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#Livro | Mrs Dalloway

Autora: Virgínia Woolf
Editora: Martin Claret
Páginas: 264
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Durante o mês de março, em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, me propus a ler apenas livros clássicos escrito por mulheres! Já falei de “Orgulho e Preconceito” (AQUI) e hoje vou trazer “Mrs Dalloway”, de Virgínia Woolf.

Já adianto que ler Virgínia Woolf não é fácil. É preciso absorver e sentir a história, a técnica da escrita, a mensagem subliminar. O enredo, aparentemente simples, conta um dia na vida de Clarisse Dalloway, uma dona de casa rica que dará uma festa a noite e percorre as ruas londrinas cuidando dos preparativos para o evento. Mas Woolf nos traz algo diferente, pois os elementos presentes na história não se resumem ao cotidiano da personagem principal ou ao que ela vê nas ruas de Londres. Apesar das preocupações da personagem principal se concentrarem na festa que dará a noite, memórias do seu passado retornam à sua mente e ocupam seus pensamentos de maneira intensa. Ao mesmo tempo, acompanhamos a vida corriqueira de outros personagens como o ex-combatente Septimus Warren Smith. Ambas histórias irão se fundir em um momento do livro.

O leitor tem um vislumbre íntimo da mente humana enquanto são expostos os pensamentos, sonhos, angústias e paixões dos personagens. Uma das obras-primas de Virginia Woolf, Mrs. Dalloway foi publicado pela primeira vez em 1925 e se manteve relevante na literatura britânica e mundial ao tratar de assuntos que abrangem desde as nuances dos relacionamentos em nosso dia a dia até transtornos decorrentes de traumas de guerra.

Hoje lemos um romance que foi recusado em sua época, criticado por ultrapassar as barreiras da literatura. A escrita de Woolf possibilita ao leitor ter uma percepção diferente da literatura padrão, pois temos pontos de vistas diversos, seja da percepção do mundo externo, um grito do mundo interno da personagem principal, uma reflexão ou personagens secundários que ganham espaço em meio a estímulos ou mesmo a lembranças.

Outra técnica que a autora utilizou com perfeição foi utilizar na narrativa em 3ª pessoa, que significa que a voz do narrador e dos personagens se confundem, já que o narrador assume o lugar desses personagens em seus pensamentos. A utilização de flashbacks também nos auxilia a compreender a trajetória de Clarisse.

Virgínia Woolf (1882-1941) é uma das escritoras fundadoras do movimento conhecido como modernismo inglês. Em seus trabalhos podemos perceber uma crítica a sociedade patriarcal. Ao olharmos para a personagem principal, podemos ver uma mulher que, ao se casar, larga seus sonhos para se tornar uma “boa esposa”, uma “boa anfitriã”. Mrs. Dalloway retrata a Inglaterra do começo do século XX e a relação de opressão entre o homem e a mulher, assim a autora critica a moral da época.

Uma dica que dou: leia este livro com calma. Faça uma análise. Procure perceber a técnica nas entrelinhas. Muitos podem achar uma leitura confusa ou achar o desenvolvimento cansativo. Realmente, a escrita de Virgínia Woolf é bem difícil. Mas, vale a pena pelo clássico. Também indico o filme produzido em 1997, com Vanessa Redgrave, interpretando a personagem título.

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#Filme | Pieces of a Woman

Oi gente!
Um filme que estava com boas expectativas para assistir era “Pieces of a Woman”, que rendeu uma indicação ao Oscar à Vanessa Kirby, na categoria de melhor atriz. Porém, infelizmente, a produção não me agradou tanto. Tem seus méritos, porém esperava mais.

O filme é a jornada emocional de uma mãe que acaba de perder seu bebê. Diante dessa perda, ela terá que lidar com as consequências que seu luto tem nas relações com o marido e a mãe, lutando para que seu mundo não desabe por completo.

