Categoria: Livros

Livro ▪ O Imenso Azul entre Nós

Autora: Ayesha Harruna Attah
Editora: Alt
Páginas: 256
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Hoje vou falar de uma das minhas leituras preferidas deste ano! Com certeza estará no meu TOP 5 no fim do ano! “O Imenso Azul entre Nós” é um livro super sensível da escritora ganesa Ayesha Harruna Attah, publicado no Brasil pela editora Alt.

Durante os capítulos acompanhamos a história das gêmeas Hassana e Husseina, que foram separadas após um ataque brutal à sua aldeia, em 1892. A partir desse traumático evento, ambas são escravizadas e seguem caminhos separados, que as levam a diferentes cidades, países e até continentes. Enquanto Hassana fica na Costa do Ouro africana, Husseina cruza o oceano até a Bahia, onde é iniciada no Candomblé. Com o passar do tempo, as irmãs crescem e levam vidas completamente diferentes em muitos aspectos, mas com algo em comum: o sentimento de que há algo faltando. Apesar da distância, elas continuam ligadas uma à outra por meio de seus sonhos.

A obra é narrada pelas duas personagens principais, alternando capítulos para cada uma. É muito interessante perceber a dualidade entre as duas, que são tão diferentes, ao mesmo tempo que se igualam em vários aspectos. Enquanto Hassana é mais sentimental e está sempre em busca pela irmã gêmea, Husseina descobre um novo mundo, uma nova família e começa a construir uma nova história. Mas os sonhos que ambas têm fazem toda a diferença para o tão esperado reencontro.

Confesso que achei o reencontro de ambas um pouco corrido e forçado. Aconteceu do nada e de uma forma muito fácil (digamos assim). Mas amei o desenvolvimento de todos os personagens, principalmente Husseina, que ao vir para o Brasil, passa a se chamar Vitória. A ambientação também é um ponto forte – temos as aldeias da costa africana e a Bahia com os terreiros de candomblé.

A trama reflete sobre laços e ligações tão fortes que independem da distância. Ayesha Harruna Attah construiu uma história super rica em cultura e tradições, com personagens marcantes. E a edição da Alt também está maravilhosa! Vale a pena conferir!

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Livro ▪ Uma lista (quase) definitiva de piores medos

Autora: Krystal Sutherland
Editora: Alt
Páginas: 304
Skoob
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Oi gente!
Hoje vou falar de uma leitura que eu curti bastante. “Uma Lista quase definitiva de piores medos”, de Krystal Sutherland, mesma autora de “A química que há entre nós”. O livro conta a jornada de uma adolescente que se vê obrigada a enfrentar seus maiores medos.

Esther Solar é uma jovem garota, no mínimo problemática. Ela acredita que sua família foi amaldiçoada quando o avô encontrou com a “Morte” durante a Guerra do Vietnã. O patriarca da família sempre contou que cada membro morreria de seus piores medos. O irmão de Esther tem pavor do escuro, seu pai sofre de agorafobia e não sai do porão há anos e sua mãe é completamente obcecada por má sorte. Esther ainda não sabe qual é seu grande medo – e pretende continuar assim. Para tal, ela elabora uma lista com seus piores medos para conseguir evita-los: ela não chega nem perto de lagostas, mariposas, espaços fechados, cortes de cabelo, espelhos e toda e qualquer coisa que tenha o potencial de evoluir para uma fobia.

Até que Jonah Smallwood reaparecer em sua vida. O reencontro resulta no furto de seu celular, dinheiro, dignidade e – o mais importante – sua lista. Mas o que parece ser ruim fica pior quando Jonah a desafia a quebrar a maldição da família, enfrentando cada uma das fobias de sua lista.

Como falei, a leitura foi uma bela surpresa. Apesar que no começo, foi um pouco difícil engrenar, mas depois que o casal protagonista começa a ter um desenvolvimento, a história fluiu. Preciso dizer também que a leitura pode despertar gatilhos, já que é falado sobre traumas psicológicos, violência e suicídio em determinado momento.

