Categoria: Séries

#Séries | The Arrangement

Já faz um tempo que eu assisti “The Arrangement”, a nova série de drama do canal E! criada por Jonathan Abrahams (Mad Men). E hoje vou falar um pouquinho sobre ela para vocês…

Em 10 episódios, conhecemos a jovem atriz Megan Morrison (Christine Evangelista, de “Chicago Fire”) que fez um teste para interpretar a personagem principal de um filme do queridinho de Hollywood, Kyle West (Josh Henderson, de “Dallas”). Hoje, Kyle é um astro do cinema, mas seu início de carreira foi bem conturbado (na série não especifica muito o que aconteceu), o que o levou a conhecer Terrence Anderson (Michael Vartan, de “Bates Motel”) um líder de uma organização de auto-ajuda, o Instituto The Higher Mind (Instituto da Mente Superior, em português).

No início da série, Kyle passou por um final de relacionamento onde sua noiva praticamente o deixou sem muitas explicações e a mídia fez disso um espetáculo. Agora em uma nova relação, Kyle e Megan assinam um contrato que estipula como será o convívio entre os dois. Mas o casal se apaixona de verdade, o que pode complicar tudo.

A vida de Megan se torna um inferno com toda a mídia em cima e também com as interferências de Terrence e sua esposa Deann (Lexa Doig, de “Arrow”), que também é a empresária de Kyle. Um ponto interessante sobre a série é que quando foi lançada, os produtores e diretores foram questionados se a história foi inspirada no casamento de Tom Cruise e Katie Holmes e o envolvimento dele com a cientologia, porém eles negaram. Mas ainda assim, a história é bem parecida e com um leve toque de crítica.

Para aqueles que forem assistir “The Arrangement”, a série começa super bem, mas tem uma leve caída nos episódios do meio da temporada, voltando a ter um ritmo acelerado ao final. Eu gostei de um modo geral, mas essa primeira temporada trouxe muitos mistérios e não resolveu nada – ficou só enrolando. Por isso, espero que a segunda temporada – já confirmada pelo canal E! – traga mais respostas e seja um pouco mais completa.

#Séries | Riverdale

Já faz um tempinho que foi a ar o final da 1ª temporada de “Riverdale”, a nova série da CW, exibida no Brasil no canal Warner. Mas só agora que estou postando sobre ela… (vocês me perdoam neh?!) A série é baseada na HQ “Archie” de 1942, ou seja, é uma adaptação, com uma roupagem nova e mais intrigante. A proposta é trazer um clima mais sombrio e complexo para a trama.

“Riverdale” traz uma abordagem subversiva de Archie Andrws (KJ Apa), Betty Cooper (Lili Reinhart), Veronica Lodge (a brasileira Camila Mendes), Jughead Jones (Cole Sprouse) e seus amigos, explorando o surrealismo de uma pequena cidade e seus curiosos habitantes. A história começa com o trágico assassinato do jovem estudante Jason Blossom (Trevor Stines). Quando Cheryl Blossom (Madelaine Petcsh) e Jason, os gêmeos inseparáveis, vão a um passeio do feriado de 4 de julho, apenas um deles retorna vivo. E a partir daí temos o mistério de “quem matou Jason? ”, sendo que todos os personagens escondem segredos.

O protagonista Archie Andrews acaba de retornar de um intenso verão trabalhando para o pai. Com o retorno às aulas, ele decide que quer algo diferente para a sua vida além do futuro na administração da empresa do pai e da bolsa por meio do futebol. Archie descobre que a música faz parte de sua vida. Só precisa descobrir como fazer isto dar certo – incluindo um caso amoroso com a professora de música.

O verão também mudou Betty Cooper. Depois de passar um tempo longe do amigo de infância, Archie, ela conclui que é chegado o momento de se declarar para ele, mesmo que sua mãe seja contra qualquer distração que possa comprometer o futuro brilhante que planejou para a filha mais nova. Mas talvez Betty não queira tudo isto. Talvez ela queira ser um pouco mais como Polly, a irmã mais velha que namorava o popular Jason Blossom.

