Categoria: Filmes

#Filme | Malcolm & Marie

Oi gente!
A temporada de premiações do cinema está começando e agora surgem ótimos filmes! Hoje vou falar sobre “Malcolm & Marie”, escrito e dirigido por Sam Levinson, o criador de Euphoria. Ambientado em apenas uma noite, o filme acompanha as conversas e tensões crescentes de um casal formado por um cineasta em ascensão (John David Washington) e sua namorada atriz (Zendaya).

O drama retrata um casal em crise e se passa em apenas um ambiente, falando sobre traumas, erros e falta de comunicação. É um filme com o típico olhar intimista de , que já vimos em Euphoria, inclusive, repetindo a parceria com a talentosa Zendaya. O que mais impressiona, porém, é o fato de que tudo foi filmado durante a pandemia de Covid-19, com os atores e a produção em isolamento.

É um filme que lembra muito o cinema clássico – cenas em preto e branco, enquadramento, cenário único, utilização de planos sequências, além de um diálogo intenso, rebuscado e forte. Em vários momentos há referência ao cinema, fazendo um balanço interessante sobre a crítica, além de uma homenagem ao meio cinematográfico, ao citar grandes diretores e seus trabalhos.

Malcolm e Marie são personagens complexos e que se complementam. Os elogios vão para Zendaya que faz uma interpretação digna de indicações. A cena da banheira é maravilhosa e sua entrega faz toda diferença. A jovem atriz soube lidar com as nuances da personagem. Outro ponto forte é a trilha sonora, casando com os principais momentos do filme e dando o tom do que viria em cena.

O longa se propõe a analisar o egocentrismo em detrimento da relação amorosa, retratando o íntimo e a complexidade de um relacionamento. Infelizmente, acho que não terá força no Oscar, mas é uma ótima opção para assistir na Netflix.

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#Filme | Clouds

Oi gente!
Hoje vou falar sobre “Clouds”, novo filme original Disney+, baseado em fatos reais e dirigido pelo ator Justin Baldoni, de “A Cinco Passos de Você” e “Jane the Virgin”.

Clouds é baseado no livro “Fly a Little Higher”, de Laura Sobiech e conta a história de Zach Sobiech (Fin Argus), um adolescente diagnosticado com uma forma rara de câncer no osso, buscando uma maneira de inspirar outras pessoas enquanto luta com o pouco tempo de vida que lhe resta. Um dia, minutos antes de ir para um encontro com Amy (Madison Iseman), sua garota dos sonhos, Zach vê todo os motivos para continuar sendo o jovem alegre e divertido irem por água abaixo: após uma cirurgia de emergência, seus pais são informados de que o câncer que lutava há anos não foi completamente curado e atingiu seu pulmão, tornando-o um paciente terminal. Entre uma crise e outra, o jovem conta com a ajuda da melhor amiga Sammy (Sabrina Carpenter). Gravando vídeos caseiros, a dupla publica suas canções na internet, despretensiosamente, mas acabam ganhando notoriedade do público e mais tarde assinando com um selo musical.

Construindo uma trama mais vibrante e sensível, o diretor Justin Baldoni transforma Clouds em uma carta de amor ao jovem que bravamente batalhou contra um câncer terminal. Diversas cenas possuem bastante sensibilidade e emocionam o espectador. E essa emoção também é fundamental com o ótimo elenco – Fin Argus está muito bem no personagem, sua relação com Sabrina Carpenter também é maravilhosa. Confesso que gostaria de ter visto mais da personagem da Sabrina, porém ela ficou o filme todo em segundo plano. A trilha sonora também é um ponto forte da produção. Os arranjos musicais são perfeitos e a música tema do filme é muito emocionante.

Por mais clichê que seja, Clouds é um filme humano, que emociona, nos faz questionar muitas coisas. Trata-se de uma inspiradora homenagem, com uma mensagem de resiliência, amor e luta. Vale a pena conferir!

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#Filme | Mulher Maravilha 1984

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“Mulher Maravilha 1984” é um filme obrigatório para começar bem o ano de 2021. Depois de tudo que passamos em 2020, precisávamos de um ótimo blockbuster para entreter e MM84, para mim, surpreendeu.

Acompanhamos Diana Prince/Mulher-Maravilha (Gal Gadot) em 1984, durante a Guerra Fria, entrando em conflito com dois grande inimigos – o empresário de mídia Maxwell Lord (Pedro Pascal), que encontra uma pedra capaz de realizar qualquer desejo; e a amiga que virou inimiga Barbara Minerva/Cheetah (Kristen Wiig) – enquanto se reúne com seu interesse amoroso Steve Trevor (Chris Pine).