Os personagens são o grande ponto positivo do livro, todos são bem construídos. Esther e Jonah juntos funcionam super bem! O casal possui química e são super fofos ao longo dos capítulos. Achei super legal a relação de Jonah fazer com que Esther perca seus medos, ao mesmo tempo que ele também passa por problemas familiares. Eugene, irmão de Esther, também passa por sérios problemas depressivos – e sua família não percebe, o que causa um grande desconforto proposital no leitor. A leitura alterna entre momentos sufocantes e romance fofo.

“Uma Lista quase definitiva de piores medos” é um drama que causa estranheza ao mesmo tempo que alerta e discute temas super importantes. Vale a pena conferir!

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Livro ▪ A Última Tragédia (Projeto Lendo o Mundo)

Autor: Abdulai Sila
Editora: Pallas
Páginas: 192
Skoob
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Oi gente!
É dia de projeto “Lendo o Mundo” – aquele que leio livros de todos países para conhecer a literatura, cultura e tradições desses locais. E, por sorteio, fui ler “A Última Tragédia”, de Abdulai Sila, publicado pela editora Pallas, e que representa a Guiné Bissau 🇬🇼 Esse livro foi publicado originalmente pela Kusimon Editora, em 1995, e no Brasil em 2006.

A República da Guiné-Bissau é um país do continente africano e foi colônia de Portugal até 1973.  Apenas 15% da população fala português. A grande maioria da população (90,4%) fala kriol, uma língua crioula baseada no português, enquanto o restante dos habitantes fala uma variedade de línguas africanas nativas.

Pesquisando sobre escritores do país, encontrei Abdulai Sila, que inclusive é o autor do que é considerado o primeiro romance guineense: “Eterna Paixão” (1994). Como não achei um exemplar para comprar, decidi ler “A Última Tragédia”, seu segundo livro. A trama narra a história da colonização pela ótica do colonizado. Primeiro, acompanhamos a jovem Ndani, que sai de seu povoado no interior do país em busca de uma vida melhor na capital, Bissau. Ela quer se ver livre da profecia de um curandeiro que dizia que ela era portadora de um mau espírito e que as tragédias acompanhariam sua vida. Ndani não falava português, a língua dos brancos, mas aprendeu algumas palavras que repetiu de porta em porta na cidade: “Sinhora, quer criado?” E foi assim que ela foi parar na casa da Dona Linda e do Sr. Leitão, onde descobriu um mundo novo. Para ela, o mundo do branco é completamente diferente. Agora a garota conhece o preconceito, a exploração e a tentativa de apagamento de sua cultura.

Dona Linda achava que tinha uma missão sagrada: catequizar os negros. Então ela criou escolas para que eles se tornassem replicadores do Evangelho. Um desses replicadores é o Professor, que chega a Quinhamel e lá conhece o Régulo Bsum Nanki. “Régulo” é um líder tradicional africano, um personagem que sobreviveu à colonização. E Bsum Nanki questiona a supremacia do branco sobre o negro e o direito de um povo invadir a terra do outro para instalar a sua lei. As vidas dos três personagens – Ndani, o Professor e o Régulo – em certo momento se cruzam.

Com relação à leitura, tive um pouco de dificuldade no meio do livro. A história de Ndani me pegou logo de cara e a leitura estava fluindo, até que mudou o cenário e fiquei um pouco perdido, mas logo tudo fez sentido. Foi muito interessante perceber a história pela ótica das pessoas oprimidas e o contraponto que o autor faz em cima da imposição cultural é excelente. E ainda quero ler outros livros do autor, se eu conseguir achar!

Este foi o 8º livro lido do projeto. Quer saber quais foram os outros? Acesse AQUI

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Livro ▪ Sem Ar

Autora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 392
Skoob
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Oi gente!
Jennifer Niven me conquistou com seus dois livros – “Por Lugares Incríveis” e “Juntando os Pedaços”. Assim, quando “Sem Ar” entrou em pré-lançamento eu já estava surtando! Mas infelizmente a leitura não foi o que eu imaginava.

