Categoria: Livros

#Livro | Juntando os Pedaços

Autora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Páginas: 392
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Mais uma dica de leitura! Se você se emocionou com “Por Lugares Incríveis”, precisa começar a ler “Juntando os Pedaços”, da mesma autora Jennifer Niven. A história retrata muito bem a luta contra o preconceito, gordofobia e amor próprio.

Jack tem prosopagnosia, uma doença que o impede de reconhecer o rosto das pessoas. Quando ele olha para alguém, vê os olhos, o nariz, a boca, mas não consegue juntar todas as peças do quebra-cabeça para gravar na memória. Então ele usa marcas identificadoras, como o cabelo, a cor da pele, o jeito de andar e de se vestir, para tentar distinguir seus amigos e familiares. Mas ninguém sabe disso — até o dia em que ele encontra a Libby.

Libby é nova na escola. Ela passou os últimos anos em casa, juntando os pedaços do seu coração depois da morte de sua mãe. A garota finalmente se sente pronta para voltar à vida normal, mas logo nos primeiros dias de aula é alvo de uma brincadeira cruel por causa de seu peso e vai parar na diretoria. Junto com Jack. Aos poucos essa dupla improvável se aproxima e, juntos, eles aprendem a enxergar um ao outro como ninguém antes tinha feito.

Assim, Jennifer Niven nos apresenta, com uma narrativa em primeira pessoa, o universo de cada um desses personagens, de modo que a cada capítulo temos Libby ou Jack narrando suas questões internas, até seus caminhos se cruzarem. Libby sonha em ser dançarina e, agora, após perder mais de 140 kg, resolveu voltar para o colégio em que estudava antes de sua mãe falecer e suas crises de ansiedade e compulsão alimentar começarem. Lá, encontra, da pior maneira possível, Jack, o garoto que secretamente não consegue gravar faces, nem mesmo de sua própria família.

“Juntando os Pedaços” me conquistou logo no começo. A narrativa envolvente e os personagens cativantes são o ponto alto. O tema é extremamente atual e necessário para discussão. O bullying é retratado de forma tocante e emocionante. Ambos os personagens desenvolvem inseguranças devido a tudo o que passaram e a forma como eles lidam com isso é o importante a se observar. Mas, por trás de toda discussão, temos uma história fofa e divertida sobre o amor – tanto o amor por si mesmo, quanto o amor doce e jovem que começa no ensino médio. Esteja preparado para juntar os pedaços após o final da leitura!

Já conheciam a literatura de Jennifer Niven? Bora ler “Juntando os Pedaços”!

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#Livro | Mortos não contam Segredos

Autora: Karen McManus
Editora: Galera Record
Páginas: 352
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon
Foto: Facebook Galera Record

Oi gente!
Vocês já devem ter percebido que eu engrenei com as minhas leituras!! Tinha alguns livros que estavam parados, resolvi colocar tudo em dia nessa quarentena! Hoje vou trazer para vocês uma dica bem bacana – o suspense “Mortos não contam Segredos”, o segundo romance de Karen McManus, autora best-seller de “Um de Nós Está Mentindo”.

Por trás das cercas brancas e dos gramados perfeitos da pacata cidadezinha de Echo Ridge, há segredos de natureza obscura. Ellery conhece as histórias a respeito da cidade natal de sua mãe e sabe que ali garotas desaparecidas não voltam para casa. Cinco anos atrás, a rainha do baile Lacey Kilduff foi assassinada e o culpado jamais foi preso. Sua tia Sarah também foi uma das vítimas quando ainda era adolescente, mas a mãe pouco fala sobre isso, preferindo mascarar o luto com bebidas e remédios. Quando o vicio culmina em uma internação na clínica de reabilitação, Ellery e seu irmão gêmeo Ezra se mudam para a casa da avó em Echo Ridge e passam a testemunhar em primeira mão a sinistra fama da cidade.

