#Livro | O Construtor de Pontes

Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Páginas: 527
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Faz um tempinho que não trazia dica de leitura para vocês! Confesso que ando bem devagar com elas, maaas hoje tem!! E finalmente consegui ler um livro que estava na minha listinha há bastante tempo – “O Construtor de Pontes”, escrito por Markus Zusak, mesmo autor do sucesso “A Menina que Roubava Livros”, trata sobre perdas e recomeços.

O romance conta a história dos garotos Dumbar – cinco irmãos que foram abandonados pelo pai em virtude da morte da mãe e cresceram sem a autoridade e afetividade familiar. O irmão mais velho, Matthew – nosso narrador – assume então a responsabilidade pelos mais novos e os cria dentro de suas limitações e entendimento de mundo. Os meninos ainda precisam conviver com a sombra do abandono e da morte da mãe que os acompanha durante todo o crescimento.

Matthew, sentado na cozinha de casa diante de uma máquina de escrever antiga, precisa nos contar sobre um dos seus quatro irmãos, Clay. Tudo aconteceu com ele. Todos mudaram por causa dele. Em uma tarde ensolarada e abafada o patriarca (apelidado como “Assassino”) retorna com um pedido inusitado: precisa de ajuda para construir uma ponteEscorraçado pelos jovens e por Aquiles, a mula de estimação da família, o homem vai embora novamente, mas deixa seu endereço num pedaço de papel. Acontece que havia um traidor entre eles: Clay. É Clay, então, quem parte para a cidade do pai, e os dois, juntos, se dedicam ao projeto mais ambicioso e grandioso de suas vidas: uma ponte feita de pedras e também de lembranças — lembranças da mãe, do pai, dos irmãos e dele mesmo, do garoto que foi um dia, antes de tudo mudar. 

Ao longo de treze anos, Markus Zusak se debruçou sobre uma história que, no fundo, discursa sobre o luto e as diversas formas como as pessoas lidam com ele. Com uma linguagem poética, vamos descobrindo o passado e o presente da família Dumbar. Os capítulos intercalam este tempo narrativo – há uma alternância – em um capítulo sabemos o passado de Michael e Penélope Dumbar, e em outro capítulo descobrimos o que acontece nos dias atuais, seja a relação fraternal, o interesse amoroso de Clay e Carey ou até mesmo o desenrolar da construção da ponte. Confesso que a leitura demorou um pouco para engrenar, o começo do livro é devagar, a narrativa é lenta em toda sua estrutura, porém quando você se familiariza com os personagens e passa a torcer por eles, tudo melhora.

Durante o livro, o leitor vai perceber que a ponte não é apenas uma manifestação física, mas também uma metáfora sobre as alianças. Quando Michael retorna propondo a construção de uma ponte, ele está revelando seu desejo de restabelecer uma ligação com seus filhos novamente. Com um tom dramático, “O Construtor de Pontes” promove uma discussão sobre o verdadeiro valor da vida.

Eaí, já conheciam o livro? Já leram “O Construtor de Pontes”? Comentem o que acharam!

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#Série | Love, Victor

Oi gente!
Hoje tem dica de série fofa para vocês! “Love, Victor” (“Com Amor, Victor”) é a nova série do canal do streaming Hulu, baseada no universo do filme “Love, Simon” e do livro “Simon vs. a Agenda do Homo Sapiens”, da autora Becky Albertalli. Elogiada pela crítica, a produção traz questões importantes para os jovens que estão naquela fase da autodescoberta, enfrentando seus conflitos em casa, na escola, junto aos amigos e paqueras.

Victor Salazar (Michael Cimino) possui uma família tradicional enraizada nas diretrizes dos “padrões” da sociedade. Tentando se adaptar a uma nova cidade e em processo de compreensão da própria sexualidade, ele encontra na história de Simon (Nick Robinson) uma forma de ajuda. Enfrentando dificuldades em casa como as brigas constantes entre os pais Armando (James Martinez) e Isabel (Ana Ortiz), a rebeldia da irmã Pilar (Isabella Ferreira), e tentando ser exemplo para o irmão mais novo Adrian (Mateo Fernandez), Victor precisa também se encaixar na Creekwood High School.

