e sua amizade continua unida a tempo do último ano do ensino médio. No entanto, a namorada de Lee, Rachel (Meganne Young), se cansa da presença constante de Elle entre o casal. Mas há um motivo para que Elle esteja tão próxima. Ela está a quilômetros de distância do namorado Noah (Jacob Elordi), agora um estudante em Harvard.

Enquanto no primeiro filme é Elle que faz Lee escolher entre aceitar seu relacionamento com seu irmão, Noah, ou rejeitá-la e encerrar sua amizade, agora é Elle quem tem que escolher entre acompanhar Lee para estudar na universidade de Berkeley ou encontrar uma universidade em Boston para que ela possa ficar perto de Noah. Porém, ela começa a desconfiar que Noah está mantendo um caso com sua colega Chloe (Maisie Richardson-Sellers). Como o moço possui um histórico de mulherengo, Elle fica confusa sobre seus sentimentos. Tudo fica ainda mais confuso com a chegada de um novo aluno, o músico e dançarino Marco (Taylor Zakhar Perez).

O ponto forte da franquia é com certeza o elenco! Joey King e Joel Courtney possuem uma amizade com muita química. Jacob Elordi também está mais maduro. Os atores novos também mandam bem, tanto Maisie Richardson-Sellers quanto Taylor Zakhar Perez, inclusive o ator cumpre seu papel de balançar o relacionamento entre Elle e Noah. E o bacana é que a relação entre Joey e Jacob continua boa, visto que os dois são ex-namorados – o lado profissional sobressaiu.

Mas ainda assim, A Barraca do Beijo 2 continua um filme clichê, mas um clichê bacana para perder umas horinhas. A comédia romântica proporciona bons momentos, cenas engraçadas, porém traz um início arrastado. E a Netflix já anunciou o terceiro filme, previsto para 2021.

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#Série | Nancy Drew

Oi gente!
Se você é fã de “Riverdale”, com certeza irá gostar da dica de série de hoje! “Nancy Drew”, nova série do canal The CW, disponível no Brasil pela Globoplay, traz o clima de suspense e investigação, além dos dramas juvenis.

Na trama, conhecemos Nancy (Kennedy McMann), uma garota de 18 anos, cujo sonho era sair da pequena cidade de Horseshoe Bay. Desde pequena, ela adora mistérios e ficou conhecida por resolver diversos casos bem mais rápido que a polícia. Após a morte da mãe, Nancy começa a trabalhar no restaurante The Claw, vive uma vida em conflito com o pai Carson Drew (Scott Wolf), e se vê envolvida em uma investigação de assassinato, no qual por sinal acaba se tornando um dos suspeitos ao lado de outros 4 jovens – Nick (Tunji Kasim), George (Leah Lewis), Bess (Maddison Jaizani) e Ace (Alex Saxon).

Enquanto tenta provar a sua inocência e dos outros amigos, Nancy acaba descobrindo que o assassinato de Tiffany Hudson (Sinead Curry) pode ter uma ligação com outro assassinato envolvendo uma jovem da sua cidade – Lucy Sable (Stephanie Van Dyck). Retornando a vida de detetive, a garota se envolve numa trama que inclui crimes do passado, um vestido cheio de sangue, uma assombração e muitos segredos.

Um ponto interessante a ser destacado é que Nancy Drew não é uma personagem nova, mas sim que já passou por algumas releituras ao longo dos anos. A primeira aparição de Nancy Drew aconteceu em 1930, na qual a mesma era protagonista de uma saga literária de mistérios criada pelo escritor Edward Stratemeyer como um derivado da saga Hard Boys. Entretanto, o mesmo não era o único a escrever sobre a personagem, já que a saga em questão contava com um grupo de “escritores fantasmas” que usavam o pseudônimo de Carolyn Keene. A saga original, intitulada Nancy Drew Mistery Stories, durou de 1930 até 2003. Entretanto, neste meio tempo, uma saga chamada The Nancy Drew Files foi lançada em 1980 com uma pegada mais adulta e apresentando interesses românticos para a protagonista.

