#Livro | O Morro dos Ventos Uivantes

Autora: Emily Brotë
Editora: Martin Claret
Páginas: 457
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Durante o mês de março, em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, me propus a ler apenas livros clássicos escrito por mulheres! Já falei de “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen (AQUI) e “Mrs Dalloway”, de Virgínia Woolf (AQUI). Hoje vou falar da última leitura desse projeto – “O Morro dos Ventos Uivantes”, de Emily Brontë.

O romance foi lançado em 1847. Hoje considerado um clássico da literatura inglesa, “O Morro dos Ventos Uivantes” recebeu fortes críticas no século XIX. Para entendermos o livro, preciso falar sobre as características histórias – estamos na Era Vitoriana da literatura inglesa, marcada por grande efervescência política e intelectual, além das conquistas coloniais na Inglaterra. Os romances vitorianos geralmente oferecem retratos idealizados de vidas difíceis, nas quais o trabalho duro, a perseverança, o amor e a sorte vencem no final. É marcado pelo pessimismo, fixação pela morte e amores doentios.

Por isso, “O Morro dos Ventos Uivantes” acaba dividindo muitas opiniões – uns gostam, outros odeiam. A trama começa quando a propriedade da Granja da Cruz dos Tordos é alugada pelo Sr. Lockwood. Durante este período, a governanta Nelly conta-lhe a história que presenciou na propriedade do Morro dos Ventos Uivantes. No início, o patriarca da família Earnshaw faz uma viagem e, ao retornar, traz consigo um pequeno órfão, que todos acham ser um cigano, devido a sua aparência. O órfão recebe o nome de Heathcliff. Rapidamente, toda a afeição que o patriarca lhe demonstra acaba gerando ciúmes em seu filho legítimo, Hindley. Contudo, Catherine, a outra filha, se apaixona por Heathcliff.

Quando o Sr. e a Sra. Earnshaw morrem, Hindley sujeita Heathcliff a várias humilhações, e apesar do amor entre ele e Catherine, ela decide se casar com Edgar Linton, por esse ter melhores condições de sustentá-la. Heathcliff parte do Morro dos Ventos Uivantes e, ao voltar, está rico e decidido a vingar-se de todos.

A construção do arco narrativo é interessante, porém os personagens são o ponto complicado – todos são grosseiros, detestáveis, maus em vários momentos, então fica difícil se identificar (com exceção da Nelly). Mas isso ocorre por causa do meio – todos possuem motivos para serem dessa forma. É legal perceber essa evolução em cada um, além do pessimismo que gira em torno deles. Todas as ações geram consequências em algum momento, levando a diversos conflitos ao longo dos anos. Isso é um dos grandes diferenciais que Emily Brontë impõe à literatura inglesa: a autora cria seus personagens bem reais, repletos de defeitos e com desvios de caráter, diferente dos romances idealizados da época. Justamente por isso, o romance acaba ficando em segundo plano, já que as relações são tóxicas, gerando raiva – acho que esse é o principal ponto que faz os leitores não gostarem.

A narrativa da personagem Nelly talvez é o ponto que faz tudo se amenizar – ela é sempre positiva, gosta de ver o lado bom em cada um e sua decepção ao longo da história é o que reflete no leitor. Ver os acontecimentos pelo ponto de vista dela ajuda muito a se envolver. O ambiente gótico também chama atenção – a autora é extremamente detalhista. Os cenários são melancólicos; os espaços tristes e, as vezes, até macabros.

Hoje, não há dúvidas quanto à grandiosidade de “O Morro dos Ventos Uivantes”. A dimensão da obra envolve tanto a complexidade quanto a profundeza humana. Isso fez o livro ser adaptado várias vezes ao cinema.

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  • Cristina

    Daqueles livros que tenho curiosidade para ler, mas tenho receio. Já li imensos comentários, umas pessoas adoram, outras detestam. Os meus pais têm esse livro em casa, talvez eu leia um dia. Coisas de Feltro

  • Leyanne

    Li a obra por influencia de Crepusculo e foi uma das obras mais incríveis que já li. Bjs Imersão Literária

  • Tay Ribeiro

    Amei a resenha. Esse livro está na minha lista de livros para ler um dia e a cada vez mais quero adiantar a leitura rs beijos

  • Emerson

    Eu vi o filme e achei emocionante e dramático. Parabéns pela resenha. Boa semana! Jovem Jornalista Instagram Até mais, Emerson Garcia

  • Hanna Carolina

    Eu li esse livro através de uma leitura coletiva. Então levei o desafio até o final, mas não foi uma leitura que gostei, confesso. Sei que ela é muito importante, mas não funcionou comigo como eu achei que iria... =/ Mas que bom que para você foi uma boa experiência. Bjks!

  • Alessandra Salvia

    Oie! Já li e gostei bastante! Prefiro este a 'Orgulho e Preconceito' até! beijo http://estante-da-ale.blogspot.com/

  • Jéh

    Oi, Eu li há muitos anos atrás. Confesso que não faria uma releitura da obra, mas realmente é uma história marcante! Bjs e uma ótima noite! Diário dos Livros Conheça o Instagram

  • Nana

    Olá, Nossa, que edição linda. Amei as cores. Tirei o e-book da nuvem esses dias, vamos ver se até o fim do ano rola a leitura. até mais, Canto Cultzíneo

  • Karen Gabrieli Viana

    Hey Felipe, eu gostei muito desse livro quando eu li e o legal é que todos os personagens são grosseiros e rudes mesmo, isso quebra aquela expectativa de personagens boazinhas. Boas leituras, Karen Gabrieli | Apesar do Caos

  • Lary Zorzenone

    Eu sou da parte dos leitores que não gostaram da obra. Eu quis muito gostar, mas não foi pra mim de forma alguma. Entendo a importância do livro e porque tantos gostam, mas eu, particularmente, odiei. Vidas em Preto e Branco

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