O núcleo jovem tem grande forma no desenvolvimento da trama. Na nova escola, Victor se aproximará de Felix (Anthony Turpel), seu vizinho estranho, formando uma amizade verdadeira. Outra personagem importante é Mia (Rachel Hilson), que também apresenta problemas familiares e começa a namorar com Victor, sem saber de suas dúvidas. Mia é a melhor amiga de Lake (Bebe Wood), uma das garotas populares e viciada em rede sociais, que alimenta a necessidade de sempre estar perfeita e zelar por seu status. Ela está de olho em Andrew (Mason Gooding), membro do time de basquete, e que tem uma queda por Mia. Dividido em seus sentimentos, Victor não consegue saber o que realmente sente por Mia e por seu colega de trabalho Benji (George Sear).

Estimulado por essa dúvida, Victor passa a trocar mensagens com Simon. E se você está curioso para saber se temos personagens da adaptação original, fique tranquilo porque tem sim! O ator Nick Robinson, além de fazer a narração, aparece em um episódio ao lado de seu namorado Bram (Keiynan Lonsdale).

A série abordada de uma forma leve o tema sobre a sexualidade, e em muitos momentos o espectador pode se ver em alguma situação que Victor esteja passando. Assim como sua história original, “Love, Victor” também apresenta uma história que deve ser vista por toda a família. Trata-se de uma história de amor em todas as suas faces – amor entre amigos, relacionamentos da adolescência, além de amor familiar entre pais e filhos. Com 10 episódios de meia hora, a série te diverte e faz emocionar. Vale a pena conferir! E antes de encerrar preciso deixar aqui minha indignação de até hoje não terem produzido o filme ou série baseada em “Leah fora de Sintonia” – a sequência de “Com Amor, Simon”.

Já assistiram “Love, Victor”? O que acharam? Contem nos comentários!

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#Séries | Dark (3ª Temporada)

Oi gente!
E uma das minhas séries preferidas encerrou seu ciclo! (e muito bem encerrado, por sinal) Dark, série alemã original da Netflix, chegou ao final em sua 3ª temporada, lançada dia 27 de junho (curiosamente, o Dia do Apocalipse na trama).

Para aqueles que ainda não conhecem – e estão perdendo tempo – a trama, que mistura suspense e ficção científica, se passa em Widen, uma pequena cidade tomada por mentiras e segredos que entra em ebulição após o inexplicável desaparecimento de um garoto que resulta em uma complexa teia de viagens no tempo. A terceira e última temporada possui apenas 8 episódios, com duração de 1 hora, e é focada na dualidade – luz e sombra, passado e futuro, o certo e o errado. E fiquem preparados para toda confusão com árvore genealógica porque sua cabeça vai bugar com certeza, afinal de contas se isso não acontecesse, não seria Dark, né!?

A temporada final começa logo na sequência do encerramento da segunda – minutos antes do apocalipse, Jonas (Louis Hofmann) assiste Adam (Dietrich Hollinderbäumer), sua versão mais velha, assassinar sua amada Martha (Lisa Vicari). Desesperado, o garoto é salvo por uma outra Martha, vinda não de uma linha temporal alternativa, mas de um universo paralelo. Levado a esse outro mundo, ele agora precisa correr contra o tempo para impedir que a catástrofe aconteça nas duas Terras.  A partir daqui terá alguns SPOILERS, se você ainda não viu, pule para o parágrafo final.

Logo no primeiro episódio vemos que o novo mundo não é diferente daquele que já conhecemos. As famílias são as mesmas, porém com algumas diferenças, já que Jonas não existe nessa realidade. Katharina (Jördis Triebel) e Ulrich (Oliver Masucci) estão separados, já que ele casou-se com Hannah (Maja Schöne), porque neste mundo Mikkel (Daan Lennard Liebrenz) não viajou no tempo. E outra coisa importante, aqui na “Terra 2”, não temos o Adam, obviamente, mas sim, a Eva, confirmando uma das principais teorias que os fãs tinham sobre a dualidade entre ‘Adão e Eva’. E a partir daí vemos o jogo criado por esses dois personagens – Adam quer descobrir a origem de tudo para que os dois mundo acabem, consequentemente resultando na morte de todos; e Eva faz de tudo para que o ciclo temporal não se quebre. E temos a chegada de um personagem novo (em três versões) que vai agitar a história também.

E para você que estava esperando por respostas, Dark (após bagunçar um pouco nossas cabeças) entrega resolução para (quase) todas as pendências. E QUE FINAL! Simplesmente sensacional! Com toda certeza entrou no meu top de melhores finais de séries. Não senti falta de algumas explicações – o que mostrou (para mim) foi suficiente para compreender tudo. Somente uma coisinha me deixou pensativo no episódio final – não sei se foi erro de roteiro, mas prefiro acreditar que não.

