Categoria: Séries

#Série | You

Oi gente!
Nessas últimas semanas maratonei “You”, a nova série da Lifetime, que chega à Netflix agora em dezembro, e é baseada no livro de Caroline Kepnes. Confesso que me surpreendeu demais! A produção conta com o ator Penn Badgley (provavelmente vocês lembram dele em Gossip Girl).

A história tem início quando a jovem aspirante a escritora Guinevere Beck (Elizabeth Lail) entra na livraria onde trabalha Joe (Penn Badgley). A partir daí o rapaz tem a certeza de que ela é a mulher ideal para sua vida e começa a demonstrar um comportamento obsessivo ao monitorar todas as redes sociais, roubar o celular para ler mensagens e até mesmo vigiar sua casa durante a noite. Resumidamente: um stalker psicopata. Pouco a pouco Joe vai se infiltrando na vida de Beck, tentando afastar aqueles de quem sente ciúmes ou que põe em risco seu relacionamento, custe o que custar.

Como comentei, a produção da série me agradou bastante. Comecei a acompanhar pensando que seria mais um suspense adolescente, mas me deparei com um ótimo suspense, que instiga e surpreende a cada episódio.

Um dos pontos positivos – a série é narrada em primeira pessoa, então várias vezes ouvimos os pensamentos do protagonista. E essa é a grande sacada, pois o desafio é fazer o espectador gostar do personagem, visto que ele é o principal vilão. Joe acredita que tudo o que faz é em função de ajudar ao outro e durante a narrativa há vários elementos que o humanizam, sendo o mais evidente a relação de Joe com seu vizinho Paco (Luca Padovan), uma criança amante de livros, que presencia constantemente o abuso de seu padrasto em casa.

A série conseguiu balancear os momentos de tensão e suspense, mantendo o interesse, apesar do início lento, mas que se torna frenético do meio para o final. E – talvez o mais intrigante – é que acabei me envolvendo na condução da história, chegando – não a torcer -, mas entendendo e prevendo algumas ações. E isso é justificado, pois aos poucos vamos conhecendo o passado do personagem e percebendo suas influências.

Destaque também para o restante do elenco – a protagonista Elizabeth Lail (de Once Upon a Time) e Shay Mitchell (de Pretty Little Liars), que faz a melhor amiga Peach – estão impecáveis, fazendo papéis complicados, que mexem demais com a história e com a percepção do espectador.

“You” já está confirmada para a segunda temporada – inclusive acabou de uma forma que quero muito saber como vai continuar e espero surpresas para a sequência. Vale a pena conferir!

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#Série | Elite

Oi gente!
Vocês devem ter percebido que o blog ficou fora do ar algumas semanas. Infelizmente tive um novo problema com a Locaweb, que hospeda o meu domínio. Depois de muitas conversas, consegui voltar ao normal!! E como fiquei algumas semanas fora, acumulou muita coisa para falar aqui!! Hoje vou começar falando de “Elite”, nova série original Netflix. Desde que lançaram os trailers e teasers eu já estava mega ansioso para conferir. A produção tem um toque de Gossip Girl, misturado com Riverdale e Rebelde.

Produzida pela Netflix Espanha, a série Elite vem na onda do sucesso que La Casa de Papel fez no mundo todo, inclusive temos três atores que fizeram “La Casa” – Miguel Herrán (que fez o Rio e agora vive o Christian), María Pedraza (que faz a protagonista Marina e que foi Allison em LCDP) e Jaime Lorente (o Denver e que agora interpreta Nano). O drama juvenil tem direção de Ramón Salazar e Dani de la Orden e roteiro de Carlos Montero e Darío Madrona.

Em “Elite”, a vida dos alunos de classe alta do colégio Las Encinas seguia dentro dos conformes. Trajando uniformes refinados (que lembram RBD), os estudantes do colégio mais exclusivo do país, vivem em uma bolha absortos da realidade. Quando uma escola da periferia desaba, três alunos – Samuel, Christian e Nádia – são transferidos para Las Encinas. Embora tenham se destacado na outra escola, suas contas bancárias os transformam em chacota perante os alunos do colégio. Quando foram transferidos, os jovens pensaram ter tirado a sorte grande.

Samuel (Itzan Escamilla) possui uma família complicada – o irmão Nano acabou de sair da cadeia e busca se endireitar na vida. Na escola, ele conhece e se apaixona por Marinaportadora do vírus HIV. Marina e Samú vão se aproximando cada vez mais, porém a garota acaba se envolvendo com o irmão do jovem, formando um triângulo amoroso (Vale destacar que os atores María Pedraza e Jaime Lorente estão juntos na vida real também!!) Nádia (Mina El Hammani) é uma jovem muçulmana que precisa enfrentar o choque de cultura, tanto que na escola ela é proibida de usar o hijab – véu característico do Islã. Ao longo dos episódios ela se aproxima de Guzman (Miguel Bernardeau), um playboy esnobe, irmão de Marina. Já Christian é excêntrico e engraçado, que não está nem aí com a escola e quer apenas curtir e se dar bem na vida. Junto com Carla (Ester Expósito) e Polo (Álvaro Rico), ele formará um polêmico triângulo amoroso – que rola de tudo, inclusive prepare-se para as cenas hots, que tem bastante!!