Com 18 episódios, “Nancy Drew” aposta em uma teia de mistérios, que perduram durante toda a temporada, dando um clima bem mais maduro do que “Riverdale”. Além disso, a produção traz romances, incluindo um quarteto amoroso entre Nancy, Nick, George e Owen (Miles Gaston Villanueva). Outro personagem de destaque é Ryan Hudson (Riley Smith) – um bon vivant rico, que era marido de Tiffany e também está envolvido no principal mistério da trama, incluindo em um grande plot twist no final da temporada.

E para aqueles que já viram “Nancy Drew”, podem ficar tranquilos que a 2ª temporada já foi encomendada em janeiro pelo canal CW. Contudo, a notícia ruim é que o novo ano de Nancy Drew não será lançado ainda em 2020, devido à pandemia do coronavírus.

Já conheciam Nancy Drew? Quem aí vai ver a 1ª temporada? Deixem seus comentários!

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#Séries | Vis a Vis El Oásis

Oi gente!
Quem aí já estava com saudades de “Vis a Vis”? O spin-off da série – “Vis a Vis El Oásis”, já foi exibido na Espanha pela FOX e chega na Netflix no dia 31 de julho. Eu já conferi os 08 episódios e vou trazer a minha opinião, sem dar SPOILERS, podem ficar tranquilos!

Após o final maravilhoso da 4ª temporada de Vis a Vis, os produtores resolveram voltar com a história, desenvolvendo a relação de Macarena (Maggie Civantos) e Zulema (Najwa Nimri), pós prisão. A série se aprofunda nas duas personagens, mostrando como elas fazem para sobreviver neste mundo caótico. Por anos elas roubaram joalherias, cassinos e bancos. Perto da hora de se separarem, após uma decisão mútua, elas armam um grande assalto – roubar uma tiara de diamantes de Kati (Alma Itzel), filha de Ramala (David Ostrosky), um importante traficante mexicano. Como é algo trabalhoso, uma ajuda extra será bem vinda – Goya (Itziar Castro), Triana Azcoitia (Claudia Riera), La Flaca (Isabel Naveira) e Monica Ramala (Lisi Linder) – enteada do traficante – formam a equipe.

Sem dúvidas, a chegada na plataforma era aguardada pelos fãs. Isso porque, agora, as protagonistas da atração terão seus verdadeiros finais. Além disso, a atração virou um fenômeno na Netflix, pegando carona na popularidade de outra série espanhola, La Casa de Papel.

E uma coisa não podemos negar – Maggie Civantos e Najwa Nimri possuem muita química juntas, mesmos com brigas e rachas das atrizes. Recentemente, elas pararam de se seguir no instagram e, tudo indica, que divergências no rumo de suas personagens podem ter sido a causa. Independente disso, ambas carregam “El Oásis” nas costas. E acho que agora realmente veremos o final dessa história.

O desenvolvimento é interessante. A fotografia é linda. E a rivalidade de Maca e Zule é sem dúvidas o ponto forte, como sempre foi. Goya também está de volta e nos faz lembrar bons momentos das temporadas anteriores. Monica Ramala também é uma personagem interessante e poderia ter sido melhor trabalhada – uma cena em particular irá surpreender a todos.

E vocês devem estar se perguntando se teremos a volta de outros personagens da série. Sim, teremos! Ramiro Blas, que interpretava Carlos Sandoval, participa em alguns episódios, inclusive veremos partes de seu passado. Já Alba Flores, nossa Saray e eterna Nairóbi (ainda não superei até hoje), aparece no episódio final para uma participação especial – podem esperar uma belíssima cena!

Sobre o final – fiquem tranquilos, eu prometi que não daria spoilers – eu gostei, maaas teve algo que não curti tanto, esperava mais. Como um todo, é uma série que terá um gostinho especial para os fãs, ao trazer uma conclusão para a história.

Quem aí era fã de Vis a Vis? Estão ansiosos para a estreia de “El Oásis”?

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#Livro | O Construtor de Pontes

Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Páginas: 527
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Faz um tempinho que não trazia dica de leitura para vocês! Confesso que ando bem devagar com elas, maaas hoje tem!! E finalmente consegui ler um livro que estava na minha listinha há bastante tempo – “O Construtor de Pontes”, escrito por Markus Zusak, mesmo autor do sucesso “A Menina que Roubava Livros”, trata sobre perdas e recomeços.