Com uma produção caprichada, Dark amplia sua complexidade narrativa, e traz ótimas interpretações. Lisa Vicari (Martha) é o grande nome dessa temporada – sua personagem vinha tendo pouca evolução nas duas temporadas anteriores, porém nesta última a atriz teve o desafio de, assim como Louis Hofmann (Jonas), interpretar mais de uma versão de sua personagem. Lisa Kreuzer (Claudia Tiedemann) também possui grande importância para o desenvolvimento da trama.

Uma das melhores produções dos últimos tempos, Dark é o exemplo de série bem planejada. Desde o início, a roteirista Jantje Friese e o diretor Baran Bo Odar sempre trabalharam com a possibilidade de três temporadas, dessa forma, a história foi escrita e pensada para que não houvessem furos. Hoje já é comum séries que obtém sucesso e audiência ganharem novas temporadas, com suas histórias sendo esticadas, sem ter mais o que contar. Esse, graças a Deus, não é o caso de Dark. Os últimos episódios entregaram uma conclusão que honra a maturidade com que a série discutiu seus temas. Após anos de dúvidas , a jornada se fecha de forma bela.

Quem aí já maratonou a terceira e última temporada de Dark? O que acharam? Gostaram do final? Estou pensando em fazer outro post comentando as teorias dos fãs, o que se concretizou e, talvez, entrar mais a fundo nos desfechos. O que vocês acham? Comentem!! 

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#Série | Little Fires Everywhere

Oi gente! 
Para aqueles que estão afim de um ótimo drama para esta quarentena, se liga na dica de hoje! A série “Little Fires Everywhere” (Pequenos Incêndios por toda parte) é uma produção da Hulu, e que está disponível no Brasil no catálogo da Amazon Prime Vídeo. Baseado no livro escrito por Celeste NG, publicado pela Editora Intrínseca, a série retrata a rotina de duas mulheres com realidades completamente diferentes, e traz Reese Whiterspoon (“Big Little Lies”) e Kerry Washington (“Scandal”) no elenco.

Na trama, a dona de casa perfeita Elena Richardson (Witherspoon) aluga a casa de hóspedes à Mia Warren (Washington), uma artista solteira e enigmática que se muda para Shaker Heights com sua filha adolescente Pearl (Lexi Underwood). Em pouco tempo, as duas se tornam mais do que meras inquilinas: todos os quatro filhos da família Richardson – Lexie (Jade Pettyjohn), Trip (Jordan Elsass), Moody (Gavin Lewis) e Izzy (Megan Stott) se encantam com as novas moradoras de Shaker. Porém, Mia carrega um passado misterioso e um desprezo pelo status quo que ameaça desestruturar uma comunidade tão cuidadosamente ordenada.

Arrisco falar que trata-se de uma das melhores minisséries de 2020! Com atuações marcantes em uma história poderosa sobre amor, maternidade e indiferença, “Little Fires Everywhere” envolve o espectador em 8 episódios, discutindo também o racismo de forma sutil, mas com grande importância.

O elenco jovem também entrega ótimas interpretações.  ALERTA DE SPOILERS!  Lexie tenta lidar com uma gravidez na adolescência, no momento em que está prestes a entrar na faculdade, que na verdade, ela consegue após “roubar” a história de luta de Pearl. A série, como falei, retrata um racismo intrínseco, quase imperceptível, na relação de amizade entre as duas. Trip e Moody estão apaixonados por Pearl e disputam sua atenção. Izzy é a filha rebelde, fruto de uma gravidez indesejada, que sempre está causando problemas. Elena tenta controlar todos para manter as aparências de uma família perfeita. Aqui até podemos fazer um paralelo com a personagem Madeline (também interpretada por Reese Whiterspoon, na aclamada “Big Little Lies”) – ambas possuem trajetórias narrativas parecidas, o que nada impede a atriz de brilhar novamente. Do outro lado, Mia tenta ajudar uma colega de trabalho Bebe Chow (Lu Huang), uma imigrante chinesa, que abandonou sua filha no Corpo de Bombeiros, e que tenta obter sua guarda novamente, após a adoção da menina. Todas essas histórias irão se entrelaçar. E os “incêndios”, além de ter relação com o verdadeiro incêndio que ocorre na série, também trata-se de uma metáfora para a relação – seja familiar, de amizade, fraternal ou conjugal – que pode explodir a qualquer momento.

