Categoria: Livros

#Livros | Meus Dias com Você

Numa fatídica manhã, Ed e Zoe têm uma discussão terrível, algo recorrente no seu casamento em crise, e ela acaba se despedindo de forma brusca quando ele sai para o trabalho. Pouco tempo depois, um ônibus acerta a bicicleta de Ed, matando-o e deixando Zoe arrasada por não ter lhe dito quanto o amava. Se tivessem ficado mais um pouco juntos aquela manhã, ele ainda estaria vivo? Será que poderiam ter reconstruído o amor que os unira? Após dois meses, Zoe ainda não conseguiu se conformar. De luto, decide cuidar do jardim do marido, quando acaba caindo e desmaiando. Então, algo estranho acontece: ao acordar, ela está em 1993, no dia em que conheceu Ed na faculdade. A partir desse instante, Zoe passa a reviver momentos cruciais de sua vida e percebe que talvez tenha conseguido uma segunda chance.

Autora: Clare Swatman
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva Fnac

“Meus Dias com Você” é o livro de estreia da inglesa Clare Swatman e publicado no Brasil pela Editora Arqueiro. Trata-se de uma história bem interessante sobre perda, superação e recomeço, além de trazer uma linda mensagem sobre viver o hoje e aproveitar cada momento possível.

Na trama, Zoe está em luto pela morte do marido, e um dia ela cai em seu jardim, bate a cabeça e misteriosamente acorda numa manhã de 1993, quando conheceu Ed. Ao começar a reviver uma série de dias aleatórios compartilhados entre eles, ela se pergunta se ganhou uma nova chance de evitar sua morte, se está em coma ou se simplesmente está tendo a oportunidade de passar um pouco mais de tempo ao lado do homem da sua vida.

O que eu quero contar a ela é o seguinte: que Ed morreu e, por alguma razão bizarra e inexplicável, estou revivendo minha vida e tentando desesperadamente fazer as coisas de forma diferente para que ele não morra; que eu nunca vou me perdoar por nosso casamento ter se esvaziado; (…) que fico enjoada só de pensar que, mesmo depois de tudo isso, eu talvez ainda não seja capaz de evitar a morte de Ed” (página 196)

Confesso que demorei um pouco para engrenar na leitura, mas o desenvolvimento fica melhor ao longo dos capítulos. A história é bem leve e romântica, com várias situações divertidas e fofas. Outro aspecto positivo é o casal principal. Apesar de sabermos que Ed morreu, torcemos até o último parágrafo para que isso não tenha acontecido, para que eles tenham o seu final feliz. Zoe e Ed possuem muita química, tanto que eu vibrei em vários momentos do livro. Já um ponto negativo que eu notei é que existem algumas coisas que não tem muita lógica. A protagonista revive diversos momentos (que ela já viveu) e ainda assim se surpreende ou não sabe o que vai acontecer, já em outros momentos ela sabe – fica um pouco confuso.

Mas no geral, é um livro bacana, com uma narrativa agradável, com uma reflexão importante sobre vivermos os momentos especiais da melhor forma possível, tem também uma diagramação boa e a capa é super linda (eu comprei mais pela capa do que pela história haha). Super indico.

#Livros | Quando a Noite Cai

Briana Pinheiro sabe que não é a pessoa mais sortuda do mundo. Sempre que ela está por perto algo vai mal, especialmente no trabalho. Por isso é tão difícil manter um emprego. E a garota realmente precisa de grana, já que a pensão da família não anda nada bem. Mas esse não é o único motivo pelo qual Briana anda perdendo o sono. Quando a noite cai e o sono vem, ela é transportada para terras distantes: um mundo com espadas, castelos e um guerreiro irlandês que teima em lhe roubar os sonhos… e o coração.
Depois de ser demitida — pela terceira vez no mês! —Briana reúne coragem e esperanças e sai em busca de um novo trabalho. É quando Gael O’Connor cruza seu caminho. O irlandês de olhar misterioso e poucas palavras lhe oferece uma vaga em uma de suas empresas. Só tem um probleminha: seu novo chefe é exatamente igual ao guerreiro dos seus sonhos. Enquanto tenta manter a má sorte longe do escritório, Briana acaba por misturar realidade e fantasia e se apaixona pelo belo, irresistível e enigmático Gael. Em uma viagem à Irlanda, a paixão explode e, com ela, o mundo de Briana, pois a garota vai descobrir que seu conto de fadas está em risco — e que talvez nem mesmo o amor verdadeiro seja capaz de triunfar…