Passar o verão numa ilha remota não era o plano de Claudine Henry. Ela deveria estar viajando de carro com sua melhor amiga, aproveitando cada minuto antes de ir para a faculdade. Mas depois que seus pais anunciam o divórcio, o mundo dela vira de cabeça para baixo — e Claude vai parar nesse destino improvável, acompanhando a mãe que tenta se reconstruir depois da separação. Ali, a garota não tem internet, sinal de celular ou amigos. Até que conhece Jeremiah. Com o espírito livre e um passado misterioso, a química entre os dois é imediata e irresistível. Enquanto vivem aventuras pelas praias, dunas e florestas, Claude e Miah tentam não se apaixonar — afinal, esse relacionamento tem os dias contados. Mas talvez viver esse romance seja exatamente do que Claude precisa para começar a escrever sua própria história.

A leitura até que começou boa. Claude e Jeremiah formaram um casal bacana, eu estava bem embalado no início, porém a nossa protagonista Claude é um tanto chata e me irritou em vários momentos. Não vou julgar a questão psicológica da personagem, que até certo ponto, podemos entender o que ela está passando – inclusive, temos muitos gatilhos de depressão – mas ainda assim, era bem difícil aguentá-la. Em compensação Miah é ótimo e o mistério em torno dele até envolve durante os capítulos. Porém a história não foi a lugar nenhum, faltou desenvolvimento dos personagens, faltou um arco narrativo interessante. Faltou aquele tempero para dar liga!

Quando achei que iria acontecer algo, nada aconteceu e o livro acabou. Outra coisa que não curti foi a relação de Claude com a sua melhor amiga Saz – em vários momentos ela foi infantil, egoísta e extremamente abusiva. Fui ficando muito decepcionado com a personagem. Infelizmente “Sem Ar”, para mim, foi uma das decepções do ano, a expectativa estava muito alta, mas não me agradou. E lembrando mais uma vez, a história tem vários gatilhos! Esteja preparado para um drama familiar e muito pessoal, caso for ler.

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Livro ▪ Sua Alteza Real

Autora: Rachel Hawkins
Editora: Alt
Páginas:
Skoob
Onde Comprar: Americanas Submarino | Amazon

Oi gente!
“Sua Alteza Real”, segundo livro da série Royals, escrito pela autora Rachel Hawkins (já falei de “Como Sobreviver a Realeza” AQUI) me conquistou logo no começo!

Millie Quint é uma jovem que acaba de passar por uma desilusão amorosa após ver a sua quase melhor amiga/quase namorada com outra pessoa. É aí que ela resolve deixar tudo para trás e se aventurar numa nova etapa e em outro país. Mais precisamente num dos colégios mais exclusivos do mundo, onde ela ganha uma bolsa, que fica naquele cenário de filme das belas Terras Altas da Escócia. Ali ela, com certeza, poderia recomeçar, certo? Talvez não. O único problema é que sua colega de quarto é literalmente uma princesa. E não qualquer princesa. Mas a mimada princesa Flora. Da Escócia. É claro que, num primeiro momento, as duas não se entendem. Mas, depois, Millie parece estar revivendo tudo novamente. Só que, dessa vez, ela não quer ser deixada para trás, substituída.

Rachel Hawkins já havia me conquistado com a sua escrita e a sua narrativa em “Como Sobreviver à Realeza”, porém “Sua Alteza Real” vai mais além! A protagonista Millie tem força e é bem mais cativante do que Daisy no primeiro livro, lembro que demorei um pouco para torcer por ela. O texto de Rachel é ágil, sem muito enrolação. Bem objetivo e leve, de forma que a gente realmente não percebe o tempo passar. A leitura fluiu muito bem, terminei em poucos dias.

A história também tem uma pegada clichê de colégio interno com uniformes e algumas “gincanas” entre os alunos, que são muito divertidas. Além de Millie, temos Flora, que já havia aparecido no primeiro livro e agora temos uma imersão maior em sua história. Gosto do arco narrativo da personagem e sua transformação. Também gostei dos coadjuvantes – lady Sakshi e Perry, eles são super divertidos! Foi bem interessante ver tanto Millie, quanto Flora, se redescobrindo e criando uma jornada juntas.

Um detalhe importante, não é necessário ler “Como Sobreviver a Realeza” antes. Ambas histórias são independentes, porém, alguns personagens do primeiro livro aparecem em alguns momentos no segundo, principalmente Seb. Inclusive, acho que logo logo veremos o terceiro livro focado nele!

“Sua Alteza Real” é aquele clichêzão, mas que diverte! É o quentinho no coração e a comédia romântica que me conquista sempre. Aquela boa leitura para o fim de semana chuvoso!

