#Filme / Estrelas além do Tempo

Chegou a vez de falarmos do filme “Estrelas além do Tempo”, que estreou nos cinemas brasileiros no dia 2 de fevereiro. O longa, baseado em fatos reais, foi dirigido pelo americano Theodore Melfi e estrelado pelas atrizes Taraji P. Henson (da série de TV “Empire”), Octavia Spencer (vencedora do Oscar de atriz coadjuvante por “Histórias Cruzadas”) e a cantora Janelle Monáe (estreando nas telonas – uma curiosidade: a atriz também pode ser vista no filme “Moonlight”, que também concorre ao Oscar.)

A história de “Estrelas além do Tempo” se passa em 1961. Em plena Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. Tal situação é refletida também na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar a parte. É lá que estão Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.

Cada uma das três luta com um desafio diferente dentro da Agência, com Dorothy temendo que ela e suas colegas se tornem desnecessárias com a chegada das máquinas IBM e batendo de frente com a assistente Vivian Michael (Kirsten Dunst); Mary tentando sair do cargo de assistente e tornar-se uma engenheira plena; e Katherine sendo transferida para a divisão de pesquisa de voo, trabalhando revisando os cálculos do arrogante engenheiro-chefe Paul Stafford (Jim Parsons, de “The Bg Bang Theory”), sob o comando direto de Al Harrison (Kevin Costner).

O longa concorre em três categorias do Oscar – melhor filme, melhor roteiro adaptado e melhor atriz coadjuvante para Octavia Spencer – adoro ela, sempre muito segura em cena, mas neste filme as outras atrizes se destacaram mais a ponto de uma indicação. O filme cumpre bem o seu papel de narrar uma história de superação de três mulheres afrodescendentes, que quebram barreiras no auge da segregação racial dos Estados Unidos. A história tem a sutileza para emocionar, mas é um filme previsível.

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