Categoria: Livros

#Livro | Leah fora de Sintonia

Autora: Becky Albertalli
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Cultura
Foto: Facebook Editora Intrínseca

Oi gente!
Logo mais tem feriado prolongado para aproveitarmos bastante, mas antes disso trago uma dica literária para vocês! Há um tempinho li “Simon vs. a agenda Homo Sapiens / Com Amor, Simon” (tem resenha AQUI) e também teve o filme inspirado nesse livro. Com o sucesso, a Editora Intrínseca lançou “Leah fora de Sintonia” – uma continuação da história, mas com Leah – a melhor amiga de Simon – como protagonista.

Leah odeia demonstrações públicas de afeto. Odeia clichês adolescentes. Odeia quem odeia Harry Potter. Odeia o novo namorado da mãe. Odeia pessoas fofas e felizes. Ela odeia muitas coisas e não tem o menor problema em expor suas opiniões. Mas, ultimamente, ela tem se sentido estranha, como se algo em sua vida estivesse fora de sintonia. No último ano do colégio, em poucas semanas vai ter que se despedir dos amigos, da mãe, da banda em que toca bateria, de tudo que conhece. E, para completar, seus amigos não fazem ideia de que ela pode estar apaixonada por alguém que até então odiava, uma garota que não sai de sua cabeça.

Durante a leitura, vamos percebendo que a postura da protagonista é um mecanismo de defesa para as mudanças, além de uma pitada de orgulho. Leah muitas vezes dificulta as coisas para si mesma apenas por não aceitar ajuda – muitas pessoas podem se identificar. Com o decorrer da leitura deu pra entender um pouco das atitudes da personagem, quando somos adolescentes as coisas tomam uma dimensão maior e ela estava em conflito com seus sentimentos.

Preciso dizer que achei a leitura um pouco devagar. Curti mais ler “Simon”, do que “Leah”. Talvez porque no primeiro estávamos conhecendo a história, os personagens, ainda não havia identificação com eles. No segundo livro, a história traz mais do mesmo. Ela se passa exatamente após o final do primeiro livro, e não traz muitas novidades, apenas as nuances da personagem principal – que as vezes irrita, as vezes nos faz se apaixonar. Se você ainda não seu “Simon vs. a agenda Homo Sapiens” – NA MINHA OPINIÃO – não influencia tanto na nova leitura, até porque em diversos momentos a autora relembra acontecimentos da narrativa e te dá uma boa base. Se eu não tivesse lido, muito provavelmente eu entenderia esse aqui. Mas, claro que o ideal é ler todos.

Fazendo um balanço geral, é um livro bom, com vários momentos fofos e interessantes, típico romance americano teen, personagens legais, mais uma discussão leve sobre a homossexualidade, porém não foi um livro que me apeguei – fiquei com a sensação de que faltou mais. Ainda assim, quero muito o filme com a atriz Katherine Langford, urgente produção!

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#Livros | A Luz que Perdemos

Autora: Jill Santopolo
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Skoob
Onde Comprar: Americanas Submarino | Saraiva Fnac
Foto: Facebook Arqueiro

Oi gente!
Estive um pouquinho sumido aqui do blog  foram duas semanas sem post porque as coisas estavam bem corridas, mas chegou a hora de reparar isso!!  Hoje vou trazer uma dica de livro, que eu simplesmente amei!! 

“A Luz que Perdemos”, romance de estreia da autora Jill Santopolo, publicado pela Editora Arqueiro, conta a história de Lucy e Gabe, que se conhecem na faculdade na manhã de 11 de setembro de 2001, quando os dois aviões colidiram com as Torres Gêmeas. Ao ver as chamas arderem em Nova York, eles decidem que querem fazer algo importante com suas vidas, algo que promova uma diferença no mundo.

