Categoria: Filmes

#Filme | Podres de Ricos

Oi gente!
Neste final de ano aproveitei para colocar algumas séries que estavam atrasadas em dia e também para assistir alguns filmes que estavam na minha listinha – um deles foi “Podres de Ricos” (ou no original, “Crazy Rich Asians” – baseado no livro de Kevin Kwan). Confesso que quando lançou, não me interessei muito em assistir, mas depois das boas críticas e indicações às principais premiações, fiquei curioso para saber se realmente era bom.

E isso tudo refletiu para que “Podres de Ricos” se tornasse um dos maiores fenômenos nas bilheterias mundiais em 2018, tendo faturado US$ 230 milhões diante de um orçamento de apenas US$ 30 milhões. Uma verdadeira revolução no mundo das comédias românticas. Ao mesmo tempo que mantém uma série de clichês.

Na história, Rachel Chu (Constance Wu) é uma jovem professora de economia em Nova York e namora com Nick Young (Henry Golding) há algum tempo. Quando Nick convida Rachel para ir no casamento do melhor amigo, em Singapura, ela descobre que ele é o herdeiro de uma verdadeira fortuna. Lá, ela entra na mira de outras candidatas e da mãe de Nick (Michelle Yeoh), que desaprova o namoro.

Temos mais uma vez a história da moça pobre que namora um ricaço, mas não é aprovada pela mãe dele, que faz de tudo para acabar com o romance. É clichê? Sim, é clichê! Mas é um clichê super bem feito. A química entre Constance Wu e Henry Golding é maravilhosa e leva o espectador a realmente torcer pelos dois (pelo menos comigo aconteceu isso).

“Podres de Ricos” ainda tem uma representatividade interessante. Primeiro porque a produção é formada em sua totalidade por asiáticos ou descendentes. Tente se lembrar quando foi a última vez que você viu um filme de Hollywood com elenco inteiro composto por descendentes de asiáticos? Na verdade, não precisa porque não existe! Já tivemos tantos erros de escalação como o caso de Scarlett Johansson sendo a protagonista japonesa de “Ghost in the Shell”, mas também tivemos acertos ao lembrar do recente “Para Todos os Garotos que já Amei” com a descendente vietnamita Lana Condor.

Outro ponto positivo do filme é o protagonismo cultural e social da Ásia demonstrado de forma natural em um filme americano, além das ótimas atuações – os comediantes Awkwafina (vista recentemente em “Oito Mulheres e Um Segredo”) e Ken Jeong (conhecido pelo papel de Mr. Chow na trilogia “Se Beber, Não Case”) são um espetáculo à parte. Figurino luxuoso, paisagens maravilhosas, trilha sonora cativante também contribuem para o sucesso do longa.

E tem notícia boa! A Warner já confirmou a sequência “China Rich Girlfriend” e, provavelmente, veremos o último volume dos best-sellers “Rich People Problems” nas telonas também.

Enfim, “Podres de Ricos” é aquele filme despretensioso, que vale a pena conferir apenas para se divertir. É engraçado e bem produzido. Eu curti bastante!

#Filme | Caixa de Pássaros

Oi gente!
Bora começar 2019 com o pé direito?! Espero que todos tenham tido um ótimo fim de ano…
Agora chegou o momento de voltarmos com tudo! Sei que nos últimos meses fiquei devendo um pouco a vocês com relação à conteúdo aqui do blog, mas neste ano quero voltar a manter um cronograma de posts semanais e inovar ainda mais nas dicas para vocês leitores.

No final de 2018, a Netflix lançou “Caixa de Pássaros” (Bird Box), inspirado no livro de Josh Malerman e com a atriz Sandra Bullock no elenco. Com as festas de fim de ano, consegui ver esse filme somente agora, e preciso dizer que foi uma ótima produção.

