#Resenha / Eu estive Aqui


Quando sua melhor amiga, Meg, toma um frasco de veneno sozinha num quarto de motel, Cody fica chocada e arrasada. Ela e Meg compartilhavam tudo… Como podia não ter previsto aquilo, como não percebera nenhum sinal? A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para reunir seus pertences. Lá, acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Conhece seus colegas de quarto, o tipo de pessoa com quem Cody nunca teria esbarrado em sua cidadezinha no fim do mundo. E conhece Ben McCallister, o guitarrista zombeteiro que se envolveu com Meg e tem os próprios segredos. Porém, sua maior descoberta ocorre quando recebe dos pais de Meg o notebook da melhor amiga. Vasculhando o computador, Cody dá de cara com um arquivo criptografado, impossível de abrir. Até que um colega nerd consegue desbloqueá-lo… e de repente tudo o que ela pensou que sabia sobre a morte de Meg é posto em dúvida.

Autora: Gayle Forman
Editora: Arqueiro
Páginas: 240
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Confesso que ler os livros da Gayle Forman sempre é uma incógnita para mim. O primeiro que li foi “Se Eu Ficar” (If I Stay, 2009), logo após o lançamento do filme. Fiquei dias naquela vibe “pensando onde a vida está me levando”. Depois amei “Apenas Um Dia” e “Apenas Um Ano” (Just One Day/Just One Year, 2013 e 2014). Agora li “Eu Estive Aqui” (I Was Here, 20015) e achei que a mescla de tragédia e romance não teve muita química.

O livro começa com a apresentação da nossa heroína – Cody, uma garota de 19 anos, com um histórico familiar bem delicado – nunca conheceu o pai e sua mãe não é o melhor exemplo de conduta. Com isso, ela tem uma base familiar nos Garcias, tendo Meg Garcia como uma irmã. Porém, Meg se suicidou, após tomar um frasco de veneno em um quarto de motel.

“Sinto informar que precisei dar fim à minha própria vida. Estou adiando esta decisão há muito tempo, e ela é minha e de mais ninguém. Sei que isso lhe causará sofrimento, e lamento que seja assim, mas saiba que eu precisava acabar com a minha dor. Não tem nada a ver com você, mas tudo a ver comigo. Não é culpa sua. Meg”

Cody acha improvável que sua amiga tenha se matado, pois nunca deu sinais de que sua vida estava ruim ou ela estava sofrendo com alguma coisa. A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para reunir seus pertences. Lá, acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Conhece seus colegas de quarto, o tipo de pessoa com quem Cody nunca teria esbarrado em sua cidadezinha no fim do mundo. E conhece Ben McCallister, o guitarrista zombeteiro que se envolveu com Meg e tem os próprios segredos.

Após vasculhar o notebook de Meg, Cody descobre alguns arquivos misteriosos, que indicam que ela acompanhava um fórum para pessoas suicidas. Neste fórum, um perfil chamado All_BS pode ser o responsável pela morte de Meg. Começa aí uma caçada para descobrir quem ele é e como fazer com ele seja punido por seus crimes.

A história tinha uma premissa interessante, mas o desenvolvimento não acontece. A protagonista Cody é a melhor personagem do livro, com medos, angústias e sentimentos que a tornam real e facilita a identificação do leitor. Já Ben McCallister é apresentado como um garoto durão, roqueiro e inconsequente até o meio da história, quando sua personalidade muda completamente e ele se torna bobo, romântico e sentimental.

Volto a dizer que Cody salva toda a história. Gayle Forman trabalha em primeiro plano o drama de Cody – seus dilemas e aflições adolescentes – e em segundo plano traz um alerta para o perigo da internet e a influência das doenças psicológicas. Isso é fantástico!

Ao final, gostei de ler a “Nota da Autora”, onde descobrimos que a história do livro é baseada em fatos reais – Gayle Forman construiu a história após escrever um artigo sobre Suzy Gonzales, uma jovem garota que cometeu suicídio. Após um período de depressão, ela buscou auxílio em fóruns da internet e a única ajuda que obteve foi o encorajamento para tirar a própria vida. A história é forte e merecia ter sido mais bem desenvolvida.

  • Miguel

    Adoro os livros da Gayle Forman... são ótimos, esse ainda não li, mas está na minha lista para ler em breve

  • Stéphanie Segal

    Já entrou para a minha lista.

    • Felipe Lange

      Stéphanie, que bom saber

  • Marcela

    Ótima dica

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