# Filme / Jackie

De todos os filmes que concorrem ao Oscar neste ano, um deles eu estava mega ansioso para assistir – “Jackie”, estrelado pela atriz Natalie Portman. A melhor definição que eu encontrei para essa produção é que ela é “um olhar humanizado de uma das maiores personalidades do mundo”.

Engraçado que neste atual momento da história americana, com a eleição de um presidente cuja aversão ao estrangeiro é tão intensa, uma obra cinematográfica que retrata momentos da icônica primeira dama Jacqueline Kennedy é produzida justamente por um diretor latino – o chileno Pablo Larraín e estrelado por uma atriz israelense Natalie Portman, vencedora do Oscar de Melhor Atriz em 2011, por “Cisne Negro”.

O filme tem início com a entrevista de Jackie ao repórter Theodore H. White da Revista Life. Ela revive aqueles momentos sem medo de mostrar sua dor e insegurança ao jornalista, cuja tarefa de ultrapassar as barreiras emocionais de Jackie e vislumbrar a verdadeira mulher por trás do ícone. Porém, sofre grande interferência da primeira dama, que não permite que esses fatos cheguem ao público. Uma curiosidade – o artigo final publicado pela revista foi um dos maiores sucessos de venda, mesmo tendo sido “censurado”. Em 1994, após a morte de Jacqueline Kenndey, todas as anotações feitas por White foram entregues à Biblioteca do Congresso Americano.

Ainda vemos um rico retrato da mãe, esposa e primeira dama alguns dias depois do trágico momento que testemunha, com alguns flashbacks de três momentos chave para a condução da história: o famoso tour televisionado de Jackie pela Casa Branca no começo do mandato do marido, o assassinato e os momentos seguintes a ele até o enterro e uma conversa com um padre (o saudoso John Hurt, em um de seu último papel).

Uma produção caprichada, com pequenos erros de continuidade – como por exemplo, nas primeiras cenas o vestido usado por Jackie durante o ocorrido não possui marcas de sangue, sendo que na cena do assassinato, a roupa está completamente suja, mas são pequenos detalhes. O importante é a atuação de Natalie Portman, IMPECÁVEL, tanto nos gestos como na voz. Ela realmente encarnou Jacqueline Kennedy. Natalie está maravilhosa e concorre ao prêmio de melhor atriz. O filme ainda foi indicado nas categorias trilha sonora e figurino.

  • Juliana Cardoso

    Natalie Portman é linda! Adoro ela

    • Felipe Lange

      Juliana, também adoro ela

  • Miguel Garcia

    Parece ser um bom filme, quero assistir

  • Marcela

    Adorei esse filme

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