Veronica Lodge retorna com sua mãe a Riverdale, após um escândalo que colocou seu pai atrás das grades. Depois de ser julgada pelos erros do pai, Veronica decidiu que gostaria de virar outra pessoa. Ela começa uma amizade com Betty Cooper e se apaixona por Archie Andrews. Definitivamente, Veronica chega para agitar a cidade, só não esperava que Riverdale já estivesse bastante agitada sem ela. O mistério em torno da morte de Jason é explorado um pouco a cada episódio, que sempre apresenta uma revelação misteriosa. E cada história é narrada pelo personagem aspirante a escritor Jughead Johnes (Cole Sprouse).

O grande destaque da série são as personagens femininas. Betty e Veronica já se destacavam nas HQs por tentarem construir uma amizade à prova de interferências masculinas, mesmo que disputassem Archie. E este fato é reforçado na série, que procura promover não só a união feminina, como a força de cada personagem. O elenco também está incrível – inclusive a maior parte dos atores teens estão estreando nesta produção, com exceção de Cole Sprouse – para quem não se lembra ele era o Cody em “Zack e Cody: Gêmeos em Ação”, da Disney e também o Ben, filho do Ross em “Friends”.

A série tem tudo para fazer sucesso – até porque é bem parecida com outras produções – tem um lado sombrio como “The Vampire Diaries”, um mistério a ser descoberto como em “Pretty Litlle Lies” e até os produtores definem “Riverdale” como uma mistura de “Twin Peaks” e “Gossip Girl”.

Eu gostei bastante de “Riverdale”!! Uma série ótima, com ganchos que nos fazem querer assistir o próximo episódio logo, além de personagens e histórias marcantes. Inclusive, a CW já confirmou a produção da 2ª temporada!!

#Séries | 2ª temporada de Sense8

Finalmente a espera acabou!! Depois de quase dois anos, a Netflix lançou a 2ª temporada de Sense8! E como eu estava mega ansioso para assistir já fiz uma maratona!

Gente, acho que Sense8 é uma das melhores séries do momento – talvez a melhor das que eu assisto. A primeira temporada foi bem criativa ao contar a história de oito pessoas conectadas mentalmente ao redor do mundo. Já a segunda temporada está ainda melhor – tem mais história, está mais densa, cenas mais desenvolvidas, uma narrativa mais ágil, e o mais importante, temos várias explicações.

Antes de falar da segunda temporada, vou recapitular um pouquinho a história. Will (Brian J. Smith), Riley (Tuppence Middleton), Nomi (Jamie Clayton), Lito (Miguel Ángel Silvestre), Sun (Doona Bae), Wolfgang (Max Riemelt), Kala (Tina Desai) e Capheus (Aml Ameen / Toby Onwumere) são ligadas por uma sensibilidade fora do comum. A primeira conexão entre eles é que todos acabam assistindo à morte de uma misteriosa mulher chamada Angélica. A partir daí eles se encontram sem estarem fisicamente no mesmo lugar, conseguem se comunicar mesmo estando à distância, se veem lado a lado, mas cada um está em seu país, e conseguem até mesmo encarnar nos corpos uns dos outros para dividirem suas habilidades físicas e mentais. E a vida de todos está em perigo já que eles estão sendo perseguidos por um homem misterioso, chamado Whispers (Sussurros), que trabalha para a Biologic Preservation Organization (BPO). Ele consegue entrar na mente e comandar o pensamento do Sense8 que fizer contato visual por apenas uma vez e, além disso, persegue os clusters (grupos) para destruí-los.

A primeira temporada é basicamente isso. Já a segunda temporada começa imediatamente após o episódio Especial de Natal (SAIBA MAIS AQUI). Logo de início temos a explicação de que os sensates são uma espécie de evolução do homo sapiens, designados como homo sensorium.

Além disso, também descobrimos que o Whispers se chama Milton, mora em Londres e outras coisas que não vou contar para não dar spoilers. Mas, para aqueles que estavam confusos, sem entender essa parte da história, podem ficar tranquilos que nesta temporada está tudo bem explicadinho, porém sem perder o ar de mistério.

Cada personagem também tem sua história mais desenvolvida. Nomi continua fugindo da polícia com a ajuda da namorada Amanita (Freema Agyeman), além de sempre estar ajudando os outros sensates com suas habilidades de hacker. Will continua se drogando para fugir do Whispers, com a ajuda de Riley – ambos planejam uma reviravolta. Capheus decide entrar na política para salvar sua comunidade pobre no Quênia.

