#Livro | O Duque e Eu

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Hoje vai ser dia de polêmica! Aqueles que me seguem no instagram (@blog_entrelinhas) viram que a série “Bridgerton”, produzida pela Netflix, foi um grande incentivo para finalmente começar a ler a saga escrita por Julia Quinn. Logo que a série foi lançada, já comprei os dois primeiros livros e iniciei “O Duque e Eu”. Lembrando que vou fazer algumas comparações com a série.

Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar.

Daphne Bridgerton está em busca de um casamento, porém todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne.

“O Duque e Eu” é o primeiro volume entre oito livros que narram as aventuras da grande e barulhenta Família Bridgerton. E vamos a polêmica: a leitura não foi o que eu esperava. A história é interessante, alguns personagens são muito bons, porém a autora peca no desenvolvimento. A Daphne do livro me incomodou um pouco, sorte que deixaram a personagem bem mais interessante na série. Apesar disso, o casal protagonista possui química. E os coadjuvantes também são legais – Lady Whistledown mesmo sem nem aparecer fisicamente, consegue ter uma grande influência na trama e aguçar a curiosidade do leitor.

Comparando com a série, preciso dizer que gostei muito mais da adaptação da Netflix do que do livro. Obviamente, algumas histórias dos demais irmãos foram antecipadas, e até aumentadas. Personagens tiveram mudanças significativas, como é o caso da Daphne – que já citei acima, ela se tornou mais humana, engraçada e talvez até mais romantizada. Outro exemplo é o de Anthony, que na série é mais embuste. A revelação de Lady Whistledown no último episódio também pegou vários de surpresa. E a polêmica cena entre Daphne e Simon foi amenizada e modificada. Esse foi outro momento bem complicado do livro. Enfim, posso fazer um post mais detalhado sobre isso, se vocês quiserem. Independente das opiniões sobre o primeiro livro, já comecei “O Visconde que me Amava” e confesso que a leitura tem sido bem melhor e me surpreendendo positivamente.

Já leram a saga Bridgerton? Gostaram de O Duque e Eu? O que acham da série da Netflix?

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#Livro | As Outras Pessoas

Autora: C.J. Tudor
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Assim que terminei a leitura de “O Homem de Giz” (tem resenha AQUI), já engatei “As Outras Pessoas”, da mesma autora C.J. Tudor, publicada pela Editora Intrínseca.

Gabe teve seu mundo virado de cabeça para baixo quando recebeu a notícia que sua esposa, Jenny e sua filha Izzy, foram assassinadas em casa. Mas o que ele sabe é que essa notícia referente a sua filha não pode ser verdade, pois quando estava na rodovia, ele viu sua filhinha em um furgão e chegou a persegui-lo sem sucesso. Três anos depois, Gabe passa seus dias e noites rodando pela estrada em que viu Izzy pela última vez.

Katie é garçonete em um dos postos de gasolina por onde Gabe passa à procura da filha. Ela sabe o que é perder alguém. Há nove anos, sua família ficou destruída depois que seu pai foi assassinado. Fran também vive na estrada com Alice. Mas elas não estão à procura de ninguém, mas estão fugindo, porque Fran sabe que, se um dia as encontrarem, elas serão mortas. Todas as três histórias têm algo em comum e irão se entrelaçar.

A narrativa de C.J. Tudor é bem empolgante e prende a atenção do leitor. Confesso que no início não estava entendendo muito as ligações, porém a partir de um momento, tudo se esclarece, e o arco narrativo faz sentido. Ao final houve um plot sobrenatural que também não me agradou muito.

Os personagens são bem construídos e possuem uma complexidade e autenticidade interessante; o protagonista tem uma boa narrativa, o que faz com que torçamos por ele. Já os secundários carregam mistérios e são essenciais para o desenvolvimento da história. Além disso, assim como os outros dois livros de C.J. Tudor, a Editora Intrínseca dá um show com a edição do livro – capa dura, fonte legível, páginas pretas, ilustração bonita. Vale a pena conferir!

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Livro | O Homem de Giz

Autora: C.J. Tudor
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
No final do ano ganhei de uma amiga querida o livro “O Homem de Giz”, romance de estreia de C.J. Tudor, e já mergulhei na leitura dessa obra. Publicado pela Editora Intrínseca, o livro traz uma atmosfera de suspense e uma história contagiante.