O casal começa a construir uma relação, quando Gabe decide reatar com a ex-namorada. Após alguns anos, a vida dos dois se cruza novamente – agora com eles solteiros. Lucy e Gabe decidem reatar o namoro e vão morar juntos, até que uma nova notícia abala completamente o futuro. Gabe recebe um convite para trabalhar no Oriente Médio como fotógrafo – um sonho antigo – e que resolve aceitar, porém Lucy, que já é uma premiada produtora de TV, não pode largar toda sua vida e seguir com o amado.

Um ano depois de Gabe ir embora, finalmente Lucy começa a se abrir para conhecer novas pessoas, mesmo que ainda com receio, e apaixonada pelo ex. Ela acaba conhecendo o simpático Darren, com quem se casa e constrói uma família. Ao longo de treze anos Gabe viaja o mundo enquanto Lucy tenta seguir sua vida, mesmo sabendo que jamais amará alguém como amou Gabe. A vida dos dois se cruzará mais uma vez, culminando em fortes emoções ao final da história.

“A Luz que Perdemos” é um livro maravilhoso. Narrado em primeira pessoa, de uma forma bem intimista, através das lembranças de Lucy, que vai contando toda a história como se fosse um diário endereçado à Gabe, o grande amor de sua vida. A narrativa flui muito bem – eu praticamente devorei o livro, li em poucos dias – e o desenrolar da história também é muito impressionante.

É praticamente uma novela, cheia de idas e vindas amorosas, com pitadas de drama e muita, mas muita emoção! Um romance ousado e surpreendente, entrando na lista dos livros que li neste ano e mais gostei!

#Livro | O Colecionador de Memórias

Oi gente!
Esta semana trago uma dica de livro para vocês! “O Colecionador de Memórias”, escrito pela irlandesa Cecelia Ahern (autora de “PS Eu te Amo”), é um dos últimos lançamentos da Editora Novo Contexto.

Autora: Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito
Páginas: 272
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Novo Conceito

Eu já havia lido outros livros da autora e todos me agradaram, então a expectativa para “O Colecionador de Memórias” era muito grande! A história começa com Fergus Boggs – ainda criança – contando como começou a sua paixão por bolinhas de gude. Vivendo uma situação difícil, com uma família toda desregrada, vários irmãos que sempre estavam brigando, um padrasto que quase não ligava para a família, e ainda passando por péssimos momentos na escola, Fergus teve nas bolinhas de gude uma chance de viver uma nova realidade. Passados anos, acompanhamos em paralelo a história de Sabrina, filha de Fergus – que agora está em uma casa de repouso após sofrer um derrame. Casada e com um emprego medíocre, Sabrina vive uma vida pacata até receber uma caixa contendo as bolinhas de gude do pai, percebendo logo em seguida que trata-se de uma valiosa coleção. A partir daí, Sabrina busca descobrir os segredos do homem que ela pensava conhecer.

O livro tem aquela narrativa leve, sensível e delicada com a qual Cecelia Ahern sempre nos envolve e emociona. Os capítulos são narrados em primeira pessoa – paralelamente por Fergus (no passado) e Sabrina (no presente), então o leitor vai descobrindo toda a história junto com a investigação de Sabrina e, ao mesmo tempo, podemos acompanhar todas as alegrias e frustrações de Fergus, ao desenrolar de sua vida.

Essa foi uma leitura rápida e cativante, onde a autora constrói uma trama com personagens e dilemas que focam mais em uma mensagem do que na história em si. É um drama familiar que nos leva a questionar nossos próprios laços e o fato de que, por mais que sejamos próximos a alguém, nunca saberemos absolutamente tudo sobre o outro.

Confesso que no início do livro fiquei um pouco perdido na narrativa. Depois quando se entende a história, aí a leitura começa a fluir. Em relação aos outros livros da autora, este é mais simples – falta um pouco de elaboração, mas também traz uma mensagem linda, sendo bastante reflexivo. Não leia “O Colecionador de Memórias” esperando grandes revelações ou reviravoltas. Ele é mais sobre reflexões do cotidiano que nos transformam aos poucos.