Autora: Carina Rissi
Editora: Verus
Páginas: 476
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac

Oi gente
Hoje a minha dica de leitura é o maravilhoso “Quando a Noite cai”, da Carina Rissi. E eu preciso começar esse post falando dela – como ela é uma grata surpresa. Este é o segundo livro que eu li (o primeiro foi “No Mundo da Luna” – tem resenha AQUI) e já estou me tornando fã – porque ela consegue nos conquistar e despertar nossa curiosidade com uma história super simples, aquele clichêzinho básico, mas muito bem escrito.

O livro conta a história da jovem Briana Pinheiro, que não é muito sortuda. Em todo lugar que ela tenta trabalhar, sempre acontece algo e ela é demitida, o que acaba deixando ela extremamente desanimada e preocupada, pois após a morte de seu pai, as coisas não vão bem na pensão da família onde ela mora com sua mãe e a irmã Aisla. Além disso, todas as noites, desde os seus 18 anos, Briana tem diversos sonhos com um mundo medieval, com castelos, espadas, aldeias e um amor entre o guerreiro irlandês Lorcan e a princesa Ciara. Com isso, Briana se apaixona pelo belíssimo irlandês, mas sabendo que ele só existe em seus sonhos. Em um determinado dia, após sua irmã conseguir uma entrevista de emprego para ela, ocorre um incidente onde Briana conhece Gael O’Connor: um homem idêntico ao irlandês de seus sonhos. E a partir desse encontro, a vida de Briana muda definitivamente.

“Quando a Noite Cai” é um romance super interessante, que nos prende do início ao fim. Com uma narrativa em primeira pessoa, o livro se alterna entre a perspectiva de Briana e seus sonhos, quando ela se torna a princesa Ciara. E as duas histórias são ótimas, ficamos curiosos para saber como elas terminarão e principalmente, porque Lorcan e Gael são idênticos. Além disso, os protagonistas são ótimos, possuem muita química – cada vez que eles estão juntos parece que a história melhora ainda mais. É o típico caso que amamos torcer para que eles tenham um final feliz, apesar de todos os impedimentos. E olha que são vários impedimentos! A autora utiliza de diversos recursos para entreter o leitor, como as lendas irlandesas, que dão um toque místico ao romance.

A leitura fluiu bastante ao longo da história – quando percebi já estava acabando. Um único ponto negativo que aponto é a diagramação nos capítulos que narram os sonhos de Briana – como uma forma de diferenciar dos demais, a editora optou por uma letra em itálico, o que dificultou um pouco para enxergar. Ah e preciso falar da capa do livro que é super maravilhosa!

Se você está procurando aquele romance despretensioso, “Quando a Noite Cai” é a dica perfeita! Com uma história diferente, personagens encantadores, uma mistura de fantasia e realidade, além uma mensagem linda sobre o perdão, que ao mesmo tempo te faz rir e se emocionar. Super indico esse livro!

 

#Livros | Muito Longe de Casa

Trezentas mil crianças-soldado, lavagem cerebral, entorpecentes, abusos dos senhores da guerra, morte. Muitas hoje ainda sofrem com as conseqüências. Fã de hip hop e de boa literatura, Ishmael Beah, após passar a infância e a adolescência na roda-viva da guerra, foi reabilitado pela Unicef e teve a chance de contar o que qualquer ficção jamais conseguiria recriar.

Dando continuidade ao Desafio “Lendo o Mundo”, hoje vou falar sobre o livro “Muito Longe de Casa – Memórias de um menino soldado”, de Ishmael Beah.

Para quem quiser saber mais sobre esse projeto basta clicar neste link. Lembrando que os livros que lerei neste desafio devem trazer uma narrativa que ilustre a história, cultura, política ou tradições do país representado. Hoje, a leitura nos traz um panorama da guerra civil, que aterrorizou a Serra Leoa, um país africano, durante os anos 90.

