Categoria: Séries

#Série | Belgravia

Oi gente!
Quem aí, assim como eu, tem saudades de Downton Abbey? Para matar essa saudade somente fazendo uma maratona das temporadas já lançadas, maaaaas… Julian Fellowes, o criador dessa premiada série, traz um novo drama de época para a gente! Belgravia, baseada no romance homônimo, é ambientada na Londres do século 19.

A nova série é ambientada cerca de setenta anos antes de Downton, quando os altos escalões da sociedade começaram a lidar com os novos ricos industriais. Mas a história começa na véspera da Batalha de Waterloo em 1815, quando a Duquesa de Richmond faz uma festa em Bruxelas para o Duque de Wellington. Entre os convidados estão James (Philip Glenister) e Anne Trenchard (Tamsin Greig), que estão vivendo dos lucros do recém-descoberto sucesso comercial. Sua jovem filha Sophia (Emily Reid) chamou a atenção de Edmund Bellasis (Jeremy Neumark Jones), filho e herdeiro de uma das famílias mais ricas e proeminentes da Inglaterra.

A trama gira em torno des duas famílias: Trenchard e Brockenhurst. O conde e a condessa Bronckenhurst são os pais de Edmund Bellasis. Sofrem por não ter nenhum herdeiro e ter que deixar tudo para seu sobrinho John (Adam James), filho do irmão do conde Bronckenhurst. Anne Trechard, em um momento de solidariedade, conta para Caroline Bronckenhurst (Harriet Walter) que sua linhagem não estava perdida, Bellasis teve um filho. Ambas são avós de um jovem – sr. Charles Pope (Jack Bardoe), filho de Edmundo e Sophia, que foi dado pelos Trenchard para ser criado por outra família, logo ao nascer.

Assim como no livro, as histórias do “núcleo jovem” chamam mais atenção – Charles Pope é apresentado a sociedade, o que gera tanto a ira de John quanto de Oliver Trenchard (Richard Goulding), um bon-vivant que sente ciúmes da relação de Pope e seu pai, tudo isso sem saber que ele é seu sobrinho. Oliver é casado com Susan Trenchard (Alice Eve), uma jovem ambiciosa que sonha com a alta sociedade e vê em John a chance de conseguir algo mais. Além disso, temos Lady Maria Grey (Ella Purnell), que tem seu casamento arranjado com John, porém ama Charles Pope. Outro núcleo interessante é o dos empregados – que, assim como em Downton Abbey, também faz sucesso.

A adaptação foi bem fiel ao livro, inclusive temos a resenha do livro (AQUI). A recriação de época foi bem interessante, assim como os figurinos estão impecáveis. Em 6 episódios, a história cheia de reviravoltas, escândalos e segredos prende a atenção do espectador.

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#Série | 13 Reasons Why (4ª temporada)

Oi gente!
Quem aí já terminou a maratona da 4ª temporada de “13 Reasons Why“?  A série, que abordou conteúdos sensíveis como depressão e suicídio, chegou ao final. E infelizmente precisamos dizer que a Netflix não soube lidar bem com os temas delicados que a produção se propôs a tratar. Nem vou voltar a repetir que deveria ter parado na 1ª temporada, que foi muito boa! Mas, de qualquer forma, o final não foi o maior desastre, como a 2ª e 3ª temporadas.

A narrativa começa após os acontecimentos da 3ª temporada, onde sabemos que Monty (Timothy Granaderos), que foi culpado injustamente pela morte de Bryce (Justin Prentice), acabou morrendo na prisão. Clay (Dylan Minnette) e seus amigos agora precisam seguir suas vidas, no último ano do high school. Ao longo da temporada vemos Clay sofrer de síndrome do pânico e ter várias crises de ansiedade, enquanto tenta lidar com ameaças vindas de um celular. Ao invés de confiar nas pessoas ao seu redor, o protagonista vai perdendo a linha com tudo e todos. Além disso, sabemos desde o primeiro episódio que mais um personagem irá morrer. E no desenrolar da temporada, vemos que a escola Liberty passa a sofrer com intervenções do diretor Bolan (Steven Weber), afim de trazer maior segurança aos alunos, assim como notamos a evolução de alguns personagens, como Alex (Miles Heizer), que se descobriu bissexual, tendo momentos com Winston (Deaken Bluman), até se apaixonar por Charlie (Tyler Barnhardt), deixando seus traumas para trás.