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#Livros | Depois de Auschwitz (Projeto Lendo o Mundo)

Oi gente!
Como prometido essa semana tem mais um livro no desafio “Lendo o Mundo”, aquele projeto que leio livros de todos países para conhecer a literatura, cultura e tradições desses locais. (Saiba mais aqui) E hoje trago “Depois de Auschwitz”, de Eva Schloss, representando a Alemanha.

Em seu aniversário de quinze anos, Eva é enviada para Auschwitz – o temido campo de concentração em plena 2ª Guerra Mundial. Sua sobrevivência depende da sorte, da sua própria determinação e do amor de sua mãe, Fritzi. Quando Auschwitz é extinto, mãe e filha iniciam a longa jornada de volta para casa. Elas procuram desesperadamente pelo pai e pelo irmão de Eva, de quem haviam se separado. A notícia veio alguns meses depois: tragicamente, os dois foram mortos.

Este é um depoimento honesto e doloroso de uma pessoa que sobreviveu ao Holocausto. As lembranças e descrições de Eva são sensíveis e vívidas, e seu relato traz o horror para tão perto quanto poderia estar. Mas também traz a luta de Eva para viver carregando o peso de seu terrível passado, ao mesmo tempo em que inspira e motiva com sua mensagem de perseverança e de respeito ao próximo.

Bom pessoal, a particularidade que me fez ler esse livro para representar a Alemanha é o período da história mundial que marcou muito o país – a 2ª Guerra Mundial e a ascensão do Nazismo. Já adianto que é impossível ler esse livro sem ficar com aquela lágrima no canto do olho e que insiste em cair. A história é emocionante e impactante.

O livro conta com detalhes toda a trajetória de vida de Eva e traz questionamentos e ensinamentos marcantes para nossas vidas. Eva era apenas uma menina de quinze anos quando foi presa e levada para Campo de Concentração de Aushwitz, na Polônia. Antes da prisão viveu momentos de alegrias e perseguições com sua família. Ela era muito ligada ao pai e ao irmão Heinz, e em vários momentos teve que se separar dos seus entes queridos para fugir dos oficiais da SS. Eva viu seus amigos de infância a perseguirem por ser judia. Viu pessoas que conheciam sua família virarem as costas. Viu a fome e a morte ao seu lado por um longo tempo. Viu o desaparecimento das pessoas que mais amava.

Além disso, temos um detalhe bem interessante na história. Eva era “irmã” de Anne Frank – provavelmente você já deve ter lido “O Diário de Anne Frank” e, se não leu, tem que ler imediatamente!! Essa questão da “irmã” – que inclusive consta no subtítulo na capa do livro – foi meio que uma furada do marketing da Editora. Na verdade, Eva e Anne não eram irmãs de sangue. Após o fim da Guerra a mãe de Eva e o pai de Anne se casaram, visto que seus cônjuges morreram em Auschwitz. Eva e Anne quase não conviveram – elas tiveram alguns encontros na infância, quando moravam na Holanda e tentavam fugir dos nazistas. Mas mesmo assim, tanto Eva, como sua mãe e Otto Frank lutaram muito pelo legado de Anne.

O livro é narrado em primeira pessoa – pela própria Eva, o que ajuda a contextualizar ainda mais, pois temos uma visão ampla do que foi a guerra, os momentos de fuga, todos os sentimentos – felizes e tristes – que ela passou durante toda a vida. Como disse no início, é um relato verdadeiro e emocionante. Eu curti bastante essa leitura e recomendo a todos!