Na história, uma mulher e duas crianças precisam remar por um rio até um lugar seguro. Até aí nada demais, porém a questão é que estamos em um mundo pós-apocalíptico em que a humanidade foi dizimada por algum tipo de entidade desconhecida que enlouquece as pessoas ao ponto de elas cometerem assassinatos e suicídio se ela for avistada, nem que seja por alguns segundos. Em outras palavras, Malorie (Sandra Bullock) e as crianças têm que desbravar o rio literalmente às cegas, com vendas nos olhos.

O interessante é que este longa foge da história convencional apresentada nesses tipos de suspenses. Geralmente em produções pós-apocalípticas, os personagens precisam resolver a crise mundial, enfrentar problemas familiares e superar diversas oposições. Em “Caixa de Pássaros”, Malorie precisa apenas salvar a si e as crianças. E este fato traz o maior destaque à Sandra Bullock. A atriz vencedora do Oscar (em 2010, por “Um Sonho Possível”) nos entrega uma interpretação angustiante, segura e cheia de emoção. Ainda no elenco, Trevande Rhodes, John Malkovich, Jacki Weaver e Sarah Paulson.

O roteiro de Eric Heisserer é bem interessante ao trabalhar a narrativa em duas linhas temporais – uma no futuro e outra, paralelamente, mostrando como tudo começou e foi se desenvolvendo. A direção de Susanne Bier também é segura. A trilha sonora, assim como deve ser em um suspense, é muito bem trabalhada para os momentos de clímax. Com relação à produção, as cenas de catástrofe são visualmente impactantes e a fotografia ainda traz boas paisagens nas cenas do rio.

“Caixa de Pássaros” é um filme interessante, bem adaptado e com uma boa atuação de Sandra Bullock. Vale a pena conferir na Netflix.

#Filme | O Ódio que Você Semeia

Oi gente!
Último post de 2018 e hoje vou falar de um filme que estreou em dezembro e que foi simplesmente maravilhoso (na minha opinião) – “O Ódio que você Semeia” é baseado no livro best-seller de Angie Thomas e ganhou esta adaptação cinematográfica com a atriz Amandla Stenberg (para quem não lembra, ela era a Rue em Jogos Vorazes).

O filme conta a história de Starr Carter, uma jovem de 16 anos que vive com os pais e os dois irmãos em um bairro periférico que sofre com muitos problemas relacionados às drogas e a violência. Por causa disso, ela e seus irmãos foram colocados pelos pais em um colégio de uma área mais rica da cidade. Com isso, Starr aprendeu a se dividir entre a menina da periferia e a menina do colégio rico. Mas todo o “status quo” é abalado quando Starr testemunha o assassinato de um amigo de infância por um policial branco, dando início a uma série de conflitos em sua região. Inicialmente, Starr não quer se manifestar, mas aos poucos vai percebendo que ela tem muito a dizer.

“O Ódio que você Semeia” é um filme bem construído, sensível e eu achei forte – não em questão de cenas, mas sim na mensagem que ele passa. Eu assisti com aquela sensação de que realmente é desafiador, chega a ser incômodo (no bom sentido), um verdadeiro tapa na cara da sociedade.

O elenco também é um destaque a parte – Amandla Stenberg é o melhor do filme, ela tem uma interpretação segura e muito coerente, consegue segurar muito bem as cenas dramáticas. Para os fãs de “Riverdale”, o ator K.J.Apa (o Archie) também está nesta produção e faz o namorado “branco” da protagonista. Além disso temos Regina HallRussell Hornsby e Issa Rae mandando super bem.

O diretor George Tillman Jr. – responsável por alguns filmes que floparam – acerta dessa vez e traz um roteiro interessante – com algumas alterações em relação ao livro – e também com cenas muito bem feitas. Em vários momentos, a câmera está enquadrada no rosto dos atores, pegando a reação e emoção do personagem – e nos faz sentir um misto de sentimentos, as vezes revolta e, principalmente, muita comoção.

