Categoria: Séries

#Série | Dom

Oi gente!
Quem aí está afim de uma dica de série nacional? “Dom” é a nova produção brasileira original no Amazon Prime Vídeo, baseada em fatos reais relatados no livro “Dom” escrito por Tony Bellotto e André Hellmeister e “O Beijo da Bruxa”, de Luis Victor Lombra Dantas.

Pedro Machado Lomba Neto, o Pedro Dom (Gabriel Leone), aterrorizou prédios e casas da alta sociedade fluminense no início dos anos 2000. Usando seus olhos azuis e cabelos loiros, o jovem utilizava o racismo estrutural a seu favor para entrar nos locais sem levantar suspeita e, uma vez dentro, roubava malas com dólares e joias, virando manchetes nos jornais. Pedro experimentou cocaína pela primeira vez aos 9 anos e em pouco tempo passou de vender os objetos da própria casa a furtos maiores, para saciar sua dependência química. Foram mais de uma dezena de internações por clínicas de reabilitação na adolescência e até uma passagem pela antiga FEBEM, que só piorou a situação.

A série não procura abordar a história biográfica de um menino que virou criminoso, mas sim, todo um problema social envolvendo o tráfico de drogas. Victor (Flávio Tolezani), o pai do jovem, é um ex-policial, que viu sua família ser totalmente desestruturada. Na juventude, ele era um mergulhador que acaba se envolvendo com um departamento secreto de combate às drogas, se tornando um agente infiltrado. Na época, a cocaína começava a chegar ao país e, aos poucos, ia mudando a estrutura dos bairros, principalmente nas favelas.

A série é narrada de forma não linear, alternando entre passado e presente, nos anos 70 e 2000, para contar a história desses dois personagens. Flavio Tolezani e Filipe Bragança interpretam Victor ao longo dos anos. Ambos fazem um ótimo trabalho de construção do personagem. Mas o grande destaque é o ator Gabriel Leone que vive o protagonista, e talvez, o melhor papel de sua carreira.  Junto às atrizes Raquel Villar e Isabella Santoni, Gabriel mostra superioridade nas cenas de ação, perseguição, tiro, de uso de drogas, de violência e de sexo.

Vale ressaltar o importante e impactante trabalho do ator Guilherme Garcia, que vive Pedro na adolescência. O jovem ator manda super bem! No elenco, ainda Ramon Francisco, Digão Ribeiro, Laila Garin, Mariana Cerrone e Fábio Lago. As boas atuações coadjuvantes são um bom trabalho do diretor, que permitiu certa liberdade dentro do roteiro e faz com que os personagens causem impacto durante a história toda. Uma coisa que me irritou um pouco foi o uso de palavrões excessivamente. No começo, todos os personagens falam direto, quase toda frase tem um palavrão – personagens que não precisariam falar. Fiquei bem incomodado, mas ao longo dos episódios vai melhorando.

“Dom” chega com o status de superprodução nacional, e vale a pena conferir. Ótimas cenas, um retrato do Rio de Janeiro no início dos anos 2000, uma boa trilha sonora com sucessos do funk raiz e interpretações seguras.

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#Série | Love Victor – 2ª Temporada

Oi gente!
“Com amor, Victor” estreou sua 2ª temporada após todo o sucesso que obteve em sua estreia. A série do Hulu, serviço de streaming pertencente a Disney, conta com 10 novos episódios, explorando abertamente os dilemas da sexualidade do protagonista.

Na primeira temporada, Victor (Michael Cimino) se mudou do Texas para Los Angeles, lidando com todas as tribulações da adolescência enquanto lutava para entender a própria sexualidade. Apesar de ter se envolvido com a garota mais popular da escola: Mia (Rachel Hilson), Victor tinha olhos apenas para Benji (George Sear). Depois de se assumir para os pais, Victor começa um novo capítulo em sua vida. Na escola, ele descobre que nem tudo vai bem: alguns colegas de time não o aceitam como antes, chegando ao ponto de fazerem uma petição para que o Victor se troque em outro vestiário. Em casa, o jovem lida com a separação dos pais e o preconceito da mãe Isabel (Ana Ortiz). E no relacionamento, Victor e Benji precisam acertar os ponteiros.

