Categoria: Livros

Livro ▪ A Cor Púrpura

Autora: A Cor Púrpura
Editora: Alice Walker
Páginas: 336
Skoob
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Oi gente!
No mês de março, em comemoração ao Dia da Mulher, fiz igual ano passado, e li livros clássicos escritos por mulheres. Já falei sobre a leitura de “O Quinze” e “Mary Poppins”; e hoje trago minhas considerações sobre “A Cor Púrpura”, escrito por Alice Walker, considerado um dos clássicos da literatura americana, e que já ganhou uma adaptação nos cinemas, com as atrizes Whoopi Goldberg e Oprah Winfrey.

A história acompanha Celie, uma jovem negra vivendo no sul dos Estados Unidos, durante a primeira metade do século XX, período em que havia grande segregação e preconceito racial. A protagonista começa escrevendo cartas para Deus, narrando o abuso sexual que sofreu nas mãos do padrasto. Suas duas gravidez não desejadas terminam com os bebês sendo retirados de seu convívio, entregues para outras famílias. Depois, Celie é forçada a um casamento arranjado com o Sinhô, que também a violenta constantemente. O que a mantem viva é a esperança de rever sua irmã Nettie, que conseguiu fugir da violência que as duas eram submetidas.

Entre os abusos do pai e os maus tratos do marido, ela se afunda na depressão, concentrada em trabalhar na roça e cuidar dos filhos do primeiro casamento do marido. Porém, ao longo dos anos e através da amizade que firma com Shug Avery, uma cantora que já foi amante de seu marido, e com Sofia, a esposa de seu enteado mais velho, Celie passa a descobrir que seu mundo pode ser muito maior do que trabalhar e servir o Sinhô e apanhar dele. Além de trocar cartas com Deus, Celie descobre que seu marido escondia as cartas que recebia da irmã, e a partir daí, ambas começam a trocar correspondência até o tão aguardado dia do reencontro.

A leitura é extremamente tocante! A narrativa é toda feita em forma de cartas, o que traz um toque especial ao livro. A linguagem é simplória e cheia de erros ortográficos, exemplificando o grau de escolaridade da protagonista. A partir desse cenário, nós conhecemos as vivências e anseios de uma mulher que precisa aguentar todos os males da sociedade em que vive sem nunca revidar.

“A Cor Púrpura” foi uma leitura forte, que me conquistou desde o início. Também vale a pena conferir o filme com direção de Steven Spielberg e que recebeu 11 indicações ao Oscar.

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Livro ▪ Mary Poppins

Autora: P.L.Travers
Editora: Zahar
Páginas: 192
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Oi gente!
No mês de março, em comemoração ao Dia da Mulher, fiz igual ano passado, e li livros clássicos escritos por mulheres. Já falei sobre a leitura de “O Quinze” (AQUI) e hoje trago minhas considerações sobre “Mary Poppins”, escrito por P.L. Travers, em 1934, e adaptado ao cinema pela Disney.

A história gira em torno da família Banks: Mr. e Mrs Banks moram com seus 4 filhos, em uma linda casa na rua das Cerejeiras. Michael, Jane e os gêmeos John e Bárbara eram cuidados por uma babá que, em pouco tempo, acabou pedindo demissão por não aguentar a pressão com o gênio incontrolável das crianças. A partir daí, começa uma incansável busca por uma nova funcionária que consiga cumprir a difícil tarefa de cuidar dos pirralhos. E é nesse momento que surge Mary Poppins, trazida por um vento leste, acompanhada com uma maletinha e com seu inseparável guarda-chuva. A chegada da nova babá, que também exerce funções de governanta da casa, vira do avesso a vida da família Banks. O comportamento das crianças mais velhas, Michael e Jane, muda completamente diante do jeito inusitado que Mary Poppins trata das situações da família e resolve seus problemas. Ela possui poderes mágicos e consegue, inclusive, voar com ajuda de seu guarda-chuva.

Eu assisti Mary Poppins na infância e amava o filme feito por Walt Disney. Porém, a adaptação é bem diferente do livro original. O livro não tem nada em comum com o filme, a não ser o perfil dos personagens. Cada capítulo do livro funciona como se fosse um conto, com uma história fechadinha, o que até facilitou a leitura e a tornou mais rápida. O que chama atenção continua sendo a narrativa lúdica e as situações vividas pelos irmãos Banks junto à Mary Poppins.