O começo do filme é a sua melhor parte. Em um genial e bem elaborado plano sequência de mais de 20 minutos, vemos o trabalho de parto feito em casa. Durante sua realização, percebemos o amor entre Sean (Shia LaBeouf) e Martha (Vanessa Kirby) e a bebê Yvete, que está para nascer; também temos a parteira Eva (Molly Parker), que é uma substituta e, por isso, inicialmente sofre certa rejeição do casal, contudo ganha sua confiança e conduz o parto de modo muito humano. Logo de cara, o diretor constrói uma tensão inigualável, principalmente depois que percebemos a tragédia que se passará, e a brutal perda do casal.

A partir daí, o filme se propõe a fazer um questionamento: de quem é a culpa? Pulando de mês em mês, a produção vai retratando a vida de Martha e Sean e as repercussões daquele dia. Vemos Martha voltando ao trabalho e Sean retornando ao alcoolismo, além da dificuldade de retomar a vida sexual. Tudo isso se torna um abismo entre os dois. Por fim, o casal enfrenta a dura realidade de lidar com os outros integrantes da família, mais notavelmente a mãe da protagonista Elizabeth (Ellen Burstyn), que insiste em lidar com a perda da sua própria maneira.

A direção do cineasta húngaro Kornél Mundruczó é impecável neste início promissor. A cena do parto é extremamente detalhista e cheia de significados. Depois disso, o roteiro é fraco e pouco acrescenta ao desenvolvimento. O grande trunfo é a interpretação de Vanessa Kirby. A atriz está fantástica! Já seu companheiro de cena – Shia LaBeouf – deixa um pouco a desejar.

O filme se baseia única e exclusivamente na história de dor e angústia do casal. É uma produção sem grandes pretensões, mas que traz boas oportunidades de interpretação. Vanessa Kirby soube aproveitar muito bem essas oportunidades e conquistou indicações nas principais premiações.

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#Filme | Liga da Justiça – Snyder Cut

Oi gente!
Quem aí também estava mega ansioso para a estreia de “Liga da Justiça – Snyder Cut”? Para quem não está sabendo o que é, vou contextualizar rapidamente! Em 2017, saiu nos cinemas o filme “Liga da Justiça”, mas até essa estreia muita coisa aconteceu. O diretor original do filme era o Zack Snyder, que já dirigiu outros filmes da DC como “Homem de Aço”, “Batman Vs Superman” e “Watchmen”, porém após divergências com a Warner e o suicídio de sua filha, o diretor abandonou o projeto, que foi assumido por Joss Whedon (diretor de “Vingadores”), que decidiu regravar diversas cenas, cortando o roteiro original e modificando a obra por completo.

Quando estreou nas telonas, Liga da Justiça foi extremamente criticado pelos fãs e pela crítica. E nesses 4 anos, os fãs fizeram campanhas na internet para que a versão de Zack Snyder fosse lançada! E, finalmente, ela está entre nós! E preciso dizer que não entendo como tiveram coragem de lançar aquilo em 2017, sendo que eles tinham uma obra prima!

O Snyder Cut é, sem dúvida nenhuma, muito superior ao filme dos cinemas. E se você for assistir, esteja preparado para 4 horas de duração. Na história, após a morte do Superman (Henry Cavill), Batman (Ben Affleck) tenta reunir um grupo de heróis para guardar o mundo de ameaças. Ao mesmo tempo, a Mulher-Maravilha (Gal Gadot) é alertada da invasão do Lobo da Estepe (Ciarán Hinds), servo do deus sombrio Darkseid (Ray Porter), que busca as três Caixas Maternas, artefatos de poder que lhe permitirão conquistar a Terra. Bruce e Diana formam uma liga de heróis com Aquaman (Jason Momoa), Ciborgue (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller). Porém, a equipe ainda precisa da ajuda do Homem de Aço.

O que podemos ver é que Jack Snyder tinha a intenção de desenvolver todos os personagens, algo que a Warner não queria, já que pretendia, e ainda pretende, lançar filmes solos como Aquaman e Flash. “Liga da Justiça” de Joss Whedon falhou por seguir esse pensamento, cortando o que era necessário, tornando-se um filme sem alma, fruto da convergência entre dois cineastas de estilos opostos e interferências do estúdio que deixaram a produção com diversos problemas no enredo e na execução. A narrativa dos personagens é extremamente importante para entendermos a obra final, principalmente o arco do Ciborgue. Agora é possível entender as motivações que fizeram eles ajudarem Batman e Mulher-Maravilha.