Ainda no elenco temos a atriz Danna Paola – que você provavelmente conhece das novelas mexicanas “Maria Belém” e “Amy, a Menina da Mochila Azul”, exibidas no SBT. Na série ela faz a personagem Lucrécia, ex-namorada de Guzmán, que irá infernizar a vida de Nádia ao perceber que os dois estão se apaixonando. Temos também outros personagens que se destacam ao longo dos episódios como Ander (Arón Piper) que se descobre homossexual ao se apaixonar pelo traficante Omar (Omar Ayuso), irmão de Nádia. Mas o ponto forte é um assassinato que ocorre entre esses personagens – logo no primeiro episódio já descobrimos quem morreu (não vou dar spoilers aqui, podem ficar tranquilos, mas já adianto que foi um personagem que peguei mega ranço ao longo da série). E a grande pergunta que fica é o típico “Quem matou?” Um dos novos alunos ou um dos membros da elite? Já vou comentar aqui que achei bem coerente a resolução do assassinato.

A série é bem desenvolvida, são apenas 8 episódios, dá para maratonar no fim de semana. “Elite” traz diversas discussões sobre problemas sociais como bullying, discriminação, preconceito cultural, uso de drogas, entre outros dramas juvenis. Além disso, o roteiro explora sem medo a descoberta da sexualidade, a influência da religião e a opressão da família. É uma reunião de diversidade cultural e sexual.

Muitos comentaram as semelhanças com outras séries e novelas. A começar com a mexicana Rebelde – temos a história de alunos pobres que vão estudar em uma escola de ricos, com os uniformes muito parecidos. Comentaram sobre Gossip Girl – Carla e Polo são um casal que adora fazer joguinhos e ostentar seu dinheiro e privilégios. Qualquer semelhança com Blair Waldorf e Chuck Bass é mera coincidência. O suspense e assassinato também trazem um clima de Riverdale e 13 Reasons Why. Mas ainda assim, achei uma série bacana, original, que não se prendeu a estereótipos e que já é um grande sucesso no catálogo da Netflix.

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Apostas para o Emmy 2018

Oi gente!
Eu já tinha um outro post preparado para hoje, mas resolvi mudar porque segunda-feira é dia de Emmy 2018 – a principal premiação da TV americana, que completa 70 anos, e no post de hoje resolvi comentar as principais categorias, dar as minhas previsões para vencedores e dizer quais são as minhas séries do coração  Detalhe: vou falar apenas das principais categorias!

Vou começar com a categoria de “Melhor Minissérie ou Série Limitada”
Concorrem: The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story  |  Godless  |  Patrick Melrose  |  The Alienist  |  Genius: Picasso


Série do  American Crime Story e Godless
Minha aposta: Assim como na edição anterior do Emmy, em que American Crime Story – contando a história do jogador O.J. Simpson que foi acusado de matar a esposa – levou TODOS os prêmios, acredito que neste ano será igual! A série é mega caprichada – padrão Ryan Murphy (tem resenha dela AQUI), e nesta segunda temporada narrou a história do assassinato do estilista Gianni Versace. Com relação às demais – Godless é muito boa, até merecia ganhar. The Alienist e Genius: Picasso (tem resenha AQUI) também são produções interessantes. Patrick Melrose é a única dessas indicadas que ainda não vi.

“Melhor Ator em Série Limitada ou Telefilme”
Concorrem: Darren Criss (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story) | Antonio Banderas (Genius: Picasso) | Benedict Cumberbatch (Patrick Melrose) | Jeff Daniels (The Looming Tower) | John Legend (Jesus Christ Superstar) | Jesse Plemons (Black Mirror: USS Callister)


Minha aposta: Com certeza aposto no Darren Criss, que foi o grande destaque de American Crime Story, interpretando o assassino Andrew Cunanan – um trabalho impecável, digno de premiação. E queria destacar também a presença do Antonio Banderas, que também faz um ótimo trabalho em Genius, como o famoso pintor Picasso.

“Melhor Atriz em Série Limitada ou Telefilme”
Concorrem: Jessica Biel (The Sinner) | Michelle Dockery (Godless) | Sarah Paulson (American Horror Story: Cult) | Edie Falco (Law & Order True Crime: The Menendez Murders) | Laura Dern (The Tale) | Regina King (Seven Seconds)


Minha aposta: Difícil apostar nessa categoria! Primeiro: ainda não assis Seven Seconds e True Crime (apesar de estarem na minha lista). Laura Dern faz uma boa aparição em The Tale – que inclusive ainda vou trazer resenha desse filme; e Michelle Dockery é uma das minhas atrizes queridinhas, então amei vê-la em Godless. Maas, na minha opinião, acho que esta categoria fica entre Sarah Paulson (maravilhosa, sempre concorrendo e ganhando – ela venceu nesta categoria em 2016) e Jessica Biel (grata surpresa em The Sinner).

“Melhor Série de Comédia”
Concorrem: Atlanta  |  Black-ish  |  Silicon Valley  |  Unbreakable Kimmy Schmidt  |  The Marvelous Mrs. Maisel  |  Curb Your Enthusiasm  |  GLOW  |  Barry


Série do  Silicon Valley
Minha aposta: Gente, vou confessar que série de comédia não é meu forte… das indicadas assisti apenas Atlanta, Silicon Valley e Barry. Mas, pelo que se fala na mídia e, principalmente, pela crítica, Atlanta e The Marvelous Mrs. Maisel são as mais fortes para vencer. Neste caso torço por Atlanta – que é mega interessante, traz uma crítica social fantástica e um humor negro que faz toda diferença. Porém, The Marvelous Mrs. Maisel já venceu ano passado e vem ainda mais forte neste ano. Se for para apostar, aposto nela!

** PS: não vou me aventurar nas categorias de atuação em comédia porque, como expliquei, não acompanho a maior parte delas. Mas, se vocês assistem, comentem em quais vocês apostam.

