Categoria: Livros

#Livro | O Duque e Eu

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Hoje vai ser dia de polêmica! Aqueles que me seguem no instagram (@blog_entrelinhas) viram que a série “Bridgerton”, produzida pela Netflix, foi um grande incentivo para finalmente começar a ler a saga escrita por Julia Quinn. Logo que a série foi lançada, já comprei os dois primeiros livros e iniciei “O Duque e Eu”. Lembrando que vou fazer algumas comparações com a série.

Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar.

Daphne Bridgerton está em busca de um casamento, porém todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne.

“O Duque e Eu” é o primeiro volume entre oito livros que narram as aventuras da grande e barulhenta Família Bridgerton. E vamos a polêmica: a leitura não foi o que eu esperava. A história é interessante, alguns personagens são muito bons, porém a autora peca no desenvolvimento. A Daphne do livro me incomodou um pouco, sorte que deixaram a personagem bem mais interessante na série. Apesar disso, o casal protagonista possui química. E os coadjuvantes também são legais – Lady Whistledown mesmo sem nem aparecer fisicamente, consegue ter uma grande influência na trama e aguçar a curiosidade do leitor.

Comparando com a série, preciso dizer que gostei muito mais da adaptação da Netflix do que do livro. Obviamente, algumas histórias dos demais irmãos foram antecipadas, e até aumentadas. Personagens tiveram mudanças significativas, como é o caso da Daphne – que já citei acima, ela se tornou mais humana, engraçada e talvez até mais romantizada. Outro exemplo é o de Anthony, que na série é mais embuste. A revelação de Lady Whistledown no último episódio também pegou vários de surpresa. E a polêmica cena entre Daphne e Simon foi amenizada e modificada. Esse foi outro momento bem complicado do livro. Enfim, posso fazer um post mais detalhado sobre isso, se vocês quiserem. Independente das opiniões sobre o primeiro livro, já comecei “O Visconde que me Amava” e confesso que a leitura tem sido bem melhor e me surpreendendo positivamente.

Já leram a saga Bridgerton? Gostaram de O Duque e Eu? O que acham da série da Netflix?

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#Livro | As Outras Pessoas

Autora: C.J. Tudor
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Assim que terminei a leitura de “O Homem de Giz” (tem resenha AQUI), já engatei “As Outras Pessoas”, da mesma autora C.J. Tudor, publicada pela Editora Intrínseca.

Gabe teve seu mundo virado de cabeça para baixo quando recebeu a notícia que sua esposa, Jenny e sua filha Izzy, foram assassinadas em casa. Mas o que ele sabe é que essa notícia referente a sua filha não pode ser verdade, pois quando estava na rodovia, ele viu sua filhinha em um furgão e chegou a persegui-lo sem sucesso. Três anos depois, Gabe passa seus dias e noites rodando pela estrada em que viu Izzy pela última vez.

Katie é garçonete em um dos postos de gasolina por onde Gabe passa à procura da filha. Ela sabe o que é perder alguém. Há nove anos, sua família ficou destruída depois que seu pai foi assassinado. Fran também vive na estrada com Alice. Mas elas não estão à procura de ninguém, mas estão fugindo, porque Fran sabe que, se um dia as encontrarem, elas serão mortas. Todas as três histórias têm algo em comum e irão se entrelaçar.

A narrativa de C.J. Tudor é bem empolgante e prende a atenção do leitor. Confesso que no início não estava entendendo muito as ligações, porém a partir de um momento, tudo se esclarece, e o arco narrativo faz sentido. Ao final houve um plot sobrenatural que também não me agradou muito.

Os personagens são bem construídos e possuem uma complexidade e autenticidade interessante; o protagonista tem uma boa narrativa, o que faz com que torçamos por ele. Já os secundários carregam mistérios e são essenciais para o desenvolvimento da história. Além disso, assim como os outros dois livros de C.J. Tudor, a Editora Intrínseca dá um show com a edição do livro – capa dura, fonte legível, páginas pretas, ilustração bonita. Vale a pena conferir!