“O Ódio que você Semeia” ensina lições de vida e se propõe a mostrar de forma verdadeira como a sociedade molda o jovem negro. Seja pelo livro ou nos cinemas, esse é um relato que merece e deve ser apreciado por todos.

#Filmes | Nasce uma Estrela

Oi gente!
Sei que já faz um tempinho que lançou – início de outubro – mas somente agora consegui assistir “Nasce uma Estrela”, filme protagonizado por Bradley Cooper e Lady Gaga, e que está bem cotado a ter indicações no Oscar 2019. Por isso resolvi trazer minha resenha sobre a produção.

“Nasce uma Estrela” não é bem uma novidade – a história já foi produzida três vezes – a primeira foi em 1937, na versão menos conhecida, estrelada por Janet Gaynor. Em 1954, foi a vez de Judy Garland encarar o papel e, em 1977, Barbra Streisand e Kris Kristofferson formaram a dupla principal. Agora, em 2018, é a vez de Lady Gaga e Bradley Cooper emocionarem o público com a bela, romântica e triste história de amor.

Ally (Lady Gaga) é uma jovem que sonha em ser cantora, mas que trabalha em um restaurante para pagar as contas. De temperamento forte, volta e meia, ela se apresenta em um clube noturno, sendo sempre incentivada pelo pai e pelo melhor amigo. Determinado dia, o clube recebe a visita do astro da música Jackson Maine (Cooper). Ele logo presta atenção na jovem e decide ajudá-la em sua carreira. Ao mesmo tempo, se apaixonam. Sobretudo quando a carreira de Ally vai crescendo, Jack vai perdendo a luta contra o alcoolismo e o vício em drogas. Apaixonados, eles tentam se apoiar, mas isso acaba se tornando algo mais complicado do que o previsto.

Para quem curte filme no estilo musical, este é, com certeza, obrigatório para se assistir. Muito da força de “Nasce uma Estrela” se encontra nas canções fortes e marcantes que estão durante toda a produção. Lady Gaga surpreende e nos entrega uma performance segura e impecável, digna de (pelo menos) uma indicação ao Oscar. Bradley Cooper chega a derrapar em algumas cenas que exige uma emoção maior, mas ainda assim tem um bom desempenho. Inclusive, o ator também é o diretor do filme.

Vale destacar a belíssima fotografia do longa, a cargo de Matthew Libatique (Cisne Negro). O jogo de cores e, principalmente a sobreposição ao longo das cenas, mostram a evolução dos personagens e contribuem para a estética visual da produção. E como falei no começo, a trilha sonora é outro destaque a parte! Já estou ouvindo sem parar as canções no Spotify.

Sensível, simples, dramático! “Nasce uma Estrela” é um filme maravilhoso, com atuações grandiosas – principalmente de Lady Gaga que carrega o longa nas costas. E prepare-se para chorar no final!

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#Filme | Legítimo Rei

Oi gente!
Aproveitei o último feriado para colocar algumas séries e filmes em dia. E hoje trago uma dica super bacana! A Netflix lançou em seu catálogo o filme “Legítimo Rei” no último dia 09 de novembro. A produção, que já havia sido exibida no Festival de Toronto, conta no elenco com os atores Chris Pine e Aaron Taylor-Johnson (vencedor do Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante em 2016).

Com uma história real, “Legítimo Rei” narra o início da luta pela independência da Escócia a partir do início do século XIV, com a jornada de fracassos e vitórias de Robert the Bruce (Chris Pine) para tornar-se o autêntico rei da Escócia. O filme ainda faz uma referência a um clássico do cinema – o vencedor do Oscar “Coração Valente”, com Mel Gibson. Para quem não se lembra, William Wallace, personagem de Gibson, iniciou a revolta contra o cruel Rei inglês Edward I. No início de “Legítimo Rei” vemos que William foi derrotado e morto, agora Robert e seu pai Sir Robert VI (James Cosmos) juram obediência dos escoceses ao rei Edward I (Stephen Dillane) em busca de restabelecer a paz. Ele é apontado como guardião da Escócia junto com seu rival John Comyn (Callan Mulvey) e, em gratidão a sua honraria, recebe o posto de coletor de impostos e uma esposa, Elizabeth Burgh (Florence Pugh), afilhada do rei. Os novos fatos levam Robert a quebrar seu juramento e lutar pela independência de seu povo.