Já conheciam a série? Já assistiram? Me digam nos comentários o que acharam?

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#Série | Belgravia

Oi gente!
Quem aí, assim como eu, tem saudades de Downton Abbey? Para matar essa saudade somente fazendo uma maratona das temporadas já lançadas, maaaaas… Julian Fellowes, o criador dessa premiada série, traz um novo drama de época para a gente! Belgravia, baseada no romance homônimo, é ambientada na Londres do século 19.

A nova série é ambientada cerca de setenta anos antes de Downton, quando os altos escalões da sociedade começaram a lidar com os novos ricos industriais. Mas a história começa na véspera da Batalha de Waterloo em 1815, quando a Duquesa de Richmond faz uma festa em Bruxelas para o Duque de Wellington. Entre os convidados estão James (Philip Glenister) e Anne Trenchard (Tamsin Greig), que estão vivendo dos lucros do recém-descoberto sucesso comercial. Sua jovem filha Sophia (Emily Reid) chamou a atenção de Edmund Bellasis (Jeremy Neumark Jones), filho e herdeiro de uma das famílias mais ricas e proeminentes da Inglaterra.

A trama gira em torno des duas famílias: Trenchard e Brockenhurst. O conde e a condessa Bronckenhurst são os pais de Edmund Bellasis. Sofrem por não ter nenhum herdeiro e ter que deixar tudo para seu sobrinho John (Adam James), filho do irmão do conde Bronckenhurst. Anne Trechard, em um momento de solidariedade, conta para Caroline Bronckenhurst (Harriet Walter) que sua linhagem não estava perdida, Bellasis teve um filho. Ambas são avós de um jovem – sr. Charles Pope (Jack Bardoe), filho de Edmundo e Sophia, que foi dado pelos Trenchard para ser criado por outra família, logo ao nascer.

Assim como no livro, as histórias do “núcleo jovem” chamam mais atenção – Charles Pope é apresentado a sociedade, o que gera tanto a ira de John quanto de Oliver Trenchard (Richard Goulding), um bon-vivant que sente ciúmes da relação de Pope e seu pai, tudo isso sem saber que ele é seu sobrinho. Oliver é casado com Susan Trenchard (Alice Eve), uma jovem ambiciosa que sonha com a alta sociedade e vê em John a chance de conseguir algo mais. Além disso, temos Lady Maria Grey (Ella Purnell), que tem seu casamento arranjado com John, porém ama Charles Pope. Outro núcleo interessante é o dos empregados – que, assim como em Downton Abbey, também faz sucesso.

A adaptação foi bem fiel ao livro, inclusive temos a resenha do livro (AQUI). A recriação de época foi bem interessante, assim como os figurinos estão impecáveis. Em 6 episódios, a história cheia de reviravoltas, escândalos e segredos prende a atenção do espectador.

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#Série | 13 Reasons Why (4ª temporada)

Oi gente!
Quem aí já terminou a maratona da 4ª temporada de “13 Reasons Why“?  A série, que abordou conteúdos sensíveis como depressão e suicídio, chegou ao final. E infelizmente precisamos dizer que a Netflix não soube lidar bem com os temas delicados que a produção se propôs a tratar. Nem vou voltar a repetir que deveria ter parado na 1ª temporada, que foi muito boa! Mas, de qualquer forma, o final não foi o maior desastre, como a 2ª e 3ª temporadas.

A narrativa começa após os acontecimentos da 3ª temporada, onde sabemos que Monty (Timothy Granaderos), que foi culpado injustamente pela morte de Bryce (Justin Prentice), acabou morrendo na prisão. Clay (Dylan Minnette) e seus amigos agora precisam seguir suas vidas, no último ano do high school. Ao longo da temporada vemos Clay sofrer de síndrome do pânico e ter várias crises de ansiedade, enquanto tenta lidar com ameaças vindas de um celular. Ao invés de confiar nas pessoas ao seu redor, o protagonista vai perdendo a linha com tudo e todos. Além disso, sabemos desde o primeiro episódio que mais um personagem irá morrer. E no desenrolar da temporada, vemos que a escola Liberty passa a sofrer com intervenções do diretor Bolan (Steven Weber), afim de trazer maior segurança aos alunos, assim como notamos a evolução de alguns personagens, como Alex (Miles Heizer), que se descobriu bissexual, tendo momentos com Winston (Deaken Bluman), até se apaixonar por Charlie (Tyler Barnhardt), deixando seus traumas para trás.