O romance conta a história dos garotos Dumbar – cinco irmãos que foram abandonados pelo pai em virtude da morte da mãe e cresceram sem a autoridade e afetividade familiar. O irmão mais velho, Matthew – nosso narrador – assume então a responsabilidade pelos mais novos e os cria dentro de suas limitações e entendimento de mundo. Os meninos ainda precisam conviver com a sombra do abandono e da morte da mãe que os acompanha durante todo o crescimento.

Matthew, sentado na cozinha de casa diante de uma máquina de escrever antiga, precisa nos contar sobre um dos seus quatro irmãos, Clay. Tudo aconteceu com ele. Todos mudaram por causa dele. Em uma tarde ensolarada e abafada o patriarca (apelidado como “Assassino”) retorna com um pedido inusitado: precisa de ajuda para construir uma ponteEscorraçado pelos jovens e por Aquiles, a mula de estimação da família, o homem vai embora novamente, mas deixa seu endereço num pedaço de papel. Acontece que havia um traidor entre eles: Clay. É Clay, então, quem parte para a cidade do pai, e os dois, juntos, se dedicam ao projeto mais ambicioso e grandioso de suas vidas: uma ponte feita de pedras e também de lembranças — lembranças da mãe, do pai, dos irmãos e dele mesmo, do garoto que foi um dia, antes de tudo mudar. 

Ao longo de treze anos, Markus Zusak se debruçou sobre uma história que, no fundo, discursa sobre o luto e as diversas formas como as pessoas lidam com ele. Com uma linguagem poética, vamos descobrindo o passado e o presente da família Dumbar. Os capítulos intercalam este tempo narrativo – há uma alternância – em um capítulo sabemos o passado de Michael e Penélope Dumbar, e em outro capítulo descobrimos o que acontece nos dias atuais, seja a relação fraternal, o interesse amoroso de Clay e Carey ou até mesmo o desenrolar da construção da ponte. Confesso que a leitura demorou um pouco para engrenar, o começo do livro é devagar, a narrativa é lenta em toda sua estrutura, porém quando você se familiariza com os personagens e passa a torcer por eles, tudo melhora.

Durante o livro, o leitor vai perceber que a ponte não é apenas uma manifestação física, mas também uma metáfora sobre as alianças. Quando Michael retorna propondo a construção de uma ponte, ele está revelando seu desejo de restabelecer uma ligação com seus filhos novamente. Com um tom dramático, “O Construtor de Pontes” promove uma discussão sobre o verdadeiro valor da vida.

Eaí, já conheciam o livro? Já leram “O Construtor de Pontes”? Comentem o que acharam!

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#Série | Love, Victor

Oi gente!
Hoje tem dica de série fofa para vocês! “Love, Victor” (“Com Amor, Victor”) é a nova série do canal do streaming Hulu, baseada no universo do filme “Love, Simon” e do livro “Simon vs. a Agenda do Homo Sapiens”, da autora Becky Albertalli. Elogiada pela crítica, a produção traz questões importantes para os jovens que estão naquela fase da autodescoberta, enfrentando seus conflitos em casa, na escola, junto aos amigos e paqueras.

Victor Salazar (Michael Cimino) possui uma família tradicional enraizada nas diretrizes dos “padrões” da sociedade. Tentando se adaptar a uma nova cidade e em processo de compreensão da própria sexualidade, ele encontra na história de Simon (Nick Robinson) uma forma de ajuda. Enfrentando dificuldades em casa como as brigas constantes entre os pais Armando (James Martinez) e Isabel (Ana Ortiz), a rebeldia da irmã Pilar (Isabella Ferreira), e tentando ser exemplo para o irmão mais novo Adrian (Mateo Fernandez), Victor precisa também se encaixar na Creekwood High School.

O núcleo jovem tem grande forma no desenvolvimento da trama. Na nova escola, Victor se aproximará de Felix (Anthony Turpel), seu vizinho estranho, formando uma amizade verdadeira. Outra personagem importante é Mia (Rachel Hilson), que também apresenta problemas familiares e começa a namorar com Victor, sem saber de suas dúvidas. Mia é a melhor amiga de Lake (Bebe Wood), uma das garotas populares e viciada em rede sociais, que alimenta a necessidade de sempre estar perfeita e zelar por seu status. Ela está de olho em Andrew (Mason Gooding), membro do time de basquete, e que tem uma queda por Mia. Dividido em seus sentimentos, Victor não consegue saber o que realmente sente por Mia e por seu colega de trabalho Benji (George Sear).

