#Filme / Manchester a Beira Mar

Guardem essa frase – “Um dos melhores filmes produzidos neste ano”. Ela se aplica ao simplório “Manchester a Beira Mar”, que concorre a 6 Oscars – melhor filme, diretor (Kenneth Lonergan), ator (Casey Affleck), ator coadjuvante (Lucas Hedges), atriz coadjuvante (Michelle Williams) e roteiro original.

Um filme simplesmente lindo e um drama emocionante. Após a morte de seu irmão mais velho, Lee Chandler (Casey Affleck – irmão mais novo do Ben Affleck) fica chocado ao saber que é o guardião de seu sobrinho Patrick (Lucas Hedges). De férias de seu trabalho, Lee retorna, de forma relutante, à sua cidade natal Manchester para cuidar de Patrick, um espirituoso menino de 16 anos e ainda vê-se forçado a lidar com o passado que o separou de sua mulher Randi (Michelle Williams) e da comunidade onde ele nasceu e foi criado.

O diretor Kenneth Lonergan faz um trabalho memorável, conduzindo o drama sem ser piegas, sem sequências de choro e desespero – em raras ocasiões, foram feitas na medida certa. As cenas são muito sutis, com a utilização de longos silêncios para deixar o espectador ainda mais angustiado. Desde o início do longa sabemos que algo no passado de Lee o atormenta profundamente, o que faz com que nos solidarizamos com ele.

O ator Casey Affleck é uma discussão a parte – eu, particularmente, não gostei de sua interpretação – mas a crítica tem elogiado sua construção do personagem transtornado, sendo um dos favoritos a levar o Oscar de melhor ator. Inclusive, ele venceu quase todas as premiações, como Globo de Ouro e BAFTA, perdendo apenas no SAG Awards para Denzel Washington (“Um Limite entre Nós”).

Os outros destaques do filme são Lucas Hedges e Michelle Williams. A atriz aparece bem pouco – no máximo quatro cenas – mas em uma delas, onde perde perdão à Lee, esteve simplesmente maravilhosa, com a emoção à flor da pele, nos fazendo chorar. Já o garoto traz uma segurança nas principais cenas.

E aqui vai um spoiler – se não quer saber, vá para o próximo parágrafo – mas tem 99% de chances de você não gostar do final. Quando começou a aparecer os créditos eu pensei “ainda falta terminar o filme”. Foi bem chato.

Mas ainda assim, “Manchester a Beira Mar” é um filme sensível, que nos mostra o peso de se lidar com traumas – uma produção realista, com atuações impecáveis e uma direção genial.

  • Marcela

    Eu adorei o Casey Affleck, achei que ele está muito bem

  • Miguel

    Adorei esse filme

  • Juliana

    Merecia ter mais destaque no Oscar

  • Stéphanie Segal

    Muito bom!

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