Primeiramente preciso enaltecer o talento e carisma de Gal Gadot! Que mulher, simplesmente maravilhosa! A atriz está confortável no papel da heroína mais famosa da DC. E o elenco contém ainda ótimos nomes como Pedro Pascal, que constrói um vilão digno dos quadrinhos, ao mesmo tempo que tenta dar uma humanidade ao personagem. O mais fascinante em toda narrativa é que os poderes de Maxwell provocam o caos a partir das escolhas da humanidade. Todos possuem uma parcela de culpa.

Kristen Wiig, que interpreta Barbara Minerva, é outro ponto alto da produção. A sua transição de tímida arqueóloga é implacável, mas confesso que não curti muito a forma como a apresentaram como Mulher Leopardo/Cheetah. Apesar disso, Kristen teve ótimos momentos para explorar as facetas da personagem. Ainda quero vê-la nas produções seguintes.

O foco desta nova aventura se norteia entre o limite do certo e errado para se conseguir o que quer. Por isso, justifico o criticada cena de abertura, onde vemos a protagonista, ainda criança, em uma grande competição. Além dessa cena, que contou com grandes efeitos especiais, tivemos outros momentos interessantes, onde esses efeitos também foram muito bem utilizados. Outra coisa que estava me deixando tenso, era a volta de Chris Pine para a sequência. O roteiro soube explorar o alívio cômico com o personagem e ainda trouxe aquele toque nostálgico e sentimentalista.

Patty Jenkins fez novamente um ótimo trabalho! Mulher-Maravilha 1984 é leve, divertido e possui uma mensagem necessária para o momento em que vivemos!

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Filme | Quase uma Rockstar

Oi gente!
Já faz um tempinho que assisti “Quase uma Rockstar”, novo drama adolescente da Netflix, e hoje vou falar um pouquinho sobre o que achei do filme! A produção é baseada no livro homônimo, escrito por Matthew Quick, mesmo autor de “O Lado Bom da Vida” e lançado no Brasil pela Editora Intrínseca.

Preciso dizer que ainda não li o livro, portanto falarei mais do filme. Inclusive por não saber muito da história, esperava mais uma produção teen, porém trata-se de um drama mais adulto, mas sem tirar a essência adolescente, que com certeza vai te conquistar.

A trama gira em torno de Amber Appleton (Auli’i Cravalho), uma jovem musicista que é boa aluna, cuida de velhinhos em uma casa de repouso, dá aula de inglês para imigrantes coreanas, trabalha em uma loja de donuts, organiza os eventos sociais da escola e ajuda no café da manhã do melhor amigo “especial”. Ela também perdeu o pai, é filha de uma mãe alcoólatra Becky (Justina Machado) que tem um namorado violento e guarda dinheiro para alugar um apartamento, já que ela dorme todas as noites em um ônibus escolar. Seu grande sonho é entrar na prestigiada escola de música Carnegie Mellon.

O roteiro do trio Marc Basch, Matthew Quick e Brett Haley (Por Lugares Incríveis) consegue nos transportar logo de cara para a vida corrida da nossa protagonista, onde ela parece encarar tudo com um otimismo incrível e um excelente bom humor mesmo que há diversos motivos para isso não acontecer. Embora Amber faça tanto por todos e por sua comunidade, a verdade é que sua vida pessoal está desmoronando e ela não consegue ver perspectiva de como conseguir dar a volta por cima.

E com certeza o grande destaque do filme é a atriz Auli’i Cravalho, que fez sucesso mundial ao dublar e cantar a voz de Moana, no sucesso da Disney. A jovem está super segura e entrega uma performance comovente. A personagem sofre bastante, como uma mocinha de novela mexicana, mas Auli’i Cravalho não decepciona e entrega nos momentos tristes, e de felicidade, uma atuação impressionante. A poderosa voz de Cravalho na música “Feels Like Home”, é uma das cenas mais bonitas do filme. “Quase uma Rockstar” é quase como se fosse um conto da Cinderella moderno.

Os personagens coadjuvantes, apesar de pouco aproveitados, possuem importância ao arco narrativo da história, com destaque para Justina Machado (de “One Day at a Time” e “Jane the Virgin”) e Carol Burnett (“The Carol Burnett Show)”, que faz a senhora rabugenta residente no asilo onde Amber trabalha como voluntária. Além delas, não temo como não se apaixonar pelo cachorrinho Bobby Big Boy. Também acho que o núcleo dos amigos poderia ter sido melhor aproveitado, principalmente no interesse amoroso da protagonista.