Antes mesmo do inicio das aulas, novas ameaças surgem em forma de pichações. Alguém deixa bem claro que a temporada de caça às rainhas do baile está aberta, e o nome de Ellery surge entre as possíveis vítimas. Poucos dias depois, outra garota desaparece e, desta vez, Ellery está determinada a descobrir quem está por trás de tudo isso. Mas quanto mais a menina se envolve com os segredos dos moradores, mais se põe na mira do responsável pelas mortes. Ellery está prestes a descobrir que segredos são perigosos, e é por isso que, em Echo Ridge, é melhor guardá-los para si.

A nossa protagonista Ellery tem um fraco por tudo que envolve mistérios policiais e começa a procurar qualquer vestígio que possa ligar os fatos do passado e todos os recém acontecimentos. Não demora muito para ela conhecer Malcolm, irmão mais novo de Declan Kelly – um dos antigos suspeitos, formando uma aliança, que também envolve o irmão Ezra e Mia.

A narrativa é realizada em primeira pessoa, alternando entre Ellery e Malcolm. A medida que os capítulos vão passando, surpresas e mistérios vão sendo solucionados, alguns dando verdadeiro nó na cabeça e mantendo as expectativas lá no alto. Eu já havia gostado bastante de “Um de Nós Está Mentindo” e agora amei “Mortos não contam Segredos”. A autora consegue criar um universo de suspense adolescente, que prende a atenção. Confesso que ainda estou refletindo um pouco sobre o final e a solução dada pela autora – não estava esperando o que aconteceu, mas foi tudo bem coerente.

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#Livro | Me Encontre

Autor: André Aciman
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Hoje tem dica de leitura para vocês! Se vocês gostaram de “Me Chame pelo seu Nome”, precisam ler “Me Encontre”. Elio, Oliver e Samuel estão de volta no aguardado romance inédito de André Aciman.

Samuel está a caminho de Roma para encontrar seu filho, Elio, agora um pianista renomado. O acaso, no entanto, se encarrega de adiar a reunião familiar e faz com que Samuel desembarque na cidade eterna acompanhado de um novo amor e cheio de planos para novas temporadas em sua casa de veraneio.

Elio logo se muda para Paris, onde vive mais um romance, enquanto Oliver, agora pai de família e professor na Nova Inglaterra, nos Estados Unidos, cogita enfim cruzar de novo o Atlântico. O que o move inesperadamente são os primeiros acordes de uma música que o transporta no tempo para dias de idílio na Itália.

Nesta retomada fascinante e tão aguardada da jornada de Elio e Oliver, André Aciman revisita seus personagens com a mesma delicadeza e pungência de Me Chame Pelo Seu Nome, trazendo-nos de volta ao relato do que há de mais perene em matéria de sentimento. Dos detalhes íntimos às nuances emocionais, Me Encontre nos mostra do que é feita a substância da paixão e nos pergunta se, de fato, um amor verdadeiro pode perecer.

O livro é dividido em quatro partes – a primeira é intitulada “Tempo”, se passa mais ou menos dez anos após o verão de Élio e Oliver e trás Samuel em uma viagem de Florença a Roma. No trem, ele conhece Miranda, uma mulher que lhe fascina pelo seu corpo e pela alma. Os dois passam a se envolver de uma forma intensa a medida em que a viagem para ver o filho se torna algo mais atípico.

Na segunda parte, intitulada “Cadenza”, finalmente temos Élio como protagonista. Aos 30 anos, Élio vive sozinho se dedicando a suas aulas e concertos, isso até conhecer Michel, um homem que desperta algo que ele não sentia há muito tempo atrás. Conforme o tempo passa, Élio é convidado para uma série de concertos nos Estados Unidos, país onde Oliver vive com sua família dando aulas. Élio decide então que irá se encontrar com sua antiga paixão. Já a terceira parte, “Capriccio”, nos trás Oliver em uma melancolia duradoura, professor de mestrado e doutorado, decide dar uma festa para seus alunos formandos. Já a parte final “Da Capo” é aquela em que todos esperávamos.

A narrativa de Aciman, assim como em outros livros seus, é envolvente. Confesso que tinha mais expectativas para esse livro, porém não foi o que esperava. Élio, e principalmente Oliver, foram tratados mais superficialmente, faltou aquela força que eles tinham em “Me Chame pelo Seu Nome”. Em compensação, gostei bastante do arco narrativo de Samuel. O livro consegue despertar várias reflexões durante a leitura. É uma história de como a vida simplesmente é. Encontros e desencontros.