Achei muito interessante como todas as relações foram abordadas. Primeiramente, a questão familiar – o pai Armando (James Martinez) se mostrou acolhedor por entender que o filho está feliz. Já a mãe, devido aos costumes religiosos, não consegue aceitar completamente e precisa lidar com isso. Os amigos também são a principal fonte de escape: Felix (Anthony Turpel) e Lake (Bebe Wood) apoiam o novo casal e estão sempre por perto para ajudar. Mia ainda está tentando entender tudo e sua amizade com Victor vai se reestabelecendo aos poucos, assim como sua relação com Andrew (Mason Gooding).

Temos também adições de novos personagens e alguns deles irão mexer bastante na história, como é o caso do carismático Rahim (Anthony Keyvan) – de origem muçulmana, que não sabe como se assumir para a família, e vê em Victor um possível escape para entender toda a situação, assim como Simon foi para o protagonista.

Para mim, essa temporada foi melhor trabalhada, os assuntos foram discutidos de forma aberta, mais adulta e com um certo toque de complexidade. Todos os personagens tiveram arcos narrativos interessantes que contribuíram para o desenvolvimento da temporada. E estejam preparados para ficarem divididos entre os nossos casais preferidos: Félix percebe uma afeição por Pilar, irmã de Victor e sua relação com Lake fica bem instável. O personagem também foi bem explorado ao mostrar sua relação com a mãe, que é diagnosticada com bipolaridade.

Victor e Benji também enfrentam vários problemas, e Rahim está aí para balançar o casal. Confesso que Benji me irritou um pouco – por mais que ele seja bem experiente, seu jeito liberal, cobrando uma posição do Victor toda hora, que está pouco acostumado com a situação, ficou maçante. Mas ainda assim, ambos possuem química e o final irá deixar muita gente com raiva!!

“Love Victor” é uma série importante, que aborda temas que devem ser discutidos no nosso dia a dia. Esta é uma série que aborda o amor em suas diversas formas: entre casais héteros e homoafetivos, entre pais e filhos, entre família ou entre irmãos. Vale destacar toda a evolução na narrativa. Além disso, o final em aberto deixa muitas expectativas para a 3ª temporada!

Já viram a 2ª temporada? Gostaram? O que acham que aconteceu no final? Me contem nos comentários!

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#Série | Elite – 4ª Temporada

Oi gente!
No fim de semana maratonei a nova temporada de Elite, lançada pela Netflix. A expectativa era grande após todas as notícias e o trailer, porém o tombo foi maior ainda!

Samuel (Itzan Escamilla), Guzmán (Miguel Bernadeau), Rebeka (Cláudia Salas) e Ander (Arón Piper) estão de volta ao Las Encinas, já que repetiram o último ano. Agora Omar (Omar Ayuso) também se junta ao grupo no colégio mais importante da Espanha. Mas eles terão novas companhias neste ano – o trio de irmãos Ari (Carla Díaz), Mencía (Martina Cariddi) e Patrick (Manu Ríos) são os novos alunos e filhos do novo diretor “linha dura” Benjamín (Diego Martín). Quem também está de volta é Cayetana (Georgina Amarós), que após enganar a todos, se tornou a faxineira da escola. Ela viverá uma história “Príncipe e Plebeia” com outro aluno novo – o príncipe Phillipe (Pol Granch), que também esconde um outro lado nada bacana. Com a chegada destes novos personagens, surge um novo mistério depois que Ari é encontrada perto da morte. Quem será que tentou matar a patricinha?