Outra grande alteração foi na narrativa do Lobo da Estepe. Além de ter seus efeitos especiais aprimorados, ele se torna muito mais plausível como ameaça para a Liga, já que suas motivações são mais exploradas. Além disso, as cenas de batalhas para conquistar as Caixas Maternas foram melhor desenvolvidas – antes parecia que ele conseguia muito fácil. Outro ponto que critiquei muito no filme de 2017 era o Flash – o personagem era o principal alívio cômico, se tornando bobo e sendo retratado em vários momentos como medroso. Aqui ele assume o verdadeiro papel de herói. Acho que um dos grandes erros da primeira versão foi tentar fazer o filme “com cara de Marvel”. O Batman se assemelhava ao Homem de Ferro, o Flash ganhou ares de Thor como alívio cômico, além da pouca importância do Aquaman e Ciborgue. Quem também ganhou mais espaço e brilhou por Louis Lane (Amy Adams).

Snyder soube aproveitar o tom sombrio que a DC tem em suas histórias. A estética é muito superior. “Liga da Justiça – Snyder Cut” é um presente para os fãs que acreditaram na visão de Zack Snyder. O filme traz melhorias significativas para a narrativa e o desenvolvimento de personagens. Inclusive, os atores se reuniram para a gravação de uma cena final que foi muito significativa para o futuro da franquia, trazendo o retorno de Lex Luthor (Jesse Eisenberg) e do Coringa, de Jared Leto (com uma interpretação bem fraca, por sinal). Era a produção épica que queríamos! Finalmente a redenção!

Lembrando que o “Snyder Cut” estreou na HBO Max, que ainda não chegou ao Brasil. Porém o filme pode ser alugado em algumas plataformas digitais como Google Play, Apple TV, Claro, Locke, Microsoft, Playstation, SKY, UOL Play, Vivo e Watch BR.

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#Livro | Malorie

Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Feliz Ano Novo a todos os leitores, que 2021 seja um ano de grandes realizações, que possamos ter cada vez mais amor ao próximo e aproveito para agradecer a cada um que deu uma passadinha por aqui em 2020! Obrigado por tudo!

Agora, vamos começar o ano com dica de leitura!! Já faz um tempinho que li “Malorie”, sequência do aclamado “Caixa de Pássaros” (Bird Box), escrito por Josh Malerman e publicado pela Editora Intrínseca. Doze anos depois dos acontecimentos do primeiro livro, nos encontramos novamente no apocalipse onde abrir os olhos pode significar o fim de tudo. O mundo já não é mais o mesmo. Criaturas continuam andando por aí. Basta um descuido para um destino enlouquecedor.

Malorie e seus filhos Tom e Olympia passaram doze anos em um acampamento de verão improvisado e seguro. Eles sabem que apenas um vislumbre das criaturas pode levar pessoas comuns a uma violência indescritível. Ainda não há explicação. Nenhuma solução. Tudo o que Malorie pode fazer é sobreviver e tentar transmitir aos filhos sua determinação. Ainda assim, Tom quer desbravar o mundo e as criaturas, enquanto a mãe continua com a sua proteção excessiva. Olympia, o elo entre os dois, é habilidosa e racional, apesar de também ter os seus segredos.

Em meio a divergências familiares, um desconhecido surge com informações de sobreviventes. Malorie, em conflito pessoal, se vê, mais uma vez, obrigada a se lançar num mundo às cegas. Pessoas que ela considerava mortas, talvez estejam vivas. Junto dessa informação, porém, ela acaba descobrindo coisas aterrorizantes: em lugares não tão distantes, alguns afirmam ter capturado as criaturas e feito experimentos. Invenções monstruosas e ideias extremamente perigosas. Além disso, circulam rumores de que as próprias criaturas se transformaram em algo ainda mais assustador. Malorie agora precisa fazer uma escolha angustiante: viver de acordo com as regras de sobrevivência que funcionaram tão bem até então, ou se aventurar na escuridão e buscar a esperança mais uma vez.