No final, “Quase Uma Rockstar” traz uma importante mensagem de gratidão. É um filme tocante e inspirador, que mostra que o verdadeiro rockstar é aquele que diariamente se esforça em fazer do mundo um lugar melhor.

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#Filme | Chemical Hearts (A Química que há entre Nós)

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O streaming Amazon Prime Vídeo lançou o drama “Chemical Hearts”, baseado no livro “A Química que há entre Nós”, da autora Krystal Sutherland. No elenco temos Lili Reinhart (Riverdale) e Austin Abrams (Euphoria). Mais um chiquê teen, porém este me decepcionou um pouco. Detalhe: neste post não vou comentar o livro, visto que ainda não li; falarei apenas da experiência na TV.

Dirigido por Richard Tanne, o filme conta a história de Henry (Austin Abrams) e Grace (Lili Reinhart), dois jovens que, em seu último ano de ensino médio, se tornam co-editores do jornal da escola. Ele tem uma vida normal, com uma família estável e bons amigos, e sonha em ser escritor. No entanto, por achar que tem uma vida normal demais e por não ter tido experiências significativas, não sabe sobre o quê escrever.

Enquanto isso, ela é uma estudante transferida de outra escola e que, assim como ele, tem a escrita e a leitura como suas grandes paixões. Só que após sofrer um acidente que deixou sequelas bastante dolorosas (fisicamente, e, principalmente, psicologicamente), ela deixa essas paixões de lado e decide se isolar de todos.

Sobre a parte técnica, o longa traz uma estética melancólica. A fotografia é construída na base de cores frias e fechadas, especialmente o azul, o que reforça a parte dramática da narrativa. Porém, os clichês do enredo me incomodaram. E vocês sabem que eu adoro os clichês teen bem “água com açúcar”.

Acho que a adaptação dos personagens acabou não acontecendo como deveria. Achei Henry e Grace muito rasos e superficiais, não tem uma construção que nos mostre o que eles querem, o porque eles são da forma que são, o que os motiva ou não motiva. São personagem complexos e emotivos, que poderiam ser cheios de camadas, mas não são. Ficou simples demais. E pelo que li de comentários do livro, sei que isso não ocorre lá – os personagens são bem construídos. Outra coisa que me irritou são os personagens coadjuvantes (família e amigos do Henry), que no filme não tiveram importância nenhuma, não acrescentaram nada a história.

A proposta era super interessante, já que dramas adolescentes têm rendido boas adaptações, porém para mim não rolou. E ainda quero ler o livro “A Química que há entre Nós”. Prometo que quando ler, trago um post mais comparativo entre os dois.


Já assistiram Chemical Hearts? Ou já leram o livro A Química que há entre Nós? O que acharam?

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#Filmes | A Barraca do Beijo 2

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Quem aí já viu “A Barraca do Beijo 2”? A sequência lançada pela Netflix já era esperada já que o primeiro filme lançado em 2018 se tornou um dos mais vistos da plataforma de streaming. Baseado no livro da autora Beth Reekles, a história tem todos os requisitos para atrair o público adolescente: amadurecimento, decisões e as problemáticas de um relacionamento amoroso. Tudo isso acrescentado com uma boa dose de comédia e um elenco carismático.

Elle (Joey King) e Lee (Joel Courtney) felizmente se acertaram e sua amizade continua unida a tempo do último ano do ensino médio. No entanto, a namorada de Lee, Rachel (Meganne Young), se cansa da presença constante de Elle entre o casal. Mas há um motivo para que Elle esteja tão próxima. Ela está a quilômetros de distância do namorado Noah (Jacob Elordi), agora um estudante em Harvard.

Enquanto no primeiro filme é Elle que faz Lee escolher entre aceitar seu relacionamento com seu irmão, Noah, ou rejeitá-la e encerrar sua amizade, agora é Elle quem tem que escolher entre acompanhar Lee para estudar na universidade de Berkeley ou encontrar uma universidade em Boston para que ela possa ficar perto de Noah. Porém, ela começa a desconfiar que Noah está mantendo um caso com sua colega Chloe (Maisie Richardson-Sellers). Como o moço possui um histórico de mulherengo, Elle fica confusa sobre seus sentimentos. Tudo fica ainda mais confuso com a chegada de um novo aluno, o músico e dançarino Marco (Taylor Zakhar Perez).