Se em “Coração Valente” o grande destaque foi o protagonismo de Mel Gibson (vencedor do Oscar de melhor direção em 1996), em “Legítimo Rei” vemos uma atuação apagada de Chris Pine – faltou um pouco de personalidade. O destaque no elenco fica aos coadjuvantes – Florence Pugh, que se sobressai em todas as suas cenas como a jovem rainha determinada e corajosa; e Aaron Taylor-Johnson, o aliado James Douglas que busca vingança e justiça pela família. O roteiro é um pouco fraco, compensando com a produção que é excelente. Ótimas cenas com paisagens maravilhosas, jogo de luz e câmera, com destaque para a cena da batalha final.

Enfim, “Legítimo Rei” falha em alguns elementos, mas possui outros que tem êxito em entreter e entregar um épico violento com alto valor histórico.

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#Filme | The Tale – O Conto

Oi gente!
Hoje vou falar de filme, que já faz um tempinho que assisti e somente agora consegui trazer a crítica para vocês. Estou falando de “The Tale” – “O Conto” – filme produzido pelo canal HBO e que rendeu à atriz Laura Dern uma indicação ao Emmy 2018, na categoria de atriz em série limitada ou telefilme.

A produção conta uma história densa sobre uma jornada de autoconhecimento, memórias que vagaram durante décadas, relacionamentos abusivos e que cai diretamente no movimento #MeToo. O filme narra a história de Jennifer (Laura Dern), que tem uma ótima carreira como documentarista e professora e um relacionamento repleto de carinho e respeito mútuo com seu noivo, Martin (Common). Porém, quando sua mãe Nettie (Ellen Burstyn) encontra uma história que ela escreveu para escola quando tinha 13 anos contando sobre um relacionamento que teve com dois adultos – a professora de equitação Sra. G. (Elizabeth Debicki) e seu amante Bill (Jason Ritter), ela é obrigada a revisitar um passado traumático e reconciliar suas lembranças com o que de fato aconteceu com ela. E o mais inquietante é que se trata de uma história real da documentarista Jennifer Fox, que dirige e roteiriza o longa.

“The Tale – O Conto” é uma boa produção, bem caprichada, mas é um filme intenso, difícil, com uma história muito impactante e cenas pesadas que mostram estupro infantil. Tiveram momentos em que eu fiquei bem chocado com o que foi mostrado, porém é necessário se discutir isso e, principalmente, escancarar para uma sociedade que precisa ver e fazer algo sobre.

Com relação às atuações, Laura Dern está espetacular, assim como a jovem Isabelle Nélisse, que interpreta a personagem Jennifer na infância – uma coisa importante a destacar e que apareceu ao final do filme é que a atriz não participou de nenhuma cena que mostrou os estupros sofridos pela personagem. Também destaco os atores Jason Ritter e Elizabeth Debicki.

Poderoso, triste e incômodo e super devastador, “The Tale” chega num momento importante ao falar de questões sexuais e relações de poder. Se você for assistir, se prepare para ter uma reviravolta de emoções.

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#Filmes | Para todos os Garotos que já amei

Oi gente!
Hoje trago uma dica de filme – que muita gente tem falado – e eu assisti semana passada, que é “Para todos os Garotos que já amei”, baseado no livro best-seller escrito por Jenny Han e produção original da Netflix.