Estimulado por essa dúvida, Victor passa a trocar mensagens com Simon. E se você está curioso para saber se temos personagens da adaptação original, fique tranquilo porque tem sim! O ator Nick Robinson, além de fazer a narração, aparece em um episódio ao lado de seu namorado Bram (Keiynan Lonsdale).

A série abordada de uma forma leve o tema sobre a sexualidade, e em muitos momentos o espectador pode se ver em alguma situação que Victor esteja passando. Assim como sua história original, “Love, Victor” também apresenta uma história que deve ser vista por toda a família. Trata-se de uma história de amor em todas as suas faces – amor entre amigos, relacionamentos da adolescência, além de amor familiar entre pais e filhos. Com 10 episódios de meia hora, a série te diverte e faz emocionar. Vale a pena conferir! E antes de encerrar preciso deixar aqui minha indignação de até hoje não terem produzido o filme ou série baseada em “Leah fora de Sintonia” – a sequência de “Com Amor, Simon”.

Já assistiram “Love, Victor”? O que acharam? Contem nos comentários!

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#Séries | Dark (3ª Temporada)

Oi gente!
E uma das minhas séries preferidas encerrou seu ciclo! (e muito bem encerrado, por sinal) Dark, série alemã original da Netflix, chegou ao final em sua 3ª temporada, lançada dia 27 de junho (curiosamente, o Dia do Apocalipse na trama).

Para aqueles que ainda não conhecem – e estão perdendo tempo – a trama, que mistura suspense e ficção científica, se passa em Widen, uma pequena cidade tomada por mentiras e segredos que entra em ebulição após o inexplicável desaparecimento de um garoto que resulta em uma complexa teia de viagens no tempo. A terceira e última temporada possui apenas 8 episódios, com duração de 1 hora, e é focada na dualidade – luz e sombra, passado e futuro, o certo e o errado. E fiquem preparados para toda confusão com árvore genealógica porque sua cabeça vai bugar com certeza, afinal de contas se isso não acontecesse, não seria Dark, né!?

A temporada final começa logo na sequência do encerramento da segunda – minutos antes do apocalipse, Jonas (Louis Hofmann) assiste Adam (Dietrich Hollinderbäumer), sua versão mais velha, assassinar sua amada Martha (Lisa Vicari). Desesperado, o garoto é salvo por uma outra Martha, vinda não de uma linha temporal alternativa, mas de um universo paralelo. Levado a esse outro mundo, ele agora precisa correr contra o tempo para impedir que a catástrofe aconteça nas duas Terras.  A partir daqui terá alguns SPOILERS, se você ainda não viu, pule para o parágrafo final.

Logo no primeiro episódio vemos que o novo mundo não é diferente daquele que já conhecemos. As famílias são as mesmas, porém com algumas diferenças, já que Jonas não existe nessa realidade. Katharina (Jördis Triebel) e Ulrich (Oliver Masucci) estão separados, já que ele casou-se com Hannah (Maja Schöne), porque neste mundo Mikkel (Daan Lennard Liebrenz) não viajou no tempo. E outra coisa importante, aqui na “Terra 2”, não temos o Adam, obviamente, mas sim, a Eva, confirmando uma das principais teorias que os fãs tinham sobre a dualidade entre ‘Adão e Eva’. E a partir daí vemos o jogo criado por esses dois personagens – Adam quer descobrir a origem de tudo para que os dois mundo acabem, consequentemente resultando na morte de todos; e Eva faz de tudo para que o ciclo temporal não se quebre. E temos a chegada de um personagem novo (em três versões) que vai agitar a história também.

E para você que estava esperando por respostas, Dark (após bagunçar um pouco nossas cabeças) entrega resolução para (quase) todas as pendências. E QUE FINAL! Simplesmente sensacional! Com toda certeza entrou no meu top de melhores finais de séries. Não senti falta de algumas explicações – o que mostrou (para mim) foi suficiente para compreender tudo. Somente uma coisinha me deixou pensativo no episódio final – não sei se foi erro de roteiro, mas prefiro acreditar que não.