O ponto forte da franquia é com certeza o elenco! Joey King e Joel Courtney possuem uma amizade com muita química. Jacob Elordi também está mais maduro. Os atores novos também mandam bem, tanto Maisie Richardson-Sellers quanto Taylor Zakhar Perez, inclusive o ator cumpre seu papel de balançar o relacionamento entre Elle e Noah. E o bacana é que a relação entre Joey e Jacob continua boa, visto que os dois são ex-namorados – o lado profissional sobressaiu.

Mas ainda assim, A Barraca do Beijo 2 continua um filme clichê, mas um clichê bacana para perder umas horinhas. A comédia romântica proporciona bons momentos, cenas engraçadas, porém traz um início arrastado. E a Netflix já anunciou o terceiro filme, previsto para 2021.

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#Filme | Resgate

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Hoje vai ter dica boa para aqueles que curtem filmes de açãoResgate, disponibilizado na Netflix tem Chris Hemsworth (“Thor”) no elenco e roteiro escrito por Joe Russo (diretor da saga “Vingadores”).

O filme conta a história de Tyler Rake (Hemsworth), um mercenário que já perdeu tudo e é contratado para resgatar Ovi Mahajan (Rudhraksh Jaiswal), um adolescente de 14 anos, filho de um traficante de drogas da Índia. O jovem foi sequestrado pelos capangas de Amir Asif, um gângster de muita influência de Bangladesh, conhecido como o Pablo Escobar da cidade de Daca. Além de se infiltrar no grupo para ter a localização exata do menino, eles precisam retornar para um ponto de resgate, onde a equipe pode buscá-los. Mas, tem um pequeno porém: Amir já mandou fechar as fronteiras da cidade e começa assim uma caçada para encontrar Tyler e Ovi.

As cenas de ação são o grande destaque do filme. Para quem gosta de um ritmo frenético, de tirar o fôlego e com ótimas cenas de luta, “Resgate” é um prato cheio! O roteiro simples é bom o suficiente para não sufocar o longa com uma cena de ação atrás da outra. O longa conta ainda com uma pequena participação de David Harbour (“Stranger Things”). E para aqueles que perguntam se haverá uma continuação, pode ser que sim! O final (meio enigmático) deixa em aberto para uma possível sequência. O sucesso na Netflix também poderá contribuir.

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#Filme | Por Lugares Incríveis

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Nesta semana a Netflix lançou o filme “Por Lugares Incríveis”, baseado no livro de mesmo nome da autora Jennifer Niven. Dirigido por Brett Haley, o longa é estrelado por Elle Fanning e Justice Smith.

Na história, Violet Markey (Fanning) é atormentada pela culpa de ter sobrevivido ao acidente de carro que matou sua irmã; e Theodore Finch (Smith) sofre com o descaso da família, o bullying na escola e a constante sensação de não pertencimento. Os dois se conhecem em um momento delicado – Violet está prestes a cometer suicídio e Theodore oferece ajuda e uma promessa de que ela não está mais sozinha em sua luta. Ele também procura motivos para permanecer vivo. Seu quarto está rodeado de post-its destacados por cores que servem como um guia. Finch está em depressão e apresenta mudanças constantes de humor – causando destruição e abandono de aulas por períodos longos – que lhe rendeu o apelido de “aberração” por seus colegas de classe. Os dois passam a construir uma amizade após precisarem fazer um trabalho escolar juntos – ambos precisam conhecer lugares incríveis do estado de Indiana, onde moram, para escrever sobre o que esses lugares representam. De uma amizade, vai nascendo um amor. Juntos, eles percebem que as coisas mais simples e que costumamos deixar pra lá, são as mais importantes e que merecem nossa atenção.

Primeiramente, preciso alertar que o filme pode ativar gatilhos, pois fala sobre suicídio, depressão, luto, transtorno de bipolaridade e distúrbios psicológicos. Então se você passa por algo parecido, talvez assistir não é a melhor opção. Inclusive, reforço aqui a necessidade de procurar ajuda profissional em algum momento difícil da vida. Conversar é sempre uma boa solução.

Falando agora do filme, confesso que me decepcionei. Tinha expectativas de que seria algo bacana, mas infelizmente o longa não me agradou 100% por aliviar a sua principal discussão. “Por Lugares Incríveis” tentou ser mais um romance adolescente do que um alerta para os transtornos mentais. O livro é mais denso e desenvolve o assunto com muita propriedade. Aqui temos uma retratação muito rasa, os personagens acabam não tendo a profundidade necessária.