Já os demais personagens pouco evoluem em seus arcos narrativos. Jessica (Alisha Boe) passou a se envolver com Diego (Jan Luis Castellanos) – um personagem que surgiu do nada, afim de tentar descobrir informações sobre as chantagens com a morte de Monty. Tyler (David Druid) teve que se reencontrar e mostrar aos amigos que mudou. Tony (Christian Navarro) pouco acrescentou à história, até ter seu final feliz. Zach (Ross Butler) entra em um período de negação, se afundando em bebidas, o que poderia ter rendido ótimos momentos, se tivesse sido bem trabalhado. E Justin (Brandon Flynn) sonha com um futuro em uma universidade, após passar pela rehab.

Os 5 primeiros episódios são horríveis, pouco acrescentam à história, são extremamente enrolados. Os surtos do Clay acabam cansando o espectador e suas idas ao consultório do Dr. Ellman (Gary Sinise), em nada ajudam no desenvolvimento do personagem. Mas uma coisa preciso dizer, ainda bem que não insistiram com Ani (Grace Saif). Foi uma das grandes críticas que fiz na 3ª temporada, e nessa, a personagem é deixada totalmente de lado. A partir do episódio 6 a série dá uma leve melhorada em direção ao seu final. Inclusive, este capítulo que mostra uma simulação de tiroteio na escola é um dos melhores, com várias cenas interessantes, culminando num surto do Clay.

AGORA VAI UM SPOILER!  (Se ainda não assistiu, pula esse parágrafo) Chegamos ao final e descobrimos o “grande mistério” dessa temporada – quem morreu. Justin não teve o seu final feliz, seus anos nas ruas o deixou sequelas e mesmo com o tratamento das drogas, o jovem teve sua morte por conta da AIDS/HIV, que ele nunca soube ter contraído nos anos que foi garoto de programa. Entendo que a revelação aconteceu no último episódio para garantir a surpresa, mas acho que o tema poderia ter sido tratado antes, teria sido interessante. No último episódio temos a volta de alguns personagens, como Ryan (Tommy Dorfman) e Courtney (Michele Selene Ang), e até uma cena com Hannah Baker (Katherine Langford). Gostei da cena final, onde todos enterram as famosas fitas do início, foi bacana para encerrar o ciclo.

Enfim, 13 Reasons Why foi uma série problemática, que merecia ter sido muito mais. Tratando de temas fortes, a produção apenas ativou gatilhos, muitas vezes desnecessários, com passagens até irresponsáveis. Ainda bem que acabou. E lembrando que se você passa por algumas dessas questões, como depressão, converse com alguém e procure ajuda! Agora quero saber se vocês, já assistiram? O que acharam do final? Me contem nos comentários!

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#Série | Em Defesa de Jacob (Defending Jacob)

Oi gente!
A Apple TV + tem investido em ótimas produções ultimamente. Quem acompanhou “The Morning Show” (AQUI) viu a qualidade da série, que tem Jennifer Aniston, Reese Witherspoon e Steve Carrell no elenco. Outra produção que merece destaque é “Em Defesa de Jacob” (Defending Jacob), com Chris Evans (Vingadores) e Michelle Dockery (Downton Abbey). Esteja preparado para uma ótima investigação!

Criada e escrita por Mark Bomback (“Planeta dos Macacos: A Guerra”), a série acompanha a vida de Andy Barber (Evans), um talentoso promotor de justiça que leva uma vida feliz ao lado da esposa Laurie (Dockery) e do filho de 14 anos Jacob (Jaeden Martell, de “It, A Coisa”). Extremamente dedicado, o protagonista segue sua vida resolvendo investigações e garantindo a justiça. Quando o estudante Ben Rifkin (Liam Kilbreth) é encontrado morto, ele se vê forçado a resolver o aparente assassinato e restaurar a ordem em meio à comunidade abalada. Tudo piora quando seu próprio filho é classificado como o principal suspeito, obrigando-o a iniciar uma enervante jornada para protegê-lo e provar a sua inocência.