Lito está lidando com as consequências de ter se assumido homossexual – ele conta com o apoio do namorado Hernando (Alfonso Herrera) e a amiga Daniella (Eréndira Ibarra) – inclusive os atores gravaram cenas na Parada Gay de São Paulo (são exibidas no episódio 5). Sun foge da prisão e coloca em prática seu plano de vingança contra o irmão.


Kala continua em seu dilema amoroso – casou-se sem amar o marido Rajan devido às tradições indianas, mas se sente atraída por Wolfgang, que também está com problemas enfrentando a máfia alemã. Na minha opinião, Kala e Wolfgang ganham espaço na série e se tornam o melhor casal. E o melhor de tudo – pela primeira vez eles estarão todos juntos no mesmo local!!

 

E se você for assistir a segunda temporada de Sense8 não espere aquelas cenas hot, que tiveram no início da série porque você vai se decepcionar – não tem nenhuma. Assista esperando uma produção mais técnica.

 

#Série | Girlboss

Com roteiro e produção de Kay Cannon, em parceria com Beth Kono, Laverne KcKinnon e a atriz Charlize Theron, a série “Girlboss” é uma adaptação da autobiografia de Sophia Amoruso. A história narra a vida de Sophia (Britt Robertson), que passou a adolescência pegando carona, cometendo pequenos furtos e comendo sobras de comida jogadas no lixo – mas tudo isso por vontade própria.

Sem rumo e trabalhando na porta de entrada de uma escola de artes, onde conferia a identidade dos alunos, Sophia decidiu mudar de vida e começou a vender roupas vintage no eBay. Com a ajuda de sua melhor amiga Annie (Ellie Reed), ela funda a Nasty Gal. Sophia também tem uma relação nada convencional com o namorado Shane (Johnny Simmons) e com o pai Jay (Dean Norris).

Girlboss é bem divertida, tem 13 episódios, que são bem curtinhos, geralmente de 20 a 30 minutos. E o grande destaque da série é, com certeza, a atriz Britt Robertson, ela está incrível, mais madura, conseguimos observar uma grande evolução em sua carreira.

Para aqueles que vão começar a assistir essa série, aqui vai uma dica – “assista até o fim”. Os quatro primeiros episódios são bem chatinhos, com um ritmo mais lento, sem grandes destaques. A série só melhora com o desenrolar da história. Eu assisti só porque é da Netflix (que lança todos os episódios de uma vez) – se fosse uma série exibida semanalmente, acho que não teria continuado.

Mas, num contexto geral, a Netflix acertou novamente. Ganhamos mais uma série de comédia que foge dos padrões, assim como Sophia foge daquilo que a sociedade dita para todos os jovens de sua idade.

#Séries | Feud

Uma das melhores séries do ano é, com certeza, a genial “Feud”. Produzida pelo premiado Ryan Murphy, de “Glee”, “American Horror Story” e “American Crime Story”, a série conta em oito episódios a clássica rivalidade entre duas estrelas de Hollywood – Bette Davis e Joan Crawford.

Joan Crawford (Jéssica Lange) e Bette Davis (Susan Sarandon) são dois nomes muito conhecidos, não somente por suas carreiras nas telonas, mas também pela lendária rivalidade que existe entre elas. Desavenças à parte, as duas resolveram se unir em 1962 para estrelar um filme, que mais tarde seria aclamado pelas críticas – “O que terá acontecido a Baby Jane”. A tensão entre as duas, no entanto, é só um exemplo do que há nos bastidores. O mundo dos famosos é ainda mais agitado.

“What Ever Happened To Baby Jane” (nome original), dirigido por Robert Aldrich, hoje em dia é tratado como um referencial de cinema, mas na época foi lançado como Filme B, sem muito reconhecimento crítico, algo recorrente em produções de horror. Tanto que na época em que foi filmado, ninguém acreditava em seu sucesso, já que Bette Davis e Joan Crawford já estavam próximas do “fim da carreira” – naquele momento os filmes de grande sucesso traziam atrizes novas como Marilyn Monroe.