Com uma produção caprichada, Dark amplia sua complexidade narrativa, e traz ótimas interpretações. Lisa Vicari (Martha) é o grande nome dessa temporada – sua personagem vinha tendo pouca evolução nas duas temporadas anteriores, porém nesta última a atriz teve o desafio de, assim como Louis Hofmann (Jonas), interpretar mais de uma versão de sua personagem. Lisa Kreuzer (Claudia Tiedemann) também possui grande importância para o desenvolvimento da trama.

Uma das melhores produções dos últimos tempos, Dark é o exemplo de série bem planejada. Desde o início, a roteirista Jantje Friese e o diretor Baran Bo Odar sempre trabalharam com a possibilidade de três temporadas, dessa forma, a história foi escrita e pensada para que não houvessem furos. Hoje já é comum séries que obtém sucesso e audiência ganharem novas temporadas, com suas histórias sendo esticadas, sem ter mais o que contar. Esse, graças a Deus, não é o caso de Dark. Os últimos episódios entregaram uma conclusão que honra a maturidade com que a série discutiu seus temas. Após anos de dúvidas , a jornada se fecha de forma bela.

Quem aí já maratonou a terceira e última temporada de Dark? O que acharam? Gostaram do final? Estou pensando em fazer outro post comentando as teorias dos fãs, o que se concretizou e, talvez, entrar mais a fundo nos desfechos. O que vocês acham? Comentem!! 

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#Série | Little Fires Everywhere

Oi gente! 
Para aqueles que estão afim de um ótimo drama para esta quarentena, se liga na dica de hoje! A série “Little Fires Everywhere” (Pequenos Incêndios por toda parte) é uma produção da Hulu, e que está disponível no Brasil no catálogo da Amazon Prime Vídeo. Baseado no livro escrito por Celeste NG, publicado pela Editora Intrínseca, a série retrata a rotina de duas mulheres com realidades completamente diferentes, e traz Reese Whiterspoon (“Big Little Lies”) e Kerry Washington (“Scandal”) no elenco.

Na trama, a dona de casa perfeita Elena Richardson (Witherspoon) aluga a casa de hóspedes à Mia Warren (Washington), uma artista solteira e enigmática que se muda para Shaker Heights com sua filha adolescente Pearl (Lexi Underwood). Em pouco tempo, as duas se tornam mais do que meras inquilinas: todos os quatro filhos da família Richardson – Lexie (Jade Pettyjohn), Trip (Jordan Elsass), Moody (Gavin Lewis) e Izzy (Megan Stott) se encantam com as novas moradoras de Shaker. Porém, Mia carrega um passado misterioso e um desprezo pelo status quo que ameaça desestruturar uma comunidade tão cuidadosamente ordenada.

Arrisco falar que trata-se de uma das melhores minisséries de 2020! Com atuações marcantes em uma história poderosa sobre amor, maternidade e indiferença, “Little Fires Everywhere” envolve o espectador em 8 episódios, discutindo também o racismo de forma sutil, mas com grande importância.

O elenco jovem também entrega ótimas interpretações.  ALERTA DE SPOILERS!  Lexie tenta lidar com uma gravidez na adolescência, no momento em que está prestes a entrar na faculdade, que na verdade, ela consegue após “roubar” a história de luta de Pearl. A série, como falei, retrata um racismo intrínseco, quase imperceptível, na relação de amizade entre as duas. Trip e Moody estão apaixonados por Pearl e disputam sua atenção. Izzy é a filha rebelde, fruto de uma gravidez indesejada, que sempre está causando problemas. Elena tenta controlar todos para manter as aparências de uma família perfeita. Aqui até podemos fazer um paralelo com a personagem Madeline (também interpretada por Reese Whiterspoon, na aclamada “Big Little Lies”) – ambas possuem trajetórias narrativas parecidas, o que nada impede a atriz de brilhar novamente. Do outro lado, Mia tenta ajudar uma colega de trabalho Bebe Chow (Lu Huang), uma imigrante chinesa, que abandonou sua filha no Corpo de Bombeiros, e que tenta obter sua guarda novamente, após a adoção da menina. Todas essas histórias irão se entrelaçar. E os “incêndios”, além de ter relação com o verdadeiro incêndio que ocorre na série, também trata-se de uma metáfora para a relação – seja familiar, de amizade, fraternal ou conjugal – que pode explodir a qualquer momento.

Já conheciam a série? Já assistiram? Me digam nos comentários o que acharam?

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