#Filme | Bohemian Rhapsody

Oi gente!
Aproveitando que saíram os indicados ao Oscar, hoje trago mais um filme que concorre na premiação – “Bohemian Rhapsody”, dirigido por Bryan Singer e que retrata a trajetória de uma das maiores bandas de todos os tempos – Queen, com destaque para a vida de seu vocalista Freddie Mercury.

Desde que lançou o trailer e as primeiras fotos de caracterização do ator Rami Malek, eu já estava mega ansioso para conferir. E eu preciso dizer que “Bohemian Rhapsody” é, acima de tudo, um ‘fan film’, ou seja, uma obra feita para os fãs do Queen. Eu tenho 26 anos (quase 27), sei a importância musical da banda, gosto de várias músicas, mas não vivi a época de ouro do grupo. Já aqueles que viveram e realmente são fãs, não tem como não gostar do filme.

E porque estou falando isso? É inegável a grandiosa produção do longa, porém não curti o roteiro – na minha opinião é fraco e pouco desenvolvido. Ele pega a história do Freddie Mercury para ser o fio condutor da narrativa, mostrando algumas fases do Queen, usando como ponto de início e final o show do Live Aid, um dos shows mais importantes que já aconteceu na história da banda, e principalmente na história da música mundial. Porém, ao mesmo tempo, o filme não diz nada que você já não saiba.

É óbvio que filmar uma biografia do Queen tem um ponto positivo muito forte. A trilha sonora é garantia de qualidade. Mas somente isso não basta. Freddie Mercury possuía um talento inegável, uma vida pessoal e social extremamente conturbada, além de uma complexidade (podemos dizer) exótica.

Temos cenas boas – não posso dizer que não – (alerta de spoiler!!) o momento em que Mercury bate boca com o produtor musical acerca da faixa icônica que dá nome à produção e ele duvida que a canção de seis minutos conquistará o público, preferindo que a banda se atenha a fórmulas pré-estabelecidas é um dos pontos altos da narrativa. Sabemos que a mistura experimental de rock e ópera foi um mega sucesso, além de uma obra-prima, e aí o roteiro acerta, pois o telespectador tem consciência disso e esperamos ansiosamente para ver a cena – mais ao final do filme – em que esse produtor quebra a cara. O início do filme, com as cenas em que os integrantes do Queen se conhecem e começam a cantar juntos e até mesmo as partes que mostram as composições de músicas icônicas, são momentos que agradam quem está assistindo – seja fã ou não. E o que falar da cena final – com o show do Live Aid – o roteiro traz mais de 10 minutos só com a apresentação – praticamente uma íntegra do que foi o verdadeiro. É de se arrepiar, eu fiquei arrepiado, mas, se você pesquisar o vídeo no Youtube e assistir, você verá um Freddie Mercury se acabando, suado, com as veias saltando no rosto e no pescoço – o que o ator Rami Malek não imprimiu no filme. Ele dubla toda a produção – o que é normal – mas não há uma entrega total quando deveria, é uma imitação de uma pessoa que já era muito caricata. Isso não quer dizer que ele está ruim, o ator está bem no filme, acho que merece alguns prêmios (como já venceu o Globo de Ouro), talvez mais pela caracterização, porém trata-se de uma interpretação que poderia ter ido um pouco mais além, mas ainda assim é o trabalho da vida dele – até o momento.

Sinto falta de uma presença maior dos demais atores que interpretaram o restante da banda – Gwilym Lee (Brian May), Ben Hardy (Roger Taylor) e Joseph Mazzello (John Deacon). Em vários momentos o longa traz a mensagem de que o Queen não é somente Freddie Mercury, mas em outros momentos falta essa interatividade do grupo. Além disso, o fato de o roteiro deixar coisas implícitas – para mim – não foi o ideal. Era aí que o filme poderia ter ousado. Sabemos que Freddie Mercury era homossexual, que teve inúmeros casos amorosos, inclusive com seu produtor pessoal (o único mostrado mais explícito). Só que a história vai muito além – o cantor contraiu AIDS – uma doença que na época era pouco conhecida e que matava muito rápido porque não havia informações, muito menos tratamento. Isso causava pânico. E em nenhum momento foi falado mais abertamente. Poderia ter se aprofundado na essência do ídolo excêntrico que foi Freddie Mercury.