Os episódios estavam indo bem até o quarto, depois disso foi só ladeira abaixo. Os novos personagens foram bem apresentados e até criaram uma tensão interessante para o arco narrativo, porém o desenvolvimento dos personagens foi péssimo. Não sei nem por onde começar haha mas vamos lá!

Eu não curti a relação de Samu e Guzmán, precisou de três temporadas para eles finalmente se tornarem amigos e do nada resolvem coloca-los em uma disputa nada interessante pelo amor de Ari. Outra coisa que não entendi foi essa menina – no começo colocaram ela como boazinha e do nada ela vira uma cópia da Lucrécia (fashionista, patricinha e preconceituosa). Fica difícil torcer por uma protagonista que é tão insuportável de chata.

Também não curti a relação de Ander e Omar. Toda temporada é a mesma coisa! Eles começam de boa e algo acontece para separa-los e, no final, volta a ficar tudo bem. Isso pra mim já cansou! A relação do trisal com Patrick tinha tudo para dar certo, mas nada acrescentou, só serviu para as cenas hot. Achei que iriam trabalhar algo a mais com o Patrick – talvez explorar a relação dele com os pais e o acidente que ele sofreu ou até uma mudança em sua personalidade ao ver o amor entre Ander e Omar, mas nada disso foi abordado. O personagem é vazio e nada contribui ao arco narrativo que orbita.

Quem salvou a temporada foi Rebe, Mencía e Cayetana. Primeiro, Rebe e Mencía foi um casal que super funcionou, as atrizes estavam ótimas. Gostei das histórias paralelas envolvendo as duas (não vou comentar muito para não dar spoilers). E segundo, quem diria que iríamos gostar da Cayetana! Ela causou o maior ranço na temporada anterior e agora veio para se redimir. A relação abusiva com o príncipe Phillip foi outro ponto forte da temporada.

Em resumo, Elite é uma série que não tem tido uma evolução narrativa em suas últimas temporadas, mesmo com a inclusão de outros personagens e assuntos diferentes para serem abordados, geralmente focados em diversas temáticas sexuais. O mistério em torno de Ari foi morno e desnecessário, serviu apenas para tentar segurar o interesse. Pelo que tinha visto no trailer divulgado anteriormente, havia grande potencial para ser uma ótima temporada, mas o roteiro não colaborou.

Aos fãs da série, a Netflix já confirmou a produção da 5ª temporada. Tudo indica que parte do elenco original de Elite deve retornar nos novos episódios, inclusive os novos personagens desta 4ª temporada. A atriz Carla Díaz postou recentemente alguns detalhes nos stories. Outra novidade será a inclusão de mais dois atores: a argentina Valentina Zenere e o brasileiro André Lamoglia, conhecido por seu papel na série Juacas, do Disney Channel. A trama da 5ª temporada de Elite tem tudo para continuar os eventos que aconteceram no episódio final do quarto ano.

Eaí, vocês assistiram os novos episódios? O que acharam? Me contem nos comentários!

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#Série | WandaVision

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Tirei uma semaninha de folga, mas já estou voltando! Quem aí acompanhou “WandaVision” e, como eu, surtou a cada episódio? Se você ainda não viu, se liga na dica de hoje, que vai ser um pouquinho diferente… vou trazer 5 motivos para assistir “WandaVision”, nova produção do Disney+, inciando a Fase 4 do Universo da Marvel.

1 – A produção homenageou séries clássicas e inovou em seus primeiros episódios
A série traz os retornos de Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany) vivendo como recém-casados depois dos eventos de “Vingadores: Ultimato”, o que é no mínimo estranho, visto que o Visão morreu (duas vezes) em “Vingadores: Guerra Infinita”. Os três primeiros episódios de “WandaVision” representam uma homenagem às antigas sitcoms americanas começando nos anos 50, homenageando “I Love Lucy” e “The Dick Van Dyke Show”. A história progride evocando “A Feiticeira” e “The Brady Bunch” no segundo e terceiro episódios, respectivamente, e enquanto Wanda e Visão divertem o público com a comédia, vemos aos poucos que este não é um mundo perfeito, e algo estranho está acontecendo.