Adaptada do livro homônimo de William Landay, a trama apresenta uma história intensa e incrivelmente envolvente. São 8 episódios de 45 a 50 minutos que prende a atenção do espectador, pelo menos comigo foi assim! Não conseguia parar de assistir, vi todos os episódios em dois dias. Isso porque não há um episódio em que você – e os personagens – não duvidem da inocência de Jacob.

Todo o enredo e a construção da narrativa são interessantes, parte por que quem conduz o raciocínio é Andy, e não Jacob, que é o suspeito. Este foi uma ótima oportunidade para Chris Evans mostrar uma versatilidade, que vai além do Capitão América. Mas Michelle Dockery é o grande destaque – sua personagem possui camadas profundas e demostra todos os estágios da dor: a negação, o medo, o conflito interno, a dúvida e a culpa. O elenco também traz J.K. Simons, como pai de Andy, e Cherry Jones, como a advogada Joanna Klein. A fotografia com tons mais neutros, sempre em imagens acinzentadas ou escuras, provoca aquele sentimento de dúvida e retrata o clima denso.

Até agora ainda não dei nenhum spoiler, mas preciso comentar um pouco sobre as diferenças com relação ao livro. Então A PARTIR DAQUI TEM SPOILER! Quem leu, percebeu que e o final é diferente – Hope Connors é encontrada morta, e pelas evidências, Laurie tem certeza que Jacob é culpado. Na série, os roteiristas entregaram um final ambíguo. No momento do surto de Laurie, em desespero, Jacob confirma que matou Ben, mas logo em seguida diz para a mãe, “o que você quiser ouvir, mas reduza a velocidade”. Será que ele realmente confessou ou apenas disse o que a mãe queria ouvir? Essa ambiguidade foi o motivo de não termos uma passagem com a verdadeira cena do crime. Será que o conto escrito por Jacob realmente é o que aconteceu? Leonard Patz (Daniel Henshall) não teve nada a ver com o crime? Outro capítulo me deixou intrigado, quando Andy diz a Laurie que eles são uma farsa, será que o casamento deles nunca foi o que pareceu ser?

Enfim, com tantas perguntas, a adaptação deixa um final com gancho para nova temporada. Até o momento não sabemos se realmente haverá ou se “Defending Jacob” será apenas uma minissérie limitada. Confesso que gostaria de ver uma sequência. Mas quero saber de vocês, Jacob é culpado ou inocente?

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#Série | Normal People

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A produção irlandesa da BBC Three e da Hulu, “Normal People” – uma adaptação do romance de Sally Rooney – é a nossa dica de hoje! A produção tem o intuito de retratar a vida de pessoas normais, mostrando os encontros e desencontros, com sensibilidade e sensualidade.

Em 12 episódios, acompanhamos a história de amor moderna de Marianne (Daisy Edgar-Jones) e Connell (Paul Mescal) em uma pequena cidade a oeste da Irlanda. Marianne é uma jovem rica, nada popular, vivndo ao lado de uma  família disfuncional . Apesar da clara inteligência e do humor ácido, a garota prefere se isolar de uma comunidade que também não a quer. Já Connell é popular, jogador de futebol, pobre e sempre dá preferência aos estudos. A mãe do rapaz trabalha na casa de Marianne, e logo os dois desenvolvem uma atração que estabelecerá uma conexão profunda. Após o período escolar, acompanhamos os dois na faculdade, deixando a cidade de Sligo pela capital Dublin, quando o cenário se inverte um pouco.

