#Filme / Moonlight – Sob a Luz do Luar

Está chegando a hora de conhecermos os vencedores do Oscar 2017 – amanhã ao vivo, a partir das 22h30 na TNT – e eu consegui finalizar a minha maratona dos filmes que concorrem neste ano. O último que assisti foi “Moonlight – Sob a Luz do Luar”, que estreou nos cinemas brasileiros no dia 23 de fevereiro. O longa foi indicado em oito categorias – Melhor Filme, Direção, Ator Coadjuvante (Mahershala Ali), Atriz Coadjuvante (Naomie Harris), Roteiro Adaptado, Trilha Sonora, Fotografia e Montagem – além de já ter ganho o Globo de Ouro na categoria Melhor Filme de Drama.

“Moonlight – Sob a Luz do Luar” é o típico filme feito na medida para o Oscar. Traz uma história emocionante de um garoto negro do subúrbio de Miami que ao longo da vida vai descobrindo a sua homossexualidade. Drama e sutileza estão lado a lado na história, que conta com personagens marcantes e interpretações excelentes.

Dirigido pelo cineasta norte americano Barry Jenkins, com roteiro baseado na peça “In Moonlight Black Boys Look Blue”, de Tarell McCraney, o filme acompanha a trajetória de Chiron através de três momentos na vida do personagem, uma na infância, outra na adolescência e a última no auge de sua vida adulta. Durante esses três recortes, o longa vai mostrando a relação do protagonista com sua mãe (Naomi Harris), as descobertas sexuais, a necessidade de uma figura paterna (Mahershala Ali), a relação com as gangues da região, o consumo de drogas e tudo que cerca um jovem negro e gay na periferia da costa sudeste dos EUA.

Dois grandes atores se destacam no filme – Mahershala Ali, que interpreta o traficante Juan no início do filme – super cotado para ganhar o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (na minha opinião Jeff Bridges, de “A Qualquer Custo” mereceria mais) e Naomi Harris, a mãe drogada de Chiron. Também merecem destaque os três atores estreantes que interpretaram o personagem principal – Alex R. Hibbert (infância), Ashton Sanders (adolescência) e Trevante Rhodes (fase adulta)

O filme é uma grande crítica social e se ganhar o Oscar vai ser “um tapa na cara” do atual governo americano, que traz uma posição homofóbica e racista. Além disso, outra característica adotada nos últimos anos da cerimônia é premiar produções mais baratas – “Moonlight” custou cerca de 5 mil dólares para ser produzido. Mas se ganhar, também é porque apresentou um roteiro e direção espetaculares, além de um elenco simples e maravilhoso. Com um tema complicado para se reproduzir nas telas norte-americanas, o diretor Barry Jenkins consegue mostrar de forma poética como Chiron enxerga o amor.

  • MIguel

    Tem grandes chances no Oscar

  • Juliana

    Muito bom

  • Marcela

    Quero ver!

  • Stéphanie Segal

    Quero muito assistir.

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