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Livro | O Homem de Giz

Autora: C.J. Tudor
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
No final do ano ganhei de uma amiga querida o livro “O Homem de Giz”, romance de estreia de C.J. Tudor, e já mergulhei na leitura dessa obra. Publicado pela Editora Intrínseca, o livro traz uma atmosfera de suspense e uma história contagiante.

Na pequena cidade de Anderbury, em 1986, existia um grupo de amigos inseparáveis. Eddie, Gav, Mickey, Hoppo e Nicky (a única menina do grupo) estavam sempre atrás de uma aventura diferente. Os desenhos a giz são um código secreto: homenzinhos rabiscados no asfalto; mensagens que só eles entendiam. Ao se reunirem em uma feira que acontece na sua cidade, eles são surpreendidos com uma tragédia que mudará a vida de todos, principalmente a do jovem Eddie. Ele criará uma eterna conexão com o novo professor da cidade, o estranho e pálido Sr. Halloran. Se esse incidente não bastasse, desenhos misteriosos levam o grupo de crianças até um corpo desmembrado e espalhado em um bosque.

Em 2016, Eddie se esforça para superar o passado, até que um dia ele e os amigos de infância recebem um mesmo aviso: o desenho de um homem de giz enforcado. Quando um dos amigos aparece morto, Eddie tem certeza de que precisa descobrir o que de fato aconteceu trinta anos atrás.

Mesclando uma narrativa que se alterna entre passado e presente, o livro é narrado pelo Eddie, assim conhecemos a história através de sua perspectiva, o que ajuda muito, já que o personagem é carismático e cria situações que mexem com o psicológico. A autora criou uma ótima trama, tanto que nos faz esquecer a principal regra dos livros de suspense/thriller: duvide de todos, nunca acredite em ninguém. A amizade retratada e suas consequências no futuro são o grande destaque.

Além disso, preciso elogiar a edição da Intrínseca, que está incrível. Capa dura, com vários homens palito (grande referência da obra) desenhados, por dentro uma bela diagramação e cada início de capítulo com páginas pretas. Foi a única coisa que não gostei muito, dificultava a leitura.

Enfim, a trama nos faz refletir sobre o quanto evoluímos, independente de nossas escolhas. A resolução dos mistérios da trama foi muito interessante, apesar de ter sido um pouco corrido. Uma leitura de primeira, digna de elogios!

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#Livro | Teto para Dois

Autor: Beth O’Leary
Editora: Intrínseca
Páginas: 400
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Estão prontos para a primeira dica literária?! Começar o ano com um romance bacaninha foi bem legal. “Teto para Dois”, da autora Beth O’Leary, publicado pela Editora Intrínseca, traz uma história sobre encontros inesperados, relacionamentos e crescimento pessoal.

Três meses após o término do seu relacionamento, Tiffy finalmente sai do apartamento do ex-namorado. Agora ela precisa para ontem de um lugar barato para morar. Contrariando os amigos, ela topa um acordo bastante inusitado. Leon está enrolado com questões financeiras e tem uma ideia pouco convencional para arranjar dinheiro rápido: sublocar seu apartamento, onde fica apenas no período da manhã e da tarde nos dias úteis, já que passa os finais de semana com a namorada e trabalha como enfermeiro no turno da noite. Só que tem um detalhe importante: o lugar tem apenas uma cama.

Sem nunca terem se encontrado pessoalmente, Leon e Tiffy fecham um contrato de seis meses e passam a resolver as trivialidades do dia a dia por Post-its espalhados pela casa. Mas será que essa solução aparentemente perfeita resiste a um ex-namorado obsessivo, uma namorada ciumenta, um irmão encrencado, dois empregos exigentes e alguns amigos super protetores?

Em uma narrativa dividida entre os dois pontos de vista, iremos compreender como a rotina desses dois personagens irão se entrelaçar. Ambos protagonistas são carismáticos e constroem química ao longo dos capítulos. O leitor vai se apaixonando por eles, mesmo cada um tendo as suas diferenças. Uma crítica que faço, achei que o encontro físico entre os dois demorou bastante para acontecer – eles se conhecem pessoalmente no decorrer de mais da metade do livro.