O ponto alto do livro é retratar as relações familiares. Confesso que eu tinha grandes expectativas, principalmente por ter gostado muito do primeiro livro. Acho que essa expectativa tenha atrapalhado um pouco as sensações que a narrativa possa causar – em alguns momentos não tive toda a tensão necessária para leitura. A postura excessiva da personagem principal me incomodou um pouco. Mesmo assim, podemos perceber aquela narrativa envolvente que Josh Malerman também demonstrou em Bird Box. Os conflitos do livro foram bem trabalhados e os personagens tiveram seus momentos de destaque e conseguiram mostrar uma evolução narrativa.

Aqui vai uma dica: quanto menos souber, melhor será sua experiência. “Malorie” é uma leitura obrigatória para quem já conferiu e gostou de Caixa de Pássaros. A leitura fluiu bem e o final nos trouxe uma conclusão fechadinha. Pecou um pouco na tensão monótona impressa por grande parte da história.

Já leram Caixa de Pássaros e assistiram ao filme? O que acham da sequência Malorie? Quero saber nos comentários!

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#Viagem | Chip da EasySim4U

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Que saudades de vocês! Fiquei um tempinho sem postar nada aqui no blog porque estava viajando, mas já estou de volta, e cheio de novidades! Hoje trago para vocês uma dica bem bacana que utilizei durante a minha viagem à Orlando.

Quem acompanhou meus stories viu que eu postei várias fotos e vídeos da Disney! E isso foi graças a EasySim4U! Fiquei conectado 24h por dia, atualizei as redes sociais, me comuniquei com a família todos os dias e ainda consegui utilizar o Uber e Google Maps para me localizar.

Eles entregaram o chip em casa, já sai do Brasil com ele em mãos e quando cheguei no destino já estava conectado! Fica a dica para quem for viajar nos próximos meses! A EasySim4U oferece ótimos planos para mais de 200 países!! Para saber mais, acompanhe as redes sociais da EasySim4U – Facebook e Instagram

PS: Quem não viu meus stories é só ir no meu instagram pessoal @felipelangefaria e conferir os “Destaques”.

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#Séries | Killing Eve

Oi gente!
Desde que saiu a lista dos indicados ao Emmy 2018, eu tenho procurado ver as séries que ainda não acompanho e que foram indicadas – uma delas é Killing Eve, produção da BBC e que você com certeza precisa assistir!!

A história gira em torno de Eve Polastri, uma funcionária do MI5, muito inteligente, porém frustrada com seu trabalho. Seu desejo é na verdade de ser uma espiã. Com um interesse além do normal em assassinos em série, ela consegue se destacar e ganha uma equipe própria para rastrear e localizar uma assassina que vem chamando a atenção – Villanelle. Elegante e talentosa, a personagem é apegada aos luxos que seu violento trabalho lhe oferece e acaba tendo um interesse grande em Eve, iniciando um jogo perigoso.

Gente, que série TOP!! Sério mesmo, vocês precisam ver! Para quem curte história investigativa, Killing Eve é uma super série! E o melhor – temos Sandra Oh – a eterna Cristina Yang de Grey’s Anatomy, encabeçando o elenco. É muito interessante ver a atriz em um personagem completamente diferente daqueles que marcaram sua carreira. Além disso, ela faz uma ótima parceria com Jodie Comer (de The White Princess) que interpreta a vilã Villanelle – de longe a melhor personagem de toda a série! No elenco também temos a atriz Fiona Shaw (interpretando a personagem Carolyn Martens) – para quem não a conhece, ela era a tia Petúnia na saga Harry Potter – eu demorei um tempão para perceber que era ela!!

Outro bom motivo para assistir “Killing Eve” é a mensagem de empoderamento feminino que ela passa. Geralmente não existe série de suspense e thriller que tenha as duas protagonistas mulheres. Esta série não traz a clássica história de espionagem que sempre vemos em filmes e livros. A relação entre Eve e Villanelle é extremamente intrigante, o que faz com que fiquemos viciados a cada episódio. Confesso que algumas atitudes de Eve me irritaram profundamente – em alguns momentos ela age sem pensar, o que descaracteriza a imagem de uma espiã. Teve cenas que fiquei espantado com a burrice dela, mas tudo isso faz parte do enredo – são artimanhas usadas para prender o telespectador.