Não se sabe ao certo o que deu início a essa famosa e lendária rixa – e a série também não tenta explicar os motivos – mas as duas grandes estrelas dos anos 30 e 40 sempre competiram por papéis principais. Bette era a estrela da Warner, enquanto Joan era a menina dos olhos da MGM. As duas nunca se gostaram, e apesar de terem muito em comum, viviam dando declarações de mau gosto sobre a outra. Bette, com anos de experiência no teatro, costumava dizer que Joan, que tinha sido dançarina antes de atuar, não tinha talento e baseava sua carreira na beleza. Podia ser dor de cotovelo, já que beleza não era mesmo o forte de Bette, mas a verdade é que ambas eram excelentes atrizes, cada uma à sua maneira. Vale destacar uma cena no primeiro episódio onde Olivia de Havilland (Catherine Zeta Jones) diz que “rivalidades não são sobre ódio, mas sim sobre dor; e que a relação entre as duas atrizes tomou proporções bíblicas”.

E embora boa parte do material promocional de “Feud” tivesse foco nos bastidores de Baby Jane, a série consegue cobrir uma parte considerável da vida das atrizes após o lançamento do longa. E também traz grandes momentos da história do cinema – como a entrega do Oscar em 1963, ano em que Bette Davis concorreu na categoria de melhor atriz por Baby Jane e Joan Crawford foi ignorada pela academia. E o que ocorreu? Joan fez a maior campanha pela derrota de Davis – que aconteceu – a vitoriosa foi Anne Bancroft, que não compareceu à cerimônia, mas foi representada por Crawford. Além disso, outras passagens memoráveis são referentes às propagandas da Pepsi nos bastidores de Baby Jane e também todo o empasse na produção do filme “Hush…Hush, Sweet Charlotte” (“Com a Maldade na Alma”), que também reuniria as duas atrizes – o que nunca aconteceu devido a uma doença de Crawford.

Além dessa produção super caprichada, o que mais chama atenção é o grande elenco. Para viver as duas vencedoras do Oscar – Joan Crawford em “Alma em Suplício” (1945) e Bette Davis em “Perigosa” (1935) e “Jezebel” (1938) – temos outras duas atrizes, também vencedoras do Oscar – Jéssica Lange por “Tootsie” (1982) e “Céu Azul” (1994) e Susan Sarandon por “Os Últimos passos de um Homem” (1995). Completam o elenco Judy Davis (como a jornalista Hedda Hoper), Alfred Molina (o diretor Robert Aldrich), Stanley Tucci (Jack Warner, dono dos estúdios Warner Brothers), Alison Wright (Pauline), Kiernan Shipka (B.D, filha de Davis), Dominic Burgess (como o ator Victor Buono), Emma Thompson (Mamacita), Kathy Bates (como a atriz Joan Blondell), Serinda Swan (como a atriz Anne Bancroft), Sarah Paulson (a atriz Geraldine Page) e Catherine Zeta Jones (como a atriz Olivia de Havilland). Uma curiosidade: o elenco feminino da série possui 6 estatuetas do Oscar – Jéssica Lange (2), Susan Sarandon (1), Emma Thompson (1), Kathy Bates (1) e Catherine Zeta Jones (1).

Feud é o tipo de série que pela história de rivalidade e a qualidade de produção, atinge e agrada a todos os públicos, mas não existirá um cinéfilo que não seja tocado por esta produção.  E a FX já anunciou que “Feud” terá uma segunda temporada mostrando a relação conturbada de Príncipe Charles e a Princesa Diane. Já estou esperando ansioso!!

#Séries | 13 Reasons Why

“13 Reasons Why” é a nova série da Netflix que traz uma reflexão sobre o bullying na adolescência. A crítica tem se dividido bastante para elogiar ou criticar a temática. Mas, eu simplesmente amei a produção.

Uma caixa de sapatos é enviada para Clay Jensen (Dylan Minnette) por Hannah Baker (Katheriine Langford), sua amiga e paixão platônica secreta de escola. Clay se surpreende ao ver o remetente, pois Hannah fora recentemente enterrada depois de se suicidar. Dentro da caixa, há 13 fitas cassete e instruções para serem passadas entre 13 amigos dos dois jovens. A gravação de cada fita explica uma razão, envolvendo um dos destinatários, pela soma das quais ela decidiu tirar a própria vida.