E finalmente as categorias principais de DRAMA.
Concorrem: Stranger Things  |  Game of Thrones  |  The Crown  |  The Handmaid’s Tale  |  This Is Us | Westworld  |  The Americans


Série do TODAS!
Minha aposta: Meu Deus! O que apostar nessa categoria?? Simplesmente amo todas as séries e acho que todas deveriam ganhar!! Mas vamos lá… Stranger Things (tem resenha AQUI), The Americans (que está em sua última temporada) e The Crown (tem resenha AQUI) não ganham. Agora temos uma briga boa entre as outras quatro. This is Us (resenha AQUI) é maravilhosa, não consigo ficar um episódio sem chorar! Westworld é uma super produção e tem muitas chances, mas a minha aposta é The Handmaid’s Tale – a série do momento! Apesar que Game of Thrones corre por fora (a 7ª temporada não foi essas coisas, mas é uma produção forte e que sempre leva todos os prêmios – resenha AQUI).

“Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama”
Concorrem: David Harbour (Stranger Things) | Mandy Patinkin (Homeland) | Peter Dinklage (Game of Thrones) | Nikolaj Coster-Waldau (Game of Thrones) | Joseph Fiennes (The Handmaid’s Tale) | Matt Smith (The Crown)


Minha aposta: Vocês sabem que eu acompanho Homeland desde o início, mas Mandy Patinkin, apesar de ser um mega ator, não tem chances. E mesmo com toda a força de The Handmaid’s Tale, Joseph Fiennes também não deve levar. David Harbour é uma boa opção – até queria que ele vencesse, mas acho que a estatueta irá para um dos representantes de Game of Thrones – Peter Dinklage já venceu duas vezes nessa categoria; e Nikolaj Coster-Waldau teve ótimas cenas na última temporada exibida. Já Matt Smith corre por fora, tendo boas chances de vencer também.

“Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama”
Concorrem: Ann Dowd (The Handmaid’s Tale) | Alexis Bledel (The Handmaid’s Tale) | Yvonne Strahovski (The Handmaid’s Tale) | Millie Bobby Brown (Stranger Things) | Thandie Newton (Westworld) | Lena Headey (Game of Thrones) | Vanessa Kirby (The Crown)


Minha aposta: Podemos ver uma supremacia de The Handmaid’s Tale nessa categoria! Aposto na Yvonne Strahovski – a personagem Serena teve um destaque muito maior na segunda temporada da série. Ficaria mega feliz com a vitória da Thandie Newton (apostei nela ano passado e acabei errando).

“Melhor Ator em Série de Drama”
Concorrem: Matthew Rhys (The Americans) | Sterling K. Brown (This Is Us) | Milo Ventimiglia (This Is Us) | Jeffrey Wright (Westworld) | Jason Bateman (Ozark) | Ed Harris (Westword)


Minha Aposta: Sterling K. Brown, sem mais.

“Melhor Atriz em Série de Drama”
Concorrem: Claire Foy (The Crown) | Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale) | Evan Rachel Wood (Westworld) | Keri Russell (The Americans) | Sandra Oh (Killing Eve) | Tatiana Maslany (Orphan Black)


Minha Aposta: Outra categoria que podiam vencer todas! Keri Russell, Tatiana Maslany e Claire Foy tem a última chance de vencerem nessa categoria com suas séries atuais, já que The Americans e Orphan Black estão na temporada final e The Crown terá novo elenco com a passagem de tempo. Curti a indicação de Sandra Oh (tem resenha de Killing Eve AQUI); mas a categoria fica polarizada entre Elisabeth Moss e Evan Rachel Wood. Na minha opinião vai dar Elisabeth Moss, pela segunda vez consecutiva.

É isso pessoal, essas são as minhas apostas para esse ano. Como vocês perceberam The Handmaid’s Tale deve fazer a limpa no Emmy! Nada mais do que merecido, neh?! Agora quero saber o que vocês acharam das minhas previsões, concordam ou discordam?! Me falem aí nos comentários e me sigam nas redes sociais 

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#Séries | Killing Eve

Oi gente!
Desde que saiu a lista dos indicados ao Emmy 2018, eu tenho procurado ver as séries que ainda não acompanho e que foram indicadas – uma delas é Killing Eve, produção da BBC e que você com certeza precisa assistir!!

A história gira em torno de Eve Polastri, uma funcionária do MI5, muito inteligente, porém frustrada com seu trabalho. Seu desejo é na verdade de ser uma espiã. Com um interesse além do normal em assassinos em série, ela consegue se destacar e ganha uma equipe própria para rastrear e localizar uma assassina que vem chamando a atenção – Villanelle. Elegante e talentosa, a personagem é apegada aos luxos que seu violento trabalho lhe oferece e acaba tendo um interesse grande em Eve, iniciando um jogo perigoso.

Gente, que série TOP!! Sério mesmo, vocês precisam ver! Para quem curte história investigativa, Killing Eve é uma super série! E o melhor – temos Sandra Oh – a eterna Cristina Yang de Grey’s Anatomy, encabeçando o elenco. É muito interessante ver a atriz em um personagem completamente diferente daqueles que marcaram sua carreira. Além disso, ela faz uma ótima parceria com Jodie Comer (de The White Princess) que interpreta a vilã Villanelle – de longe a melhor personagem de toda a série! No elenco também temos a atriz Fiona Shaw (interpretando a personagem Carolyn Martens) – para quem não a conhece, ela era a tia Petúnia na saga Harry Potter – eu demorei um tempão para perceber que era ela!!