O livro conta a história real de Ishmael Beah, que quando tinha entre 10 e 11 anos de idade, teve de fugir de sua aldeia por causa de uma guerra civil em seu país. Para sobreviver acabou sendo obrigado a se tornar um soldado aos 13 anos, lutando ao lado do governo contra o grupo rebelde de guerrilheiros da RUF (Revolutionary Front United – Frente Revolucionária Unida). Passou mais de dois anos numa rotina de sobrevivência e matança diária. Matou tantos que perdeu a conta. Também usava drogas pesadas diariamente para esquecer dos problemas. Saiu da guerra após uma intervenção da UNICEF, que retirou parte das crianças e adolescentes dos fronts de batalha.

Este livro é simplesmente incrível – um dos melhores que eu já li!! É impressionante e emocionante a lição de vida que Ishmael nos apresenta. É difícil imaginar que um garoto que pouco frequentou a escola em sua aldeia local, transitou por cenários de guerra e destruição, conseguiu se tornar um grande homem, que hoje influencia e ajuda diversos projetos humanitários na ONU.

Analisando as questões técnicas, a leitura flui muito bem. Como uma narração em primeira pessoa, podemos ter uma noção do que o autor passou. E ele é bem detalhista, então durante a leitura sofremos junto com ele. A edição que eu li é da Companhia de Bolso, não tem a capa original do livro, já que é uma outra versão, mas esta é bonita também, sendo bem simples. E para aqueles que quiserem uma dica – eu comprei na Estante Virtual, bem baratinho!

E agora quero a ajuda de vocês! Estou um pouco indeciso sobre a leitura do próximo mês, dentro do Desafio “Lendo o Mundo”. Por isso me ajudem a escolher – “O Ruído das coisas ao Cair”, de Juan Gabriel Vásquez (Colômbia), “A Última Mensagem de Hiroshima”, de Takashi Morita (Japão) ou “Depois de Auschwitz, de Eva Schloss (Alemanha). E também deixem nos comentários o que acharam da história de “Muito Longe de Casa”.

Área: 71.740 km²
Capital: Freetown
População: 6.018.888 hab. (censo 2016)
Moeda: leone
Língua oficial: inglês
Nome Oficial: República da Serra Leoa
Data Nacional: 27 de abril (Dia da Independência)
Governo: República Presidencialista
Presidente: Ernest Bai Koroma

#Parceria – “Não me Esqueças” – Babi A. Sette

Oi gente,
Bora começar a semana com uma super dica! Já está em pré-venda na Saraiva o novo livro da Babi A. Sette“Não me Esqueças”.


Sinopse:
Em um cenário de contos de fadas, Babi A. Sette convida o leitor a mergulhar em um mundo novo, repleto do encantamento que somente um amor de almas gêmeas pode realizar. Aos vinte e um anos, Lizzie deveria estar empenhada em fisgar um noivo e finalmente se casar. Entretanto, após uma decepção amorosa, o coração da jovem só palpita por sua grande paixão — os estudos sobre o povo e a cultura celtas. Esse interesse faz com que ela troque os concorridos salões de baile de Londres pelas estradas desertas e sinuosas das Highlands escocesas.
Ali, ela conhecerá Gareth, o enigmático líder do clã que vive no local mais remoto e bucólico da Escócia. Envolto em uma aura de mistério, ele luta para manter suas tradições, seus segredos e, principalmente, seu povo em segurança. Enquanto o austero Gareth tem a vida toda sob controle e resiste a mudanças, Lizzie está muito entusiasmada com suas explorações e descobertas. Porém a vida de ambos é alterada de maneira inexorável quando uma fatalidade transforma a tão sonhada aventura de Lizzie em pesadelo. Vindos de mundos tão diferentes, mas unidos por uma atração irresistível, Lizzie e Gareth vivem uma paixão proibida e desafiadora, sem saber que finalmente poderão encontrar aquilo que só ousavam buscar em sonhos.

Para saber mais, assista ao BOOK TRAILER neste link.

Eu já estou mega ansioso para conferir esse livro!! Adoro a literatura da Babi e logo tem resenha aqui no Blog!!