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Lara Jean (Lana Condor) sempre teve uma vida amorosa muito movimentada – pelo menos na cabeça dela! Para cada garoto por quem se apaixonou platonicamente, ela escreveu uma bela carta de despedida. Cartas muito pessoais, que de repente foram parar nas mãos dos destinatários. Agora, para fugir do constrangimento causado junto ao vizinho Josh (Israel Broussard), que é seu melhor amigo e ex-namorado de sua irmã mais velha, Lara Jean se envolve “de mentirinha” com Peter Kavinsky (Noah Centineo) – seu primeiro beijo. Ela quer se livrar da vergonha; ele quer fazer ciúmes na ex-namorada. Juntos, eles vão se envolvendo cada vez mais e descobrindo vários pontos em comum.

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Sabe aquela típica história de amor high-school?! Então, o filme é isso. Uma produção bem levinha, água com açúcar, mas é um bom entretenimento. A beleza está na simplicidade da história e dos personagens. Não tem como não torcer pelo final feliz de Lara Jean – a atriz Lana Condor (de X-Men) é super carismática e defende bem a protagonista. Noah Centineo (de Austin e Ally) e Israel Broussard (de Bling Ring) também mandam bem no triângulo amoroso.

Sob a direção de Susan Johnson, Para Todos os Garotos que Já Amei tem uma fotografia simples e um roteiro aceitável, bem ao estilo Sessão da Tarde. #FicaDica E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Filmes | Forever my Girl

Oi gente!
Dica de filme hoje, pode ser? Acabei de ver “Forever my Girl”, que é um longa baseado no livro escrito por Heidi McLaughlin. O livro foi um sucesso de vendas, é o romance de estreia da autora, e hoje faz parte de uma série com cinco edições. Nas telas, o filme foi produzido e dirigido pela estreante Bethany Ashton Wolf e conta com Alex Roe (de A 5ª Onda) e Jessica Rothe (de La La Land) no elenco.

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E para começar, vou contar um pouquinho da história MAAAS vai ter SPOILERS. Então… vamos lá! A trama gira em torno de um rockeiro que anos atrás deixou tudo para ir em busca do sucesso. Liam Page (Roe) estava prestes a subir ao altar e se casar com o grande amor de sua vida – a doce Josie (Rothe). Mas, após estourar nas rádios com sua música, o jovem decide largar tudo e seguir uma carreira sólida no country. Anos depois, após a morte de um amigo de infância, Liam está de volta a sua cidade natal e está mais que disposto a recuperar o amor de sua vida, além de descobrir um grande segredo – ele abandonou Josie grávida e agora terá que se aproximar da pequena Billy (Abby Ryder Forston) e descobrir o que eles têm em comum.

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Assim… não assista “Forever my Girl” esperando um mega filme… Não é! É um filme bem água com açúcar, estilo Sessão da Tarde. Mas é divertidinho, bacana para um sábado a noite quando não temos nada para fazer!
Comentando a parte técnica, o roteiro é bacana, traz a história de forma linear, tudo bem explicadinho. Conseguimos nos envolver na história do casal principal – a química entre eles é boa e os personagens secundários cumprem bem o papel. É bem o estilo de filme americano… o astro que sai de casa, volta anos depois, quer reconquistar o amor e resolver os dramas familiares.

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Com relação ao elenco, a pequena Abby Ryder Forston é o grande destaque, ela é super fofa, trabalha bem, nos emociona e nos faz rir ao mesmo tempo. Também temos alguns atores veteranos como Gillian Vigman (atualmente em Life Setence) e John Benjamin Hickey (que já atuou em diversos seriados como Law and Order, The Good Wife, The Big C e Mom) e no filme interpreta o pai de Liam – Pastor Brian. Mas o melhor de tudo ainda está por vir!!!! A trilha sonora com várias músicas country é maravilhosa! Sério!! Depois que acabou o filme eu fui correndo para o Spotify ouvir tudo de novo! Inclusive estou ouvindo até hoje haha.