Outro bom motivo para assistir “Killing Eve” é a mensagem de empoderamento feminino que ela passa. Geralmente não existe série de suspense e thriller que tenha as duas protagonistas mulheres. Esta série não traz a clássica história de espionagem que sempre vemos em filmes e livros. A relação entre Eve e Villanelle é extremamente intrigante, o que faz com que fiquemos viciados a cada episódio. Confesso que algumas atitudes de Eve me irritaram profundamente – em alguns momentos ela age sem pensar, o que descaracteriza a imagem de uma espiã. Teve cenas que fiquei espantado com a burrice dela, mas tudo isso faz parte do enredo – são artimanhas usadas para prender o telespectador.

O roteiro é ágil, traz um certo sarcasmo à história, além de apresentar um humor negro e uma trilha sonora maravilhosa. Tem uma pegada meio Orphan Black, meio Kill Bill. Com apenas oito episódios, dá para fazer aquela maratona básica no fim de semana. E a série já tem a sua segunda temporada confirmadíssima! E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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Mix de #Séries | Canceladas que valem a pena

Oi gente!
Vocês viram o meu mix de séries com as produções que já vejo há alguns anos (AQUI) e hoje vou fazer um novo mix com séries que estrearam este ano, mas já foram canceladas. Apesar disso, vale a pena conferir a primeira e única temporada delas.

A primeira delas é “Here and Now”, produzida pela HBO – mais um drama familiar criado por Alan Ball, showrunner de outras séries de sucesso como True Blood e Six Feet Under, e coprodutor do premiado Beleza Americana. A história mostra a família disfuncional de Greg (Tim Robbins) Audrey (Holly Hunter). Eles têm três filhos adultos adotados: Ashley (Jerrika Hinton) nasceu na Libéria e hoje é dona de um site que comercializa roupas. Duc (Raymond Lee) foi adotado no Vietnã e agora é um “personal coach”, tipo um terapeuta comportamental. Ramon (Daniel Zovatto) foi adotado quando pequeno na Colômbia e trabalha como designer de games. Além deles, o casal teve uma filha biológica, a problemática adolescente Kristen (Sosie Bacon, de 13 Reasons Why). Com o decorrer da história, Ramon começa a ter visões e vai atrás da ajuda profissional do Dr. Farid (Peter Macdissi), e assim somos introduzidos à família Shokrani, que nos apresenta ainda outra discussão, introduzindo religiosidade e espiritualidade.

A série tinha uma premissa muito interessante, mas enrolou muito. Os temas levantados até são interessantes – Ashley tenta driblar o racismo tendo uma vida bem-sucedida; Ramon é homossexual e começa a ter visões, levantando a discussão de doença mental, porém a história leva a crer que é bem mais além pois ele começa a enxergar 11:11 em vários lugares e algumas formas psicodélicas que remetem ao fogo e borboletas; a matriarca da família Audrey descobre o caso de infidelidade do marido o traz à tona um casamento de aparências. Além da discussão de intolerância religiosa apresentada através do Dr. Farid e sua família, principalmente com o filho Navid, que se envolve com Kristen, mostrando que orientação sexual e identidade de gênero são coisas bem distintas. Fotografia, produção, edição e elenco são pontos fortes. Tim Robbins e Holly Hunter estão ótimos.

Agora, com um lado mais comédia românticaLife Sentence foi produzida pela CW e estrelada por Lucy Hale, recém saída de Pretty Little Liars. Stella Abbott (Hale) é portadora de um câncer terminal e tinha seu futuro totalmente traçado pela doença. Porém, apesar das dificuldades em lidar com todas as adversidades vindas do câncer, ela sabia que poderia contar com uma família incrível que sempre fazia de tudo para que ela aproveitasse seus últimos momentos da melhor maneira possível. Vivendo intensamente o fim da vida, Stella descobre que está curada e agora precisa correr atrás do tempo perdido. Apesar de ter uma doença como ponto de partida, a série não é nada deprê, tem um clima gostosinho, bem água com açúcar. O ponto principal da série é a dúvida amorosa que Stella passa a ter depois que se descobre curada – continuar no seu casamento com Wes (Elliot Knight) ou viver uma nova história de amor com o Dr. Will Grant (Riley Smith). Completam o elenco Jayson Blair (Aiden), Brooke Lyons (Elisabeth), Carlos PenaVega (Diego), Gillian Vigman (Ida) e Dylan Walsh (Peter). “Life Sentence” foi bem divertidinha, até torci para que fosse renovada, mas infelizmente teremos que nos contentar somente com a primeira temporada.

Por fim, deixei para falar de “Rise”, produzida pela NBC – e que mais senti por ser cancelada – sério!!! Eu simplesmente amei essa série! Com 10 episódios, a produção conta a história de Lou Mazzu (Josh Radnor – o Ted de How I Met your Mother), um professor de literatura que decide se arriscar na direção do teatro da escola de ensino médio em que trabalha. Além de enfrentar o conservadorismo da comunidade e do corpo acadêmico com a adaptação da peça musical “O Despertar da Primavera”, o maior desafio do Sr. Mazzu é entender os problemas dos adolescentes que compõem o grupo de teatro.