2 – Produção Caprichada
Nesses episódio temos que destacar os maravilhoso figurinos, a maquiagem e penteados feitos com esmero, a dedicação da Marvel nos detalhes aqui é algo fora do comum para produções da TV (a série teve o custo de US$ 225 milhões). A fotografia em preto e branco e o design de produção são magníficos e conseguem reproduzir os estilos da época com perfeição. O roteiro vai se expandindo ao longo dos episódios, fazendo com que os fãs criassem diversas teorias. Ao final, vemos que a alteração da realidade por Wanda é o principal fio condutor da trama.

3 – Elenco
Em apenas 9 episódios, acompanhamos um arco completo de uma rica e complexa personagem em busca de sua própria redenção. Tudo isso em uma narrativa rápida, com uma edição espetacular e um elenco que é um show à parte, escabeçado pela talentosíssima Elizabeth Olsen. Aliás, falando no elenco, Kathryn Hahn é outra peça digna desta seleção que merece elogios. Sua Agnes foi a verdadeira ladra de cenas dos episódios. Temos Paul Bettany mandando super bem e Teyonah Parris em sua estreia no universo como Monica Rambeau (a atriz estará em Capitã Marvel 2). Além destes personagens característicos dos quadrinhos da Feiticeira Escarlate, ainda tivemos a participação do ator Evan Peters reprisando seu papel de Pietro Maximoff, vivido na saga X-Men. Nesse momento os fãs já enlouqueceram acreditando em uma ligação entre as franquias (visto que o ator que interpretou o personagem nos filmes foi Aaron Taylor Johnson). Porém, não passou de uma trolagem da produção.

4 – Trilha Sonora
Outro destaque é a trilha sonora de Christophe Beck, que não só emula os estilos de cada sitcom, como cria um lindíssimo tema próprio para Wanda, e outro para ela e Visão. O compositor também incorpora pedaços de outros temas do MCU em seu trabalho, de forma sutil e respeitosa.

5 – Universo Marvel
“WandaVision” abre a 4ª fase do MCU, que ainda terá “Falcão e o Soldado Invernal” estreando semana que vem. O final pode dividir os fãs, mas é claro que Wandavision faz parte de algo maior que só deve ocorrer em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. Devemos destacar que a obra possui uma infinidade de easter eggs e referências a situações do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) que a cada semana levou os fãs a loucura. Os efeitos especiais são dignos de cinema e deixam muitas produções da TV no chinelo pela sua técnica impecável. “WandaVision” cumpre seu objetivo de preparar Wanda Maximoff para os futuros filmes, e ainda nos ensina lições sobre o amor e o luto.

#Série | The Wilds

Oi gente!
Um grupo de passageiros sofre um acidente aéreo e cai numa ilha misteriosa e deserta. De repente, eles precisam criar uma convivência do zero ao mesmo tempo que estudam possibilidades de serem resgatados dali. Muito provavelmente você já ouviu essa história por aí e não estou falando de “Lost”! Mas sim, de “The Wilds”, série da Amazon Prime Video.

A trama acompanha um grupo de nove garotas cujo avião, que partia em direção a uma colônia de férias/spa somente para meninas, caiu numa ilha no meio do nada. Com origens diferentes, elas precisam lutar para sobreviver nesse lugar inóspito, sem desconfiar que, na verdade, estão fazendo parte de um experimento social bastante elaborado. Enquanto aprendem a conviver umas com as outras, seus segredos e seus traumas vêm à tona.