Lendo assim, você irá imaginar que a série trata-se de mais um clichê das relações estudantis entre a menina não popular e o jogador de futebol. Não, “Normal People” vai muito além disso. Amplamente elogiada pela crítica, a produção se propõe em retratar a normalidade banal. Os diálogos longos são recheados de emoção e sentimentalismo. Os esteriótipos são deixados de lado, a razão torna-se principal ao tentar explicar atitudes.

Com cenas quentes, a série retrata o desejo e a paixão dos jovens, através de uma profundidade e abordagem complexa. Um boa direção, bela fotografia, trilha viciante e o frio melancólico da Irlanda completam o pacote. Os episódios são curtos, em torno de 30 minutos, o que facilita a maratona. O elenco é o grande destaque – Daisy Edgar-Jones e o estrante Paul Mescal roubam a cena e demonstram grande química.

Esteja preparado para uma série cabeça, que vai te fazer repensar as atitudes da vida, ao mesmo tempo que emociona e agrada o lado crítico. No Brasil, “Normal People” deverá ser exibida pelo serviço de streaming Starzplay.

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#Série | Noite Adentro (Into the Night)

Oi gente!

Se liga nessa dica de hoje! “Noite Adentro”, nova série original Netflix – a primeira produção belga, com língua francesa – mistura ficção científica, drama e muito mistério, sendo uma ótima maratona para essa quarentena.

Com seis episódios de menos de quarenta minutos, “Into the Night” (nome original) traz uma trama eletrizando e extremamente viciante. A série começa apresentando Terenzio (Stefano Cassetti), um homem que corre aleatoriamente até um avião com uma arma, fazendo um sequestro. O personagem não está ali para fazer terrorismo e sim para salvar vidas (a sua pelo menos). Ele deseja levar o avião para o oeste, e explica que a humanidade está morrendo simplesmente por entrar em contato o sol. Nenhum dos passageiros acredita nele mas, logo, todos se dão conta que isso é verdade. A intenção de todos é correr através da escuridão, o máximo de tempo que puderem, para evitarem suas inevitáveis mortes.

Se você gosta de séries como “Lost”, “Manifest” ou “The Walking Dead”, com certeza irá gostar também de “Noite Adentro”. Ao longo dos episódios, vamos sendo apresentados aos demais personagens e suas histórias pessoais – Sylvie (Pauline Etiene) serviu ao exército, porém passava por uma depressão após a morte de seu companheiro; Mathieu (Laurent Capelluto) é o piloto do avião, que traia a esposa com uma das aeromoças; O engenheiro do avião Jakub (Ksawery Szlenkier), a aeromoça Gabrielle (Astrid Whettnall), entre outros personagens.

O roteiro é bem interessante e coeso. As relações humanas e as situações tensas criadas são o enfoque. A série não tenta explicar o que está acontecendo – o embasamento científico não é o principal. Geralmente o episódio se inicia com um flashback do personagem que será o centro da narrativa, assim conhecemos um pouco sobre cada um deles. Ao final dos capítulos sempre há um plot, que nos faz querer continuar vendo sem parar.

“Noite Adentro” é uma agradável surpresa do gênero de ficção cientifica e deve agradar ao público com seu enredo cheio de mistério e tensão. Seu final deixa em aberto uma segunda temporada, então dona Netflix providencie isso pra já.

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#Série | Eu Nunca

Oi gente!
Quem quer uma série teen para assistir? Hoje a dica é “Eu Nunca”, da Netflix, que veio com tudo nessa quarentena, pra fazer você rir, se encantar e se apaixonar pelos seus personagens. E que surpresa boa foi esta série!


Criada por Mindy Kaling e Lang Fisher, “Eu Nunca” acompanha a história de Devi (Maitreyi Ramakrishnan), uma garota que teve um trágico começo no ensino médico após perder o pai (Sendhil Ramamurthy – vocês vão lembrar dele de “Heroes” ou então, mais recentemente em “The Flash”) e ficar paralítica – temporariamente. Quando ela começa o segundo ano, ela quer uma vida nova. Principalmente, porque ela também quer um namorado. E aproveito para perguntar: vocês são #TeamBen ou #TeamPaxton?