O elenco adolescente é composto por vários atores desconhecidos, mas que trabalham muito bem em conjunto. Começo destacando Auli’i Cravalho (Lillette – provavelmente vocês vão conhecer a voz dela, que é a dubladora original da Moana) e Damon J. Gillespie (Robbie), que vivem o casal protagonista. Os dois funcionam muito bem juntos, em uma história bem clichê onde o principal jogador do time de futebol vive uma vida dupla se dividindo entre o esporte e o teatro. Ellie Desautels (Michael) traz para as telas de uma forma sutil o processo de troca de gênero na juventude. Rarmian Newton (Maashous) já passou por diversas casas após ser adotado e agora vê uma oportunidade de manter um lar ao lado da família do professor de teatro. Erin Kommor (Sasha) traz o drama da gravidez na adolescência. Amy Forsyth (Gwen) era a protagonista do grupo de teatro, perdeu seu posto e agora precisa lutar para manter sua família unida, após a separação dos pais. Por fim, um dos maiores destaques é o ator Ted Sutherland, cujo personagem – Simon – foi criado em uma família extremamente conservadora, que não entende sua situação como ator, principalmente quando interpretará um homossexual na nova peça, fazendo também se questionar sobre sua orientação sexual. O interessante é observar que a maior parte desses dramas adolescentes também podem ser vistos na peça escolhida – “O Despertar da Primavera”. É uma pena a série ter sido cancelada. Rise é sensível, realista, dramática e emocionante, mas acima de tudo, é atual e honesta com a realidade.

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Mix de #Séries

Oi gente!
No post de hoje vou fazer um mix de algumas séries que acompanho e que já estão bem avançadas em suas temporadas, assim não preciso fazer vários posts separados  e vocês também podem ter uma base das séries que acompanho há bastante tempo.

Primeiro vou falar de Homeland, que finalizou sua 7ª temporada. Esta era uma das minhas séries preferidas, principalmente nas três primeiras temporadas, depois disso acho que a produção começou a decair, tanto que a 6ª temporada foi bem fraquinha. Já a 7ª não foi ruim, mas também não foi a melhor. No início, Carrie (Claire Danes) busca reverter as prisões de 200 pessoas que a presidente Elisabeth Keane (Elizabeth Marvel) acha que talvez tenham tido ligação com o atentado que sofrera, entre eles, Saul Berenson (Mandy Patinkin). Depois, a história converge para uma caçada em busca de um agente russo Yevgeny Gromov e sua comparsa Simone Martin que, por meio de fake news, tentam derrubar o governo da presidente americana. Paralelamente, Carrie ainda enfrenta problemas pessoais com a criação da filha, a relação com a irmã Maggie (Amy Hargreaves) e seus surtos de bipolaridade. No elenco, Claire Danes continua segura; Mandy Patinkin é um dos grandes atores no cast; e os destaques nesta temporada são Morgan Spector (como o agente Dante Allen) e Sandrine Holt (a espiã Simone Martin). Na parte técnica, o roteiro é coerente e ágil. E o Showtime, canal que produz o seriado, já confirmou que a 8ª temporada será a última.

Outra série que acompanho é Jane The Virgin, que encerrou sua 4ª temporada pela CW. E a vida de Jane Gloriana Villanueva (Gina Rodriguez) continua movimentada! Após a morte de Michael na season anterior – que foi uma das grandes surpresas – Jane e Rafael (Justin Baldoni) tem todo o caminho livre para se acertarem. E confesso que adoro eles juntos!! Petra (Yael Grobglas) deixou de ser a vilã para sofrer um pouco nessa temporada, após ser acusada de matar sua irmã gêmea Aneska. E o mais legal é a trajetória que os personagens secundários têm tomado. Rogelio (Jaime Camil) e Xiomara (Andrea Navedo), após o casamento, seguem rendendo ótimos momentos, sem contar agora com o nascimento da Baby, filha de Rogelio com Darci (Justina Machado). Outro ponto importante foi o desenvolvimento da doença de Xo. E Alba (Ivonne Coll) é outra que está maravilhosa nessa temporada. Preciso destacar a participação do ator Tyler Posey nos primeiros episódios, vivendo um ex-namorado de Jane. Juntos, eles tiveram uma boa química, e foi bom lembrar um lado mais jovem da Jane que não víamos há muito tempo. E mais ao final, a atriz Brooke Shields (de A Lagoa Azul) também fez uma divertida participação. Enfim, Jane the Virgin é uma série bem divertida, despretensiosa, que acompanho desde o início e já estou sofrendo por saber que a 5ª temporada será a última. Ahh, não vou dar spoiler, mas tivemos um mega plot twist na season finale.

Mais uma série de comédia que acompanho é Silicon Valley. A 5ª temporada, exibida pela HBO, manteve o ótimo padrão da produção. Richard Hendrix (Thomas Middleditch) e companhia continuam focados no lançamento da chamada nova internet e se eles irão conseguir desenvolver a plataforma descentralizada, aberta e para todos de uma forma competir com a gigante Hooli e as outras empresas de tecnologia. A dinâmica entre Dinesh (Kumail Nanjiani) e Gilfoyle (Martin Starr) continua sendo um dos pontos altos; Jared (Zach Woods) cresce na trama, sendo promovido para Chefe de Operações – consequentemente o ator também consegue mostrar seu melhor. T.J. Miller não voltou nesta temporada – após as acusações de estupro e agressões – e, para falar a verdade, nem senti falta. O personagem Erlich Bachmann é citado diversas vezes ao longo dos episódios. Já aguardo ansiosamente a 6ª temporada!