Já tinham ouvido falar dessa sequência? Quem aí já está ansioso para ler? Quero saber tudo nos comentários!

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#Livro | O Construtor de Pontes

Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Páginas: 527
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Faz um tempinho que não trazia dica de leitura para vocês! Confesso que ando bem devagar com elas, maaas hoje tem!! E finalmente consegui ler um livro que estava na minha listinha há bastante tempo – “O Construtor de Pontes”, escrito por Markus Zusak, mesmo autor do sucesso “A Menina que Roubava Livros”, trata sobre perdas e recomeços.

O romance conta a história dos garotos Dumbar – cinco irmãos que foram abandonados pelo pai em virtude da morte da mãe e cresceram sem a autoridade e afetividade familiar. O irmão mais velho, Matthew – nosso narrador – assume então a responsabilidade pelos mais novos e os cria dentro de suas limitações e entendimento de mundo. Os meninos ainda precisam conviver com a sombra do abandono e da morte da mãe que os acompanha durante todo o crescimento.

Matthew, sentado na cozinha de casa diante de uma máquina de escrever antiga, precisa nos contar sobre um dos seus quatro irmãos, Clay. Tudo aconteceu com ele. Todos mudaram por causa dele. Em uma tarde ensolarada e abafada o patriarca (apelidado como “Assassino”) retorna com um pedido inusitado: precisa de ajuda para construir uma ponteEscorraçado pelos jovens e por Aquiles, a mula de estimação da família, o homem vai embora novamente, mas deixa seu endereço num pedaço de papel. Acontece que havia um traidor entre eles: Clay. É Clay, então, quem parte para a cidade do pai, e os dois, juntos, se dedicam ao projeto mais ambicioso e grandioso de suas vidas: uma ponte feita de pedras e também de lembranças — lembranças da mãe, do pai, dos irmãos e dele mesmo, do garoto que foi um dia, antes de tudo mudar. 

Ao longo de treze anos, Markus Zusak se debruçou sobre uma história que, no fundo, discursa sobre o luto e as diversas formas como as pessoas lidam com ele. Com uma linguagem poética, vamos descobrindo o passado e o presente da família Dumbar. Os capítulos intercalam este tempo narrativo – há uma alternância – em um capítulo sabemos o passado de Michael e Penélope Dumbar, e em outro capítulo descobrimos o que acontece nos dias atuais, seja a relação fraternal, o interesse amoroso de Clay e Carey ou até mesmo o desenrolar da construção da ponte. Confesso que a leitura demorou um pouco para engrenar, o começo do livro é devagar, a narrativa é lenta em toda sua estrutura, porém quando você se familiariza com os personagens e passa a torcer por eles, tudo melhora.

Durante o livro, o leitor vai perceber que a ponte não é apenas uma manifestação física, mas também uma metáfora sobre as alianças. Quando Michael retorna propondo a construção de uma ponte, ele está revelando seu desejo de restabelecer uma ligação com seus filhos novamente. Com um tom dramático, “O Construtor de Pontes” promove uma discussão sobre o verdadeiro valor da vida.

Eaí, já conheciam o livro? Já leram “O Construtor de Pontes”? Comentem o que acharam!

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#Livro | Nove Desconhecidos (Liane Moriarty)

Autora: Liane Moriarty
Editora: Intrínseca
Páginas: 464
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Fazia um tempo que não trazia nenhuma dica de livro para vocês. Confesso que ultimamente estou bem devagar com minhas leituras, mas hoje vou falar de “Nove Desconhecidos”, escrito pela australiana Liane Moriarty, mesma autora de sucessos como “Pequenas Grandes Mentiras”, que já virou série de TV, estrelada por Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley. Por já ter tido boas experiências com outras obras de Liane, minha expectativa estava bem alta para “Nove Desconhecidos”, o que infelizmente não se concretizou.