Pessoal, de certa forma, preciso fazer certas comparações com o livro, que até hoje ainda é um best seller. O personagem Theodore Finch é o “grande plot”, tanto no livro como no filme, porém no livro ele é melhor trabalhado. A autora consegue mostrar seu drama psicológico, a depressão que ele passa, por camadas, ao longo da história. É nítido perceber que enquanto ele “salva” a Violet, ele se afunda cada vez mais. No filme isso não fica tão claro, apenas percebemos quando ocorre os acontecimentos do final. Talvez tenha sido uma decisão dos roteiristas, já que isso causa sim um espanto a quem está assistindo, pois se você não leu o livro, é bem provável que não esperava o final. No longa, me deu a sensação de que não havia necessidade de certos dramas em certos momentos, isso por causa da falta de complexidade. Acredito que eles quiseram passar a ideia de que a depressão é algo que nem sempre a gente percebe, mesmo sendo uma pessoa super próxima. A Violet até percebe sim, mas não teve poder para ajudar. A depressão atua em silêncio. Muitas pessoas que parecem estar felizes podem estar sofrendo por dentro. O ato final de Finch foi salvar alguém, já que ele sabia que era tarde demais para ser salvo.

Com relação à atuação, gostei da escolha dos atores principais – Elle Fanning e Justice Smith desenvolveram uma química interessante para seus personagens. A construção emocional de Violet é consistente graças a Fanning. Ela transmite a alegria e devastação de Violet de forma surpreendente. A trilha sonora também é um ponto forte por trazer uma mistura de momentos leves e outros mais tristes, combinando com a mensagem que o filme passa.

Ao final, “Por Lugares Incríveis” é mais um melodrama adolescente do que um filme com força para discutir problemas sérios. Acho que a história sobre superação, lidar com as dores e a busca de um refúgio poderia ter sido mais intensa. Para quem gosta de romances teen, pode ser uma boa opção. Recomendo mais a leitura do livro!

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#Filme | Judy: Muito Além do Arco-Íris

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Dos filmes que concorrem ao Oscar neste ano, um que eu estava ansioso para assistir – “Judy: Muito Além do Arco-Íris”, cinebiografia da atriz Judy Garland, estrelada por Renée Zellweger. O longa concorreu ao Oscar em duas categorias: melhor atriz e melhor cabelo e maquiagem, levando a estatueta pela atuação de Renée.

A história se passa no inverno de 1968. Com a carreira em baixa, Judy Garland (Zellweger) aceita estrelar uma turnê em Londres, por mais que tal trabalho a mantenha afastada dos filhos menores. Ao chegar ela enfrenta a solidão e os conhecidos problemas com álcool e remédios, compensando o que deu errado em sua vida pessoal com a dedicação no palco. O filme retrata esse período final de sua vida – se você pretende assistir para ver uma biografia completa da vida da atriz, não é esse o foco.

Apesar que em algumas passagens mostra os bastidores do filme “O Mágico de Oz” e tudo o que aconteceu para que a vida de Judy Garland chegasse ao ponto que chegou. Talvez sejam as partes mais interessantes. Tratada como uma marionete nas mãos do magnata da indústria cinematográfica Louis B. Mayer, Judy foi submetida a anos de abuso emocional e até mesmo físico. Dona de um talento e carisma imensuráveis, seus dons não bastavam para o estúdio MGM, que a controlou durante a maior parte de sua juventude, entupindo-a de remédios para emagrecimento, longas horas de jejum e uma opressão que lhe custou seu sono, sua saúde mental e – eventualmente – toda sua fortuna. Em uma passagem, vemos que Louis B. Mayer preferia Shirley Temple para o papel de Dorothy, já que Judy era considerada feia, corcunda, e precisava usar aparelho para corrigir a boca. Somente seu talento não bastava para o estúdio. Mesmo assim, a atriz que era a terceira opção para o papel, conseguiu gravar o filme, que lhe rendeu a fama imediata. Do estrelato mirim ela então partira para a falência e para a falta de oportunidades profissionais.

Sob a direção de Rupert Goold, a cinebiografia é mais um “filme de atuação” para Renée Zellweger brilhar, e como brilhou!  Interessante ressaltar que a história de Judy se aproxima de Renée – a atriz ficou anos afastada das telonas, cuidando de sua vida pessoal, até voltar em grande estilo ganhando um Oscar. Sua atuação está maravilhosa, com aquele olhar melancólico, uma instabilidade e solidão, porém com o tradicional “biquinho” de Renée. É importante ressaltar, que mesmo com a potência vocal de Judy, Renée regravou todas as músicas do filme.