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Livro ▪ Um de Nós é o Próximo

Autor: Karen McManus
Editora: Galera Record
Páginas: 400
Skoob
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Oi gente!
Estão preparados para um novo mistério a ser solucionado no Colégio Bayview? “Um de nós é o próximo”, lançado pela Galera Record, é a sequência de “Um de nós está mentindo” (tem resenha AQUI), também escrito por Karen McManus.

Vários aplicativos de fofoca surgiram depois que Simon Kelleher morreu. Mas desde que os quatro estudantes de Bayview foram inocentados de sua morte, nada foi capaz de preencher o vazio de fofocas como ele conseguia. O problema é: ninguém mais tem os fatos. Até agora. Desta vez, não é um aplicativo: é um jogo. E quando o jogo de Verdade ou Consequência se torna mortal, qual lado você escolhe? Escolha consequência e receba um desafio para cumprir em vinte e quatro horas. Escolha verdade e… Bem, é melhor você ficar com a consequência.

Phoebe Lawton é o primeiro alvo. Caso escolha não jogar, uma verdade sobre a sua vida será revelada… E a dela é infame. Então, é a vez de Maeve Rojas, e parece que ela não aprendeu nada com os erros da primeira jogadora. Quando chega a vez de Knox, as coisas se tornam perigosas. Agora, os desafios se tornaram arriscados demais, e se tem algo que Maeve aprendeu com a irmã no ano passado é que eles não podem contar com a polícia. No entanto, eles precisam descobrir – e logo – quem está por trás do jogo, antes que seja tarde demais. Simon pode ter partido, mas há alguém determinado a manter vivo seu legado no Colégio Bayview. E, agora, com novas regras a serem aprendidas o mais rápido possível.

Depois de ter lido os livros anteriores de McManus as expetativas eram altas. E, novamente, curti a narrativa da autora. Os capítulos são narrados pelo ponto de vista de três personagens: Maeve, Knox e Phoebe. Maeve (já conhecida no 1º livro) é a irmã mais nova da Bronwyn (protagonista do 1º livro) e sente alguma pressão sobre a escolha da faculdade mas, ao mesmo tempo, não quer fazer planos para o futuro com medo que sua doença volte. Knox é o primeiro namorado da Maeve até perceberem que funcionam melhor como amigos. E Phoebe tem uma relação complicada com a sua irmã mais velha, Emma.

A história é fácil de ler e tem um ritmo tranquilo, a leitura engrenou e acabei rapidinho. A medida que vamos conhecendo a fundo os personagens, seus segredos vão sendo revelados, despertando curiosidade, principalmente para descobrir quem é a pessoa que está jogando com eles. Os personagens do primeiro livro voltam a aparecer em diversos momentos, o que causa aquela lembrança gostosa. No final, a revelação não foi tão surpreendente, porém pertinente.

Já leram “Um de Nós está Mentindo”? Pretendem ler essa continuação? Me digam o que acharam!

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Livro ▪ Vermelho, Branco e Sangue Azul

Autora: Casey McQuiston
Editora: Seguinte
Páginas: 392
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
“Vermelho, Branco e Sangue Azul”, da escritora Casey McQuiston, publicado pela editora Seguinte, era um dos livros que estava com expectativas para ler, porém não foi tudo o que eu esperava.

A história gira em torno da relação de Alex e Henry. Quando sua mãe foi eleita presidenta dos Estados Unidos, Alex Claremont-Diaz se tornou o novo queridinho da mídia norte-americana. Bonito, carismático e com personalidade forte, Alex tem tudo para seguir os passos de seus pais e conquistar uma carreira na política, como tanto deseja. Mas quando sua família é convidada para o casamento real do príncipe britânico Philip, Alex tem que encarar o seu primeiro desafio diplomático: lidar com Henry, irmão mais novo de Philip, o príncipe mais adorado do mundo, com quem ele é constantemente comparado – e que ele não suporta.

O encontro entre os dois sai pior do que o esperado, e no dia seguinte todos os jornais do mundo estampam fotos de Alex e Henry caídos em cima do bolo real, insinuando uma briga séria entre os dois. Para evitar um desastre diplomático, eles passam um fim de semana fingindo ser melhores amigos e não demora para que essa relação evolua.