A série se preocupa em contextualizar o drama de cada uma das jovens que estão na ilha – Leah (Sarah Pidgeon) se recupera de uma relação amorosa mal resolvida com uma pessoa mais velha; Fatin (Sophia Taaylor Ali) é mais saidinha e sofreu com o controle dos pais; Martha (Jenna Clause) passou por um momento traumático e conta com a ajuda da melhor amiga Toni (Erana James); Dot (Shannon Berry) precisou amadurecer para cuidar do pai com uma doença em estágio terminal; Shelby (Mia Healey) é quase uma patricinha em se tratando de imagem, mas teve uma forte influência religiosa da família. Por fim, Rachel (Reign Edwards) é uma atleta, praticante dos saltos ornamentais, porém foi cortada do time por problemas pessoais e possui uma difícil convivência com a irmã Nora (Helena Howard).

A produtora e showrunner Sarah Streicher abusa de flashbacks para mostrar todas as histórias do passado e também utiliza várias técnicas que passam uma sensação de drama e suspense à série. Algumas histórias são interessantes e é bacana ver a relação que cada uma vai desenvolvendo nos longos 10 episódios. Acredito que dava para ter sintetizado tudo em até 8 episódios, tivemos uma enrolação desnecessária que cansa quem está acompanhando.

“The Wild” busca entender e explicar o comportamento humano, a partir de uma série de situações complicadas. Temos algumas boas atuações e cenas interessantes. Inclusive, a 2ª temporada já está confirmada.

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#Série | Bridgerton

Oi gente! 
Produções de época sempre costumam me agradar e se você também curte, já é motivo suficiente para assistir a primeira temporada de “Bridgerton”, nova série da Netflix, baseada na saga de romances da aclamada autora Julia Quinn, produzida por Shonda Rymes e dirigida por Chris Van Dusen.

Daphne Bridgerton (Phoebe Dynevor) está dando seus primeiros passos para conseguir um bom casamento. Prestes a atingir a maioridade, Daphne encanta a Rainha Charlotte (Golda Rosheuvel) na nova temporada de cortejo da cidade e se torna a “joia rara” do ano, ganhando atenção de inúmeros pretendentes que prometem desposá-la e torná-la uma dama da sociedade. Entretanto, seu irmão Anthony (Jonathan Bailey), assumindo o papel de homem da casa após o falecimento do pai, transforma algo simples em um árduo trabalho, espantando maridos em potencial e deixando-a à deriva por não acreditar que exista algum homem bom para a irmãzinha. Entre os irmãos, Benedict (Luke Thompson) sonha em ser artista; Colin (Luke Newton) é mais aventureiro ao mesmo tempo que se envolve em um romance complicado com Marina (Ruby Barker); Eloise (Claudia Jessie) não possui nenhum interesse em casamentos; Francesca (Ruby Stokes) quase não aparece na temporada, além dos pequenos Gregory (Will Tilston) e Hyacinth (Florence Hunt).

Tudo mudará com a chegada de Simon Basset, o Duque de Hastings (Regé-Jean Page). Ele e Daphne possuem personalidades conflitantes, porém uma chama se acende ao fazerem um pacto – o duque demonstrará interesse em Daphne para que a jovem possa ser vista como desejável e, assim, receber boas propostas de casamento, ao mesmo tempo, que as mães e outras pretendentes deixem de importuná-lo, uma vez que ele não tem pretensão de casar. Em meio aos bailes e eventos luxuosos, somos apresentados a outros personagens, como a família Featherington. Além disso, a corte ainda conta com uma pessoa misteriosa – Lady Whistledown (com voz da icônica Julie Andrews) – que publica um periódico comentando sobre tudo e todos.

“Bridgerton” é baseada em franquia de livros extremamente popular. A 1ª temporada cobre os acontecimentos do primeiro livro, “O Duque e Eu” – para quem não sabe, são 9 livros, cada um contando a história de um dos irmãos da família. Em meio a um figurino deslumbrante e cenários de fazer os olhos brilharem, Bridgerton conquista com uma história de amor, além de mostrar o mundo competitivo da alta sociedade patriarcal no século XIX.