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Enfim, “Forever my Girl” é uma dica de filme despretensiosa, para aqueles que curtem um filme mais água com açúcar, levinho e com uma trilha sonora ótima. No Brasil, ele ainda não estreou – fui até pesquisar para saber mais e parece que deve chegar às telonas em outubro – mas já saiu em cartaz nos Estados Unidos e dá para ver online em vários sites aqui. Para aqueles que forem ver, espero que gostem!

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#Filmes | A Forma da Água

Oi gente!
Hoje tem mais uma dica de filme indicado ao Oscar 2018“A Forma da Água”, do diretor mexicano Guilhermo del Toro. Lembrando que a cerimônia de premiação ocorre no domingo (04).

“A Forma da Água” acompanha a trajetória de Elisa (Sally Hawkins), uma mulher muda que trabalha como faxineira num centro de pesquisas do serviço secreto americano em meados dos anos 1960. Um dia ela descobre que uma criatura aquática é mantida num laboratório sob maus tratos e todo tipo de experiência. Sem falar uma palavra, a mulher começa a se comunicar com a criatura e nutrir uma relação especial por aquele monstro, pensando até mesmo em resgatá-lo. Elisa contará com a ajuda de sua companheira Zelda (Octavia Spencer), seu vizinho Giles (Richard Jenkins), mas terá como empecilho o furioso chefe de segurança, Richard Strickland (Michael Shanon) e a observação misteriosa do cientista Dr. Robert Hoffsteler (Michael Stuhlbarg).

E ao que tudo indica, finalmente Guilhermo del Toro será reverenciado por seu trabalho. O diretor, produtor e roteirista de “A Forma da Água” é a grande aposta na categoria de direção. Na minha opinião, com muito louvor! Seu trabalho está esplêndido – com efeitos visuais espetaculares, comentário social na medida e direção de elenco primorosa. A tradução dos monstros como heróis marginais é feita com delicadeza ímpar. Merece muito pelo esmero artístico e pelo trabalho preciso e delicado.

Outro destaque do filme é a atriz Sally Hawkins, que somente com o olhar e sua expressão facial, consegue segurar todo o filme. Ela mergulha na delicadeza de um personagem, em tudo excluído, sem cair em excessos dramáticos. Ótimos trabalhos também de Richard Jenkins e Michael Shannon. E preciso falar do Doug Jones, que não “aparece” no filme – pelo menos não de cara limpa! Ele faz o monstro e já trabalhou diversas vezes com Del Toro.

Tem uma cena no filme – prometo não dar SPOILERS – que é simplesmente genial! Vou postar a foto dela aqui embaixo, quem assistiu vai saber qual é! E por falar em cenas geniais, a abertura também é fantástica.

Lúdico, “A Forma da Água” é um dos grandes destaques do ano, com uma belíssima maquiagem, iluminação, fotografia, direção de arte e efeitos visuais. Destaque a parte para a excelente trilha sonora, que nos remete ao melhor dos anos 50-60. E com uma competentíssima direção de Del Toro, além de trazer temas recorrentes do momento como o empoderamento feminino, os excluídos da sociedade e o romance entre “espécies” diferentes.

No Oscar 2018, o filme liderou as indicações, com 11 nomeações – melhor filme, melhor direção (Guilhermo del Toro), melhor atriz (Sally Hawkins), melhor ator coadjuvante (Richard Jenkins), melhor atriz coadjuvante (Octávia Spencer – não entendi muito a indicação, pois não é seu melhor trabalho, e tinha outras atrizes que estão melhores), melhor roteiro original, melhor fotografia, melhor figurino, melhor mixagem de som, melhor edição de som, melhor design de produção, melhor montagem e melhor trilha sonora original. Aposto que vence na categoria de direção.