Na história, Masha abandonou a vida coorporativa há dez anos e abriu um spa de bem-estar. A promessa da Tranquillum House são dez dias de desintoxicação daquilo que está contaminando a sua vida e os resultados costumam ser pessoas transformadas em melhores versões de si mesmas. É com esse objetivo que nove pessoas iniciam as suas estadias. Um grupo de personagens que não se conhece confinado em um espaço, por um determinado período de tempo.

Frances é uma escritora que já teve seus dias de glória, mas que no momento está em baixa devido a uma crítica negativa, e ainda acaba de sofrer uma terrível decepção ao ser enganada por um golpista na internet. A Família Marconi – Napoleon é um professor super engajado em ser um exemplo para seus alunos; Heather, uma profissional séria e mãe mais séria ainda; Zoe, uma jovem desafiadora. Esta é uma família que, depois de uma terrível tragédia, está se desfazendo. Ben e Jessica são um jovem casal que depois de ganhar na loteria percebe que já não têm mais tanto em comum. Carmel é divorciada e foi trocada por uma moça mais jovem, além de ter neuras com sua aparência. Lars é advogado, gay, defende mulheres em seus divórcios, adora spas e está passando por um momento crucial em seu relacionamento com seu parceiro. Por fim, Tony, ex-jogador de futebol australiano, hoje mais velho e mais gordo, está distante da família.

Ao longo da história vamos descobrindo mais sobre os detalhes das vidas de nossos nove desconhecidos. E mesmo com cada história sendo única e diferente, as coisas vão se entrelaçando conforme as pessoas vão lidando com seus problemas e compartilhando suas dores. Cada um dos vários capítulos é narrado por uma personagem; isso nos dá uma visão abrangente e muito pessoal daquelas pessoas, seus sentimentos e segredos mais íntimos, e especialmente a maneira como pensam e vêem os outros.

A narrativa para mim foi bem complicada. Eu iniciei a leitura e logo parei, não estava fluindo. Depois de um tempo voltei a ler e aí segui firme até o final. Todo o desenvolvimento da história foi lento, não consegui me identificar muito com alguns personagens e outros me irritavam profundamente. Também confesso que esperava um final mais impactante, o que acabou me decepcionando.

No geral, acredito que o livro nos deixa importantes lições. Primeiro quanto ao cuidado do nosso corpo, à necessidade de diminuirmos o estresse, de pensarmos mais nos outros. Tudo isso na medida certa e não usando métodos insanos. Além disso, é um livro que debate temas importantes como drogas e seu abuso, suicídio, vaidade etc. Especificamente falando do suicídio, Liane conseguiu trazer esse debate de forma muito sutil e bonita para o livro. Ele não é o foco, mas está presente em momentos cruciais da história.

De todo modo, “Nove Desconhecidos” é um livro mediano, não foi dos piores que li. Demora um pouco até que nos acostumemos com cada personagem. O livro passa a mensagem de que muitas vezes, o maior desconhecido que pensamos conhecer somos nós mesmos. E quero saber de vocês que já leram, se curtiram, se concordam ou discordam de mim. Enfim, me contem suas impressões.

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#Livros | Variações Enigma

Autor: André Aciman
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Skoob
Onde Comprar: Americanas Submarino | Saraiva
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Já faz um tempinho que finalizei a leitura de “Variações Enigma”, do escritor André Aciman – mesmo autor de “Me Chame pelo seu Nome”. E como teve a maratona dos filmes do Oscar, acabei deixando essa resenha para agora.

O livro é marcado pela história de Paul – ou Paolo – e suas relações amorosas caóticas, transitórias e marcadas pela força do desejo. A leitura não fluiu como eu desejava, mas ainda assim foi satisfatório. Isso porque – talvez – a história não colabore tanto, o que vou explicar depois. O livro é como se fosse uma junção de contos, em diferentes momentos da história do protagonista.

No primeiro capítulo – “Primeiro Amor” – vemos a visão de Paul, um garoto que retorna a San Giustiniano, sua terra natal aos 22 anos, revivendo o passado, quando aos 12 anos se apaixonou pelo marceneiro Nanni, que iria reformar uma escrivaninha antiga para seus pais. A vontade de estar perto dele faz com que o garoto vá todos os dias aprender marcenaria, ajudando Nanni, e dessa forma, podendo admirá-lo. Com pensamentos fortes, Paul vai descobrindo seus sentimentos, o que acaba em uma grande desilusão. Talvez este seja o melhor momento da narrativa do livro.