Agora pelo canal E!, acompanho The Royals, que chegou a sua 4ª temporada, mantendo a perfeita combinação de drama e comédia, com os escândalos, intrigas, disputas de poder e muito romance. Após a volta de Robert (Max Brown) na temporada anterior – talvez o maior plot de toda série – o príncipe Liam (William Moseley) continua obcecado por desmascarar o irmão – que agora é o rei. Com a ajuda do tio Cyrus (Jake Maskall), Liam quer provar que Robert mentiu e está por trás do assassinato de seu pai – o rei Simon. Além disso, Robert precisa arrumar uma esposa para se tornar rainha e a escolhida é a plebeia Willow (Genevieve Gaunt). Mas o grande destaque da temporada é o casal Jasper Frost (Tom Austen) e Princesa Eleanor (Alexandra Park) – que finalmente se acertaram e conseguiram passar a temporada inteira juntos!!! Melhor casal de toda série!! Analisando a temporada, ela deu uma caída – talvez pela saída do criador Mark Schwahn. Os episódios finais foram muito bons, a história fluiu bem e os produtores nos presentearam com uma ótima reviravolta para a temporada seguinte.

Por fim, quero falar das temporadas de The Flash e Supergirl – séries de super-heróis exibidas na Warner. A season 4 de The Flash para mim foi uma decepção – tinha tudo para ser incrível, mas o roteiro não ajudou. Foi a temporada mais fraca de todas – trama confusa, mal resolvida, as motivações do vilão nunca ficaram bem esclarecidas e, por várias vezes, os roteiristas acabaram por utilizar mecânicas que já tinham sido vistas em temporadas passadas. O elenco estava apático e não trouxe emoção. O vilão da temporada – Clifford DeVoe – não é um dos mais conhecidos nos quadrinhos do Flash. A produção deu um ar de invencibilidade ao personagem e no último episódio ele é derrotado por uma coisa tão boba. Ficou difícil acreditar! Só espero que a série não esteja desgastada e volte melhor na 5ª temporada.

Já a 3ª temporada de Supergirl foi no caminho inverso de The Flash e trouxe ótimos momentos. No início, Kara (Melissa Benoist) estava sofrendo com a partida de Mon-El (Chris Wood) e, apesar de o personagem ter retornado, a relação dos dois continuou como uma sombra. O destaque fica para os coadjuvantes – Lena Luthor (Katie McGrath) se envolve com Jimmy Olsen (Mehcad Brooks); Alex (Chyler Leigh) tenta superar o fim do relacionamento com Maggie e continua sendo a agente “bad ass” do DEO e J’onn (David Harewood) reencontrou o pai, que era prisioneiro em Marte. A série ainda teve novas personagens – Samantha (Odette Annable) e Ruby (Emma Tremblay). Inclusive Sam vira uma Reign – uma matadora de mundo que quer destruir Kara. Eu curti bastante essa temporada, as novas personagens deram uma boa movimentada na trama, as vilãs foram bem construídas e a história deve crescer na season 4.

Eaí, gostaram do meu resumo? Assistem alguma dessas séries? Me contem nos comentários! E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Séries | Genius: Picasso

Oi gente!
Quem aí já assistiu Genius? A série, produzida pelo canal National Geographic, foi uma das gratas surpresas em 2017. Neste ano, a produção – que tem como base narrar a vida de pessoas famosas que contribuíram para a história mundial – voltou em sua segunda temporada contando a vida de Pablo Picasso.

Para quem não sabe, Pablo Picasso foi um artista espanhol, pintor, escultor, ceramista, cenógrafo, poeta e dramaturgo que viveu entre 1881 e 1973. É conhecido como o co-fundador do cubismo. Dentre as suas obras mais famosas estão os quadros cubistas As Meninas D’Avignon (1907) e Guernica (1937), uma pintura do bombardeio alemão de Guernica durante a Guerra Civil Espanhola.

O pintor de Málaga demonstrava talento artístico desde jovem, pintando de forma realista por toda a sua infância e adolescência. Durante a primeira década do século XX, o seu estilo mudou graças aos seus experimentos com diferentes teorias, técnicas e ideias. Além de sua indiscutível contribuição para a arte mundial, a série também retrata seus diversos casos amorosos – Fernande Olivier, Olga Koklova (seu primeiro casamento), Marie-Thérèse Walter, Dora Maar, Françoise Gilot, entre outras.

E preciso ressaltar que esta série é simplesmente impecável! Roteiro, direção, elenco, trilha sonora, fotografia – tudo é brilhante. A biografia é contada de forma não linear, intercalando passado, presente e futuro. Esta abordagem não linear casa muito bem com a proposta da série, dando uma dinâmica rica em informações que impede qualquer tédio por parte do espectador. Ao abordar o Picasso mais jovem, Genius mostra como o pintor se envolveu e conheceu suas ideias anarquistas, como se destacou na pintura promovendo uma verdadeira revolução na forma de pensar e agir; enquanto sua versão mais velha, já consolidado como um artista renomado e rico, tenta se distanciar de questões políticas, sem perder sua voz ativa, e principalmente, seus envolvimentos amorosos.

A trilha sonora é maravilhosa, assim como o elenco. Antônio Banderas é o principal nome – ele vive Picasso em sua fase adulta. Trata-se de uma escolha aparentemente natural para protagonizar a série por sua origem espanhola. Porém, sua interpretação deixa um pouco a desejar no início da série – talvez por causa da narrativa desse momento, que não é tão interessante. Nos episódios finais, o ator manda super bem – vale destacar a maquiagem na fase final do personagem, maravilhosa! Na minha opinião, o maior destaque é o estreante Alex Rich, que vive Picasso na fase jovem – o ator nos entrega uma interpretação segura, tendo muita importância no início da obra.

“Genius – Picasso” concorre em duas categorias do Emmy 2018 – melhor minissérie/série limitada e Melhor Ator em Série Limitada/Telefilme (Antônio Banderas).