Na pequena cidade de Anderbury, em 1986, existia um grupo de amigos inseparáveis. Eddie, Gav, Mickey, Hoppo e Nicky (a única menina do grupo) estavam sempre atrás de uma aventura diferente. Os desenhos a giz são um código secreto: homenzinhos rabiscados no asfalto; mensagens que só eles entendiam. Ao se reunirem em uma feira que acontece na sua cidade, eles são surpreendidos com uma tragédia que mudará a vida de todos, principalmente a do jovem Eddie. Ele criará uma eterna conexão com o novo professor da cidade, o estranho e pálido Sr. Halloran. Se esse incidente não bastasse, desenhos misteriosos levam o grupo de crianças até um corpo desmembrado e espalhado em um bosque.

Em 2016, Eddie se esforça para superar o passado, até que um dia ele e os amigos de infância recebem um mesmo aviso: o desenho de um homem de giz enforcado. Quando um dos amigos aparece morto, Eddie tem certeza de que precisa descobrir o que de fato aconteceu trinta anos atrás.

Mesclando uma narrativa que se alterna entre passado e presente, o livro é narrado pelo Eddie, assim conhecemos a história através de sua perspectiva, o que ajuda muito, já que o personagem é carismático e cria situações que mexem com o psicológico. A autora criou uma ótima trama, tanto que nos faz esquecer a principal regra dos livros de suspense/thriller: duvide de todos, nunca acredite em ninguém. A amizade retratada e suas consequências no futuro são o grande destaque.

Além disso, preciso elogiar a edição da Intrínseca, que está incrível. Capa dura, com vários homens palito (grande referência da obra) desenhados, por dentro uma bela diagramação e cada início de capítulo com páginas pretas. Foi a única coisa que não gostei muito, dificultava a leitura.

Enfim, a trama nos faz refletir sobre o quanto evoluímos, independente de nossas escolhas. A resolução dos mistérios da trama foi muito interessante, apesar de ter sido um pouco corrido. Uma leitura de primeira, digna de elogios!

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#Série | The Wilds

Oi gente!
Um grupo de passageiros sofre um acidente aéreo e cai numa ilha misteriosa e deserta. De repente, eles precisam criar uma convivência do zero ao mesmo tempo que estudam possibilidades de serem resgatados dali. Muito provavelmente você já ouviu essa história por aí e não estou falando de “Lost”! Mas sim, de “The Wilds”, série da Amazon Prime Video.

A trama acompanha um grupo de nove garotas cujo avião, que partia em direção a uma colônia de férias/spa somente para meninas, caiu numa ilha no meio do nada. Com origens diferentes, elas precisam lutar para sobreviver nesse lugar inóspito, sem desconfiar que, na verdade, estão fazendo parte de um experimento social bastante elaborado. Enquanto aprendem a conviver umas com as outras, seus segredos e seus traumas vêm à tona.

A série se preocupa em contextualizar o drama de cada uma das jovens que estão na ilha – Leah (Sarah Pidgeon) se recupera de uma relação amorosa mal resolvida com uma pessoa mais velha; Fatin (Sophia Taaylor Ali) é mais saidinha e sofreu com o controle dos pais; Martha (Jenna Clause) passou por um momento traumático e conta com a ajuda da melhor amiga Toni (Erana James); Dot (Shannon Berry) precisou amadurecer para cuidar do pai com uma doença em estágio terminal; Shelby (Mia Healey) é quase uma patricinha em se tratando de imagem, mas teve uma forte influência religiosa da família. Por fim, Rachel (Reign Edwards) é uma atleta, praticante dos saltos ornamentais, porém foi cortada do time por problemas pessoais e possui uma difícil convivência com a irmã Nora (Helena Howard).

A produtora e showrunner Sarah Streicher abusa de flashbacks para mostrar todas as histórias do passado e também utiliza várias técnicas que passam uma sensação de drama e suspense à série. Algumas histórias são interessantes e é bacana ver a relação que cada uma vai desenvolvendo nos longos 10 episódios. Acredito que dava para ter sintetizado tudo em até 8 episódios, tivemos uma enrolação desnecessária que cansa quem está acompanhando.