#Livros | O Velho Vestido de Noiva

Amélia se depara com uma devastadora notícia. Seu marido, o homem a quem se dedicou inteiramente durante trinta anos, pediu divórcio. Sem saber como prosseguir com sua vida, e aguardando que um milagre venha lhe dar uma direção, ela leva o seu vestido de noiva para uma reforma. Então, no meio do caminho, depara-se com um desdobramento inesperado. Fábio é dono de um bistrô famoso no Recreio, Rio de Janeiro. Desde seu traumático divórcio, abraçou uma vida solitária. Até se deparar com Amélia no ateliê de sua irmã, Letícia. Apesar de intrigado com a tristeza exposta nos olhos da bela mulher, manteve sua rotina. Então, ao caminhar pela rua, esbarra em seu desdobramento inesperado. Um livro intrigante, criativo, que acompanha com sensibilidade a transformação na vida desses dois personagens.

Autora: Ana Ferrarezzi
Editora: Novo Século
Páginas: 224
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva |

Já falei aqui no blog que está rolando uma super promoção! Na compra de qualquer obra da autora Ana Ferrarezzi você concorre a um kindle! Isso mesmo! Para saber como participar, acesse esse link!

E hoje eu decidi falar sobre um livro da Ana Ferrarezzi, para vocês conhecerem um pouquinho mais da obra dela. Em “O Velho Vestido de Noiva”, Amélia viveu seus últimos 30 anos para o seu casamento. Ela achava que estava tudo bem, até que seu marido pede divórcio e comunica que vai morar com outra mulher muito mais nova que ela. O mundo de Amélia desaba e ela toma uma atitude pouco provável para uma mulher na situação dela: decide reformar seu velho vestido de noiva. Nesse meio tempo ela conhece Fábio, dono de um bistrô famoso. Os dois se apaixonam à primeira vista, mas seus passados ainda mexem com suas emoções.

O livro é super interessante e a história traz aquele romance clichê que a gente ama! Os personagens têm muita química, o que nos faz torcer por um final feliz. A autora desenvolve muito bem a trama da protagonista Amélia, sempre descrevendo seus sentimentos e isso faz com que nós leitores fiquemos sensibilizados.

Com uma narrativa em terceira pessoa, a leitura flui bastante – eu devorei o livro em apenas um dia! E o mais legal é o paralelo que a Ana faz entre a história de Amélia e a reforma do vestido. A obra é dividida em partes, então em cada fase (por exemplo – “o tecido”, “o vestido”, “o forro”, “o bordado”) é como se ela mostrasse que assim como o vestido, a vida da protagonista também está sendo reformada.

Com relação à diagramação, eu adorei porque são capítulos curtos e a letra é bem grande (eu amo porque não enxergo muito bem haha). E além disso, a capa é maravilhosa!!

Então fica aqui a dica de leitura para vocês… Aqueles que ficaram curiosos e querem ler “O Velho Vestido de Noiva”, deem uma olhadinha no site da Ana Ferrarezzi porque este livro (e os outros também) estão com um preço bem bacana por causa da promoção valendo o kindle!! Ahhh e quem comprar, POR FAVOR INDIQUEM O BLOG ENTRELINHAS (É SUPER IMPORTANTE).

#Livros | Em Águas Sombrias

Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás. Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos…

Autora: Paula Hawkins
Editora: Record
Páginas: 364
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac

Para mim, Paula Hawkins foi uma grata surpresa com “A Garota no Trem” – eu gostei bastante, tanto do livro, como da adaptação feita para o cinema, com a atriz Emily Blunt. E agora, ela está de volta com seu segundo livro “Em Águas Sombrias”, que também explora o universo do suspense.

A história aborda a relação entre as irmãs Jules e Nel Abbott, que sempre foi frágil e complicada – motivo pelo qual Jules sempre evitou a irmã. Até que Nel aparece morta no rio que corta a cidade, obrigando Jules a retornar para o lugar onde ela acreditava já ter deixado para trás. Acontece que, pouco tempo antes da morte de Nel, uma adolescente morreu no mesmo lugar. Agora, a morte de ambas não só abre perguntas para a verdade por trás de seus trágicos fins como também passa a desenterrar segredos do passado.

