Livro ▪ Cartas para Martin

Autora: Nic Stone
Editora: Intrínseca
Páginas: 256
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Sabe aquele livro que te prende do início ao fim? Aquele que você não consegue parar de ler porque quer saber o que vai acontecer? E que lhe causa um misto de emoções durante a leitura? Esse é “Cartas para Martin”, livro de estreia de Nic Stone, que traz uma mensagem obrigatória nos dias atuais.

Justyce McAllister é o melhor da sua classe, capitão da equipe de debate, e destinado a uma universidade Ivy League no próximo ano. Mas as coisas mudam quando ele se vê no chão, algemado, apenas por ser negro e tentar ajudar a ex-namorada branca. Após o episódio de violência policial que sofreu, o jovem começa a ver as coisas de uma forma diferente. Justyce começa a perceber todas as injustiças e violências causadas pelo racismo.  Por isso, ele começa o projeto “Cartas para Martin”, onde escreve cartas para Martin Luther King com a pergunta: O que Martin faria? Com a intenção de se tornar uma pessoa melhor e não sentir mais tanta raiva, que os atos de racismo vêm fazendo ele sentir.

Então vem o dia em que Justyce está dirigindo com seu melhor amigo, Manny, com as janelas baixas, a música alta. Bem alta. Para a fúria de um policial branco fora de serviço ao lado deles. Palavras voam. Tiros são disparados. E Justyce e Manny são pegos no meio. Na mídia, é Justyce quem está sob ataque. A verdade do que aconteceu aquele dia – alguns matariam para saber. Justyce está morrendo para esquecer.

Pela sinopse já dava para perceber que viria uma história forte pela frente. E preciso dizer que foram muitas sensações e sentimentos durante a leitura, mega rápida por sinal. Li todo o livro em apenas três dias, a leitura fluiu muito bem, os capítulos são curtos e a história prende a atenção.

“Cartas para Martin” traz um reflexo extremamente atual, principalmente com o movimento “Black Lives Matter”. O fato de a polícia agir com base em um “perfil” que considera criminoso – no caso, jovens negros – é algo que infelizmente tem acontecido corriqueiramente nos Estados Unidos. E este é a narrativa principal do livro. A autora não nos prepara para o que vem; simplesmente nos joga na ação e nos faz sentir a angústia do personagem desde o início.

O livro traz importantes perfis para discussão como, por exemplo, aqueles que insistem na ideia de que a sociedade não vê cor e, por tanto, se recusam a ser anti-racistas; os brancos que entendem e ficam horrorizados com a situação; privilégio de classes; posição social; racismo reverso; ideia de comunidade, entre outras coisas. Os personagens são bem construídos, com destaque para Sarah-Jane (SJ, como é chamada) e Manny.

Este é um livro que muitos precisavam ler! É, verdadeiramente, uma obra de auto-descoberta e crescimento, que com certeza te fará repensar ações, atitudes, pensamentos ou falas, além de nos fazer pensar que nunca é tarde para agir em defesa do ser humano. Não tenho nem palavras para dizer o quanto eu recomento “Cartas para Martin”.

  • Leidiana Pereira

    Gostei da resenha, eu amo ler livros que nos prende na leitura até o final... vou aproveitar que meu Kindle está chegando e comprar esse livro na Amazon, já estou ansiosa para ler e aprender muito com o personagem e a história. Beijos. Diário da Lady

  • vanessa

    Amei a capa, a edição e sua resenha espetacular. gostei muito do tema abordado e concordo que muitos precisem sempre ler e aprender mais com livros assim. Dica anotada. Abraços. https://www.parafraseandocomvanessa.com.br/

  • Emerson

    Deve ser um livro visceral. Apesar de ser uma ficção, acredito que o livro é bem realístico né? Boa semana! Jovem Jornalista Instagram Até mais, Emerson Garcia

  • Silvana Crepaldi

    Olá, Felipe. Infelizmente não é só a policia que tem esse perfil de criminoso na cabeça não. Acho que todo mundo pensa isso porque é algo que já está enraizado. Assim que der vou ler esse livro. Prefácio

  • Monique Larentis

    Interessante a obra. Primeira vez que leio sobre. Acho que é uma leitura muito importante, pois trazer cotidiano e representatividade, para sentirmos um pouco do que os personagens sentem...

  • Priih

    Oi Felipe, tudo bem? Me arrepiei aqui com a trama. Já quero ler pra ontem! Beijos, Priih Infinitas Vidas

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