A leitura demorou um pouco para fluir, mas com o desenvolvimento dos personagens foi ficando mais interessante. No começo, acabei largando e depois voltei para terminar. A história é leve, mas traz discussão de representatividade e orientação sexual.  Toda a trama é narrada pela perspectiva do Alex, assim conhecemos seus sentimentos e inseguranças. Eu, particularmente, achei o personagem muito chato, mas a construção da relação de Alex e Henry é o ponto forte do livro. Os personagens secundários também são super interessantes, principalmente as irmãs dos protagonistas. Gostei também da edição nos capítulos onde há cartas trocadas por eles. A capa também é bem bonitinha.

Enfim, “Vermelho, Branco e Sangue Azul” é um YA bem leve, com uma história interessante, um início arrastado, mas que melhora com o tempo.

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Livro ▪ Clube do Livro dos Homens

Autora: Lyssa Kay Adams
Editora: Arqueiro
Páginas: 320
Skoob
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Oi gente!
Com certeza você já deve ter ouvido falar do novo hype do momento“O Clube do Livro dos Homens”, escrito por Lyssa Kay Adams e publicado no Brasil pela editora Arqueiro. E será que esse livro é tudo isso mesmo?

A história gira em torno de Gavin Scott, um astro do beisebol. No auge de sua carreira, ele descobre um segredo sobre sua a esposa Thea. Magoado, Gavin sai de casa e acaba piorando o relacionamento, que já vinha se deteriorando. Quando Thea pede o divórcio, ele percebe que o orgulho e o medo podem fazê-lo perder tudo. Desesperado, Gavin encontra ajuda onde menos espera: um clube secreto de romances, composto por alguns dos seus colegas de time. Para salvar seu casamento, eles recorrem à leitura de uma trama de época, “Cortejando a Condessa”. Dessa forma, Gavin passa a entender como funciona o desejo feminino e inicia seu plano para reconquistar a esposa.

Eu gostei da premissa do livro – o lado masculino é algo bem pouco explorado em romances, quase não estamos acostumados a ver. Porém, acho que o motivo da briga do casal foi bem bobo. É o típico exemplo de uma simples conversa resolveria toda a problemática do livro. Confesso que esperava um pouco mais no desenvolvimento do clube do livro em si. Achei que todo o grupo leria o livro e discutiriam sobre.

Mas, ainda assim, a escrita da autora conquista. Os personagens são ótimos e o casal principal possui química. Os capítulos mesclam momentos engraçados e conflitos de relacionamento. Os colegas de time de Gavin são o alívio cômico da história. E para quem gosta, há algumas cenas hot que sempre chamam atenção.

O hype é bem compreensível, trata-se de uma comédia romântica bem legalzinha. E “Clube do Livro dos Homens” é apenas o primeiro de uma série de 4 livros. Já esperando a editora Arqueiro trazer os próximos!

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Livro ▪ Torto Arado

Autor: Itamar Vieira Júnior
Editora: Todavia
Páginas: 264
Skoob
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Oi gente!
Um livro que está fazendo um grande sucesso e conquistando a todos – merecidamente – é “Torto Arado”, de Itamar Vieira Júnior, lançado pela editora Todavida. A obra foi vencedora do Prêmio LeYa, em 2018, e do Prêmio Jaboti, ao abordar o universo rural do Brasil, colocando ênfase nas figuras femininas, na liberdade e na violência exercida sobre o corpo num contexto dominado pela sociedade patriarcal.

“Torto arado” percorre a dramática realidade vivenciada em várias partes do nordeste brasileiro, como a seca, a violência contra as mulheres, as práticas escravocratas e outros tipos de opressão no campo. A história é conduzida sob a perspectiva das irmãs Belonísia e Bibiana, que vivem na Fazenda Água Negra, no Sertão da Bahia. Ambas encontram uma velha e misteriosa faca guardada na mala da avó. Ao ocorrer um grave acidente, suas vidas estarão ligadas para sempre, a ponto de uma precisar ser a voz da outra.