Veja também as demais leituras do projeto – Por Dentro da Casa Branca (Estados Unidos)Muito Longe de Casa (Serra Leoa)O Ruído das coisas ao cair (Colômbia) e A Última Mensagem de Hiroshima (Japão). E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Livros | A Última Mensagem de Hiroshima (Projeto Lendo o Mundo)

Oi gente!
Este mês teremos a volta do projeto “Lendo o Mundo”!! Confesso que acabei deixando ele um pouquinho de lado, mas para compensar vou fazer dois posts seguidos!! Para quem não sabe, o projeto Lendo o Mundo se direciona à leitura de pelo menos um livro de cada país do mundo. Assim, há a possibilidade de conhecer novas culturas, contextos e escritas diferentes. Hoje o post remete à literatura japonesa, com o livro “A Última Mensagem de Hiroshima”, de Takashi Morita, publicado pela editora Universo dos Livros.

Como sobreviver com a mente cheia de memórias da Segunda Guerra Mundial? Como lidar com o trauma de ter presenciado a destruição arrebatadora de uma bomba atômica praticamente ao seu lado? E como pensar em salvar civis quando sua própria vida está em jogo? Conheça neste livro a história de Takashi Morita, sobrevivente da bomba atômica que dizimou milhares de seres humanos e que até hoje manifesta efeitos na saúde física e mental da população de Hiroshima e de Nagasaki.

Era 6 de agosto de 1945. Ninguém poderia prever, mas foi neste dia que a vida de inúmeros japoneses – e das gerações subsequentes – mudaria para sempre. As consequências da bomba atômica foram devastadoras, e não apenas no que diz respeito à saúde daqueles que se encontravam nas imediações do epicentro, como é o caso do Sr. Takashi, que exercia o ofício de soldado na época. Para além das numerosas enfermidades oriundas da intensa radiação emitida em Hiroshima e Nagasaki, os atingidos pelas bombas sofreram muita discriminação, principalmente pelo fato de as consequências decorrentes da radiação para os sobreviventes e seus descendentes serem ainda uma incógnita.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão era aliado da Alemanha e da Itália e lutavam contra os Estados Unidos e os soviéticos. O povo nipônico sempre foi muito disciplinado e leal ao imperador, então não lhes cabia questionar os motivos da guerra, apenas servir ao comando. Os japoneses foram responsáveis pelo ataque a Pearl Harbor com os kamikazes, os famosos pilotos suicidas. Ao final da Guerra, após Itália e Alemanha se renderem, no dia 6 de agosto de 1945, o Japão viveu a dimensão do estrago causado por uma bomba atômica – foi a forma mais rápida para os EUA vencerem a guerra. Quando a bomba atingiu Hiroshima, o Sr. Takashi era um policial militar e mesmo sofrendo seus próprios ferimentos e tendo suas próprias preocupações resolveu ignorar tudo e seguir em frente para salvar o máximo de pessoas que fosse possível.

O livro conta detalhes que jamais seriam possíveis imaginar acerca das bombas atômicas. Depois da tragédia o sofrimento não parecia que teria um fim. Os infectados (hibakushas) foram abandonados pelo governo japonês, sendo deixados à mercê da sorte. Muitos morreram de repente, com causas desconhecidas. Os japoneses tiveram que se preocupar em como reconstruir sua cidade e em sobreviver nos anos que se seguiriam sem a certeza da cura para os atingidos pela bomba. Tendo a maior reviravolta de sua vida, Takashi Morita se mudou para o Brasil, criou raízes junto à sua família, desenvolvendo um trabalho social belíssimo.

O livro é bem curtinho, tem apenas 152 páginas, com onze capítulos que narram de forma direta os acontecimentos pré e pós guerra. O interessante é notar as tradições japonesas como, por exemplo, o casamento arranjado pelos pais. A diagramação feita pela editora Universo dos Livros é ótima, tendo várias citações nos cantos das páginas. A edição também traz diversas fotos no meio do livro.

“A Última Mensagem de Hiroshima” é uma aula de História e Takashi foi um exemplo de sabedoria, pois usou sua história pessoal para lutar pela paz. Hoje ele tem 93 anos, vive em São Paulo e é muito respeitado pela luta pelos sobreviventes à bomba atômica. Literatura muita rica e uma história que merece ser ouvida.