A série foi baseada no livro “Os 13 porquês” (“13 Reasons Why”, em inglês) de Jay Asher e também foi produzida pela atriz e cantora Selena Gomez e pelo ganhador do Oscar Tom McCarthy (“Spotlight”).

Fazer sucesso com temas bem polêmicos como depressão, estupro, suicídio, assédio e relações conturbadas entre pais e filhos adolescentes não é fácil, mas “13 Reasons Why” conseguiu essa proeza. Alguns podem não gostar, mas em apenas duas semanas, o seriado se tornou um dos maiores sucessos da Netflix. Sabe porquê? Por que traz toda a história de forma natural, sem fazer grandes alardes, mas com um toque super sensível e humano.

Outro fator que ajuda bastante é o elenco – que está bem entrosado. A novata Katherine Langford (Hannah) é uma bela surpresa e consegue emocionar com o drama de sua protagonista. Mas é Dylan Minette (Clay) quem domina a série.   Destaque também para os jovens Christian Navarro (Tony), Brandon Flynn (Justin Foley), Alisha Boe (Jéssica Davis), Miles Heizer (Alex Standall), Ross Butler (Zach Dempsey) e Devin Druid (Tyler). Além do elenco adulto que também arrasa – Kate Walsh e Brian d’Arcy James que fazem os pais de Hannah.

Para aqueles que ainda não leram o livro (o que estão esperando?) há algumas mudanças. A publicação é dividida entre os pontos de vista de Clay e Hannah – ele tentando entender; ela tentando explicar a sua verdade. Já a série foi um pouco mais além, mostrando o impacto geral com do suicídio – como se sentiu cada “amigo” que ela culpou, como ficaram seus pais e a escola. Outro ponto alterado foi a forma do suicídio – no livro Hannah havia tomado remédios, na série ela corta os punhos e sangra até a morte em uma banheira com água. Ah e por falar nisso, a cena do suicídio foi muito bem produzida – uma cena mega tensa, sem cortes nas imagens (mostra tudo, mesmo!) e com um show da atriz Katherine Langford. Outras cenas muito bem produzidas e que foram levadas à integra são as sequências de estupro, sofridas pelas personagens Hannah e Jéssica.

Mas na minha opinião, a série tem um pequeno defeito. Como são 13 porquês, os produtores fizeram 13 episódios – cada um contando um motivo. Dessa forma, achei que a narrativa ficou mais lenta. A história poderia ser contada com (no máximo) 10 episódios – seria mais compacta e ágil. Mas, como um todo, eu gostei bastante da série, chorei em vários capítulos (principalmente no episódio da fita do Clay e no episódio final). Eu acho que todos deveriam assistir “13 Reasons Why” justamente por causa da reflexão e lição de moral que a série traz. E uma dica para quem for assistir – assista sabendo que você vai ficar na maior deprê depois que acabar!

#Séries | 1ª temporada de Legion

Atualmente estamos super saturados de produções voltadas ao universo de super heróis – seja no cinema com “Os Vingadores”, “Homem de Ferro”, “Capitão América”, “Thor”, “Hulk”, “Batman”, “Superman”, “Mulher Maravilha”, entre outros, e até mesmo na TV por assinatura com “Supergirl”, “Arrow”, “The Flash”, “Gotham”, “Demolidor”, “Jessica Jones”, “Luke Cage” e “Punho de Ferro”. O que todas têm em comum? Um padrão de sucesso já estabelecido. E aí, quando imaginávamos que não haveria algo novo e com uma proposta diferente – surge “Legion”, baseado no universo dos X-Men, da Marvel. Recentemente o filme “Logan” encerrou uma trajetória da história dos mutantes no cinema. Agora, com uma pegada totalmente diferente, “Legion” vem nos entreter com uma narrativa tensa e que nos faz racionar a cada segundo.