No capítulo “Entusiasmo de primavera”, Paul está casado com uma mulher – Maud – que ele acha que o está traindo, após vê-la com um outro cara em um restaurante. A construção da mente dele é um dos pontos que nos pega, mostrando como podemos pensar coisas que podem nem estar realmente acontecendo. Neste momento a narrativa nos apresenta a Manfred – cujo terceiro capítulo é totalmente dedicado à relação dele com Paul. O protagonista costuma ir todas as manhãs jogar tênis e, às vezes, admirar Manfred, porém o cara nunca havia dado retorno a Paul. Neste ponto, a narrativa se divide entre a relação de Paul, Maud e Manfred, além da confusão dos sentimentos de Paul pelos dois sexos.

No quarto capítulo – “Amor Estelar”Paul revive o passado com Chloe, uma amiga que sempre o despertou vontades sexuais na época de faculdade e agora se reencontraram depois de quatro anos.  É nítido que eles sempre foram mais do que amigos – ela agora casada com um marido e filha e ele ainda com Manfred. Os dois decidem reviver essa atração. No final, “Abingdon Square” Paul após rejeitar uma autora com seu projeto acaba meio que atraído por ela e aos poucos vão vivendo momentos juntos.

Como falei no início, a leitura foi difícil. Acredito que a falta de liga entre os capítulos contribuiu para isso. Quando estávamos “nos apegando” à história, tudo mudava e começava do zero, com novos personagens, confundindo o leitor. Os capítulos são bem grandes, e quase sempre atrapalhavam a leitura. Mesmo assim é uma narrativa de autodescoberta, uma leitura que muitos vivem diariamente, contada sob o olhar de um autor sensível e que já havia conquistado a todos com sua obra anterior – “Me Chame pelo seu Nome”.

Espero que tenham gostado da dica, e tenho uma notícia para vocês – o blog ficará alguns dias sem atualizações, pois vou viajar!!   Mas prometo deixar vocês atualizados de toda a viagem no meu instagram – basta me seguir lá! Logo logo já estarei de volta! 

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#Livro | O Juiz e seu Carrasco (Projeto Lendo o Mundo)

Oi gente!
Hoje volto com o projeto “Lendo o Mundo” – aquele que leio livros de todos países para conhecer a literatura, cultura e tradições desses locais. (Saiba mais aqui) Dessa vez li “O Juiz e seu Carrasco”, escrito por Friedrich Dürrenmatt, representando a Suíça. É bem provável que este será o último livro do projeto neste ano.

Aqui no Brasil, o autor é pouco lido – fui pesquisar e descobri que ele tem apenas este livro e outros três contos – A Pane, O Túnel e O Cão – publicados em língua portuguesa. Dürrenmatt ganhou fama com seus dramas  vanguardistas, profundos romances policiais, e algumas sátiras macabras. Um de seus principais bordões era “Uma história não está terminada até que algo tenha dado extremamente errado”.

Com relação ao livro, “O Juiz e seu Carrasco” conta a história de um policial que foi assassinado sob circunstâncias misteriosas. Bärlach, um velho e doente comissário, amante de cigarros, de vodca e da boa mesa, investiga essa morte ao mesmo tempo em que luta contra a sua própria, que parece cada vez mais próxima. Enquanto a polícia se vê às voltas com figurões locais; oficiais oportunistas tentam subir na carreira, e Bärlach faz as suas arriscadas jogadas. Na sombra, o assassino, um tipo maquiavélico, disserta sobre o bem e o mal, que ele considera possibilidades iguais.

O livro é profundo e complexo no psicológico dos personagens. Confesso que a leitura não fluiu tão bem, apesar de ser um livro bem curtinho – tem apenas 108 páginas. Acredito que a linguagem e, principalmente, os nomes complicados foram o que me causou maior estranheza. Mas isso não quer dizer que seja ruim. Até porque o principal conflito foi bem desenvolvido e a resolução do crime foi surpreendente. Poucos livros de suspense policial me surpreenderam no final, como este.  A leitura valeu a pena pelo conhecimento e pela experiência de explorar o texto de um autor que nunca havia lido nada antes.