“Judy: Muito Além do Arco-Íris” foi a grande volta por cima para Renée Zellweger, a chance de provar ao mundo que ainda é uma boa atriz. O filme poderia ter sido mais – queria ter visto outros momentos da carreira da atriz, até porque havia muitas histórias para isso. De forma geral, se você é fã da “era de ouro” do cinema, vale a pena conferir.

Já falei de “Dois Papas” (AQUI), “Parasita” (AQUI), “Ford Vs Ferrari” (AQUI) e “Adoráveis Mulheres” (AQUI), “O Escândalo” (AQUI), “Jojo Rabbit” (AQUI), “História de um Casamento” (AQUI).

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#Filme | História de um Casamento

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A cerimônia do Oscar está chegando (dia 09 de fevereiro) e estou intensificando minha maratona dos filmes que concorrem neste ano – hoje vou falar de “História de um Casamento” – longa escrito e dirigido por Noah Baumbach para a Netflix, e que concorre em 6 categorias – melhor filme, ator (Adam Driver), atriz (Scarlett Johansson), atriz coadjuvante (Laura Dern), trilha sonora e roteiro original.

A história gira em torno de Nicole (Scarlett Johansson) e seu marido Charlie (Adam Driver), que estão casados há mais de dez anos e atualmente passam por muitos problemas, optando pelo divórcio. O casal possui interesses contrários em relação ao trabalho – ele quer seguir trabalhando com sua companhia de teatro em Nova York e ela deseja seguir carreira em Los Angeles. Os dois concordam em não contratar advogados para tratar do divórcio, mas Nicole muda de ideia após receber a indicação da renomada Nora Fanshaw (Laura Dern), especialista no assunto. Surpreso com a decisão da agora ex-esposa, Charlie precisa encontrar um advogado para tratar da custódia do filho deles, o pequeno Henry (Azhy Robertson). Com a nova postura de Nicole, Charlie terá que mudar completamente sua vida, se quiser continuar vendo o filho.

Preciso começar dizendo que “História de um Casamento” é um filme fantástico! Inspirado no seu próprio relacionamento com a atriz Jennifer Jason Leigh, com quem esteve casado de 2005 a 2013, o diretor Noah Baumbach nos traz um relato verdadeiro de um casamento desgastado, levando em consideração interesses pessoais, que se sobrepõem a todos os anos de união. O longa começa com os protagonistas enaltecendo características do cônjuge, em um exercício de terapia de casal – praticamente podemos considerar um grande pedido de socorro de cada um. Depois, a relação só vem ladeira abaixo. Interessante analisar como a história nos faz pensar em cada um dos lados – primeiramente, Nicole expõe que nunca teve “voz” no casamento, que sempre fez todas as vontades do marido, até que decide por um ponto final. Com toda a discussão apresentada, a tendência é ficar ao lado dela, já que vemos que Charlie realmente não é uma pessoa ligada aos momentos que culminaram no divórcio. Depois, com a repentina decisão de Nicole em contratar uma advogada, visto o combinado de não envolver profissionais, pendemos em ficar ao lado do marido, que praticamente precisa mudar toda sua vida, tendo que cruzar o país toda semana para ver o filho, adquirir residência fixa em outro estado, sofrer com a alienação imposta pela mãe, além de ter que pagar os honorários de seu advogado quanto parte da advogada da esposa.

E o que falar da atuação de Scarlett Johansson e Adam Driver!? Os atores estão em perfeita sintonia, mostraram domínio de seus personagens e tiveram cenas perfeitas para brilharem. Quem também se destaca é Laura Dern, extremamente segura no papel de uma advogada fria e calculista. A direção de Noah Baumbach é outro ponto forte – as cenas mostram uma leveza ao mesmo tempo que incomodam com as atitudes. O jogo de câmera quase sem cortes, com cenas longas e zoom no rosto – principalmente da Scarlett – são técnicas utilizadas que dão um toque interessante à produção.

Infelizmente é um filme que não terá grandes expressões no Oscar – aposto na vitória de Laura Dern como melhor atriz coadjuvante, apenas.

Já falei de “Dois Papas” (AQUI), “Parasita” (AQUI), “Ford Vs Ferrari” (AQUI) e “Adoráveis Mulheres” (AQUI), “O Escândalo” (AQUI), “Jojo Rabbit” (AQUI).

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