Além do romance, o livro tratou de um assunto muito importante – a relação abusiva que Tiffy tinha junto ao ex-namorado Justin. O modo como a autora retrata as consequências, os gatilhos e o quanto isso afeta o dia a dia da Tiffy, começando com sutileza para então falar abertamente do que uma vítima passa ao ser abandonada e perseguida, tudo isso é muito consciente e feito de forma comovente. A dependência que ela sentia no início até o momento em que ela consegue se livrar de tudo isso retrata um arco narrativo bem interessante.

Os personagens coadjuvantes também contribuem para o desenvolvimento da história, tanto os amigos de Tiffy – Mo, Gerty e Rachel – e os amigos de León – do núcleo da Casa de Repouso, além de seu irmão Richie, cuja história também ajuda a movimentar e interliga tramas.

É uma história linda sobre uma amizade inusitada que se transforma em uma bela história de amor. A edição da Intrínseca é muito boa, vale muito a pena conferir!

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#Livro | Beijos em Nova York

Autora: Catherine Rider
Editora: Galera Record
Páginas: 239
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Se você procura um romance fofo e clichê, bem ao estilo Sessão da Tarde, para ler em poucas horas e iniciar bem o ano, se liga nessa dica! “Beijos em Nova York”, da Catherine Rider (pseudônimo dos autores James Noble e Stephanie Eliot), foi publicado pela Galera Record e traz uma história bem água com açúcar, mas super envolvente! E tem um plus: quem curte histórias natalinas, também vai adorar!

É véspera de Natal no aeroporto JFK, em Nova York. Mas Charlotte, uma estudante britânica que veio à cidade para um intercâmbio que acabou se transformando no pior semestre de sua vida, não está exatamente sentindo esse clima natalino: como se não bastasse ter levado um fora recentemente, percebeu que, devido a uma nevasca, não conseguiria retornar a Londres para passar a noite de Natal com sua família. É então que, sozinha no aeroporto e desesperada para ir embora, conhece Anthony, que, coincidentemente, acabou de levar um fora – e pior: em público. Munidos de um livro de autoajuda, “Supere seu ex em 10 passos fáceis”, e determinados a, de fato, superarem suas desilusões amorosas, os dois passarão a noite de Natal cruzando a cidade de Nova York – e, sem querer, embarcarão também numa viagem de autodescoberta que mudará sua trajetória.

O grande destaque do livro são seus personagens – Charlotte e Anthony são bem cativantes e possuem química juntos. O livro é narrado em alternância pelos dois e a história se passa em poucas horas, tendo cada um contando um momento da aventura baseada no livro de superar o ex. As diferenças entre as narrações deles são bem claras, portanto, provavelmente cada autor ficou responsável por escrever os capítulos de cada um dos protagonistas. Isso foi ótimo porque deixou bem evidente a personalidade do Anthony e da Charlotte e permitiu compreendê-los melhor. Ambos estão se redescobrindo e essa jornada em conjunto com o leitor traz uma identificação.

“É só que… está frio e escuro. E, se você não é daqui. Nova York pode ser… não sei, um tipo de monstro. Pode te comer viva, sabe? Especialmente com esse seu sotaque de Downton Abbey.”

“Beijos em Nova York” é uma leitura dinâmica, bem rapidinha, ágil, que flui legal, com personagens cativantes. Um romance leve, que nos transporta pelos pontos de Nova York. Trata-se de uma história adolescente, que traz aquele quentinho no coração. Vale a pena!

Quem aí curte leituras fofinhas e rápidas? Pretendem ler Beijos em Nova York? Me contem nos comentários!

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#Livro | A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes (saga Jogos Vorazes)

Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco
Páginas: 576
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Preciso começar dizendo que sou fã da saga Jogos Vorazes e tinha grandes expectativas para “A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”. O prequel, escrito pela autora Suzanne Collins e publicado pela editora Rocco, veio cheio de polêmicas ao contar a história de ambição e poder do presidente Snow, em sua juventude. E detalhe, li este livro em uma Leitura Coletiva! Minha primeira!