Enfim, essa foi uma resenha bem difícil de escrever. Depois que assisti o filme fiquei alguns dias ainda pensando se eu tinha gostado ou não. É difícil criticar uma coisa que eu queria ter amado pra caramba. Mas o filme é bom, principalmente aos fãs que não vão assistir preocupados em achar defeitos. “Bohemian Rhapsody” é extremamente plástico; como produção é bonito. Mas como experiência cinematográfica tem erros, o que torna  simples.

Já assistiram “Bohemian Rhapsody”? Gostaram? E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
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  • Jessica

    Oi Felipe, Confesso que não tenho curiosidade em assistir ao filme, mas foi bom conhecer mais da história. Bjs e um bom fim de semana! Diário dos Livros Siga o Instagram

  • Emerson

    Já baixei esse filme pra assistir. Boa semana! Jovem Jornalista Fanpage Instagram O blog está em HIATUS DE VERÃO até o dia 23 de fevereiro, mas tem post novo. Comentarei nos blogs amigos nesse período. Até mais, Emerson Garcia

  • Stéphanie Segal

    quero ver esse filme, espero gostar

  • Denise Crivelli

    Oi pena que achou o roteiro um pouco raso, mas como falou a trilha sonora é incrivel, eu ainda não assisti e não sou aquela fã, até porque tenho quase sua idade vou fazer 28, mas quero muito assistir o filme, parece ser interessante ver um pouco da história na telinha. http://momentocrivelli.blogspot.com

  • Pathy Guarnieri

    Eu ainda não assisti ao filme, mas pelos relatos que li, também acho que deveria explorar um pouco mais a vida pessoal do Freddie. Beijo. Cores do Vício

  • Lídia

    Oi Felipe, tudo bem? Confesso que o filme não faz o meu estilo, mas e importante não deixar a lembrando o astro Freddie morrer. Ate mais!

  • Monique

    Ruim quando nos decepcionamos um pouco com o filme que queríamos adorar. Esse ainda não assisti..

  • Priih

    Oi Felipe, tudo bem? Não sou fã de Queen, mas tô curiosa pela performance do protagonista. Beijos, Priih Infinitas Vidas

  • Sankas Books

    Oi, Felipe!! Não sou muito apreciadora do gênero então não sei se curtiria o filme. Mas entendo super bem o que é ver algo que você colocava altas expectativas e não aconteceu como o esperado. Fica uma sentimento bem frustrante. Beijos :* Thay - sankasbooks.blogspot.com.br

  • Juliana Ferreira

    Estou louca para ver esse filme, pela sua resenha me deixou mais curiosa ainda. Beijos www.pimentadeacucar.com

  • Luiza Helena Vieira

    Oi, Felipe! Eu amei esse filme! Foi bem legal acompanhar a trajetória da banda Beijos Balaio de Babados

  • Miguel

    Esse foi um dos filmes que mais teve repercussão, mas ainda não assisti. Espero gostar

  • Marcela

    Eu concordo com você que alguns fatos da vida do Freddy Mercury poderiam ter sido melhor explorados, mas ainda assim curti o filme

  • Juliana

    Pretendo ver logo esse filme, até antes do Oscar, aí poderei dizer o que achei.

  • Iasmin Guimarães

    A trilha sonora parece ser ótima mesmo, mas confesso que não tenho muito interesse em filmes nesse estilo. Iasmin Guimarães | E agora?

  • Silvana Crepaldi

    Olá, Felipe. Eu não tenho muita vontade de assistir esse filme porque não gosto do gênero. E também já li resenhas bem divergentes dele, uns amam e outros acharam bem fraco. Prefácio

  • Renata S. Varela

    Oi, Felipe! Eu confesso que gostei do filme, foi uma experiência ótima no cinema. Eu entendo os pontos que você ressaltou na resenha, vale muito a pena sua opinião. Sobre o Rami, eu acho que é muito difícil interpretar uma pessoa tão icônica como o Freddie, e dificilmente qualquer outro ator faria melhor. É um bom filme, na minha opinião, e merece o buzz que teve/está tendo. beijos renatavarelaescreve.blogspot.com

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