A leitura de “Mary Poppins” nos remete imediatamente à infância. Passeios, brincadeiras, muitas aventuras. Tudo isso ganha vida nas páginas e atiça a nossa imaginação. Ao final, não foi a leitura que eu esperava, mas foi interessante. E se você for ler, baseado no que viu no filme, saiba que não será a mesma experiência. E ainda preciso falar dessa edição da Zahar, que está simplesmente maravilhosa, com capa dura e ilustrações super bonitas!

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Livro ▪ O Quinze

Autora: Rachel de Queiróz
Editora: José Olympio
Páginas: 208
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Oi gente!
Fiquei umas semaninhas sem postar nada aqui porque estava de férias, mas agora estou voltando com tudo! E nesse tempo, continuei firme com minhas leituras! No mês de março, em comemoração ao Dia da Mulher, fiz igual ano passado, e li livros clássicos escritos por mulheres. Para começar, hoje vou falar de “O Quinze”, primeiro livro de Rachel de Queiroz, publicado em 1930.

A história se passa em 1915 – período que uma grande seca atingiu o Nordeste – acompanhando a saga de três personagens, que possuem diferentes pontos de vista sobre as dificuldades, pois cada um tem o seu drama particular, embora haja certa conexão entre eles.

Conceição é uma professora solteira, que passa as suas férias na fazenda da família. Durante dois meses ela convive com os moradores da fazenda e com seus parentes que moram na região. Um deles é o vaqueiro Vicente, que nutre uma certa atração pela moça. A seca começa a avançar e, com a falta de pasto para o gado, alguns fazendeiros resolvem soltá-lo à sorte. É o que acontece na fazenda da Dona Maroca, onde o sertanejo Chico Bento trabalhava. Sem trabalho, ele e sua família são obrigados a abandonar a fazenda e procurar outro local onde possam sobreviver. Durante a viagem a fome é constante, a pouca comida que eles possuem não é suficiente. Com muita fome, um dos filhos do casal morre envenenado. Outro filho, o mais velho, se perde durante a noite e segue com outro grupo de retirantes.

No interior, a seca continua. Vicente trabalha duro para tentar salvar o gado, e seu relacionamento com Conceição começa a ficar mais abalado. A moça, morando em Fortaleza, convence a avó a largar a Fazenda e viver com ela, em boas condições. Na capital, ela encontra a família de Chico Bento passando por grandes necessidades, e os ajuda a comprar uma passagem para São Paulo. Como Conceição é madrinha da criança mais nova, ela pede para ficar com o pequeno e criá-lo. Chico Bento e a sua mulher não querem deixar o filho, mas depois acreditam que ele tem mais chances de sobreviver com a madrinha.

No final, vemos diferentes situações: Conceição possuía uma profissão e levava uma vida confortável na capital, podendo proporcionar o mesmo a sua avó, que sempre viveu na fazenda no interior. Vicente passa por dificuldades ao tentar salvar seu gado, mas ainda assim, também não enfrenta grandes adversidades como Chico Bento e sua família, que são extremamente pobres e sofrem muito com a seca, que acaba se tornando a principal protagonista da história.

A grande seca de 1915 levou fome e miséria para o interior do Ceará e uma migração em massa. Milhares de sertanejos deixaram o campo e foram em direção à capital Fortaleza. Em resposta à crise, o governo instalou campos de concentração para abrigar os refugiados. O cenário era de extrema miséria e pobreza. Em meio a este importante evento histórico do nosso país, nos vemos diante de uma trama que busca na simplicidade e na linguagem regional o retrato de um povo, de uma época, de um contexto pouco explorado na nossa literatura. Rachel de Queiróz constrói uma narrativa extremamente tocante e profunda, que merece ser lida e reconhecida!

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Livro ▪ Enola Holmes: o caso da senhorita canhota

Autora: Nancy Springer
Editora: Verus
Páginas: 208
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Oi gente!
A dica de leitura de hoje é o segundo volume da série “Enola Holmes”. Agora, em “O Caso da Senhorita Canhota”, a jovem permanece solitária, vivendo na Londres do século XIX – a maior, mais sinistra e suja cidade do mundo.