Diziam as lendas locais que, na época de caça às bruxas, uma menina chamada Libby foi condenada e deixada para se afogar naquelas águas por conta de seus conhecimentos sobre ervas e cura. Ela não escolheu seu destino, mas outras mulheres (como Lauren Townsend, Katie Witthaker e Nel Abbott) foram até ali por sua própria vontade, fazendo com que o lugar ficasse conhecido por Poço dos Afogamentos.

A história também traz diversos personagens – Sean Townsend é o investigador da cidade, que tenta descobrir as verdades sobre o Poço dos Afogamentos, já que sua mãe Lauren também se “suicidou” anos atrás; Lena Abbott era melhor amiga de Katie e filha de Nel, uma esquisita aos olhos dos moradores da cidade, tal como a mãe; Louise Witthaker é a mãe de Katie e não consegue ver a filha com o desequilíbrio emocional que disseram existir; Nickie é uma “velha louca”, que ouve o rio e as vozes dentro dele; Erin é outra detetive cuidando do caso de Nel – a única pessoa sem qualquer envolvimento com a cidade; Patrick é o pai de Sean – um homem marcado por uma terrível perda em seu passado, misterioso e super protetor com o filho e com a nora Helen.

E essa mistura variada de personagens que causa uma certa confusão no início do livro. Cada capítulo é narrado por um personagem, porém a autora começa a história sem que nós saibamos algo sobre cada um. Quando comecei a ler fiquei super perdido, pois não sabia quem era quem e o que eles tinham a ver com os acontecimentos. Somente depois de conhecer todos os narradores que percebi o quanto a opinião deles era essencial para manter o clima de suspense da trama. Para mim, a leitura começou a engrenar do meio para o final – tanto que levei algumas semanas (bastante tempo) para ler todo o livro. Além disso, alguns capítulos são narrados em primeira pessoa, outros em terceira.

Já o final do livro me decepcionou, em partes. Foi bem previsível, porque a autora deu algumas pistas do que iria acontecer bem no início do livro. Quando chegou o momento da revelação, eu sabia o que iria acontecer e não tive aquela surpresa. Mas acho que foi proposital – pois a surpresa maior está no último parágrafo (vou me conter para não contar SPOILERS). No geral, eu indico esse livro!

E pessoal, não se esqueçam de participar da PROMOÇÃO ESSE KINDLE É MEU! que irá sortear um kindle + obra completa da autora Ana Ferrarrezi autografada. Quem quiser saber mais é só clicar neste link!

#Livros | Belgravia

Ambientada nos anos 1840, quando os altos escalões da sociedade londrina começam a conviver com a classe industrial emergente, e com um riquíssimo rol de personagens, a saga de Belgravia tem início na véspera da Batalha de Waterloo, em junho de 1815, no lendário baile oferecido em Bruxelas pela duquesa de Richmond em homenagem ao duque de Wellington. Pouco antes de uma da manhã, os convidados são surpreendidos pela notícia de que Napoleão invadiu o país. O duque de Wellington precisa partir imediatamente com suas tropas. Muitos morrerão no campo de batalha ainda vestidos com os uniformes de gala. No baile estão James e Anne Trenchard, um casal que fez fortuna com o comércio. Sua bela filha, Sophia, encanta os olhos de Edmund Bellasis, o herdeiro de uma das famílias mais proeminentes da Bretanha. Um único acontecimento nessa noite afetará drasticamente a vida de todos os envolvidos. Passados vinte e cinco anos, quando as duas famílias estão instaladas no recente bairro de Belgravia, as consequências daquele terrível episódio ainda são marcantes, e ficarão cada vez mais enredadas na intrincada teia de fofocas e intrigas que fervilham no interior das mansões da Belgrave Square.

Autor: Julian Fellowes
Editora: Intrínseca
Número de Páginas: 368
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino |Saraiva | Fnac

A dica de livro de hoje é “Belgravia”, escrita pelo inglês Julian Fellowes, criador, roteirista e produtor da série de TV “Downton Abbey”, vencedora de três prêmios Emmy. Para aqueles que ficaram apaixonados pela saga da família Crowley, com certeza irão amar este livro – tanto que a história é bem parecida – o autor trouxe novamente vários pontos utilizados ao longo da série.