Já os demais personagens pouco evoluem em seus arcos narrativos. Jessica (Alisha Boe) passou a se envolver com Diego (Jan Luis Castellanos) – um personagem que surgiu do nada, afim de tentar descobrir informações sobre as chantagens com a morte de Monty. Tyler (David Druid) teve que se reencontrar e mostrar aos amigos que mudou. Tony (Christian Navarro) pouco acrescentou à história, até ter seu final feliz. Zach (Ross Butler) entra em um período de negação, se afundando em bebidas, o que poderia ter rendido ótimos momentos, se tivesse sido bem trabalhado. E Justin (Brandon Flynn) sonha com um futuro em uma universidade, após passar pela rehab.

Os 5 primeiros episódios são horríveis, pouco acrescentam à história, são extremamente enrolados. Os surtos do Clay acabam cansando o espectador e suas idas ao consultório do Dr. Ellman (Gary Sinise), em nada ajudam no desenvolvimento do personagem. Mas uma coisa preciso dizer, ainda bem que não insistiram com Ani (Grace Saif). Foi uma das grandes críticas que fiz na 3ª temporada, e nessa, a personagem é deixada totalmente de lado. A partir do episódio 6 a série dá uma leve melhorada em direção ao seu final. Inclusive, este capítulo que mostra uma simulação de tiroteio na escola é um dos melhores, com várias cenas interessantes, culminando num surto do Clay.

AGORA VAI UM SPOILER!  (Se ainda não assistiu, pula esse parágrafo) Chegamos ao final e descobrimos o “grande mistério” dessa temporada – quem morreu. Justin não teve o seu final feliz, seus anos nas ruas o deixou sequelas e mesmo com o tratamento das drogas, o jovem teve sua morte por conta da AIDS/HIV, que ele nunca soube ter contraído nos anos que foi garoto de programa. Entendo que a revelação aconteceu no último episódio para garantir a surpresa, mas acho que o tema poderia ter sido tratado antes, teria sido interessante. No último episódio temos a volta de alguns personagens, como Ryan (Tommy Dorfman) e Courtney (Michele Selene Ang), e até uma cena com Hannah Baker (Katherine Langford). Gostei da cena final, onde todos enterram as famosas fitas do início, foi bacana para encerrar o ciclo.

Enfim, 13 Reasons Why foi uma série problemática, que merecia ter sido muito mais. Tratando de temas fortes, a produção apenas ativou gatilhos, muitas vezes desnecessários, com passagens até irresponsáveis. Ainda bem que acabou. E lembrando que se você passa por algumas dessas questões, como depressão, converse com alguém e procure ajuda! Agora quero saber se vocês, já assistiram? O que acharam do final? Me contem nos comentários!

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#Série | Em Defesa de Jacob (Defending Jacob)

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A Apple TV + tem investido em ótimas produções ultimamente. Quem acompanhou “The Morning Show” (AQUI) viu a qualidade da série, que tem Jennifer Aniston, Reese Witherspoon e Steve Carrell no elenco. Outra produção que merece destaque é “Em Defesa de Jacob” (Defending Jacob), com Chris Evans (Vingadores) e Michelle Dockery (Downton Abbey). Esteja preparado para uma ótima investigação!

Criada e escrita por Mark Bomback (“Planeta dos Macacos: A Guerra”), a série acompanha a vida de Andy Barber (Evans), um talentoso promotor de justiça que leva uma vida feliz ao lado da esposa Laurie (Dockery) e do filho de 14 anos Jacob (Jaeden Martell, de “It, A Coisa”). Extremamente dedicado, o protagonista segue sua vida resolvendo investigações e garantindo a justiça. Quando o estudante Ben Rifkin (Liam Kilbreth) é encontrado morto, ele se vê forçado a resolver o aparente assassinato e restaurar a ordem em meio à comunidade abalada. Tudo piora quando seu próprio filho é classificado como o principal suspeito, obrigando-o a iniciar uma enervante jornada para protegê-lo e provar a sua inocência.

Adaptada do livro homônimo de William Landay, a trama apresenta uma história intensa e incrivelmente envolvente. São 8 episódios de 45 a 50 minutos que prende a atenção do espectador, pelo menos comigo foi assim! Não conseguia parar de assistir, vi todos os episódios em dois dias. Isso porque não há um episódio em que você – e os personagens – não duvidem da inocência de Jacob.