Veja também as demais leituras do projeto – Por Dentro da Casa Branca (Estados Unidos), Muito Longe de Casa (Serra Leoa) e O Ruído das coisas ao cair (Colômbia)Lembrando que na próxima semana tem mais uma leitura do projeto! E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Livros | A Mulher na Janela

Autor: A.J.Finn
Editora: Arqueiro
Páginas: 352
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Arqueiro

Oi gente!
Hoje trago dica de leitura com “A Mulher na Janela”, livro de estreia do americano A. J. Finn, publicado pela editora Arqueiro. Para aqueles que curtem thrillers psicológicos e histórias de suspense, esta é uma ótima dica.

Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita, até que conhece Ethan, o filho adolescente. Depois conhece Jane, a matriarca. Tanto Ethan como Jane dão a entender que Alistar, o patriarca da família, talvez seja um homem violento, então o lado psicóloga de Anna fica em alerta. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo?

A história pode parecer um pouco clichê, lembrando outros livros de sucesso como “A garota no Trem” e “Antes de Dormir”, mas o desenvolvimento dessa trama é ótimo, tendo todos os detalhes extremamente bem construídos. Para mim, a leitura foi viciante. Narrado em primeira pessoa – pela protagonista Anna – o livro nos leva a imaginar situações e a desvendar um mistério – que para mim acabou sendo surpreendente. Os demais personagens dão suporte à trama, sempre com atitudes que nos fazem desconfiar a cada capítulo. No final, ninguém é o que parece. A boa escrita aliada a uma narrativa ágil deixou a história cativante. Os capítulos são divididos por data – tudo se passa entre os dias 24 de outubro e 15 de novembro – o que nos ajuda a situar no tempo descritivo. Outra coisa que adorei foram as referências ao cinema, principalmente aos filmes de Alfred Hitchcock. Os capítulos são recheados dessas referências e citações a diálogos de algumas das principais obras de uma época áurea da sétima arte. Fiquei até com vontade de rever “Um Corpo que Cai” (assistido em diversos momentos pela protagonista).

Aos que apreciam tramas instigantes, “A Mulher na Janela” é uma excelente leitura. Foi sem dúvida um dos melhores livros que li até o momento. E o melhor, a história será adaptada para os cinemas e o autor esteve no Brasil para a Bienal de São Paulo. E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Livros | Me Chame pelo seu Nome

Autor: André Aciman
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Vou fazer uma pequena pausa nas dicas de séries para poder trazer uma dica literária! Hoje vou falar do livro “Me Chame pelo seu Nome”, escrito por André Aciman e adaptado neste ano para os cinemas, inclusive, vencendo o Oscar de melhor roteiro adaptado. Quem quiser conferir a crítica do filme, clica AQUI.

Logo que assisti o longa, dirigido por Luca Guadagnino e protagonizado pelo promissor Timothée Chalamet – quando fiz as críticas de todos os filmes que concorreram na principal categoria do Oscar –  já fiquei interessado em conferir o livro, que foi lançado no Brasil pela Editora Intrínseca.

Na história, a casa onde o jovem Elio passa os verões é um verdadeiro paraíso na costa italiana, parada certa de amigos, vizinhos, artistas e intelectuais de todos os lugares. Filho de um importante professor universitário, ele está bastante acostumado à rotina de, a cada verão, hospedar por seis semanas um novo escritor que, em troca da boa acolhida, ajuda seu pai com correspondências e papeladas. Uma cobiçada residência literária que já atraiu muitos nomes, mas nenhum deles como Oliver.

Elio imediatamente, e sem perceber, se encanta pelo americano de vinte e quatro anos, espontâneo e atraente, que aproveita a temporada para trabalhar em seu manuscrito sobre Heráclito e, sobretudo, desfrutar do verão mediterrâneo. De início, os dois não se dão muito bem, mas após o convívio surge uma paixão que só aumenta à medida que o instável e desconhecido terreno que os separa vai sendo vencido.