“The Wild” busca entender e explicar o comportamento humano, a partir de uma série de situações complicadas. Temos algumas boas atuações e cenas interessantes. Inclusive, a 2ª temporada já está confirmada.

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#Filme | Mulher Maravilha 1984

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“Mulher Maravilha 1984” é um filme obrigatório para começar bem o ano de 2021. Depois de tudo que passamos em 2020, precisávamos de um ótimo blockbuster para entreter e MM84, para mim, surpreendeu.

Acompanhamos Diana Prince/Mulher-Maravilha (Gal Gadot) em 1984, durante a Guerra Fria, entrando em conflito com dois grande inimigos – o empresário de mídia Maxwell Lord (Pedro Pascal), que encontra uma pedra capaz de realizar qualquer desejo; e a amiga que virou inimiga Barbara Minerva/Cheetah (Kristen Wiig) – enquanto se reúne com seu interesse amoroso Steve Trevor (Chris Pine).

Primeiramente preciso enaltecer o talento e carisma de Gal Gadot! Que mulher, simplesmente maravilhosa! A atriz está confortável no papel da heroína mais famosa da DC. E o elenco contém ainda ótimos nomes como Pedro Pascal, que constrói um vilão digno dos quadrinhos, ao mesmo tempo que tenta dar uma humanidade ao personagem. O mais fascinante em toda narrativa é que os poderes de Maxwell provocam o caos a partir das escolhas da humanidade. Todos possuem uma parcela de culpa.

Kristen Wiig, que interpreta Barbara Minerva, é outro ponto alto da produção. A sua transição de tímida arqueóloga é implacável, mas confesso que não curti muito a forma como a apresentaram como Mulher Leopardo/Cheetah. Apesar disso, Kristen teve ótimos momentos para explorar as facetas da personagem. Ainda quero vê-la nas produções seguintes.

O foco desta nova aventura se norteia entre o limite do certo e errado para se conseguir o que quer. Por isso, justifico o criticada cena de abertura, onde vemos a protagonista, ainda criança, em uma grande competição. Além dessa cena, que contou com grandes efeitos especiais, tivemos outros momentos interessantes, onde esses efeitos também foram muito bem utilizados. Outra coisa que estava me deixando tenso, era a volta de Chris Pine para a sequência. O roteiro soube explorar o alívio cômico com o personagem e ainda trouxe aquele toque nostálgico e sentimentalista.

Patty Jenkins fez novamente um ótimo trabalho! Mulher-Maravilha 1984 é leve, divertido e possui uma mensagem necessária para o momento em que vivemos!

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#Série | Bridgerton

Oi gente! 
Produções de época sempre costumam me agradar e se você também curte, já é motivo suficiente para assistir a primeira temporada de “Bridgerton”, nova série da Netflix, baseada na saga de romances da aclamada autora Julia Quinn, produzida por Shonda Rymes e dirigida por Chris Van Dusen.

Daphne Bridgerton (Phoebe Dynevor) está dando seus primeiros passos para conseguir um bom casamento. Prestes a atingir a maioridade, Daphne encanta a Rainha Charlotte (Golda Rosheuvel) na nova temporada de cortejo da cidade e se torna a “joia rara” do ano, ganhando atenção de inúmeros pretendentes que prometem desposá-la e torná-la uma dama da sociedade. Entretanto, seu irmão Anthony (Jonathan Bailey), assumindo o papel de homem da casa após o falecimento do pai, transforma algo simples em um árduo trabalho, espantando maridos em potencial e deixando-a à deriva por não acreditar que exista algum homem bom para a irmãzinha. Entre os irmãos, Benedict (Luke Thompson) sonha em ser artista; Colin (Luke Newton) é mais aventureiro ao mesmo tempo que se envolve em um romance complicado com Marina (Ruby Barker); Eloise (Claudia Jessie) não possui nenhum interesse em casamentos; Francesca (Ruby Stokes) quase não aparece na temporada, além dos pequenos Gregory (Will Tilston) e Hyacinth (Florence Hunt).