Todo o enredo e a construção da narrativa são interessantes, parte por que quem conduz o raciocínio é Andy, e não Jacob, que é o suspeito. Este foi uma ótima oportunidade para Chris Evans mostrar uma versatilidade, que vai além do Capitão América. Mas Michelle Dockery é o grande destaque – sua personagem possui camadas profundas e demostra todos os estágios da dor: a negação, o medo, o conflito interno, a dúvida e a culpa. O elenco também traz J.K. Simons, como pai de Andy, e Cherry Jones, como a advogada Joanna Klein. A fotografia com tons mais neutros, sempre em imagens acinzentadas ou escuras, provoca aquele sentimento de dúvida e retrata o clima denso.

Até agora ainda não dei nenhum spoiler, mas preciso comentar um pouco sobre as diferenças com relação ao livro. Então A PARTIR DAQUI TEM SPOILER! Quem leu, percebeu que e o final é diferente – Hope Connors é encontrada morta, e pelas evidências, Laurie tem certeza que Jacob é culpado. Na série, os roteiristas entregaram um final ambíguo. No momento do surto de Laurie, em desespero, Jacob confirma que matou Ben, mas logo em seguida diz para a mãe, “o que você quiser ouvir, mas reduza a velocidade”. Será que ele realmente confessou ou apenas disse o que a mãe queria ouvir? Essa ambiguidade foi o motivo de não termos uma passagem com a verdadeira cena do crime. Será que o conto escrito por Jacob realmente é o que aconteceu? Leonard Patz (Daniel Henshall) não teve nada a ver com o crime? Outro capítulo me deixou intrigado, quando Andy diz a Laurie que eles são uma farsa, será que o casamento deles nunca foi o que pareceu ser?

Enfim, com tantas perguntas, a adaptação deixa um final com gancho para nova temporada. Até o momento não sabemos se realmente haverá ou se “Defending Jacob” será apenas uma minissérie limitada. Confesso que gostaria de ver uma sequência. Mas quero saber de vocês, Jacob é culpado ou inocente?

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#Série | Normal People

Oi gente!
A produção irlandesa da BBC Three e da Hulu, “Normal People” – uma adaptação do romance de Sally Rooney – é a nossa dica de hoje! A produção tem o intuito de retratar a vida de pessoas normais, mostrando os encontros e desencontros, com sensibilidade e sensualidade.

Em 12 episódios, acompanhamos a história de amor moderna de Marianne (Daisy Edgar-Jones) e Connell (Paul Mescal) em uma pequena cidade a oeste da Irlanda. Marianne é uma jovem rica, nada popular, vivndo ao lado de uma  família disfuncional . Apesar da clara inteligência e do humor ácido, a garota prefere se isolar de uma comunidade que também não a quer. Já Connell é popular, jogador de futebol, pobre e sempre dá preferência aos estudos. A mãe do rapaz trabalha na casa de Marianne, e logo os dois desenvolvem uma atração que estabelecerá uma conexão profunda. Após o período escolar, acompanhamos os dois na faculdade, deixando a cidade de Sligo pela capital Dublin, quando o cenário se inverte um pouco.

Lendo assim, você irá imaginar que a série trata-se de mais um clichê das relações estudantis entre a menina não popular e o jogador de futebol. Não, “Normal People” vai muito além disso. Amplamente elogiada pela crítica, a produção se propõe em retratar a normalidade banal. Os diálogos longos são recheados de emoção e sentimentalismo. Os esteriótipos são deixados de lado, a razão torna-se principal ao tentar explicar atitudes.

Com cenas quentes, a série retrata o desejo e a paixão dos jovens, através de uma profundidade e abordagem complexa. Um boa direção, bela fotografia, trilha viciante e o frio melancólico da Irlanda completam o pacote. Os episódios são curtos, em torno de 30 minutos, o que facilita a maratona. O elenco é o grande destaque – Daisy Edgar-Jones e o estrante Paul Mescal roubam a cena e demonstram grande química.

Esteja preparado para uma série cabeça, que vai te fazer repensar as atitudes da vida, ao mesmo tempo que emociona e agrada o lado crítico. No Brasil, “Normal People” deverá ser exibida pelo serviço de streaming Starzplay.

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#Série | Noite Adentro (Into the Night)

Oi gente!