O livro, assim como o filme, é bem interessante. O autor descreve com delicadeza cada cena, nos apresentando o dia a dia da família e cada personagem ali presente. Constrói-se, assim, um vínculo por parte do leitor com as pessoas que nos são apresentadas, por serem altamente realistas e autênticas.

A narrativa é realizada em primeira pessoa – quem nos conta a história é o Elio. Isso foi a única coisa que me incomodou um pouco, pois no início o personagem é bem chato. Ele fica muito neurótico, querendo saber o que o Oliver está fazendo, o que está pensando, onde ele vai, etc. Essa obsessão deixa a história um pouco lenta e nos faz lembrar os dramas românticos de Shakespeare. Isso atrapalha um pouco o começo do livro, com relação à identificação com o personagem. A partir de certo momento, a história flui normalmente. Inclusive esse foi mais um livro que devorei… li em apenas duas semanas (Ultimamente tenho tido sorte com as leituras).


Foto: melinasouza.com

Comparando livro e filme, temos algumas diferenças. Primeiro, alguns personagens não existem na adaptação cinematográfica – o principal é Vimini, uma garota com leucemia, vizinha da família de Elio, e que rendeu algumas passagens interessantes no livro. Também foi retirado do filme o personagem Maynard – que não aparece fisicamente na narrativa literária, mas sempre é lembrado por Elio – o rapaz havia sido recebido pela família alguns anos antes e quando foi embora enviou um cartão postal de uma pintura de Monet e escreveu no verso “Pense em mim um dia”. Oliver rouba esse postal e guarda até quando Elio tem 32 anos e o visita nos Estados Unidos. Na leitura, também é complicado dizer em que ano aquele verão se passa, o que no filme é extremamente explicito, tanto pelos comentários dos personagens como pela trilha sonora. E a maior mudança é o final do livro, que não existe no filme – quando eles viajam juntos para Roma (essa parte no longa é bem rápida, acabando na emocionante conversa de pai e filho). Na leitura temos mais! Mais descrição do período passado em Roma, além do reencontro dos personagens anos depois que suas vidas seguiram após o verão.

Enfim, “Me chame pelo seu nome” é um livro que trata de amor, desejo e descobertas. Uma leitura super poética, com personagens cativantes e uma história que nos ensina muito. Vale a pena conferir livro e filme.

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#Livro | Um de Nós Está Mentindo

Autor: Karen M. McManus
Editora: Galera Record
Páginas: 384
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Galera Record / @pitacosliterarios

Oi gente!
Hoje vou trazer uma dica de leitura super bacana – Um de Nós está Mentindo, livro de estreia da autora Karen M. McManus, publicado pela Galera Record.

Numa tarde de segunda-feira, cinco estudantes do colégio Bayview entram na sala de detenção: Bronwyn – a gênia, comprometida a estudar em Yale, nunca quebra as regras. Addy – a patricinha, a perfeita definição da princesa do baile de primavera. Nate – o criminoso, já em liberdade condicional por tráfico de drogas. Cooper – o atleta, astro do time de beisebol. E Simon – o criador do mais famoso site de fofocas da escola. Antes do fim da detenção, Simon morre. E, de acordo com os investigadores, a sua morte não foi acidental.

Com as investigações policiais, descobre-se que Simon planejava postar fofocas bem quentes sobre todos os companheiros de detenção. O que faz os quatro serem suspeitos do seu assassinato.

A história é bem clichê, com personagens típicos do high school americano – a CDF, o atleta, o delinquente e a popular – mas é aquele clichê super bem feito. E vou confessar para vocês, eu adoro um clichê bem feito! A minha leitura fluiu muito, li esse livro super rápido. E o mais legal é a construção dos personagens.