E o mais legal é que outra vez a Netflix traz diversidade cultural e de gênero. Em 10 episódios, são exibidos para nós a cultura indiana, o casamento arranjado, o tabu da virgindade, a dificuldade que muitos enfrentam em se aceitar no mundo LGBT e aqueles clichês da adolescência. Além disso, a série é narrada pelo divertidíssimo ex-tenista John McEnroe.

Os personagens coadjuvantes são bem construídos, suas histórias também conquistam o público. As amigas Eleanor (Ramona Young) e Fabiola (Lee Rodriguez) vão ganhando destaque a cada episódio. Eleanor cresceu sem sua mãe, já que esta a “abandonou” para tentar uma carreira como atriz. Já Fabiola não sabe como comunicar os pais que é gay. Outro personagem muito interessante de se ver é Ben (Jaren Lewison) – o grande inimigo de Devi. Super inteligente, rico, porém não possui o afeto dos pais, que estão sempre ocupados e viajando. A disputa entre Ben e Devi é hilária, até que eles se aproximam e muita coisa acontece! Já Paxton (Darren Barnet), o interesse amoroso de Devi, possui um esteriótipo bem superficial, mas que também acaba contribuindo para o desenvolvimento da série, principalmente em sua relação com a irmã com síndrome de down.

Leveza, humor e delicadeza definem como a série é tratada. Vale muito a pena maratonar “Eu Nunca”!

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#Série | Hollywood

Oi gente!
Hollywood, nova série de Ryan Murphy para a Netflix, estreou no dia 1º de maio. A produção acompanha cinco histórias distintas que se passam em 1947, período do Pós-Guerra nos Estados Unidos, e também o auge do Star System, considerada a Era de Ouro dos estúdios hollywoodianos. Nos episódios da série, vemos o sonho e a desilusão desses personagens, que enfrentam preconceitos dos mais diversos para tentar vencer em um lugar extremamente glamouroso, mas bastante hostil.

Com 7 episódios, a série narra a história de Jack (David Corenswet), um personagem fictício que sonha em ser um grande astro das telonas, mas logo se encontra preso numa vida de gigolô, num posto de gasolina de fachada comandado por Ernie (Dylan McDermott). Logo ele conhece o roteirista Archie (Jeremy Pope), um homem negro e gay que também passa a trabalhar no local, até que seu script é selecionado pelo idealista diretor Raymond (Darren Criss), que busca trazer diversidade ao cinema. O tal roteiro é um filme inspirado na história real de Peg Entwistle, jovem atriz que cometeu suicídio, pulando da letra H do letreiro de Hollywood, em 1932. A vida deles mudará quando o filme finalmente sai do papel e estreia nas telonas com Camille Washington (Laura Harrier), uma atriz negra, no papel principal.

Importante ressaltar que grande parte das histórias contadas são fictícias, porém a produção traz alguns personagens reais como as atrizs Anna May Wong (Michelle Krusiec) e Hattie McDaniel (Queen Latifah), o agente Henry Willson (Jim Parsons) e o ator Rock Hudson (Jake Picking). E como em todas as séries de Ryan Murphy, a representatividade fala mais alto. Questões como assédio, abuso e preconceito são retratadas. Além disso, a produção traz uma direção de arte impecável, ótima trilha sonora, cenas glamurosas e sexy, e um elenco recheado de queridinhos do produtor. De longe, não é a melhor série de Ryan Murphy, mas se você gosta de cinema, pode ser que seja interessante conferir.

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#Série | The Morning Show

Oi gente!
Todos quietinhos em suas casas? Respeitando o isolamento social? Espero que sim! O blog estava um pouquinho parado por causa do meu trabalho, mas agora que grande parte da população está em casa, podendo fazer várias maratonas de séries e filmes, que tal conferirmos a dica de hoje! Até porque reunir Jennifer Aniston, Reese Whiterspoon e Steve Carell em uma única produção já é sinal que vem coisa boa por aí! Hoje vou falar de “The Morning Show”, primeira produção da Apple TV+

O ponto de partida da produção é apresentar o bastidor voraz de um “programa da manhã”. Muito popular nos Estados Unidos, cada canal tem um show matinal e eles brigam por audiência. Enquanto acompanhamos esses bastidores, somos apresentados principalmente à disputa de poder que acontece por trás das câmeras.