Tudo mudará com a chegada de Simon Basset, o Duque de Hastings (Regé-Jean Page). Ele e Daphne possuem personalidades conflitantes, porém uma chama se acende ao fazerem um pacto – o duque demonstrará interesse em Daphne para que a jovem possa ser vista como desejável e, assim, receber boas propostas de casamento, ao mesmo tempo, que as mães e outras pretendentes deixem de importuná-lo, uma vez que ele não tem pretensão de casar. Em meio aos bailes e eventos luxuosos, somos apresentados a outros personagens, como a família Featherington. Além disso, a corte ainda conta com uma pessoa misteriosa – Lady Whistledown (com voz da icônica Julie Andrews) – que publica um periódico comentando sobre tudo e todos.

“Bridgerton” é baseada em franquia de livros extremamente popular. A 1ª temporada cobre os acontecimentos do primeiro livro, “O Duque e Eu” – para quem não sabe, são 9 livros, cada um contando a história de um dos irmãos da família. Em meio a um figurino deslumbrante e cenários de fazer os olhos brilharem, Bridgerton conquista com uma história de amor, além de mostrar o mundo competitivo da alta sociedade patriarcal no século XIX.

Ótimos personagens desfilam ao longo dos oito episódios. Penelope Featherington (Nicola Coughlan) é uma delas – a atriz dá um show de carisma. O amor proibido de Anthony e uma cantora/meretriz também traz um contraponto bacana à história. Mas claro, o grande destaque é a ótima química entre Phoebe Dynevor e Regé-Jean Page – Daphne e Simon são ótimos em cena. Ao final da temporada, a sensação foi de prazer ao concluir a maratona. E já adianto aos fãs dos livros, que há diferenças na série, incluindo a revelação de quem é a misteriosa Lady Whistledown já nesta primeira temporada. E também já adianto aos leitores que finalmente vou iniciar a leitura da saga! Em breve teremos resenhas dos livros por aqui!

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#Livro | Teto para Dois

Autor: Beth O’Leary
Editora: Intrínseca
Páginas: 400
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Estão prontos para a primeira dica literária?! Começar o ano com um romance bacaninha foi bem legal. “Teto para Dois”, da autora Beth O’Leary, publicado pela Editora Intrínseca, traz uma história sobre encontros inesperados, relacionamentos e crescimento pessoal.

Três meses após o término do seu relacionamento, Tiffy finalmente sai do apartamento do ex-namorado. Agora ela precisa para ontem de um lugar barato para morar. Contrariando os amigos, ela topa um acordo bastante inusitado. Leon está enrolado com questões financeiras e tem uma ideia pouco convencional para arranjar dinheiro rápido: sublocar seu apartamento, onde fica apenas no período da manhã e da tarde nos dias úteis, já que passa os finais de semana com a namorada e trabalha como enfermeiro no turno da noite. Só que tem um detalhe importante: o lugar tem apenas uma cama.

Sem nunca terem se encontrado pessoalmente, Leon e Tiffy fecham um contrato de seis meses e passam a resolver as trivialidades do dia a dia por Post-its espalhados pela casa. Mas será que essa solução aparentemente perfeita resiste a um ex-namorado obsessivo, uma namorada ciumenta, um irmão encrencado, dois empregos exigentes e alguns amigos super protetores?

Em uma narrativa dividida entre os dois pontos de vista, iremos compreender como a rotina desses dois personagens irão se entrelaçar. Ambos protagonistas são carismáticos e constroem química ao longo dos capítulos. O leitor vai se apaixonando por eles, mesmo cada um tendo as suas diferenças. Uma crítica que faço, achei que o encontro físico entre os dois demorou bastante para acontecer – eles se conhecem pessoalmente no decorrer de mais da metade do livro.

Além do romance, o livro tratou de um assunto muito importante – a relação abusiva que Tiffy tinha junto ao ex-namorado Justin. O modo como a autora retrata as consequências, os gatilhos e o quanto isso afeta o dia a dia da Tiffy, começando com sutileza para então falar abertamente do que uma vítima passa ao ser abandonada e perseguida, tudo isso é muito consciente e feito de forma comovente. A dependência que ela sentia no início até o momento em que ela consegue se livrar de tudo isso retrata um arco narrativo bem interessante.

Os personagens coadjuvantes também contribuem para o desenvolvimento da história, tanto os amigos de Tiffy – Mo, Gerty e Rachel – e os amigos de León – do núcleo da Casa de Repouso, além de seu irmão Richie, cuja história também ajuda a movimentar e interliga tramas.