Na noite do dia 15 de junho de 1815, as grandes personalidades da alta sociedade britânica se reuniram em Bruxelas para o que se tornou uma das mais trágicas festas da História: o baile da duquesa de Richmond. O evento ocorreu na véspera da Batalha de Waterloo e vários belos rapazes que participavam do baile, logo no dia seguinte, estariam nos campos de batalha ainda com os uniformes de gala. Contudo, para Sophia Trenchard, a jovem e bela filha do principal fornecedor de suprimentos do duque de Wellington, aquela foi uma noite decisiva. Apaixonada pelo lorde Edmund Bellasis, Sophia enfrenta a mãe Anne, que tenta fazer com que a filha entenda que o casamento entre um futuro conde e a filha de um comerciante seria uma coisa impossível. Após o baile, Edmund Bellasis segue para a batalha e deixa Sophia totalmente transtornada. Infelizmente o lorde não sobrevive e pouco tempo depois Sophia também falece. A jovem morreu durante o parto de um filho de Bellasis.

Vinte cinco anos depois, quando os Trenchard, da classe industrial emergente, se mudam para o novo e elegante bairro de Belgravia, as verdadeiras repercussões daquele evento serão sentidas. James Trenchard já tem uma posição social mais elevada, mas ainda assim não pode ser confundido com alguém da nobreza. Uma única revelação será capaz de alterar o destino de todos. Nesse novo mundo, em que a aristocracia passa a conviver com os novos-ricos, há quem prefira que os segredos do passado continuem enterrados.

A trama gira em torno das duas famílias: Trenchard e Brockenhurst. O conde Bronckenhurst e condessa Bronckenhurst são os pais de Edmund Bellasis. Sofrem por não ter nenhum herdeiro e ter que deixar tudo para seu sobrinho John, filho do irmão do conde Bronckenhurst. Anne Trechard, em um momento de solidariedade, conta para Caroline Bronckenhurst que sua linhagem não estava perdida, Bellasis teve um filho. Ambas são avós de um jovem – sr. Charles Pope, filho de Edmundo e Sophia, que foi dado pelos Trenchard para ser criado por outra família, logo ao nascer.

“Belgravia” é uma leitura muito agradável que mistura ficção e fatos históricos. O livro foi lançado em 2016, pela editora Intrínseca, após ter sido publicado como e-book, tendo seus 11 capítulos sendo lançados a cada semana, como uma forma de homenagear à tradição dos folhetins britânicos. Me surpreendi com a história do começo ao fim principalmente quando as peças do quebra-cabeça começaram a se unirem numa grandiosa reviravolta.

Gostei muito dos personagens secundários. Oliver Trenchard é filho de James e sempre quis curtir a vida como um bon-vivant, sem se importar com o trabalho construído durante anos pelo pai. Sua esposa, Susan, é uma mulher interesseira e, que após anos de casamento, nunca engravidou. Ao longo da narrativa, Susan se aproxima de John Belassis, sobrinho da condessa de Bronckenhurst e herdeiro da fortuna da família. John deverá se casar com lady Maria Grey, porém a jovem se apaixona perdidamente pelo jovem sr. Charles Pope, um pequeno comerciante, que na verdade, é o verdadeiro herdeiro dos Bronckenhurst. Esses personagens se entrelaçam ao longo do livro e, em diversos momentos, fazem a história movimentar da melhor forma possível. Outros personagens que se destacam – assim como aconteceu em “Downton Abbey” – são os empregados. Porém, diferente da série, os serviçais do livro são traidores e ambiciosos.

“Belgravia” é uma saga fascinante e irresistível, cheia de reviravoltas e referências históricas, que revela os escândalos, segredos e intrigas guardados a portas fechadas nas mansões da alta sociedade londrina de meados do século XIX.

#Livros | A Última Camélia

Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, o último espécime de uma camélia rara, a Middlebury Pink, esconde mentiras e segredos em uma afastada propriedade rural inglesa. Flora, uma jovem americana, é contratada por um misterioso homem para se infiltrar na Mansão Livingston e conseguir a flor cobiçada. Sua busca é iluminada por um amor e ameaçada pela descoberta de uma série de crimes. Mais de meio século depois, a paisagista Addison passa a morar na mansão, agora de propriedade da família do marido dela. A paixão por mistérios é alimentada por um jardim de encantadoras camélias e um velho livro. No entanto, as páginas desse livro insinuam atos obscuros, engenhosamente escondidos. Se o perigo com o qual uma vez Flora fora confrontada continua vivo, será que Addison vai compartilhar do mesmo destino?