Veja também as demais leituras do projeto – Por Dentro da Casa Branca (Estados Unidos)Muito Longe de Casa (Serra Leoa)O Ruído das coisas ao cair (Colômbia)A Última Mensagem de Hiroshima (Japão) e Depois de Auschwitz (Alemanha). E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Livro | Leah fora de Sintonia

Autora: Becky Albertalli
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Cultura
Foto: Facebook Editora Intrínseca

Oi gente!
Logo mais tem feriado prolongado para aproveitarmos bastante, mas antes disso trago uma dica literária para vocês! Há um tempinho li “Simon vs. a agenda Homo Sapiens / Com Amor, Simon” (tem resenha AQUI) e também teve o filme inspirado nesse livro. Com o sucesso, a Editora Intrínseca lançou “Leah fora de Sintonia” – uma continuação da história, mas com Leah – a melhor amiga de Simon – como protagonista.

Leah odeia demonstrações públicas de afeto. Odeia clichês adolescentes. Odeia quem odeia Harry Potter. Odeia o novo namorado da mãe. Odeia pessoas fofas e felizes. Ela odeia muitas coisas e não tem o menor problema em expor suas opiniões. Mas, ultimamente, ela tem se sentido estranha, como se algo em sua vida estivesse fora de sintonia. No último ano do colégio, em poucas semanas vai ter que se despedir dos amigos, da mãe, da banda em que toca bateria, de tudo que conhece. E, para completar, seus amigos não fazem ideia de que ela pode estar apaixonada por alguém que até então odiava, uma garota que não sai de sua cabeça.

Durante a leitura, vamos percebendo que a postura da protagonista é um mecanismo de defesa para as mudanças, além de uma pitada de orgulho. Leah muitas vezes dificulta as coisas para si mesma apenas por não aceitar ajuda – muitas pessoas podem se identificar. Com o decorrer da leitura deu pra entender um pouco das atitudes da personagem, quando somos adolescentes as coisas tomam uma dimensão maior e ela estava em conflito com seus sentimentos.

Preciso dizer que achei a leitura um pouco devagar. Curti mais ler “Simon”, do que “Leah”. Talvez porque no primeiro estávamos conhecendo a história, os personagens, ainda não havia identificação com eles. No segundo livro, a história traz mais do mesmo. Ela se passa exatamente após o final do primeiro livro, e não traz muitas novidades, apenas as nuances da personagem principal – que as vezes irrita, as vezes nos faz se apaixonar. Se você ainda não seu “Simon vs. a agenda Homo Sapiens” – NA MINHA OPINIÃO – não influencia tanto na nova leitura, até porque em diversos momentos a autora relembra acontecimentos da narrativa e te dá uma boa base. Se eu não tivesse lido, muito provavelmente eu entenderia esse aqui. Mas, claro que o ideal é ler todos.

Fazendo um balanço geral, é um livro bom, com vários momentos fofos e interessantes, típico romance americano teen, personagens legais, mais uma discussão leve sobre a homossexualidade, porém não foi um livro que me apeguei – fiquei com a sensação de que faltou mais. Ainda assim, quero muito o filme com a atriz Katherine Langford, urgente produção!

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#Livros | A Luz que Perdemos

Autora: Jill Santopolo
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Skoob
Onde Comprar: Americanas Submarino | Saraiva Fnac
Foto: Facebook Arqueiro

Oi gente!
Estive um pouquinho sumido aqui do blog  foram duas semanas sem post porque as coisas estavam bem corridas, mas chegou a hora de reparar isso!!  Hoje vou trazer uma dica de livro, que eu simplesmente amei!! 

“A Luz que Perdemos”, romance de estreia da autora Jill Santopolo, publicado pela Editora Arqueiro, conta a história de Lucy e Gabe, que se conhecem na faculdade na manhã de 11 de setembro de 2001, quando os dois aviões colidiram com as Torres Gêmeas. Ao ver as chamas arderem em Nova York, eles decidem que querem fazer algo importante com suas vidas, algo que promova uma diferença no mundo.