É uma história linda sobre uma amizade inusitada que se transforma em uma bela história de amor. A edição da Intrínseca é muito boa, vale muito a pena conferir!

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#Livro | Beijos em Nova York

Autora: Catherine Rider
Editora: Galera Record
Páginas: 239
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Se você procura um romance fofo e clichê, bem ao estilo Sessão da Tarde, para ler em poucas horas e iniciar bem o ano, se liga nessa dica! “Beijos em Nova York”, da Catherine Rider (pseudônimo dos autores James Noble e Stephanie Eliot), foi publicado pela Galera Record e traz uma história bem água com açúcar, mas super envolvente! E tem um plus: quem curte histórias natalinas, também vai adorar!

É véspera de Natal no aeroporto JFK, em Nova York. Mas Charlotte, uma estudante britânica que veio à cidade para um intercâmbio que acabou se transformando no pior semestre de sua vida, não está exatamente sentindo esse clima natalino: como se não bastasse ter levado um fora recentemente, percebeu que, devido a uma nevasca, não conseguiria retornar a Londres para passar a noite de Natal com sua família. É então que, sozinha no aeroporto e desesperada para ir embora, conhece Anthony, que, coincidentemente, acabou de levar um fora – e pior: em público. Munidos de um livro de autoajuda, “Supere seu ex em 10 passos fáceis”, e determinados a, de fato, superarem suas desilusões amorosas, os dois passarão a noite de Natal cruzando a cidade de Nova York – e, sem querer, embarcarão também numa viagem de autodescoberta que mudará sua trajetória.

O grande destaque do livro são seus personagens – Charlotte e Anthony são bem cativantes e possuem química juntos. O livro é narrado em alternância pelos dois e a história se passa em poucas horas, tendo cada um contando um momento da aventura baseada no livro de superar o ex. As diferenças entre as narrações deles são bem claras, portanto, provavelmente cada autor ficou responsável por escrever os capítulos de cada um dos protagonistas. Isso foi ótimo porque deixou bem evidente a personalidade do Anthony e da Charlotte e permitiu compreendê-los melhor. Ambos estão se redescobrindo e essa jornada em conjunto com o leitor traz uma identificação.

“É só que… está frio e escuro. E, se você não é daqui. Nova York pode ser… não sei, um tipo de monstro. Pode te comer viva, sabe? Especialmente com esse seu sotaque de Downton Abbey.”

“Beijos em Nova York” é uma leitura dinâmica, bem rapidinha, ágil, que flui legal, com personagens cativantes. Um romance leve, que nos transporta pelos pontos de Nova York. Trata-se de uma história adolescente, que traz aquele quentinho no coração. Vale a pena!

Quem aí curte leituras fofinhas e rápidas? Pretendem ler Beijos em Nova York? Me contem nos comentários!

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#Livro | Malorie

Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Feliz Ano Novo a todos os leitores, que 2021 seja um ano de grandes realizações, que possamos ter cada vez mais amor ao próximo e aproveito para agradecer a cada um que deu uma passadinha por aqui em 2020! Obrigado por tudo!

Agora, vamos começar o ano com dica de leitura!! Já faz um tempinho que li “Malorie”, sequência do aclamado “Caixa de Pássaros” (Bird Box), escrito por Josh Malerman e publicado pela Editora Intrínseca. Doze anos depois dos acontecimentos do primeiro livro, nos encontramos novamente no apocalipse onde abrir os olhos pode significar o fim de tudo. O mundo já não é mais o mesmo. Criaturas continuam andando por aí. Basta um descuido para um destino enlouquecedor.

Malorie e seus filhos Tom e Olympia passaram doze anos em um acampamento de verão improvisado e seguro. Eles sabem que apenas um vislumbre das criaturas pode levar pessoas comuns a uma violência indescritível. Ainda não há explicação. Nenhuma solução. Tudo o que Malorie pode fazer é sobreviver e tentar transmitir aos filhos sua determinação. Ainda assim, Tom quer desbravar o mundo e as criaturas, enquanto a mãe continua com a sua proteção excessiva. Olympia, o elo entre os dois, é habilidosa e racional, apesar de também ter os seus segredos.