Apresentado por Alex Levy (Jennifer Aniston) e Mitch Kessler (Steve Carell) há uma década, o programa The Morning Show sofre com um grande escândalo com a denúncia de assédio contra Mitch, o que leva à sua demissão imediata pela UBA, canal produtor do programa, desencadeando frenéticas reformulações do TMS, a começar por uma Alex fragilizada tendo que tomar as rédeas para enfatizar que ainda é relevante e pode segurar a audiência. A questão é que tudo acontece na semana em que um vídeo de uma repórter de interior gritando verdades contra um manifestante acaba viralizando, o que a torna uma das convidadas da atração. Essa é a oportunidade perfeita para que Cory Ellison (Billy Crudup) manipule a situação a ponto de conseguir que Bradley Jackson (Reese Whiterspoon), a repórter, acabe como co-âncora de Alex, o que seria o primeiro passo para que ele consiga derrubar o presidente do canal.

Para mim, a narrativa demorou um pouquinho para engrenar. A série me conquistou mesmo a partir do quarto, quinto episódio. O ritmo é um pouco lento no início, apesar de termos algumas cenas boas nos primeiros episódios, como por exemplo, o discurso da personagem Alex sobre a intolerância às atitudes machistas e sexistas após a demissão de Mitch, logo no primeiro episódio. Depois da metade, o ritmo melhora, torna-se mais ágil, e com o decorrer da história fica bem interessante acompanhar.

Um ponto muito forte em “The Morning Show” é justamente o tema. Com o movimento “MeToo” em alta, a discussão se torna atual. E o elenco estrelar ajuda muito no desenvolvimento. Apesar de toda carga dramática de Jennifer Aniston, na minha opinião o grande destaque da série é Reese Witherspoon. A personagem tem uma evolução interessante e uma história que vai conquistando o espectador, além de que Bradley Jackson possibilita à atriz diversas facetas, dando a oportunidade de construir um perfil bem interessante. Sem falar que para os fãs de Friends, rever Aniston e Witherspoon juntas novamente, já deu aquela sensação nostálgica maravilhosa. Valeu a pena os 2 milhões de dólares pagos por cada episódio às duas atrizes.

E o elenco coadjuvante também é interessante, principalmente por Mark Duplass, que interpreta o inseguro diretor Chip. A série também conta com algumas participações especiais, como o episódio que teve a cantora Kelly Clarkson.

Para encerrar, o episódio final deixou um ótimo gancho para a próxima temporada, que já foi confirmada. Não é fácil trabalhar um assunto do momento sem cair na armadilha do maniqueísmo ou do didatismo extremo, mas o showrunner Jay Carson, mesmo derrapando no começo, recupera sem demora o equilíbrio e presenteia a Apple TV+ com sua melhor série inaugural.

Um pequeno comentário que gostaria de fazer é em relação à “possível” dificuldade em assistir a série. Para aqueles que tem produtos da Apple – no meu caso tenho Iphone – basta apenas baixar o app para ver. Cheguei a pesquisar como seria para quem não tem nenhum dos produtos Apple – seja o Iphone, iPad, MacBook ou AppleTV – e descobri que não é possível ver, afinal de contas para assinar é necessário o ID Apple. É uma forma da marca, talvez, conseguir emplacar mais vendas, porém, ainda assim acho que dificulta, e muito, ao público em geral conseguir ter acesso aos conteúdos, sendo necessário recorrer a sites piratas para download. É uma pena!

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#Série | You – 2ª Temporada

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Depois de uns dias que tirei para aproveitar as festividades de fim do ano, bora voltar com tudo para 2020! E não pensem vocês que fiquei parado, sem assistir nada esses dias! Porque eu vi várias séries e filmes para trazer aqui! Uma delas foi a 2ª temporada de “You”, lançada na Netflix.