A história tem início na a manhã do dia da colheita que iniciará a décima edição dos Jogos Vorazes. Na Capital, o jovem de dezoito anos Coriolanus Snow se prepara para sua oportunidade de glória como um mentor dos Jogos. A outrora importante casa Snow passa por tempos difíceis e o destino dela depende da pequena chance de Coriolanus ser capaz de encantar, enganar e manipular seus colegas estudantes para conseguir mentorar o tributo vencedor. E esta Capital que vemos, nem de longe lembra a luxuosa que vemos na trilogia. Estamos em uma cidade no pós-guerra, que ainda não se recuperou.

Completamente encantado com essa grande chance, tudo o que Coriolanus queria era mentorar alguém do Distrito 1 ou 2, mas a sorte não está ao seu favor. A ele, foi dada a tarefa de mentorar uma garota tributo do Distrito 12 – para ele, isso é completamente humilhante. Sem ter o que fazer, ele terá o seu destino interligado com a garota do Distrito 12, Lucy Gracy, e todas as suas escolhas poderão levar ao sucesso ou ao fracasso, triunfo ou ruína. Na arena, a batalha será mortal. Fora da arena, Coriolanus começa a se apegar a já condenada garota tributo.

O universo distópico está de volta e com ele podemos observar inúmeras referências aos Jogos Vorazes e tudo o que acarretou aos acontecimentos da trilogia. Porém, o livro não foi uma unanimidade na minha opinião. Confesso que esperava mais e me decepcionei com algumas coisas, mas ainda assim, não é ruim.

Primeiro coisa que não gosto é quando tentam humanizar um personagem que foi criado para ser o vilão. Claro que é interessante saber o processo que fez Corio se tornar o maquiavélico presidente Snow. Mas ainda assim, há momentos que não condiz com tudo o que o personagem construiu em sua aparição na trilogia. O que ajuda é a personagem Lucy Gray – ela é maravilhosa e encantadora, nos fazendo lembrar de Katniss. Ela, com certeza, é o ponto alto do livro.

Logo no início, a leitura não estava fluindo, mas a partir de um certo ponto, a autora conquista o leitor ao jogar vários plot twists, além de referências aos livros seguintes. A narrativa alterna, hora enfadonha, hora emocionante. A construção dos novos personagens também é interessante. Além de Lucy, destaco Sejanus – o melhor amigo de Corio, que muitas vezes foi extremamente chato, mas ainda assim é o contraponto à Capital, e a Dra. Gaul, que vem ser a vilã suprema desta história. E o final, o que dizer do final!? Extremamente curioso para saber o que aconteceu! Será que teremos continuação? Por ser uma saga lucrativa, e que com certeza deve ir aos cinemas, aposto que sim!

Já leram a trilogia Jogos Vorazes? O que acharam de “A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”?

#Livro | E se fosse a Gente?

Autora: Becky Albertalli e Adam Silvera
Editora: Intrínseca
Páginas: 352
Skoob
Onde Comprar: Americanas Submarino | Amazon

Oi gente!
Becky Albertalli, autora do sucesso “Com Amor, Simon”, se une a Adam Silvera para contar “E se Fosse a Gente?” – romance publicado pela Editora Intrínseca.

De férias em Nova York, Arthur está determinado a viver uma aventura digna de um musical da Broadway antes de voltar para casa. Já Ben acabou de terminar seu primeiro relacionamento, e tudo o que mais quer é se livrar da caixa com todas as lembranças do ex-namorado.

Quando eles se conhecem em uma agência dos correios, parece que o universo está mandando um recado claro. Bem, talvez não tão claro assim, já que os dois acabam tomando rumos diferentes sem ao menos saberem o nome ou telefone um do outro.

Em meio a encontros e desencontros — sempre embalados por referências a musicais e à cultura pop, Ben e Arthur se perguntam: e se a vida não for como os musicais da Broadway e os dois não estiverem destinados a ficarem juntos? Mas e se estiverem? Aos poucos, eles percebem que às vezes as coisas não precisam ser perfeitas para darem certo e que os planos do universo podem ser mais surpreendentes do que eles imaginam.