Se liga nessa dica de hoje! “Noite Adentro”, nova série original Netflix – a primeira produção belga, com língua francesa – mistura ficção científica, drama e muito mistério, sendo uma ótima maratona para essa quarentena.

Com seis episódios de menos de quarenta minutos, “Into the Night” (nome original) traz uma trama eletrizando e extremamente viciante. A série começa apresentando Terenzio (Stefano Cassetti), um homem que corre aleatoriamente até um avião com uma arma, fazendo um sequestro. O personagem não está ali para fazer terrorismo e sim para salvar vidas (a sua pelo menos). Ele deseja levar o avião para o oeste, e explica que a humanidade está morrendo simplesmente por entrar em contato o sol. Nenhum dos passageiros acredita nele mas, logo, todos se dão conta que isso é verdade. A intenção de todos é correr através da escuridão, o máximo de tempo que puderem, para evitarem suas inevitáveis mortes.

Se você gosta de séries como “Lost”, “Manifest” ou “The Walking Dead”, com certeza irá gostar também de “Noite Adentro”. Ao longo dos episódios, vamos sendo apresentados aos demais personagens e suas histórias pessoais – Sylvie (Pauline Etiene) serviu ao exército, porém passava por uma depressão após a morte de seu companheiro; Mathieu (Laurent Capelluto) é o piloto do avião, que traia a esposa com uma das aeromoças; O engenheiro do avião Jakub (Ksawery Szlenkier), a aeromoça Gabrielle (Astrid Whettnall), entre outros personagens.

O roteiro é bem interessante e coeso. As relações humanas e as situações tensas criadas são o enfoque. A série não tenta explicar o que está acontecendo – o embasamento científico não é o principal. Geralmente o episódio se inicia com um flashback do personagem que será o centro da narrativa, assim conhecemos um pouco sobre cada um deles. Ao final dos capítulos sempre há um plot, que nos faz querer continuar vendo sem parar.

“Noite Adentro” é uma agradável surpresa do gênero de ficção cientifica e deve agradar ao público com seu enredo cheio de mistério e tensão. Seu final deixa em aberto uma segunda temporada, então dona Netflix providencie isso pra já.

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#Série | Eu Nunca

Oi gente!
Quem quer uma série teen para assistir? Hoje a dica é “Eu Nunca”, da Netflix, que veio com tudo nessa quarentena, pra fazer você rir, se encantar e se apaixonar pelos seus personagens. E que surpresa boa foi esta série!


Criada por Mindy Kaling e Lang Fisher, “Eu Nunca” acompanha a história de Devi (Maitreyi Ramakrishnan), uma garota que teve um trágico começo no ensino médico após perder o pai (Sendhil Ramamurthy – vocês vão lembrar dele de “Heroes” ou então, mais recentemente em “The Flash”) e ficar paralítica – temporariamente. Quando ela começa o segundo ano, ela quer uma vida nova. Principalmente, porque ela também quer um namorado. E aproveito para perguntar: vocês são #TeamBen ou #TeamPaxton?

E o mais legal é que outra vez a Netflix traz diversidade cultural e de gênero. Em 10 episódios, são exibidos para nós a cultura indiana, o casamento arranjado, o tabu da virgindade, a dificuldade que muitos enfrentam em se aceitar no mundo LGBT e aqueles clichês da adolescência. Além disso, a série é narrada pelo divertidíssimo ex-tenista John McEnroe.

Os personagens coadjuvantes são bem construídos, suas histórias também conquistam o público. As amigas Eleanor (Ramona Young) e Fabiola (Lee Rodriguez) vão ganhando destaque a cada episódio. Eleanor cresceu sem sua mãe, já que esta a “abandonou” para tentar uma carreira como atriz. Já Fabiola não sabe como comunicar os pais que é gay. Outro personagem muito interessante de se ver é Ben (Jaren Lewison) – o grande inimigo de Devi. Super inteligente, rico, porém não possui o afeto dos pais, que estão sempre ocupados e viajando. A disputa entre Ben e Devi é hilária, até que eles se aproximam e muita coisa acontece! Já Paxton (Darren Barnet), o interesse amoroso de Devi, possui um esteriótipo bem superficial, mas que também acaba contribuindo para o desenvolvimento da série, principalmente em sua relação com a irmã com síndrome de down.

Leveza, humor e delicadeza definem como a série é tratada. Vale muito a pena maratonar “Eu Nunca”!

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