#Livro | O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida

 

Tess e Gus foram feitos um para o outro. Só que eles não se encontraram ainda. E pode ser que nunca se encontrem… Tess sonha em ir para a universidade. Gus mal pode esperar para fugir do controle da família e descobrir sozinho o que realmente quer ser. Por um dia, nas férias, os caminhos desses dois jovens de 18 anos se cruzam antes que os dois retornem para casa e vejam que a vida nem sempre acontece como o planejado. Ao longo dos dezesseis anos seguintes, traçando rumos diferentes, cada um vai descobrir os prazeres da juventude, enfrentar problemas familiares e encarar as dificuldades da vida adulta. Separados pela distância e pelo destino, tudo indica que é impossível que um dia eles se conheçam de verdade… ou será que não?
“O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida” narra duas trajetórias que se entrelaçam sem de fato se tocarem, fazendo o leitor se divertir, se emocionar e torcer o tempo todo por um encontro que pode nunca acontecer.

 

Autora: Kate Eberlen
Editora: Arqueiro
Páginas: 432
Skoob 
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva

“O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida” é um livro muito especial. Primeiro porque ganhei de uma querida amiga e junto com ele veio uma dedicatória linda e muito emocionante para mim. Depois porque é um romance que foge do convencional, o que me agradou muito. Fazia tempo que um livro não me agradava tanto na história.

A autora Kate Eberlen consegue a proeza de fazer-nos torcer por um casal protagonista, que passa a maior parte do livro sem se conhecer. E ainda assim, torcemos para que eles fiquem juntos. Melhor ainda, Kate mostra ao longo da história, diversas possibilidades de encontro entre eles, o que nunca acontece e o que nos deixa ainda mais ansiosos.

A história começa no ano de 1997, em Florença, na Itália quando Tess viaja com sua amiga Doll. No mesmo momento, Gus passa as férias com os pais, após um grave acidente que abalou a família. Os dois chegam a se cruzar, mas não se notam. Depois, Tess volta para casa e não vê a hora de ir para a faculdade, porém ela vai enfrentar diversos problemas como a doença da mãe, a falta de estrutura do pai e a responsabilidade de cuidar da irmã mais nova, Hope, portadora da Síndrome de Aspenger.

Gus também está com tudo pronto para ir para faculdade e cursar medicina. Principalmente para se livrar dos pais, que ainda não superaram um grave momento envolvendo seu irmão. Longe de casa, Gus conhece novos amigos, entre eles a namorada Lucy. Mas seu destino faz com que se case com outra pessoa e tenha duas filhas.

A evolução do livro é interessante, pois cada capítulo é destinado a um dos protagonistas – Tess e Gus, sendo que a narrativa em primeira pessoa faz com que conheçamos bem os medos e desejos de cada um dos personagens principais. Confesso que a Tess me causou bastante raiva durante a leitura porque no começo ela é bem independente e no decorrer mudando muito, ficando ingênua, inocente e chata. Já Gus se mostra bem maduro ao longo da trama e vai crescendo cada vez mais.

Durante todo o livro sabemos que Tess e Gus foram feitos um para o outro, porém o destino tem outros planos para os dois. Em diversos momentos, eles estão próximos de se encontrar, o que não acontece. Isso nos faz refletir o quanto nossas escolhas podem influenciar em nossa história e perceber que a vida dá muitas voltas.

“Nós nos conhecemos quando tínhamos 18 anos, mas houve uma pequena alteração no destino e ficamos nos desencontrando. Sei que parece piegas, mas não consigo pensar em outra maneira de explicar. Tudo que sei é que essas últimas 24 horas foram como a vida inteira deveria ser”.

  • Miguel

    Parece ser bom

  • Juliana

    Amei a dica

  • Marcela

    Já está na minha lista de leitura!!

  • Anya

    Hey, Felipe! A cada resenha que leio desse livro, minha vontade de colocar as mãos e os olhos nele, só aumenta de forma descomunal! rs. Como pode um enredo tão intrigante, juntamente com essa capa tão linda não ter me chamado atenção antes das resenhas? Bom, pelo menos agora, vou parar de perder tempo e me jogar sem medo na leitura desse livro que parece ser tão docemente peculiar... Mil beijokas.

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