Quem curte séries biográficas precisa ver Genius – tanto a primeira temporada contando a vida de Einstein e esta segunda sobre Picasso. Linda, impecável, inteligente, “Genius” é simplesmente genial! Vale a pena conferir. E a terceira temporada já foi confirmada – tratará da vida da escritora Mary Shelley – criadora de Frankenstein.

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#Séries | Sense8 Episódio Final

Oi gente! 
Provavelmente vocês estão se perguntando porque eu ainda não falei do episódio final de Sense8. Pois bem, hoje é o dia! Primeiro preciso dizer o quanto fiquei chateado com a Netflix por ter cancelado essa série PREMATURAMENTE! Mas graças a Deus, que eles se redimiram, e pelo menos produziram um episódio final, com quase três horas, para encerrar com dignidade a história do cluster mais amado do mundo. E tudo isso graças aos brasileiros que, literalmente, encheram o saco da Netflix mandando milhares de mensagens para que o final acontecesse. E deu certo 

Como já falei aqui no blog, Sense8 era uma das minhas séries preferidas e quando lançaram o episódio final, não quis assistir logo de cara. Como as demais séries estavam quase acabando, resolvi esperar um pouco e agora, finalmente, consegui ver.

O episódio retoma de onde a história parou na segunda temporada: Will (Brian J. Smith), Capheus (Toby Onwumere), Kala (Tina Desai), Lito (Miguel Angel Silvestre), Nomi (Jamie Clayton), Riley (Tuppence Middleton) e Sun (Doona Bae) estão unidos fisicamente para salvar a vida de Wolfgang (Max Riemelt), ainda capturado pela misteriosa Organização de Preservação Biológica (OPB), um grupo de pesquisa com financiamento multigovernamental que passou a ser utilizado para caçar e fazer experimentos com membros de clusters. Para isso, eles sequestraram o Sussurros (Terrence Mann). Todo o especial gira em torno disso. Descobrimos um pouco mais sobre a Angelica (Daryl Hannah) e os planos da OPB. No balanço final, os produtores e roteiristas preferiram finalizar a história do que complicá-la mais com outras teorias – que até seriam interessantes, se bem trabalhadas.

Neste episódio final, assinado por J. Michael Straczynski e Lana Wachowski, o mais interessante foi o espaço que tiveram os coadjuvantes – os fãs também vão se divertir com Bug (Michael X. Sommers), Daniela (Eréndira Ibarra), Hernando (Alfonso Herrera), Mun (Sukku Son), Amanita (Freema Agyeman) e Rajan (Purab Kohli) roubando certas cenas.

O roteiro foi concluído de forma bastante coerente e nem preciso falar da qualidade da fotografia, trilha sonora, produção e edição. Temos diversa cenas de ação para agradar todos os tipos de fãs – desde as sequências clássicas de Sun mostrando o motivo de ter ficado conhecida como “o espírito de Van Damme” até Wolfgang mostrando sua habilidade com as armas mais potentes. E claro que não poderia faltar as cenas hots – que tanto caracterizaram Sense8.

É uma pena que a despedida da série tenha acontecido de forma tão precoce – principalmente sabendo o tanto de conteúdo que Sense8 ainda tinha para explorar. O episódio final é definitivamente uma carta de amor para os fãs, que vão vibrar, rir e se emocionar com a última aventura dos sensates.

Eaí, já viram o episódio final de Sense8? O que acharam? Gostavam da série assim como eu? E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Série | Seal Team

Oi gente!
Hoje vou trazer mais uma dica de série – e esta tem um estilo um pouco diferente das que costumo assistir! Com a situação atual no mundo, as produções com temática militar estão surgindo em grande escala. Em sua primeira temporada (produzida pela CBS), Seal Team me conquistou por trazer uma proposta interessante e ousada.

Criada por Benjamin Cavell (roteirista de “Justified”), a série apresenta o cotidiano do SEAL Team Six, um grupo da Marinha dos Estados Unidos que é conhecido por ser a principal unidade antiterrorismo das forças armadas do país. Apesar de ser um grupo formado para operações no mar, ele acaba cobrindo outras missões em diversos meios e regiões, sendo responsável também por resgate de reféns, infiltrações e assassinatos.

Para vocês terem uma ideia, Seal Team teria apenas 13 episódios, porém com o sucesso, a CBS produziu uma temporada completa com 22 episódios. A estreia foi assistida por 9,7 milhões de telespectadores ao vivo e manteve uma média acima dos 8 milhões nos seguintes.

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Não se trata de uma superprodução, mas o enredo é interessante – o que faz querermos acompanhar do início ao fim. O elenco é um destaque a parte – David Boreanaz (que fez “Bones”) é o protagonista Jason Hayes – chefe do grupo, que apesar de não querer demonstrar, ainda está tentando superar a perda recente de um colega durante uma missão. Junto com o restante do grupo, Jason enfrenta diversas missões – algumas quase suicidas – para conseguirem seus objetivos militares em diversas regiões do mundo, principalmente no Oriente Médio. Paralelamente, a história que mais merece destaque é a do jovem militar Clay Spencer (Max Thieriot – de Bates Motel), que sonha em entrar para o grupo de elite do Seal Team, mas enfrenta o passado do pai – um militar renomado que escreveu um livro e revelou segredos obscuros do exército americano. Completam o elenco – Jessica Paré (de “Mad Men”), Neil Brown Jr. (“Straight Outta Compton”), AJ Buckley (que está mega irreconhecível!! A hora que descobri que era o Adam de CSI New York quase surtei haha) e Toni Trucks (da série “Franklin & Bash”).