Nesta história, partimos do ponto onde paramos no primeiro livro. A matriarca da família Holmes ainda está desaparecida, porém se comunica com Enola, através de códigos publicados no jornal. E agora nossa protagonista segue sua saga como detetive, assim como o irmão Sherlock, e precisa encontrar uma intrigante mulher canhota com um especial dom para desenhos, além de tentar não se envolver demais pela conexão que sente com ela.

Enola está sendo caçada pelo detetive mais famoso do mundo ― seu próprio irmão. Mas, enquanto se esconde, ela descobre desenhos a carvão ousados e brilhantes em um esconderijo e se sente a alma gêmea da garota que os desenhou. A dona dos desenhos, Lady Cecily, desapareceu sem deixar vestígios. Então, enfrentando as ruas escuras e perigosas de Londres, Enola deve desvendar as pistas para encontrar a senhorita canhota. E, para salvá-la de um vilão poderoso, arrisca revelar mais do que deveria.

A narrativa continua sendo bem interessante. A leitura é fluída e os personagens são cativantes. A história traz novamente aquela pegada teen do primeiro livro, que prende a cada página. Além disso, também tem um toque de humor que deixa o clima de investigação mais leve, e permite boas risadas ao leitor. “Enola Holmes: o caso da senhorita canhota” é uma boa opção para uma leitura rápida ou para sair de uma ressaca literária. A edição da Verus também está bacana! Já estou esperando o lançamento do próximo volume!

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Livro ▪ As Musas

Autor: Alex Michaelides
Editora: Record
Páginas: 350
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Oi gente!
Quem me acompanha aqui, sabe que “A Paciente Silenciosa” foi uma das minhas leituras preferidas em 2021. E neste ano, li “As musas”, segundo livro do autor grego Alex Michaelides, publicado também pela editora Record. Porém, dessa vez a experiência não foi igual ao primeiro livro.

A história gira em torno de Mariana, que acredita que o professor Edward Fosca é um assassino. A moça é uma brilhante terapeuta de grupo, mas que ainda vive o luto pela perda de seu marido. Ela parte de Londres até Cambridge para prestar auxílio à sua sobrinha Zoe, que acabou de receber a notícia de que uma de suas amigas da faculdade foi assassinada. Mas o que deveria ser apenas uma viagem para prestar condolências acaba virando uma investigação para Mariana.

E no meio dessa história está o belo e carismático professor de tragédia grega – Edward Fosca – que é adorado tanto pelos funcionários quanto pelos alunos da instituição ― principalmente pelas integrantes de uma sociedade secreta de alunas conhecida como “As Musas”. As evidências apontam algo estranho na relação do professor Fosca e seu grupo de alunas preferidas, principalmente por que as vítimas do assassino são justamente As Musas. Quando mais um cadáver é encontrado, a obsessão de Mariana em provar a culpa de Fosca sai do controle, ameaçando destruir sua credibilidade, além de seus relacionamentos mais próximos.

A história é bem interessante, porém a protagonista é simplesmente insuportável! Este é o principal ponto que me fez não curtir tanto essa leitura. Mariana é bem irritante e sua obsessão pelo professor Fosca não tem tanta justificativa, até porque – DO NADA – ela começa a se interessar por ele. Achei o desenvolvimento deles bem ruim. Em compensação, a história das Musas é totalmente envolvente. Zoe tem uma dualidade muito interessante, assim como as demais meninas do grupo. Ainda, o livro é repleto de referências à literatura grega e também traz algumas referências do livro “A Paciente Silenciosa” – achei bem interessante o paralelo criado entre os dois livros.

O plot twist principal foi um pouco previsível para mim, mas não de uma forma que tenha estragado a história. Porém a insistência da narrativa em culpar um personagem, acaba fazendo com que o leitor deixe de acreditar que ele possa realmente ser o assassino, mesmo que até o último instante, isso é forçado ao leitor. Independente disso, acho muito boa a escrita do autor e vejo grande potencial em seu universo de suspense.

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Livro ▪ Malibu Renasce

Autora: Taylor Jenkins Reid
Editora: Paralela
Páginas: 368
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Oi gente!
Hoje vou falar de uma das minhas leituras, que já virou favorita do ano! Taylor Jenkins Reid segue me arrebatando a cada leitura. “Daisy Jones and the Six” e “Os Sete Maridos de Evelyn Hugo” já foram leituras favoritadas em 2021 e agora “Malibu Renasce” veio para me conquistar de vez! Que livro incrível!