Acho a leitura dos livros da Becky bem leves e rápidas. Com este não foi diferente. A parceria com Adam Silvera deu certo. Confesso que ainda não li nada do autor, mas é visível que cada personagem principal foi criado por cada autor, o que funcionou muito bem naa construção personalidade – os dois são bem diferentes.

Os capítulos são interligados entre Arthur e Ben. A narrativa é envolvente, os personagens secundários são interessantes. O modo como os autores retratam o relacionamento familiar dos protagonistas é bom. Becky e Adam tratam os tabus de forma natural.

“E se fosse a Gente?” é um livro leve, com uma narrativa divertida, uma ótima leitura para uma tarde tranquila.

Já conheciam “E se fosse a Gente”? Curtem os livros da Becky e do Adam? Comentem!

#Livro | Um Lugar Bem Longe Daqui

Autora: Delia Owens
Editora: Intrínseca
Páginas: 336
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
A dica de leitura de hoje é o romance “Um Lugar Bem Longe Daqui”, publicado pela Editora Intrínseca, da autora Delia Owens.

Por anos, boatos sobre Kya Clark, a “Menina do Brejo”, assombraram Barkley Cove, uma calma cidade costeira da Carolina do Norte. Ela, no entanto, não é o que todos dizem. Sensata e inteligente, Kya sobreviveu por anos sozinha no pântano que chama de lar, tendo as gaivotas como amigas e a areia como professora. Abandonada pela mãe, que não conseguiu suportar o marido abusivo e alcoólatra, e depois pelos irmãos, a menina viveu algum tempo na companhia negligente e por vezes brutal do pai, que acabou também por deixá-la. Anos depois, quando dois jovens da cidade ficam intrigados com sua beleza selvagem, Kya se permite experimentar uma nova vida — até que o impensável acontece e um deles é encontrado morto.

Ao mesmo tempo uma ode à natureza, um emocionante romance de formação e uma surpreendente história de mistério, “Um Lugar Bem Longe Daqui” relembra que somos moldados pela criança que fomos um dia e que estamos todos sujeitos à beleza e à violência dos segredos que a natureza guarda.

Eu curti bastante a leitura. Tinha visto algumas resenhas negativas do livro, principalmente quanto a narrativa, o que tinha me decepcionado um pouco. Mas ainda assim insisti na leitura e desde o começo fiquei bem empolgado com a história. Kya é uma personagem maravilhosa, muito bem construída. Sua relação com Tate – o garoto que a ensinou a ler e escrever, é um dos pontos fortes da narrativa. A amizade dos dois é linda. Depois de Pulinho e sua esposa, Tate foi a única pessoa que de fato entrou na vida de Kya. O amor pelo pântano uniu os dois.

Também vemos a relação de Kya com Chase. Desde o início sabemos que o personagem foi assassinado e a investigação é alternada ao longo dos capítulos. A autora nos conta certos detalhes do futuro ao mesmo tempo que vamos acompanhando a história principal desde o início. Obviamente, Kya é uma das suspeitas de matar Chase. E essa dúvida sobre quem é o assassino e se de fato ela esteve envolvida aquece ainda mais a história. Não vou dar spoiler, mas preciso dizer que o final me surpreendeu.

“Um Lugar Bem Longe Daqui” é um livro muito interessante, que retrata uma história de sobrevivência e superação, com uma linda mensagem de amizade e confiança. E estejam preprados para uma adaptação cinematográfica – a atriz Reese Witherspoon – produtora de outros best sellers como “Big Little Lies” e “Little Fires Everywhere” – já adquiriu os direitos da obra.

Já conheciam Um Lugar Bem Longe Daqui? Se sim, o que acharam? Se não, pretendem ler?

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#Livro | Juntando os Pedaços

Autora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 392
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Mais uma dica de leitura! Se você se emocionou com “Por Lugares Incríveis”, precisa começar a ler “Juntando os Pedaços”, da mesma autora Jennifer Niven. A história retrata muito bem a luta contra o preconceito, gordofobia e amor próprio.

Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca, mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby.

Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.