A história acompanha a vida de David Haller (Dan Stevens – o Matthew Croawley de “Downton Abbey”), filho do Professor Charles Xavier, o fundador do grupo X-Men. Vítima de um ataque terrorista, do qual ele foi o único sobrevivente, David começou a sentir a manifestação de seus poderes telepáticos. Diagnosticado como esquizofrênico, ele foi submetido a diversos tratamentos psiquiátricos ao longo dos anos. Mas os tratamentos apenas pioraram sua situação, fazendo com que ele começasse a manifestar múltiplas personalidades, sendo que cada uma, passou a controlar diferentes aspectos de seus poderes psíquicos. Cansado de tentar recuperar sua sanidade, David construiu uma amizade com a jovem Lenny (Aubrey Plaza, de “Tirando o Atraso” e “Os Caça Noivas”). Mas a vida do rapaz muda completamente com a chegada de Syd Barrett (Rachel Keller, de “Fargo”), uma jovem que não gosta de ser tocada e vai fazê-lo acreditar que não está doente. Com a ajuda da Instituição de Melanie Bird (Jean Smart), o grupo irá descobrir a presença de um poderoso mutante, que controla a mente de David, podendo até levá-lo a morte.

“Legion” se tornou uma série genial! Com apenas oito episódios, o diretor Noah Hawley nos apresenta uma trama sem buracos e com apenas o mínimo de exposição de seus personagens, fazendo o espectador se sentir como o protagonista David: no escuro e altamente curioso. Outra forma de brincar com o público é que até os personagens se questionam sobre o que é real e o que não é real – assim como nós – trazendo uma mistura de suspense e uma grande discussão sobre a mente. Porém, em alguns momentos, todo esse jogo imaginário se torna muito confuso.

Na minha opinião, o grande destaque da série é a atriz Aubrey Plaza, que aos poucos vai se mostrando a grande vilã da série. No final desta temporada ficamos com aquele gostinho de quero mais! E os fãs de “Legion” já podem comemorar! A FX confirmou a segunda temporada!

#Séries | Big Little Lies

Na semana passada, o canal HBO exibiu o último capítulo de Big Little Lies, minissérie em sete episódios inspirada no livro de Liane Moriarty. Com um elenco estrelar – as vencedoras do Oscar Reese Witherspoon (“Johnny e June”) e Nicole Kidman (“As Horas”), além de Shailene Woodley (“A Culpa é das Estrelas”) e Laura Dern (“Jurassic Park”), a produção mistura ressentimentos, violência, bulliyng, desejo, tensão, medo e segredos – os ingredientes necessários para um grande sucesso.

Durante a história, conhecemos a vida particular de cinco mulheres (três delas com um destaque maior) –  Madeline Mackenzie (Witherspoon) está em seu segundo casamento e decidiu se dedicar apenas ao lar, fazendo trabalho comunitário no teatro local e se especializando em se meter na vida de todo mundo. Celeste Wright (Kidman) é uma ex-advogada que foi obrigada a deixar sua profissão por Perry (Alexander Skarsgård), seu marido mais jovem, controlador e violento. Jane Chapman (Woodley) é a recém-chegada na cidade de Monterey, na Califórnia, onde tudo se passa – mãe solteira e a mais modesta do grupo, ela logo é “adotada” por Madeline e passa a fazer parte do círculo de mães com filhos na cobiçada escola primária pública Otter Bay. Há, ainda, para completar o quadro, Renata Klein (Dern) uma executiva durona e neurótica, além de Bonnie Carlson (Zoë Kravitz), segunda esposa de Nathan (James Tupper), ex-marido de Madeline, que tem uma vida mais alternativa.

O ponto central da trama são os conflitos por conta de relacionamentos, da criação dos filhos e das fofocas e comentários da pequena cidade de Monterrey. Além disso, desde o primeiro capítulo sabemos que houve um assassinato na escola e que todos os personagens são suspeitos, porém não sabemos quem matou e nem quem morreu (só descobrimos no último capítulo – e a cena da revelação foi incrível!).

A produção é super caprichada – a direção de todos os episódios fica por conta de Jean-Marc Vallée (dos premiados filmes “Clube de Compras Dallas” e “Livre”). A narrativa não é linear, ou seja, o diretor abusa de cenas no futuro para instigar a curiosidade do espectador, afim de trazer pequenas pistas sobre o que pode ter ocorrido.