Quem leu Evelyn Hugo vai pegar algumas referências nessa história. A começar por Mick Riva, um dos maridos de Hugo, que agora tem sua história contada. O foco maior é nos irmãos Riva: Nina, Jay, Hud e Kit, que todo ano dão uma grande festa para comemorar o fim do verão – e a festa de 1983 promete ser épica!

A história se passa no passado e no presente. Vemos a relação romântica e conturbada de Mick e June (o grande amor da vida do astro do rock), desde o começo da carreira, o nascimento dos filhos até as várias separações. Já no presente, acompanhamos Nina, que possui uma carreira de modelo bem sucedida, porém passa por problemas em seu relacionamento e em sua vida pessoal, por sempre ter priorizado seus irmãos. Hud e Jay são quase inseparáveis, os “gêmeos”, que na verdade são meio-irmãos, trabalham em parceria, porém um interesse amoroso acaba abalando essa relação. E por fim, a caçula Kit ainda está descobrindo o que quer da vida.

É muito interessante ver a relação fraternal entre os quatro irmãos. O abandono parental está presente na narrativa e é discutido de forma simples, mas bem forte. Aqui, vemos uma faceta de Mick Riva que não conhecíamos antes. O personagem se mostra bem escroto com a família, o que acarreta em uma união dos irmãos e uma necessidade de responsabilidade por parte de Nina, que passa a cria-los.

“Malibu Renasce” é um livro sobre relações, e não tanto sobre acontecimentos, como os outros dois livros que citei da autora. Gostei muito do clima criado, me transportei para os anos 80, na praia de Malibu. Foi uma experiência bem interessante. A história é bem construída e Taylor continua me empolgando com suas narrativas.

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Livro ▪ Diários de Raqqa (Projeto Lendo o Mundo)

Autor: Samer
Editora: Globo Livros
Páginas: 108
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Oi gente!
Hoje vai ter mais um post do projeto “Lendo o Mundo” – aquele que leio livros de todos países para conhecer a literatura, cultura e tradições desses locais – e o país sorteado para essa vez foi a Síria. Pesquisando, queria fugir um pouco da temática guerra, mas infelizmente é bem difícil. Também foi um pouco difícil achar livros em português. Até que conheci “Diários de Raqqa: a história real do estudante que desafiou o Estado Islâmico, foi jurado de morte e conseguiu fugir de uma cidade sitiada”, publicado pela Globo Livros.

O livro conta a história de Samer – pseudônimo do autor (não sabemos seu nome verdadeiro), que foi jurado de morte pelo Estado Islâmico por ter feito relatos de seu diário chegar até as mãos de milhares de leitores ao redor do mundo. Aos vinte anos, Samer, um jovem universitário apaixonado, com uma família unida e muitos amigos, está comemorando seu primeiro emprego. A vida não poderia ser mais luminosa até o dia em que o Estado Islâmico toma a cidade onde ele vive. Impotente diante da violência e das restrições que lhe tiram a liberdade e ceifam várias das pessoas que Samer mais ama, ele começa a preencher as páginas de um diário com tudo que vê e sente. Seu relato sincero e contundente, que o jovem consegue enviar em trechos para um repórter da BBC, através de uma conexão clandestina de internet, é um documento indispensável para que o mundo entenda, de uma vez por todas, os perigos do extremismo.

A leitura foi bem rápida, já que o livro é bem curtinho, tem 108 páginas, dá pra ler em um dia tranquilamente, mesmo com a história sendo um pouco tensa. O protagonista perdeu o pai em um bombardeio e desde jovem precisou cuidar de sua mãe e irmãos. Porém Samer não conseguiu ficar sem fazer nada diante das impunidades impostas pelo Daesh – o Estado Islâmico. A partir daí, o jovem começa a ser perseguido até que precisa fugir de sua cidade para não ser morto, abandonando sua família e sua história. As passagens do livro são bem comoventes e conseguem relatar um estado de terror e medo imposto a toda população, principalmente na cidade de Raqqa, onde a narrativa se passa.

Hoje o país passa por uma grande guerra civil, o que obrigou mais de metade dos habitantes do país a fugir das suas casas. Cerca de 5 milhões de pessoas já deixaram o país e outros 6 milhões vivem como deslocados internos. A crise síria é considerada o pior desastre humanitário atual. Mais de 13 milhões de pessoas precisam de assistência devido aos confrontos que causam sofrimento a homens, mulheres e crianças.