Autora: Sarah Jio
Editora: Novo Conceito
Páginas: 320
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac

Oi pessoal,
Hoje vou trazer uma dica de leitura super bacana! Eu amei o livro “A Última Camélia”, da Sarah Jio. Fazia bastante tempo que não lia um livro mega rápido como li esse. A leitura fluiu bastante.

A história é dividida entre duas protagonistas e se passa em dois períodos diferentes. Nos anos 2000, Addison é uma botânica realizada. Ela ama o trabalho e é casada com seu grande amor Rex, um escritor que está tentando mostrar aos pais que pode viver da escrita de seus livros. Tudo estaria perfeito se não fosse o passado obscuro de Addison que insiste em atormentá-la. Determinada a fugir desse passado ela convence o marido a passar o verão na Mansão Livingston, recém adquirida pelos pais de Rex, na Inglaterra. Ao chegar na mansão, o casal conhece a Senhora Dilloway, a governanta da casa que trabalha há mais de 60 anos e esconde grandes mistérios.

Já no passado – em 1940, Flora é a nova babá da Mansão Livingston. Ela veio dos Estados Unidos a mando do Sr. Price – um ladrão e contrabandista de flores. Mas seu verdadeiro trabalho é encontrar uma camélia muito rara chamada Middlebury Pink. As coisas começam a mudar quando ela se apaixona por Desmond – o filho mais velho de Lady Anna Livingston e cria um grande carinho pelos outros filhos, tentando a todo custo melhorar a vida deles, que virou um desastre quando a mãe morreu de causas misteriosas. Quando Flora começa a encaixar as peças dessa morte, muitas coisas começam a aparecer e ela percebe que se meteu num grande problema. Foi fácil entrar na Mansão Livingston mas nada garante que ela conseguirá sair.

Os capítulos deste livro são alternados com a narração das duas personagens. Achei super interessante, pois ao mesmo tempo vamos descobrindo os segredos com Addison e Flora. Toda a história tem romance, drama, conflitos familiares e um bom mistério a ser resolvido.

Uma única ressalva que faço foi a revelação desse mistério. Ele ocorre nos dois últimos capítulos e de forma bem rápida. A autora consegue manter o clímax até o final, mas quando revela o verdadeiro assassino, não é algo tão interessante, faltou um pouco de criatividade para nos surpreender.

De qualquer forma, adorei o livro e super indico para aqueles leitores que gostam de um romance misturado com mistérios.

#Livros | Dois a Dois

Com uma carreira bem-sucedida, uma linda esposa e uma adorável filha de 6 anos, Russell Green tem uma vida de dar inveja. Ele está tão certo de que essa paz reinará para sempre que não percebe quando a situação começa a sair dos trilhos. Em questão de meses, Russ perde o emprego e a confiança da esposa, que se afasta dele e se vê obrigada a voltar a trabalhar. Precisando lutar para se adaptar a uma nova realidade, ele se desdobra para cuidar da filhinha, London, e começa a reinventar a vida profissional e afetiva – e a se abrir para antigas e novas emoções. Lançando-se nesse universo desconhecido, Russ embarca com London numa jornada ao mesmo tempo assustadora e gratificante, que testará suas habilidades e seu equilíbrio emocional além do que ele poderia ter imaginado.

Autor: Nicholas Sparks

Editora: Arqueiro
Páginas: 512
Skoob 
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac

Um dos meus autores preferidos – talvez O PREFERIDO – é Nicholas Sparks. Eu amo seus livros, suas histórias contagiantes, suas reviravoltas incríveis e seus personagens com os quais nos identificamos muito. Em seu novo livro “Dois a dois”, Sparks conta a história de um homem que precisa se redescobrir e buscar qualidades que nem desconfiava possuir para lutar pelo que é mais importante na vida: aqueles que amamos.