Ao longo da história, vamos percebendo que Belonísia possui uma personalidade conformista, permanecendo ao lado do pai Zeca Chapéu Grande, enquanto Bibiana é mais arrojada e sensível ao mundo de injustiças que os rodeia. Belonísia mistura-se à terra arada; Bibiana junta-se à luta pela emancipação e pelo direito à terra. Vozes femininas, negras e extremamente fortes.

A narrativa é revezada entre as duas irmãs. A trama de desigualdade choca o leitor, que passa a se afeiçoar aos personagens sofridos – como os pais Zeca e Salustiana envolvidos com o curandeirismo e misticismo; a fé da avó perturbada por um passado; os vizinhos que sofrem com a violência, a fome, agressão familiar, entre tantos outros problemas.

A descrição de um sertão árido e de ambientes precários é o ponto forte do livro. Itamar nos apresenta a um meio rural tão realista e, ao mesmo tempo, poético. O desenvolvimento das protagonistas encanta – a história é uma grande metáfora de um país que ainda vive na sombra de seus antepassados. Belonísia e Bibiana crescem em um arco narrativo fantástico. Sou fã de obras que abordam realidades brasileiras e “Torto Arado” foi uma das melhores leituras até agora!

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Livro ▪ Cartas para Martin

Autora: Nic Stone
Editora: Intrínseca
Páginas: 256
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Oi gente!
Sabe aquele livro que te prende do início ao fim? Aquele que você não consegue parar de ler porque quer saber o que vai acontecer? E que lhe causa um misto de emoções durante a leitura? Esse é “Cartas para Martin”, livro de estreia de Nic Stone, que traz uma mensagem obrigatória nos dias atuais.

Justyce McAllister é o melhor da sua classe, capitão da equipe de debate, e destinado a uma universidade Ivy League no próximo ano. Mas as coisas mudam quando ele se vê no chão, algemado, apenas por ser negro e tentar ajudar a ex-namorada branca. Após o episódio de violência policial que sofreu, o jovem começa a ver as coisas de uma forma diferente. Justyce começa a perceber todas as injustiças e violências causadas pelo racismo.  Por isso, ele começa o projeto “Cartas para Martin”, onde escreve cartas para Martin Luther King com a pergunta: O que Martin faria? Com a intenção de se tornar uma pessoa melhor e não sentir mais tanta raiva, que os atos de racismo vêm fazendo ele sentir.

Então vem o dia em que Justyce está dirigindo com seu melhor amigo, Manny, com as janelas baixas, a música alta. Bem alta. Para a fúria de um policial branco fora de serviço ao lado deles. Palavras voam. Tiros são disparados. E Justyce e Manny são pegos no meio. Na mídia, é Justyce quem está sob ataque. A verdade do que aconteceu aquele dia – alguns matariam para saber. Justyce está morrendo para esquecer.

Pela sinopse já dava para perceber que viria uma história forte pela frente. E preciso dizer que foram muitas sensações e sentimentos durante a leitura, mega rápida por sinal. Li todo o livro em apenas três dias, a leitura fluiu muito bem, os capítulos são curtos e a história prende a atenção.

“Cartas para Martin” traz um reflexo extremamente atual, principalmente com o movimento “Black Lives Matter”. O fato de a polícia agir com base em um “perfil” que considera criminoso – no caso, jovens negros – é algo que infelizmente tem acontecido corriqueiramente nos Estados Unidos. E este é a narrativa principal do livro. A autora não nos prepara para o que vem; simplesmente nos joga na ação e nos faz sentir a angústia do personagem desde o início.

O livro traz importantes perfis para discussão como, por exemplo, aqueles que insistem na ideia de que a sociedade não vê cor e, por tanto, se recusam a ser anti-racistas; os brancos que entendem e ficam horrorizados com a situação; privilégio de classes; posição social; racismo reverso; ideia de comunidade, entre outras coisas. Os personagens são bem construídos, com destaque para Sarah-Jane (SJ, como é chamada) e Manny.

Este é um livro que muitos precisavam ler! É, verdadeiramente, uma obra de auto-descoberta e crescimento, que com certeza te fará repensar ações, atitudes, pensamentos ou falas, além de nos fazer pensar que nunca é tarde para agir em defesa do ser humano. Não tenho nem palavras para dizer o quanto eu recomento “Cartas para Martin”.