De um modo geral achei o livro bem interessante, um relato fiel e emocionante de quem vivenciou todo o terror. Outro destaque é a edição da Globo Livros, que está incrível, com ilustrações lindas! Mas ainda assim, acho que não foi o livro ideal para o projeto. Vou continuar pesquisando e se achar outro livro que possa se encaixar, pretendo ler também!

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Livro ▪ A Garota Alemã

Autor: Armando Lucas Correa
Editora: Jangada
Páginas: 408
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Oi gente!
Hoje vou trazer para vocês uma dica de um livro incrível, que me emocionou bastante – “A Garota Alemã”, de Armando Lucas Correa, publicado pela Editora Jangada é baseado em uma história real e se passa no período da Segunda Guerra Mundial.

A história se passa em dois períodos e acompanha Hannah Rosenthal, de 11 anos, que tinha uma vida de contos de fadas. Ela passava as tardes no parque com seu melhor amigo, Leo Martin. Mas, agora, as ruas estão cheias de nazistas. Eles vislumbram uma esperança para sair desse inferno: o St. Louis, um transatlântico que pode propiciar aos judeus uma travessia segura para Cuba. Mas logo as circunstâncias da guerra mudam e o navio que era sua salvação agora parece ser a sua sentença de morte.

Alternando, vemos Anna Rosen ao fazer 12 anos. Vivendo em Nova York, a garota recebe um envelope misterioso de sua tia-avó Hannah, que criou seu pai falecido. O conteúdo do envelope inspira Anna e a mãe a viajarem a Cuba para conhecer Hannah e descobrir a verdade sobre o trágico passado da família.

Passando pelo presente e passado, a narrativa conta a história de Hannah e Anna, parentes que nunca haviam se visto antes, mas que carregavam muitas similaridades. Hannah viveu na Alemanha Nazista durante a 2ª Guerra Mundial, após conseguir fugir para Cuba junto à mãe. Já Anna, nunca conheceu o pai que faleceu durante o trágico 11 de Setembro. Ambas narram as histórias da família de forma comovente.

A escrita do autor Armando Lucas Correa é encantadora, me prendeu do início ao fim. Em alguns momentos fiquei angustiado com a história, mas não conseguia parar de ler, foi uma experiência muito interessante. E preciso destacar a amizade de Hannah e Léo – o ponto forte do livro. Léo foi um personagem extremamente carismático e que trouxe uma leveza à história. Tem um momento do livro que fiquei extremamente abalado e até agora ainda não superei.

Alguns livros me fazem chorar com o decorrer da trama e esse foi um deles. Até chegar à última página, me emocionei em vários momentos, talvez por ter lido em uma hora que não estou 100% bem, mas ainda assim, foi lindo. “A Garota Alemã” traz uma mensagem de sofrimento e superação e nos faz repensar tanta coisa. Uma leitura que vale a pena!

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Livro ▪ Aristóteles e Dante mergulham nas águas do Mundo

Autor: Benjamin Alire Sáenz
Editora: Seguinte
Páginas: 448
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Oi gente!
Esse início de ano me dediquei às leituras e consegui ler várias coisas bacanas! Hoje vou falar sobre “Aristóteles e Dante mergulham nas águas do Mundo”, continuação de “Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo”, escrito por Benjamin Alire Sáenz e publicado pela Editora Seguinte. Confesso que essa leitura mexeu muito comigo e ainda estou digerindo certas coisas.

Nesta sequência, Ari e Dante vão lutar com todas as forças para transformar o mundo em um lugar onde possam ser livres juntos e sem medo. A vida de Aristóteles mudou completamente desde que conheceu Dante Quintana. Com Dante, Ari aprendeu a achar graça nas pequenas coisas da vida e descobriu o coração enorme que tem, capaz de amar muitas pessoas ― inclusive outro garoto. Agora, os dois estão prestes a começar o último ano do ensino médio e, mesmo sabendo que em breve terão que fazer escolhas importantes para o futuro, estão se abrindo para novos amigos, novos lugares e para as próprias famílias ― até que Ari sofre uma perda terrível e, mais do que nunca, precisará do apoio de Dante.