Em meio a divergências familiares, um desconhecido surge com informações de sobreviventes. Malorie, em conflito pessoal, se vê, mais uma vez, obrigada a se lançar num mundo às cegas. Pessoas que ela considerava mortas, talvez estejam vivas. Junto dessa informação, porém, ela acaba descobrindo coisas aterrorizantes: em lugares não tão distantes, alguns afirmam ter capturado as criaturas e feito experimentos. Invenções monstruosas e ideias extremamente perigosas. Além disso, circulam rumores de que as próprias criaturas se transformaram em algo ainda mais assustador. Malorie agora precisa fazer uma escolha angustiante: viver de acordo com as regras de sobrevivência que funcionaram tão bem até então, ou se aventurar na escuridão e buscar a esperança mais uma vez.

O ponto alto do livro é retratar as relações familiares. Confesso que eu tinha grandes expectativas, principalmente por ter gostado muito do primeiro livro. Acho que essa expectativa tenha atrapalhado um pouco as sensações que a narrativa possa causar – em alguns momentos não tive toda a tensão necessária para leitura. A postura excessiva da personagem principal me incomodou um pouco. Mesmo assim, podemos perceber aquela narrativa envolvente que Josh Malerman também demonstrou em Bird Box. Os conflitos do livro foram bem trabalhados e os personagens tiveram seus momentos de destaque e conseguiram mostrar uma evolução narrativa.

Aqui vai uma dica: quanto menos souber, melhor será sua experiência. “Malorie” é uma leitura obrigatória para quem já conferiu e gostou de Caixa de Pássaros. A leitura fluiu bem e o final nos trouxe uma conclusão fechadinha. Pecou um pouco na tensão monótona impressa por grande parte da história.

Já leram Caixa de Pássaros e assistiram ao filme? O que acham da sequência Malorie? Quero saber nos comentários!

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#Série | The Undoing

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Se você gosta de mistério e investigação policial, a dica de hoje pode lhe agradar! “The Undoing”, minissérie exibida pela HBO, reúne um elenco de peso em uma história envolvendo um assassinato violento, uma família aparentemente perfeita e algumas reviravoltas. Esta foi uma produção caprichada de David E. Kelley, dirigida por Susanne Bier e estrelada por Nicole Kidman, Hugh Grant, Donald Sutherland e Edgar Ramirez.

A trama traz à tona uma discussão sobre relações familiares, traição, privilégios de pessoas ricas e brancas, em meio a uma investigação, que tenta manipular o telespectador para várias possibilidades. Grace Frase (Nicole Kidman) e Dr. Jonathan Sachs (Hugh Grant) formam um casal da alta sociedade nova-iorquina. Ela é terapeuta de casal e aparentemente bem resolvida; ele é médico oncologista especializado no tratamento de crianças com câncer terminal.  Juntos, têm um filho, Henry Sachs (Noah Jupe), um garoto estudioso, que toca violino e frequenta a melhor escola particular de NY. Tudo parecia incrível, até a chegada de Elena Alves (Matilda de Angelis).

A jovem é de origem humilde, portanto, não pertence ao elitizado círculo social, mas é mãe de um dos alunos da escola frequentada pelo filho de Grace e Jonathan. Porém, após um evento beneficente, Elena é assassinada de forma brutal, gerando a grande dúvida da trama: quem matou? E por que? Por meio de flashbacks, descobrimos a relação entre esses três personagens e suas motivações para serem assassinos.

O grande destaque de “The Undoing” com certeza é Nicole Kidman, que brilha desde o primeiro episódio. Segura, a experiente atriz traz uma interpretação forte, contracenando ao lado de Hugh Grant, outro experiente, que também nos traz uma boa leitura de seu personagem, apesar de um desenvolvimento bem apático. Destaque também aos atores Donald Sutherland, que interpreta o pai de Grace, um velho soberbo; e Norma Dumezweni, a advogada Haley Fitzgerald, que defende Jonathan no tribunal de forma firme e enérgica.

Muitos reclamaram da conclusão, afinal não houve grandes surpresas, sendo aquele assassino que todos já imaginavam. Mas acho que a série acerta ao nos fazer duvidar, pelo menos nos episódios no meio da temporada. “The Undoing” não é uma série surpreendente, mas trouxe uma boa produção, com um elenco afiado e uma narrativa densa, que prende nossa atenção.

Vocês acompanharam The Undoing? O que acharam do desfecho? Quero saber nos comentários!

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