Com relação ao elenco as experientes atrizes Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Laura Dern estão simplesmente maravilhosas. Mas, na minha opinião, os grandes destaques são os atores Alexander Skarsgard, no papel do violento Perry, que agride por diversas vezes a esposa Celeste; e também Shailene Woodley com o drama pessoal da criação e origem de seu filho Ziggy. Quem a conhece apenas pelo filme “A Culpa é das Estrelas” ou pela saga “Divergente” pode esquecer a garota da franquia adolescente e esperar por uma jovem atriz madura.

Enfim, “Big Little Lies” é uma minissérie caprichada, bem produzida, mega interessante, que vale a pena conferir!

#Séries | Punho de Ferro (Iron Fist)

A parceria entre a Netflix e a Marvel tem sido bem produtiva. – Após duas temporadas de Demolidor (Daredevil), uma de Jessica Jones e uma de Luke Cage, o serviço de streaming lançou neste mês a primeira temporada da série “Punho de Ferro” (Iron Fist) – o último dos heróis de rua da Marvel a ser apresentado antes da reunião de todos esses personagens em “Os Defensores”.

A trama é baseada nos quadrinhos criados por Roy Thomas e Gil Kane e lançados pela Marvel Comics em maio de 1974, durante a febre dos filmes de kung fu. A história começa na Rand Entreprises, uma das maiores empresas do mundo, que atua globalmente com fábricas e laboratórios químicos, sendo criada e administrada por Wendell Rand (David Furr) e Harold Meachum (David Wenham). Depois de uma queda de avião em que Wendell, sua esposa Heather (Victoria Haynes) e o filho Danny (Finn Jones) são dados como mortos, Harold e os filhos — Joy (Jessica Stroup) e Ward (Tom Pelphrey) — assumem o controle da companhia.

Após sobreviver à queda do avião, Danny é resgatado por monges de K’un-Lun, uma cidade mística que não existe nesse plano – local onde aprende as técnicas das artes marciais e se torna o lendário Punho de Ferro, o guerreiro inimigo declarado do Tentáculo, que deve proteger aquele lugar místico de invasores. Após 15 anos, Danny Rand está de volta à Nova York para recuperar tudo o que perdeu, mas ele sofre para tentar provar quem realmente é.

Após ser internado em um manicômio e conseguir fugir usando seus poderes, Danny descobre que o sócio de seu pai – Harold Meachum – não está morto como todos pensam. E a partir daí que começa o ciclo principal da temporada. Após descobrir que tinha câncer, Harold faz um pacto com o Tentáculo – uma facção criminosa que utiliza a empresa Rand para fabricar e exportar heroína. Forçado a se esconder, Harold conta com a ajuda do filho Ward, que é facilmente manipulado pelo pai. Ao lado de Madame Gao, a líder do Tentáculo – e que já deu as caras na série Demolidor – Harold se torna um dos principais vilões da trama – fazendo uma crítica exagerada ao corporativismo e ao empresário que vende sua alma pelo negócio.

Nesse meio tempo, Danny conhece Colleen Wing (Jessica Henwick), mestre de um dojo, que resolve ajudar o rapaz. Colleen também é a responsável por apresentar Danny à Claire Temple (Rosario Dawson), a grande ligação entre as séries. A enfermeira dessa vez está cansada de ver seus problemas serem resolvidos pelos outros, e está aprendendo a lutar com Colleen. Claire e Colleen chegam a se juntar à Danny em sua batalha contra o tentáculo, mostrando um protagonista mais acostumado ao trabalho em equipe do que os outros heróis em suas respectivas séries até agora. Aqui vou fazer uma pequena crítica – acho que a produção deveria ter explorado mais o triângulo amoroso entre Colleen, Danny e Joy.

A série foi bem criticada pelos fãs da história da Marvel por ter suavizado o kung fu no desenrolar da trama. Enquanto o Demolidor mistura artes marciais, Jessica Jones traz o combate físico e psicológico e Luke Cage mostra o boxe e lutas de gangue, o Punho de Ferro é o responsável pelas cenas épicas de lutas, com voos e brigas extremamente coreografadas envolvendo o kung fu – bem ao estilo Jackie Chan. Na minha opinião as lutas marciais estiveram na medida na série – cada episódio trouxe cenas de lutas – e para mim, que não gosto muito desse estilo, o apresentado foi essencial e suficiente.