A minha principal crítica é o roteiro – que não foi bem trabalhado nos primeiros episódios. A história da relação entre Jason e seu melhor amigo Nate Massey (Daniel Gillies, de The Originals e The Vampire Diaries), que morreu após uma missão tinha tudo para ser o principal mote da narrativa, mas não foi desenvolvida e depois de alguns capítulos foi completamente esquecida. Além disso, o início da série conta narrativas que acabam em cada episódio – são missões que tem início e fim em apenas 45 minutos, então não conseguimos nos conectar com a história. Inclusive um dos episódios se passa no Brasil – e teve erros graves porque toda ação ocorre no Paraná, na fronteira com o Paraguai e colocaram até a Floresta Amazônica. Erros a parte, o roteiro melhora nos episódios do meio da temporada para o final, que os capítulos possuem uma história contínua. Nesta fase, o grupo embarca em uma missão no Oriente Médio, após o assassinato de um grupo de elite que trabalhava no local. Jason e equipe precisam descobrir o que aconteceu e prender os terroristas responsáveis.

Como um todo, Seal Teal vai bem ao entreter, mas não é a melhor série das estreantes neste ano. É interessante para quem tem algum espaço sobrando na grade, ou mesmo para quem curte a temática de guerra. Acredito que a segunda temporada, já confirmada, deverá ser bem melhor, visto a forma como acabou a primeira.

Já conheciam Seal Team? Pretendem assistir? E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Séries | The Resident

Oi gente!
Estão preparados para mais uma dica super bacana de série!! A produção que vou falar hoje foi uma das que eu mais gostei nesta fall season, já está no meu TOP 5 das séries que acompanho.

Se você curte ER Plantão Médico, Grey’s Anatomy ou Chicago Med com certeza irá gostar de The Resident, que apresenta o dia a dia de uma equipe de jovens médicos recém saídos da universidade, cheios de sonhos e expectativas, prontos para viver a dura realidade de um hospital, vivenciar coisas que não existem nos livros ou salas de aula.

A história acompanha o jovem médico Dr. Devon Pravesh (Manish Dayal) que começa o seu primeiro dia de trabalho sob a supervisão do brilhante e frio residente Dr. Conrad Hawkins (Matt Czuchry), mas o dia a dia no hospital Chastain Park Memorial pode ser mais difícil do que ele imagina. Entre salvamentos e perdas, o novato percebe que a suas expectativas sempre são frustradas.

Com pinta de bad boy, Conrad pode ser problemático, mulherengo mas é o residente mais competente do hospital, extremamente preocupado com seus pacientes, além de ser muito inteligente. Ele se envolve com a enfermeira Nic Nevin (Emily VanCamp), uma dedicada profissional que mescla o trabalho com o doutorado e entende bastante do que faz. Os dois vivem um relacionamento “cão e gato”.

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Em contraponto, Dr. Bell (Bruce Greenwood) é um cirurgião de renome que atualmente vive uma situação delicada, haja vista a tremedeira nas mãos que indicam Parkinson e provavelmente o impedirá de atuar como médico. Já tentou diversos medicamentos que na realidade pioram os tremores, mas mesmo depois de vários acidentes e erros médicos em suas cirurgias, ele ainda tem muito prestígio e é praticamente intocável. Tendo uma reputação a zelar, e mesmo sendo odiado por todos no Hospital, Dr. Bell se alia a Dra. Lane Hunter (Melina Kanakaredes), uma oncologista com passado sombrio que também visa apenas o lucro. Com uma história bem criada, a série ainda discute temas com críticas sociais como os estereótipos em relação aos grupos étnicos; o ódio aos imigrantes; o drama dos planos de saúde e seus valores exorbitantes; a carga horária de trabalho abusiva, os mandos e desmandos dos poderosos; a corrupção na administração, dentre tantas outras discussões.

Resultado de imagem para the resident melina kanakaredes e Bruce Greenwood

Gente, como eu estava com saudades de acompanhar Emily VanCam. Eu era mega fã de Revenge e vê-la novamente em uma série me alegrou bastante. O mesmo digo para Melina Kanakaredes – a detetive Stella Bonasera de CSI NY. Emily e Melina formam a principal rivalidade da história, visto que Nic não vai com a cara de Lane e a investiga até que consegue descobrir o seu grande segredo. Nick, Conrad e Devon unem forças para derrubar Dra. Lane e Dr. Bell, iniciando uma verdadeira guerra nos bastidores do hospital.

Temos também outros destaques no elenco como Shaunette Renée, que atualmente pode ser vista em Pantera Negra e interpreta a Dra. Mina Okafor, uma médica residente e com personalidade forte. Segura, a atriz manda super bem no papel de maior destaque em sua estreia na TV americana.

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Com relação ao enredo, a série consegue trazer uma originalidade, mesmo com tantas produções com temática médica. A história tem o seu drama necessário, mas também traz ação e cenas muito bem dirigidas, além de uma história viciante. A cada semana, assim que via o episódio, já queria ver o seguinte e tinha que esperar com a maior expectativa. A produção tem um ritmo direto, fazendo uma ótima crítica social com um desenvolvimento mais realista.

The Resident foi muito bem na audiência americana e a FOX já garantiu uma segunda temporada – o seriado tem uma média de mais de 10 milhões de espectadores. Ágil, envolvente, forte e ousada, com um ótimo elenco incluindo Emily VanCamp, a série tem 14 episódios em sua primeira temporada é uma ótima opção para os amantes das tramas médicas.

Já assistiram The Resident? Também estavam com saudades da Emily VanCamp? Pretendem ver?  Me digam nos comentários!! E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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