Ótimos personagens desfilam ao longo dos oito episódios. Penelope Featherington (Nicola Coughlan) é uma delas – a atriz dá um show de carisma. O amor proibido de Anthony e uma cantora/meretriz também traz um contraponto bacana à história. Mas claro, o grande destaque é a ótima química entre Phoebe Dynevor e Regé-Jean Page – Daphne e Simon são ótimos em cena. Ao final da temporada, a sensação foi de prazer ao concluir a maratona. E já adianto aos fãs dos livros, que há diferenças na série, incluindo a revelação de quem é a misteriosa Lady Whistledown já nesta primeira temporada. E também já adianto aos leitores que finalmente vou iniciar a leitura da saga! Em breve teremos resenhas dos livros por aqui!

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#Série | The Undoing

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Se você gosta de mistério e investigação policial, a dica de hoje pode lhe agradar! “The Undoing”, minissérie exibida pela HBO, reúne um elenco de peso em uma história envolvendo um assassinato violento, uma família aparentemente perfeita e algumas reviravoltas. Esta foi uma produção caprichada de David E. Kelley, dirigida por Susanne Bier e estrelada por Nicole Kidman, Hugh Grant, Donald Sutherland e Edgar Ramirez.

A trama traz à tona uma discussão sobre relações familiares, traição, privilégios de pessoas ricas e brancas, em meio a uma investigação, que tenta manipular o telespectador para várias possibilidades. Grace Frase (Nicole Kidman) e Dr. Jonathan Sachs (Hugh Grant) formam um casal da alta sociedade nova-iorquina. Ela é terapeuta de casal e aparentemente bem resolvida; ele é médico oncologista especializado no tratamento de crianças com câncer terminal.  Juntos, têm um filho, Henry Sachs (Noah Jupe), um garoto estudioso, que toca violino e frequenta a melhor escola particular de NY. Tudo parecia incrível, até a chegada de Elena Alves (Matilda de Angelis).

A jovem é de origem humilde, portanto, não pertence ao elitizado círculo social, mas é mãe de um dos alunos da escola frequentada pelo filho de Grace e Jonathan. Porém, após um evento beneficente, Elena é assassinada de forma brutal, gerando a grande dúvida da trama: quem matou? E por que? Por meio de flashbacks, descobrimos a relação entre esses três personagens e suas motivações para serem assassinos.

O grande destaque de “The Undoing” com certeza é Nicole Kidman, que brilha desde o primeiro episódio. Segura, a experiente atriz traz uma interpretação forte, contracenando ao lado de Hugh Grant, outro experiente, que também nos traz uma boa leitura de seu personagem, apesar de um desenvolvimento bem apático. Destaque também aos atores Donald Sutherland, que interpreta o pai de Grace, um velho soberbo; e Norma Dumezweni, a advogada Haley Fitzgerald, que defende Jonathan no tribunal de forma firme e enérgica.

Muitos reclamaram da conclusão, afinal não houve grandes surpresas, sendo aquele assassino que todos já imaginavam. Mas acho que a série acerta ao nos fazer duvidar, pelo menos nos episódios no meio da temporada. “The Undoing” não é uma série surpreendente, mas trouxe uma boa produção, com um elenco afiado e uma narrativa densa, que prende nossa atenção.

Vocês acompanharam The Undoing? O que acharam do desfecho? Quero saber nos comentários!

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#Série | 4ª temporada de The Crown

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Se eu estava ansioso por uma série, esta é a 4ª temporada de “The Crown”. A produção de Peter Morgan chegou à Netflix trazendo uma importante fase da história real britânica. Para aqueles que ainda não conhecem, “The Crown” retrata a realeza do Reino Unido, centrando na figura da rainha Elizabeth II, inicialmente interpretada por Claire Foy, desde a sua juventude, o processo de coroação, passando pelos períodos de grande importância do reinado até chegar a esta fase extremamente popular e muito retratada nos cinemas – a chegada de Lady Diana e da primeira ministra Margaret Tatcher.