E pessoal, eu queria muito postar as resenhas de todos os filmes que concorrem na categoria principal, antes da cerimônia do Oscar, mas infelizmente não conseguirei falar de “Três Anúncios para um Crime” (que para mim foi o melhor filme de todos!!). Vai ficar para depois da premiação! Aproveitem para dizer nos comentários o que vocês acharam deste filme, em quem apostam no Oscar 2018 e me seguem nas redes sociais!

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#Filmes | Me Chame pelo seu Nome

Oi gente!
Bora conferir mais uma dica de filme indicado ao Oscar 2018 – hoje vou falar de “Me Chame pelo seu Nome”, do diretor italiano Luca Guadagnino e baseado no livro do escritor André Aciman.

A casa onde o jovem Elio (Timothée Chalamet) passa os verões é um verdadeiro paraíso no norte da Itália – parada certa para amigos, vizinhos, artistas e intelectuais de todos os lugares. Filho de um importante professor universitário, o menino está bastante acostumado à rotina de, a cada verão, hospedar por seis semanas um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com os estudos.

E neste verão surge Oliver (Armie Hammer). Elio, no auge de sua puberdade, se encanta pelo americano de vinte e quatro anos, espontâneo e atraente, que aproveita a temporada para trabalhar em seu manuscrito sobre Heráclito e, sobretudo, desfrutar do verão mediterrâneo. Da antipatia, que parece atravessar o convívio inicial, surge uma paixão que só aumenta. Elio quer estar perto e decide acompanhar Oliver a cada visita ao vilarejo, durante os banhos de rio e está ao seu lado na hora das refeições. Tem ciúmes, tem inveja, tem desejo. O filme retrata o descobrimento sexual de Elio. Uma experiência inesquecível, que o marcará para o resto da vida.

“Me Chame pelo seu Nome” é um filme super sensível, com uma narrativa bem interessante, um roteiro bem desenvolvido e uma adaptação fiel, que nos emociona. No elenco, o grande destaque é o jovem ator Timothée Chalamet – que nos entrega um Elio cheio de nuances e paixões. Um ótimo trabalho do ator de apenas 22 anos, que recebeu sua primeira indicação ao Oscar. Já Armie Harmer não é um grande ator, mas está bem no papel de sedutor. Completam o elenco Michael Stuhlbarg, Amira Casar e Esther Garrel.

A produção do filme é impecável – o diretor Luca Guadagnino nos traz ótimos ângulos, com planos sequência bem desenvolvidos. A construção e evolução dos personagens são super interessantes, pois eles nos fazem conhecer cada um aos poucos e isso faz com que a identificação fique ainda maior. O design de produção traz uma qualidade técnica da imagem, que realmente nos transporta para os anos 80. O figurino, fotografia e trilha sonora instrumental são outros destaques a parte – me fez lembrar os grandes filmes do cinema italiano. Ahh, e outro detalhe super bacana! O filme tem a produção de um brasileiro – Rodrigo Teixeira.

Outra coisa que eu preciso falar – tem uma cena ao final do filme – gente, que cena!! Timothée Chalamet e Michael Stuhlbarg simplesmente arrasam em um diálogo entre pai e filho sobre o amor. Sério, não tem como não se emocionar!

“Me Chame pelo seu Nome” fala sobre aprendizado, descobertas e amor – e tudo isso de uma forma diferente. Um filme de grande beleza, tocante, inteligente e sem apelações.  No Oscar 2018, concorre em quatro categorias: melhor filme, melhor ator (Timothée Chalamet), melhor roteiro adaptado e melhor canção original (Mystery of Love) – acredito que deve ganhar a estatueta de roteiro adaptado (e será super merecido)!

Lembrando que já tem resenha de outros filmes que também concorrem no Oscar – “Dunkirk” (AQUI), “Corra!” (AQUI), “Lady Bird” (AQUI), “Eu, Tonya” (AQUI), “Trama Fantasma” (AQUI) e “The Post” (AQUI), “O Destino de uma Nação” (AQUI)

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