O livro é dividido em três partes, e cada capítulo é narrado por um dos suspeitos – Bronwyn, Nate, Addy e Cooper. No início fiquei um pouco perdido, sem saber quem era quem, porque a narrativa transcorre do ponto principal, mas depois você consegue se situar. E aí, a história vai aos poucos trazendo particularidades de cada um, o leitor vai descobrindo o que eles fizeram de errado, podendo traçar um perfil psicológico deles, além de perceber como que esse crime afetou diretamente a vida escolar e particular.

Sobre a solução do crime, eu achei OK. Em um determinado ponto do livro, o leitor já vai imaginando o que irá acontecer, então não tem uma surpresa com relação à revelação, mas é um final coerente e os capítulos foram bem escritos e desenvolvidos.

A edição da Galera Record é boa. Eu curti muito a capa, achei super bonitinha. Outro ponto positivo é que a cada capítulo aparece o dia e horário que aquilo está acontecendo, assim podemos acompanhar de perto o desenrolar e ter uma noção do tempo da narrativa.

Eu super recomendo “Um de Nós está Mentindo”! Era um livro que eu não apostava muito, principalmente pela premissa que poderia ser super clichê como falei, mas eu simplesmente amei!

Eaí, alguém já leu? O que acharam? Aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Livros | Com Amor, Simon

Autora: Becky Albertalli
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Editora Intrínseca

Oi gente!
Bora conferir mais uma dica literária – hoje vou falar de “Com Amor, Simon”, que virou filme e que antes era “Simon vs. A Agenda Homo Sapiens”. É o livro de estreia da americana Becky Albertalli, que também já lançou “Os 27 crushes de Molly”.

Com nova capa e novo título publicado pela Editora Intrínseca, o livro traz a história de Simon, um garoto de dezesseis anos, que é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Simon não vê problemas em sua orientação sexual, mas rejeita a ideia de ter que ficar dando explicação para as pessoas – afinal, por que só os gays têm que se apresentar ao mundo? Ele só não contava que Martin, o bobão da escola, iria chantageá-lo ao descobrir sua troca de e-mails com Blue, pseudônimo de um garoto misterioso que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte.

“Com Amor, Simon” encabeça todas as listas de melhores livros de 2015, tendo sido indicado a diversos prêmios, como o National Book Award For Young People’s Literature, o Best Fiction for Young Adults Award, da Young Adult Library Services, e o Goodreads Choice Awards.

A história se torna interessante por mostrar vários caminhos – a sexualidade de Simon, a chantagem de Martin, o mistério sobre quem é Blue, a relação de Simon com sua família e o grande ponto chave – a forma como Simon precisa encarar seu verdadeiro eu e tomar suas próprias decisões.

A leitura fluiu bastante. O livro é leve e divertido, com uma história que cativa. Os personagens são bem construídos e a evolução deles se torna interessante – é legal conferir a amizade de Abby e Simon, a incrível confiança de Nick, a impetuosa Leah, além da compreensão dos pais e irmãs de Simon. “Com Amor, Simon” é um livro bem adolescente, aquela história “água com açúcar” bem escrita, que nos diverte e emociona ao longo das páginas.

No final, o mistério sobre quem seria Blue, o garoto com quem Simon troca e-mails, acaba não sendo tão mistério assim, já que a partir de um momento o final se torna previsível. Como já disse, a história é bem leve e curta, tratando os temas sem deixá-los polêmicos. Perfeito para quem quer um descanso mental, pois o livro é bem curto e rápido.

Agora vou falar um pouquinho sobre o filme (que eu esperei ler o livro primeiro, para depois assistir). E também curti bastante. Houve várias mudanças com relação ao livro, mas foram mudanças necessárias – o filme tem um pouco mais de história, algumas cenas foram aumentadas para dar um pouco mais de agilidade. O roteiro e a edição estão bacanas. A trilha sonora é ótima, bem leve e dá todo um toque especial ao contexto. Já o elenco é outro acerto – Nick Robinson está perfeito no papel principal; Katherine Langford tem mais destaque que sua personagem (Leah) não tem no livro (gente, curto muito o trabalho dessa atriz). Alexandra Shipp (Abby) e Keiynan Lonsdale (Bram – quem lembra dele em The Flash?!) também foram apostas positivas. Já os atores que interpretam os pais do Simon – Jennifer Garner e Josh Duhamel – são um destaque a parte – mandaram bem! Estava com saudades da Jennifer Garner em um filme mais despretensioso (inclusive tem uma cena entre ela e Nick super emocionante).