Assim, Jennifer Niven nos apresenta, com uma narrativa em primeira pessoa, o universo de cada um desses personagens, de modo que a cada capítulo temos Libby ou Jack narrando suas questões internas, até seus caminhos se cruzarem. Libby sonha em ser dançarina e, agora, após perder mais de 140 kg, resolveu voltar para o colégio em que estudava antes de sua mãe falecer e suas crises de ansiedade e compulsão alimentar começarem. Lá, encontra, da pior maneira possível, Jack, o garoto que secretamente não consegue gravar faces, nem mesmo de sua própria família.

“Juntando os Pedaços” me conquistou logo no começo. A narrativa envolvente e os personagens cativantes são o ponto alto. O tema é extremamente atual e necessário para discussão. O bullying é retratado de forma tocante e emocionante. Ambos os personagens desenvolvem inseguranças devido a tudo o que passaram e a forma como eles lidam com isso é o importante a se observar. Mas, por trás de toda discussão, temos uma história fofa e divertida sobre o amor – tanto o amor por si mesmo, quanto o amor doce e jovem que começa no ensino médio. Esteja preparado para juntar os pedaços após o final da leitura!

Já conheciam a literatura de Jennifer Niven? Bora ler “Juntando os Pedaços”!

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#Livro | Mortos não contam Segredos

Autora: Karen McManus
Editora: Galera Record
Páginas: 352
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon
Foto: Facebook Galera Record

Oi gente!
Vocês já devem ter percebido que eu engrenei com as minhas leituras!! Tinha alguns livros que estavam parados, resolvi colocar tudo em dia nessa quarentena! Hoje vou trazer para vocês uma dica bem bacana – o suspense “Mortos não contam Segredos”, o segundo romance de Karen McManus, autora best-seller de “Um de Nós Está Mentindo”.

Por trás das cercas brancas e dos gramados perfeitos da pacata cidadezinha de Echo Ridge, há segredos de natureza obscura. Ellery conhece as histórias a respeito da cidade natal de sua mãe e sabe que ali garotas desaparecidas não voltam para casa. Cinco anos atrás, a rainha do baile Lacey Kilduff foi assassinada e o culpado jamais foi preso. Sua tia Sarah também foi uma das vítimas quando ainda era adolescente, mas a mãe pouco fala sobre isso, preferindo mascarar o luto com bebidas e remédios. Quando o vicio culmina em uma internação na clínica de reabilitação, Ellery e seu irmão gêmeo Ezra se mudam para a casa da avó em Echo Ridge e passam a testemunhar em primeira mão a sinistra fama da cidade.

Antes mesmo do inicio das aulas, novas ameaças surgem em forma de pichações. Alguém deixa bem claro que a temporada de caça às rainhas do baile está aberta, e o nome de Ellery surge entre as possíveis vítimas. Poucos dias depois, outra garota desaparece e, desta vez, Ellery está determinada a descobrir quem está por trás de tudo isso. Mas quanto mais a menina se envolve com os segredos dos moradores, mais se põe na mira do responsável pelas mortes. Ellery está prestes a descobrir que segredos são perigosos, e é por isso que, em Echo Ridge, é melhor guardá-los para si.

A nossa protagonista Ellery tem um fraco por tudo que envolve mistérios policiais e começa a procurar qualquer vestígio que possa ligar os fatos do passado e todos os recém acontecimentos. Não demora muito para ela conhecer Malcolm, irmão mais novo de Declan Kelly – um dos antigos suspeitos, formando uma aliança, que também envolve o irmão Ezra e Mia.

A narrativa é realizada em primeira pessoa, alternando entre Ellery e Malcolm. A medida que os capítulos vão passando, surpresas e mistérios vão sendo solucionados, alguns dando verdadeiro nó na cabeça e mantendo as expectativas lá no alto. Eu já havia gostado bastante de “Um de Nós Está Mentindo” e agora amei “Mortos não contam Segredos”. A autora consegue criar um universo de suspense adolescente, que prende a atenção. Confesso que ainda estou refletindo um pouco sobre o final e a solução dada pela autora – não estava esperando o que aconteceu, mas foi tudo bem coerente.

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