O casal começa a construir uma relação, quando Gabe decide reatar com a ex-namorada. Após alguns anos, a vida dos dois se cruza novamente – agora com eles solteiros. Lucy e Gabe decidem reatar o namoro e vão morar juntos, até que uma nova notícia abala completamente o futuro. Gabe recebe um convite para trabalhar no Oriente Médio como fotógrafo – um sonho antigo – e que resolve aceitar, porém Lucy, que já é uma premiada produtora de TV, não pode largar toda sua vida e seguir com o amado.

Um ano depois de Gabe ir embora, finalmente Lucy começa a se abrir para conhecer novas pessoas, mesmo que ainda com receio, e apaixonada pelo ex. Ela acaba conhecendo o simpático Darren, com quem se casa e constrói uma família. Ao longo de treze anos Gabe viaja o mundo enquanto Lucy tenta seguir sua vida, mesmo sabendo que jamais amará alguém como amou Gabe. A vida dos dois se cruzará mais uma vez, culminando em fortes emoções ao final da história.

“A Luz que Perdemos” é um livro maravilhoso. Narrado em primeira pessoa, de uma forma bem intimista, através das lembranças de Lucy, que vai contando toda a história como se fosse um diário endereçado à Gabe, o grande amor de sua vida. A narrativa flui muito bem – eu praticamente devorei o livro, li em poucos dias – e o desenrolar da história também é muito impressionante.

É praticamente uma novela, cheia de idas e vindas amorosas, com pitadas de drama e muita, mas muita emoção! Um romance ousado e surpreendente, entrando na lista dos livros que li neste ano e mais gostei!

#Livro | O Colecionador de Memórias

Oi gente!
Esta semana trago uma dica de livro para vocês! “O Colecionador de Memórias”, escrito pela irlandesa Cecelia Ahern (autora de “PS Eu te Amo”), é um dos últimos lançamentos da Editora Novo Contexto.

Autora: Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito
Páginas: 272
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Novo Conceito

Eu já havia lido outros livros da autora e todos me agradaram, então a expectativa para “O Colecionador de Memórias” era muito grande! A história começa com Fergus Boggs – ainda criança – contando como começou a sua paixão por bolinhas de gude. Vivendo uma situação difícil, com uma família toda desregrada, vários irmãos que sempre estavam brigando, um padrasto que quase não ligava para a família, e ainda passando por péssimos momentos na escola, Fergus teve nas bolinhas de gude uma chance de viver uma nova realidade. Passados anos, acompanhamos em paralelo a história de Sabrina, filha de Fergus – que agora está em uma casa de repouso após sofrer um derrame. Casada e com um emprego medíocre, Sabrina vive uma vida pacata até receber uma caixa contendo as bolinhas de gude do pai, percebendo logo em seguida que trata-se de uma valiosa coleção. A partir daí, Sabrina busca descobrir os segredos do homem que ela pensava conhecer.

O livro tem aquela narrativa leve, sensível e delicada com a qual Cecelia Ahern sempre nos envolve e emociona. Os capítulos são narrados em primeira pessoa – paralelamente por Fergus (no passado) e Sabrina (no presente), então o leitor vai descobrindo toda a história junto com a investigação de Sabrina e, ao mesmo tempo, podemos acompanhar todas as alegrias e frustrações de Fergus, ao desenrolar de sua vida.

Essa foi uma leitura rápida e cativante, onde a autora constrói uma trama com personagens e dilemas que focam mais em uma mensagem do que na história em si. É um drama familiar que nos leva a questionar nossos próprios laços e o fato de que, por mais que sejamos próximos a alguém, nunca saberemos absolutamente tudo sobre o outro.

Confesso que no início do livro fiquei um pouco perdido na narrativa. Depois quando se entende a história, aí a leitura começa a fluir. Em relação aos outros livros da autora, este é mais simples – falta um pouco de elaboração, mas também traz uma mensagem linda, sendo bastante reflexivo. Não leia “O Colecionador de Memórias” esperando grandes revelações ou reviravoltas. Ele é mais sobre reflexões do cotidiano que nos transformam aos poucos.

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