Na terceira temporada, após um salto temporal, Elizabeth começou a ser interpretada por Olivia Colman, que retornou ao papel nesta 4ª temporada, ainda mais segura e extraordinária. Os novos episódios, definitivamente, são comandados pelas mulheres! Elas roubam toda atenção e são definitivamente o centro das atenções – a experiente Gillian Anderson (Arquivo X) dá vida a famosa Dama de Ferro, uma mulher pela qual os britânicos se dividem em amor ou ódio absoluto, conhecida por seu pulso firme e ferrenha política mundial. Anderson conseguiu ser Margaret Tatcher de corpo e alma. Sua expressão, sua fala, seu olhar, a postura, tudo interpretado perfeitamente.

Por outro lado, a novata Emma Corrin tinha uma grande responsabilidade – interpretar uma pessoa tão idolatrada, de maneira humana e cheia de nuances. A atriz rouba a cena em sua primeira aparição como Diana Spencer – a jovem que se casou com o Príncipe Charles (Josh O’Connor), 12 anos mais velho, deslumbrada pelo mundo da realeza, mãe atenciosa, fashionista e extremamente infeliz em um casamento, que desde o início estava destinado ao fracasso.

A narrativa de “The Crown” é totalmente focada na vida da rainha, portanto as histórias dos personagens paralelos as vezes acabam tendo um pouco menos de importância. Essa é uma crítica que faço – o período retratado nesta temporada teve um protagonismo de Diana e Margaret Tatcher, mas na série, suas histórias foram bem coadjuvantes. Estou até agora inconformado que não houve a cena do casamento de Lady Di e Príncipe Charles. Com certeza a recriação daquele vestido custou muito dinheiro da produção para ser utilizado em apenas uma ceninha simples. Aproveitando que falei do Príncipe Charles, mesmo ele sendo o maior escroto da temporada, preciso elogiar o trabalho de Josh O’Connor – simplesmente perfeito no papel.

O desenvolvimento dos capítulos tiveram um ritmo mais acelerado, do que de costume. Gostei disso! Acho que temos um elenco extremamente afiado, com ótimas interpretações (menção honrosa para Helena Boham Carter, que teve até menos destaque, mas sempre rouba a cena quando aparece como a princesa Margaret). “The Crown” dá certo devido a curiosidade do público com a vida da família real britânica, além de ser uma produção caprichada, com cenários maravilhosos, figurino impecável e um planejamento perfeito. A série será encerrada na 6ª temporada e já na próxima devemos ver um novo elenco. Já estou mega ansioso!!

Vocês acompanham The Crown? Curtiram esta temporada? O que esperam das próximas?

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#Série | High School Musical: The Musical: The Series

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O Disney+ finalmente chegou ao Brasil e tenho certeza que muitos que aguardavam ansiosamente já foram correndo assistir “High School Musical: The Musical: The Series”, a série derivada do sucesso High School Musical. Uma das grandes apostas originais do serviço de streaming, a produção foi pensada justamente para agradar os fãs saudosos.

A história surpreendeu por ser diferente do esperado, já que não se trata de uma continuação do filme. A narrativa conta o dia a dia dos estudantes do East High, colégio que serviu como palco para as gravações de HSM. Miss Jenn (Kate Reinders), a nova professora de teatro, se encontra inconformada que a apresentação de fim de ano nunca foi sobre High School Musical mesmo eles estudando onde tudo teria acontecido, e decide que é hora de fazer acontecer! Além disso, a trama adolescente permeia todos os episódios. Depois de um “eu te amo” não correspondido, o relacionamento de Ricky (Joshua Bassett) e Nini (Olivia Rodrigo) definitivamente esfriou nas férias de verão. De volta à escola, a aspirante a cantora não quer vê-lo, como já está de namorado novo, o veterano E.J (Matt Cornett), com quem ela inclusive compartilha a paixão pelo teatro musical.