Quer conferir a crítica da 1ª temporada? Clica aqui!

Após todos os acontecimentos em Nova York, Joe Goldberg (Penn Badgley) muda-se para Los Angeles, com a finalidade de fugir de Candace (Ambyr Childers) e começar uma nova vida. É lá que ele conhece Love Quinn (Victoria Pedretti) – seu “novo alvo”. A garota vem de uma família rica, com diversos problemas. Junto com o irmão Forty (James Scully), Love administra a loja Anavrin (“Nirvana” ao contrário) que mescla livros e gastronomia – um lugar perfeito para Joe, que agora é Will, após roubar uma nova identidade. Em Los Angeles, Will/Joe também vai se envolver com Delilah (Carmela Zumbado) e sua irmã Ellie (Jenna Ortega).

Até aqui comecei bem, sem spoilers! A partir daqui não posso prometer nada! Então vamos lá, de um modo em geral, achei a temporada bem variável, com altos e baixos. Para falar a verdade, gostei mais da metade para o final, e vou explicar o porquê. Os primeiros episódios me pareceram bem repetitivos em relação à primeira temporada.

A história é a mesma – Will se apaixona por uma garota, começa a stalkeá-la e desenvolve uma amizade com um personagem que se tornará uma válvula de escape – neste caso é a Ellie; na primeira temporada foi o Paco. Há uma pessoa que faz mal a esse personagem – Henderson, que se mostra um famoso que gosta de abusar de garotas menores de idade – e para isso, o Will precisa ativar seu modo “herói”. Nós já vimos essa base narrativa antes, acho que não precisava se repetir, poderia ter acontecido de outro modo. Também fica um pouco complicado entender as intensões do personagem. O primeiro episódio foi muito bom e teve um plot no final mostrando que o personagem continuava igual e já estava de olho em uma nova presa. Já no segundo episódio, do nada, ele passa a ter atitudes como se quisesse uma redenção.

E para mim, uma outra crítica que faço é com relação à personagem Candace – totalmente mal construída! Ela voltou no final da temporada anterior (um dos melhores plots) para infernizar a vida do Joe/Will, fazendo com que ele pagasse por seus crimes. Mas descobrimos que a personagem não possuía nenhum plano para isso. Em alguns momentos ela tem uma atitude toda fodona, como se tivesse superado tudo e realmente quisesse vingança. Em outros momentos, ela é frágil e não consegue nem o abraçar, sendo que está próximo a ele em todos os momentos. No final, acaba se ferrando sem nem ter conseguido fazer nada do que queria, sendo um total desperdício de personagem para a história.

Falando nas partes boas, acho que a história engrena no final. A relação do Will e Love foi bem construída, inclusive a atriz Victoria Pedretti dá um show de atuação – já havia se mostrado uma boa opção em “A Maldição da Residência Hill” e ainda esteve em “Era uma Vez em Hollywood”. Gosto também das atuações de Carmela Zumbado e Jenna Ortega (descobri que ela fez a Jane novinha em “Jane the Virgin”). Os episódios em que o Forty droga o Will e ele não sabe o que aconteceu durante o período em que esteve chapado, foram os melhores da temporada. A revelação do principal mistério da trama foi previsível, mas o final foi interessante e já deixou um gancho para a próxima temporada, que já foi confirmada pela Netflix.

Comentando rapidinho sobre a adaptação em relação ao livro, esta segunda temporada, que é baseada no livro “Corpos Ocultos”, de Caroline Kepnes, não foi nada fiel. Há muitas alterações, principalmente em personagens e no decorrer da história. Se você leu o livro não espere que seja igual, porque não é!

Enfim, como disse anteriormente, achei a temporada com altos e baixos, curti algumas coisas, outras não, mas de qualquer forma ainda é uma produção que prende a nossa atenção. Vale a pena conferir.