Vou começar dizendo que eu amei o primeiro livro e estava com grandes expectativas para esse, tanto que eu também gostei bastante da leitura. Mas foi uma experiência diferente, ainda não sei muito bem explicar. Eu não estava 100% bem psicologicamente e esse livro pegou em alguns pontos que estavam sensíveis. E o mais interessante foi como fui lidando com isso durante a leitura.

O livro segue os acontecimentos que encerraram o anterior e agora estamos no final da década de 80 com Ari e Dante apaixonados e vivendo o primeiro amor de ambos. Mas, junto com as descobertas desse relacionamento, eles também precisam lidar com seres humanos preconceituosos e situações conflitantes. Além disso, a narrativa retrata o período em que casos de AIDS se espalham pelo mundo e a doença é considerada doença de homossexuais.

Todo esse contexto serve para exemplificar a evolução dos personagens, principalmente Ari. Ele tem uma crescente incrível ao tentar lidar na sua relação com Dante, com suas amigas e principalmente com sua família, inclusive com o irmão. Acho que me assustei tanto porque me vejo muito na personalidade do Ari. E para mim, a forma como o autor desenvolveu a relação pai e filho, foi algo que mexeu muito comigo. Chegando ao final, não havia como não me emocionar e resolvi me permitir sentir certas angústias.

“Aristóteles e Dante mergulham nas águas do Mundo” discute a necessidade do perdão e a importância do diálogo entre pais e filhos, também fala sobre aceitação e sentimento de pertencimento. É um livro cativante e vale muito a pena a leitura!

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Livro ▪ Os Primos

Autora: Karen M. McManus
Editora: Galera Record
Páginas: 384
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Oi gente!
Comecei esse ano com uma leitura que me agradou bastante, apensar de algumas ressalvas que vou fazer! “Os Primos”, da Galera Record, escrito pela Karen M. McManus foi uma experiência interessante, misturando drama adolescente e mistério.

A história gira em torno dos primos Milly, Aubrey e Jonah, que recebem um convite inusitado: passar o verão no resort da avó que nunca viram na vida. Seus pais acreditam que é a oportunidade perfeita para fazer as pazes com a rica e excêntrica Mildred Story, que cortou relações com todos há mais de duas décadas sem maiores explicações. Mas ao chegarem lá, os primos percebem que a família guarda muitos segredos. E eles irão tentar desvendar todos.

Mildred Story deserdou todos os filhos por meio de cartas que apenas diziam: “Vocês sabem o que fizeram”. Sem terem certeza se a melhor opção para as férias é passar tempo com estranhos, os três hesitam. Mas seus pais são enfáticos: não ir está fora de cogitação. A oportunidade de reconquistar a mãe – e parte da fortuna – é grande demais para ser desperdiçada. Só que ao chegarem à ilha Gull Cove, os primos têm uma surpresa, a avó não parece estar tão satisfeita assim em vê-los. Os primos se acomodam em seus empregos e passam a se conhecer melhor, mas não demora para suspeitarem de que há um segredo obscuro conectado à história da família Story.

Já falei de vários livros da autora Karen M. McManus aqui no blog (incluindo “Um de nós está mentindo”), e todos eles sempre foram boas opções de leitura. Eu curto bastante a escrita dela e as histórias me prendem a ponto de querer saber logo o que acontecerá. Aqui não foi diferente. Desde o início a autora já indica que algo não está certo e que há um grande segredo por trás da avó misteriosa.

O livro é narrado pelos três primos – cada um conta seu ponto de vista em um capítulo. Milly é a famosa sabichona que irrita um pouco, mas da metade para o final fui gostando dela. Aubrey é mais meiga e que conquista logo de cara. Por fim, Jonah tem um ar arrogante e misterioso e também guarda um segredo, que me surpreendeu. Acho que ele foi o melhor personagem desenvolvido ao logo da trama.

A história estava levando para um caminho e quando descobrimos o verdadeiro plot twist, fica um pouco difícil acreditar na veracidade daquilo. Achei o final um pouco forçado – o que acontece é algo que não teria a menor chance de acontecer na vida real, até porque tem vários furos. Mas de um modo geral, o mistério me prendeu até o fim, a narrativa é bem dinâmica e os personagens são interessantes. “Os Primos” mantem a força da autora, que não para! Logo tem livro novo dela, vamos aguardar se será no mesmo estilo de suspense e drama juvenil.

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