Na história, Russ precisa cuidar de sua filha de 5 anos, London, além de ter que vivenciar outros desafios que a vida lhe impõe, tanto no lado pessoal como no profissional. É mais do que justificável que ele, como pai, tenha vários receios, e o autor soube muito bem como explorar esse desenvolvimento, de forma bem sutil e ainda mais especial. Ele passa por problemas com a esposa Vivian – uma mulher fútil e que não o apoia em nada. Logo após uma separação conturbada, Russ encontra novamente o caminho ao lado de Emily – um grande amor do passado.

Num contexto em geral, “Dois a Dois” não é o melhor livro de Nicholas Sparks, mas isso não quer dizer que não seja bom. Na verdade ele é ótimo, mas têm outros que são ainda melhores. A história do trio Russ, London e Vivian se desenrola bem lentamente – o que é um ponto positivo, na minha opinião – temos bastante tempo para nos acostumar com a vida familiar que eles levam e também temos tempo para nos afeiçoar pela relação de pai e filha, que Russ e London vão desenvolvendo ao longo dos capítulos.

A pequena London é a melhor personagem do livro – ela é uma graça, sempre bem-humorada, delicada e esperta. Também vale destaque a família de Russ – sua mãe, seu pai e também a irmã Marge e a cunhada Liz. As duas (Marge e Liz) também formam um casal incrível, que ajudam Russ a passar pelas tempestades do divórcio. E o final delas é bem emocionante – podem se preparar para chorar. Outra parte que considerei encantadora na história é a amizade entre Russ e Marge. A maneira como cuidam um do outro e defendem um ao outro, a fidelidade entre eles é palpável e me fez lembrar, o tempo todo, de como é especial ter esse tipo de ligação com alguém.

Com um tom incrivelmente correto, “Dois a Dois” se torna uma leitura prazerosa e bem rápida. É impossível parar de ler os capítulos, pois queremos saber o que acontece a seguir e torcemos muito pela felicidade do protagonista ao lado da filha. Não tem como não elogiar a condução do drama feito por Sparks – ele é genial nessa parte. Tão sútil que sofremos muito junto com os personagens em certos momentos. Uma ótima dica de leitura.

#Livro | Tantos Anos

“Tantos anos” radiografa as memórias de Rachel de Queiroz e de sua irmã Maria Luiza de Queiroz. A ideia expressa no início do livro é a de recusar as formas da memória heróica oferecendo duas versões – a dela e a de sua irmã, Maria Luiza – sobre os mesmos fatos. Estruturado em capítulos, “Tantos Anos” mistura relatos gravados, textos escritos, perfis ou mesmo crônicas já publicadas, em torno do que elege como sendo temas centrais de sua biografia – família, literatura e política.

Autora: Raquel de Queiroz e Maria Luiza de Queiroz
Editora: Arx
Número de Páginas: 285
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva

Rachel de Queiroz e sua arte inconfundível de escrever romances históricos do modernismo regionalista traz à tona nesse seu livro de memórias todo um lado sertanejo que vivenciara até os últimos dias de sua vida, estruturando a obra em 51 capítulos breves numa mistura de relatos gravados, perfis, textos escritos e até algumas crônicas bem particulares, onde utilizara como personagens principais membros de sua própria família.

A coisa que eu mais gosto em uma biografia é saber que nossos autores favoritos também têm ou tiveram uma vida normal, de dificuldades. Admiro muito Rachel de Queiroz, ela era muito simples, muito verdadeira em suas histórias.  Uma bela mulher e uma bela escritora. Suas palavras nos tocam no fundo da alma.

Dela, já li alguns livros – “O Quinze” (1930) e “As Três Marias” (1939) – assisti também a minissérie “Memorial de Maria Moura”, baseada em sua obra. Agora o livro “Tantos Anos” é encantador até mesmo para que não conhece a obra de Rachel. Os detalhes fazem com que a gente imagine cada cantinho por onde ela passou, cada momento que viveu, os amigos – tantos deles ilustres – com quem conviveu, o amor pela família. Rachel foi uma mulher exemplar, guerreira. Deixou um exemplo como pessoa, no que diz respeito aos seus princípios e a defesa de tudo aquilo em que acreditou firmemente.