Também preciso falar do elenco. Eu gostei da escalação do ator Finn Jones como Punho de Ferro – um rosto que já é conhecido pelos fãs de séries, já que o britânico interpretou o personagem Loras em Game of Thrones. Na minha opinião o grande destaque é o ator Tom Pelphrey, no papel de Ward Meachum – ele começa a série com uma postura de vilão, chegando a mandar Danny para um manicômio, depois vemos que ele é totalmente influenciado pelo pai, e ao final traz a figura de um personagem completamente atormentado.

De todas as séries de super heróis produzidas pela Netflix eu gostei bastante de Demolidor e Punho de Ferro. As produções foram bem feitas e explicaram bem a história de seus personagens – com pequenas mudanças em relação ao original. Confesso que não gostei apenas do episódio final, mas ainda assim quero ver logo a segunda temporada e a estreia de “Os Defensores”.

 

#Séries | This is Us

“Às vezes a vida pode surpreender você”. Essa é a premissa da série “This is Us”, que teve o último episódio da 1ª Temporada exibido na semana passada – total de 18 episódios. Das séries que eu estou assistindo, esta é uma das melhores – cumpre muito bem o seu papel de drama familiar.

O seriado é uma crônica da relação de um grupo de pessoas que nasceram no mesmo dia. A trama gira em torno de cinco personagens principais – Rebecca (Mandy Moore), Jack (Milo Ventimiglia), Kevin (Justin Hartley), Kate (Chrissy Metz) e Randall (Sterling K. Brown) – Rebecca e Jack são um casal que está para ter trigêmeos; Kevin é um ator frustrado com sua carreira; Kate é uma mulher que luta contra sua obesidade, e Randall é um homem negro,  bem-sucedido e que está à procura do seu pai biológico.

A narrativa é muito interessante, misturando passado e presente. No final do primeiro episódio já descobrimos que Rebecca e Jack, que estavam para ter trigêmeos, são os pais de Kevin, Kate e Randall – no caso, o terceiro gêmeo morreu no parto – porém, ainda na maternidade Jack resolve adotar um bebê negro que havia sido abandonado (essa cena é muito linda).

A série possui momentos belíssimos, tristes, engraçados e divertidos. E o elenco manda muito bem. Você se apaixona pelos personagens, torce por eles, vibra com as conquistas, sofre com as dificuldades que aparecem no caminho. Ao longo de cada episódio, a trama explora as relações entre as personagens e as incertezas e inseguranças de cada um, usando o recurso do flashback, muitas vezes retornando ao passado desses personagens, para explicar seu relacionamento com a família, amigos, mostrando o porquê deles se comportarem de determinada maneira.

Os grandes destaques da série são os atores Milo Ventimiglia – que fez o Jess em Gilmore Girls e Mandy Moore – para quem não lembra, ela é cantora e protagonizou o filme “Um Amor para Recordar”. Desde as primeiras cenas descobrimos um mistério: no presente, Rebecca está viva e casou-se novamente com Miguel (Jon Huertas), o melhor amigo do seu marido. Já Jack morreu, porém, até o momento, não sabemos como, mas já sofremos desde o início, pois o personagem é muito carismático e querido pela família. Ao longo dos episódios, Kate é a que mais sofre e se sente culpada pela morte do pai – inclusive acreditava que a cena de sua morte seria exibida no último episódio – o que não aconteceu.

Merecem destaque as relações entre os irmãos – Kate e Kevin são bem próximos, porém, Kevin e Randall tiveram desentendimentos no passado. Outra história que nos emociona ao longo dos episódios é a de William (Ron Cephas Jones), o pai biológico de Randall que o abandonou em frente ao prédio dos Bombeiros, por ser dependente químico e não ter condições de cuidar do filho recém-nascido. Agora, no presente, pai e filho se reencontram, mas William tem câncer em estágio terminal e aproveita cada momento com a nova família.

Se você ainda não assistiu, não perca mais tempo. Inclusive, o canal NBC já renovou a série por mais duas temporadas – cada uma com 18 episódios. A segunda temporada de “This is Us” deve estrear em setembro deste ano.