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#Minissérie | Sanditon

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Há algumas semanas terminei de ver a minissérie “Sanditon”, que é baseada em uma obra inacabada de Jane Austen, um dos nomes mais famosos da literatura mundial. E quando eu disse “inacabada” é porque a autora faleceu em 1817, antes de terminar de escrever o livro. Para quem não conhece, Jane Austen é autora de grandes sucessos que já foram adaptados para o cinema como “Orgulho e Preconceito” e “Razão e Sensibilidade”.

Responsável pelas recentes adaptações de “Os Miseráveis” e “Guerra e Paz”, Andrew Davies dirige a minissérie que conta com 8 capítulos, produzida pela ITV Studios. A história gira em torno de Charlotte Heywood (Rose Williams), irmã mais velha dentre 12 irmãos de uma modesta família do interior. Após ajudar Mary e Tom Parker (Kate Ashfield e Kris Marshall) num incidente, a jovem é convidada pelo casal para conhecer a cidade de Sanditon, que ele aposta ser capaz de se transformar num famoso resort à beira-mar. Lá, a jovem inocente se encontra no meio da disputa pela herança da rica Lady Denham (Anne Reid), enquanto passa a ter confrontos com Sidney Parker (Theo James); o centrado e temperamental irmão de Tom.

No arco narrativo, temos algumas histórias bem interessantes. Uma delas está no núcleo de Lady Denham, uma senhora rica que é a principal investidora de Tom. Uma mulher sem papas na língua, extremamente direta e desconcertante. Seus sobrinhos Esther (Charlotte Spencer) e Edward (Jack Fox) estão de olho na herança da tia, que já está bem idosa, mas não tem planos de morrer tão cedo. Ela também cria a jovem Clara Brereton (Lily Sacofsky), que se revela ser muito ambiciosa. O interessante nesse núcleo é a relação de Esther e Edward, que apesar de serem irmãos, apresentam um princípio de uma história de incesto. Charlotte Spencer, que interpreta Esther, conseguiu chamar atenção para si e se destaca bastante, assim como a experiente Anne Reid.

Com o desenvolvimento da minissérie, Tom decide organizar um baile na cidade, e posteriormente uma regata, de modo a atrair mais pessoas interessadas em visitar o lugar e fazer de seu resort um sucesso. Para isso, conta com a ajuda de seu irmão, Sidney Parker (Theo James) para atrair futuros hóspedes, como o jovem rico Lord Babbington (Mark Stanley). Sidney é um personagem bem grosseiro e cruel nas poucas interações que teve com Charlotte, mas a relação dos dois consegue prender o telespectador mais ávido por um romance, meio que “impossível”. O ator Leo Suter completa o triângulo amoroso ao interpretar Stringer, um jovem arquiteto que auxilia os irmãos Parkers na construção de Sanditon.

Por fim, outro arco narrativo interessante é o de Miss Georgiana Lambe (Crystal Clarke), uma garota nascida a África e que foi enviada a Inglaterra para ter a educação formal de uma dama. Ela está na cidade porque Sidney é seu protetor, e decidiu tirá-la de Londres. Trata-se da primeira personagem negra na literatura de Austen. A atriz Crystal Clarke também foi uma grata surpresa, visto que sua personagem se envolve em um romance proibido, o que contribui para a evolução da história.

Agora preciso dizer que esperava mais de Rose Williams, atriz que interpreta a protagonista Charlotte Heywood. A história dela não possui grandes revelações e a atuação se tornou bem linear, o que proporcionou que os coadjuvantes chamassem mais atenção ao longo dos capítulos. Entrando na parte técnica, a fotografia da série é bem interessante, com aquela cara de produções de época. O figurino está impecável e o design de produção traz belas paisagens como cenário. E para os curiosos, aqui vai uma curiosidade – Jane Austen escreveu apenas onze capítulos de “Sanditon” antes de sua morte — algo que compõe cerca de apenas 24 minutos do piloto da minissérie. A partir daí, até o oitavo e último episódio, será tudo criação do roteirista e diretor Andrew Davies.

Para quem curte uma história de época, a minissérie “Sanditon” é uma boa opção de entretenimento. Dá para assistir em alguns sites online.

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