O recém-anunciado espetáculo baseado no clássico filme da Disney é a oportunidade perfeita para que Ricky reconquiste sua ex. Enquanto ele precisa se esforçar para aprender as falas de Zac Efron para o teste, Nini descobre que tem uma competidora à altura para o papel de Gabriella – a confiante e talentosa Gina (Sofia Wylie). E é em meio a um triângulo amoroso e uma nova rivalidade Sharpay-Gabriella que a peça estudantil começa a tomar forma.

A série funciona bem como homenagem à produção original. A trilha sonora é boa, principalmente as novas músicas. Vale também destacar a recriação para as músicas do filme. O elenco possui química e talento – Olivia Rodrigo e Joshua Bassett funcionam muito bem como casal, talvez até melhor do que Troy e Gabriella. Além disso, temos um roteiro que surpreende pela qualidade. E com certeza os fãs de HSM original vão adorar a participação especial do ator Lucas Grabeel, o Ryan Evans, no 8º episódio.

“High School Musical: The Musical: The Series” é uma série curtinha, que nos faz relembrar sua obra-mãe, mas ao mesmo tempo é original e consegue se firmar sozinha. Aos assinantes do Disney+ pode ser uma boa opção enquanto não há as produções originais do universo Marvel. Lembrando que a 2ª temporada já está confirmada e teremos também um especial de Natal!

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#Série | Perry Mason

Se você é fã de investigação aliada a uma produção de época caprichada, com certeza vai adorar a minha dica de hoje! “Perry Mason”, exibida no Brasil pela HBO, se passa na Califórnia dos anos 1930, e traz uma ambientação de primeira, violência e sexo sem pudor, além de uma história envolvente.

A produção é inspirada no personagem criado por Erle Stanley Gardner, que já ganhou diversas versões para a TV e cinema. Mas, para os mais velhos, esta versão em nada lembra a clássica série dos anos 60/70 feita pela CBS.

Fracassado, atormentado pelos anos na guerra, abandonado pela esposa, proibido de falar com o filho e cercado de decadência, Perry Mason (Matthew Rhys) perambula pelas ruas de Los Angeles em 1932 quando se depara com o crime que vira o assunto mais comentado da cidade: o pequeno bebê Charlie Dodson fora sequestrado, mas os bandidos que o raptaram nunca tiveram a intenção de devolvê-lo vivo para os pais. O assassinato brutal de Charlie é o ponto de partida para a temporada.

Um outro ponto no enredo que se destaca é o renascimento evangélico que varreu a Califórnia naquela época. Paralelamente ao mistério, vemos a história da irmã Alice (Tatiana Maslany) que desponta como importante líder religiosa, interligando as duas histórias. A personagem é misteriosa e complexa, o que só torna tudo mais envolvente. Também é interessante como os roteiristas desenvolvem o mistério – a mãe do bebê Emily Dodson (Gayle Rankin) é acusada por cometer o crime, e durante todo o desenvolvimento não sabemos se ela realmente é culpada ou não. Em vários momentos ela apresenta atitudes dúbias, que nos fazem duvidar.

Além das ótimas interpretações de Matthew Rhys e Tatiana Maslany, temos o grande John Lithgow como o advogado E.B. Jonathan. A produção é muito caprichada, o design de produção tem qualidade de cinema e a trilha sonora instrumental dá um clima todo melancólico à história. Apesar de suas qualidades, seria injusto ignorar que a série dispõe de alguns problemas de ritmo, imprimindo uma cansativa lentidão.

“Perry Mason” funciona como uma excelente reinvenção de um clássico, com ótimas interpretações. Tanto que a 2ª temporada já foi confirmada pela HBO.

Quem aí acompanhou Perry Mason? Curtiram a série da HBO? Quero saber tudo nos comentários!

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