Enfim, vale a pena conferir o livro e filme! #FicaDica E aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Livros | Mindhunter

Autor: Mark Olshaker e John Douglas
Editora: Intrínseca
Páginas: 384
Skoob
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Oi gente!
Hoje é dia de dica literária aqui no blog! Acabei a leitura de “Mindhunter – O Primeiro Caçador de Serial Killers Americano”, escrito pelo produtor Mark Olshaker e John Douglas, fundador e chefe da Unidade de Apoio Investigativo do FBI. Confesso, que este livro estava há tempos na minha lista “PARA LER” e ainda não tinha conferido. Inclusive quis ler o livro antes de ver a série, produzida pela Netflix.

Em detalhes assustadores, Mindhunter mostra os bastidores de alguns dos casos mais terríveis, fascinantes e desafiadores do FBI. Durante as mais de duas décadas em que atuou no FBI, o agente especial John Douglas tornou-se uma figura lendária. Em uma época em que a expressão serial killer, assassino em série, nem existia, Douglas foi um oficial exemplar na aplicação da lei e na perseguição aos mais conhecidos e sádicos homicidas de nosso tempo. Como Jack Crawford em “O Silêncio dos Inocentes” (inclusive o personagem foi inspirado em John Douglas, de acordo com a narrativa do livro), ele confrontou, entrevistou e estudou dezenas de serial killers e assassinos, incluindo alguns famosos como Charles Manson, Ted Bundy e Ed Gein.

Com uma habilidade fantástica de se colocar no lugar tanto da vítima quando no do criminoso, Douglas analisa cada cena de crime, revivendo as ações de um e de outro, definindo seus perfis, descrevendo seus hábitos e, sobretudo, prevendo seus próximos passos.

Com a força de um thriller, ainda que terrivelmente verdadeiro, Mindhunter: o primeiro caçador de serial killers americano é um fascinante relato da vida de um agente especial do FBI e da mente dos mais perturbados assassinos em série que ele perseguiu. A história de Douglas serviu de inspiração para a série homônima da Netflix, que conta com a direção de David Fincher (Garota Exemplar e Clube da Luta) e Jonathan Groff, Holt McCallany e Anna Torv.

Mindhunter é um livro mega interessante – pensar que uma pessoa tinha habilidade para identificar um serial killer, descrevendo suas características físicas e psicológicas, apenas tendo algumas informações da cena do crime. Douglas conta histórias dos mais loucos crimes que resolveu durante toda a sua vida no FBI, alguns até ficamos nos perguntando por que fizeram tal barbárie, como o caso de Wayne Williams, o assassino de crianças em Atlanta. O legal é que John consegue fazer com que o leitor passe a enxergar o lado do assassino, mas não como forma de inocentá-lo, e isso ele deixa bem claro em todos os momentos do livro. A ideia central não é mostrar o que foi feito, e sim o porquê de os assassinatos terem sido executados daquelas maneiras.

Publicado pela Editora Intrínseca, o livro tem uma ótima edição. Os capítulos são bem divididos, o desenvolvimento dos crimes é bem descrito, porém a narrativa é um pouco cansativa, principalmente no final do livro – chegou uma hora que eu não aguentava mais ler, tanto que eu parei alguns dias e voltei depois. A estrutura do livro é bem diferente porque o autor divide os casos por temas e não segue uma cronologia. Há muitas idas e vindas no tempo, o que exige uma maior atenção do leitor. Ainda assim, o filme é instigante e fascinante. Fica a dia para aqueles que gostam do gênero investigativo.

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