O roteiro é ágil, traz um certo sarcasmo à história, além de apresentar um humor negro e uma trilha sonora maravilhosa. Tem uma pegada meio Orphan Black, meio Kill Bill. Com apenas oito episódios, dá para fazer aquela maratona básica no fim de semana. E a série já tem a sua segunda temporada confirmadíssima! E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 

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#Livros | Um Cavalheiro em Moscou

Autor: Amor Towles
Editora: Intrínseca
Páginas: 464
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Saraiva | Fnac
Foto: Facebook Intrínseca

Oi gente!
Hoje vou falar do livro “Um Cavalheiro em Moscou”, publicado pela Editora Intrínseca e escrito pelo americano Amor Towles. A publicação permaneceu por quase um ano na lista de best-sellers do New York Times, com mais de um milhão de exemplares vendidos.

Nobre acusado de escrever uma poesia contra os ideais da Revolução Russa, Aleksandr Ilitch Rostov, “O Conde”, é condenado à prisão domiciliar no sótão do hotel Metropol, lugar associado ao luxo e sofisticação da antiga aristocracia de Moscou. Mesmo após as transformações políticas que alteraram para sempre a Rússia no início do século XX, o hotel conseguiu se manter como o destino predileto de estrelas de cinema, aristocratas, militares, diplomatas, bons-vivants e jornalistas, além de ser um importante palco de disputas que marcariam a história mundial.

Mudanças, contudo, não paravam de entrar pelo saguão do hotel, criando um desequilíbrio cada vez maior entre os velhos costumes e o mundo exterior. Graças à personalidade cativante e otimista do Conde, aliada à gentileza típica de suas origens, ele soube lidar com a sua nova condição. Diante do risco crescente de se tornar um monumento ao passado até ser definitivamente esquecido, o Conde passa a integrar a equipe do hotel e a aprofundar laços com aqueles que vivem ao seu redor.

Pessoal, vou confessar… foi difícil ler este livro, até fiquei pensando se eu falava sobre ele ou não – resolvi falar. A narrativa é bem arrastada, levei muito tempo. Cheguei até a desistir, começar outros e depois voltei para terminar. A história é muito descritiva – em alguns casos temos vários parágrafos, talvez até páginas, para poder contar uma coisa pequena – acabou desanimando muito.

O interessante é a carga significativa dos personagens. O Conde Rostov personifica a decadência de uma sociedade que dominava a Rússia antes da revolução – de nobre à garçom, ele nos guia em uma jornada de descobrimento e avaliação. O Conde apresenta ao leitor sua sabedoria e sensibilidade ao abandonar certos hábitos e se abrir para as incertezas de novos tempos que, mesmo com a capacidade de transformar a vida como a conhecemos, nunca conseguirão acabar com a nobreza de um verdadeiro cavalheiro. Indo além, podemos até classificar o Hotel Metropol como o grande protagonista da história, retratando as principais mudanças de concepções e quebras de preconceitos.

No geral, não foi um livro que eu curti muito, achei muito arrastado, a leitura não fluiu e ao final se tornou muito cansativo. A premissa é muito interessante, mas do jeito que foi desenvolvida se tornou pouco atrativa.

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#Filmes | Três Anúncios para um Crime

Oi gente!
Finalmente a última resenha dos filmes que concorreram ao Oscar 2018Três Anúncios para um Crime, filme de Martin McDonagh.

Só tenho uma coisa para falar desse filme – QUE TIRO FOI ESSE?! Meu Deus, que filme!! Infelizmente não ganhou o Oscar – perdeu para “A Forma da Água” – mas teve reconhecimento em outras premiações como o Golden Globe e o Critics Choice Awards.

Inconformada com a ineficácia da polícia em encontrar o culpado pelo brutal assassinato de sua filha, Mildred Hayes (Frances McDormand) decide chamar atenção para o caso não solucionado alugando três outdoors em uma estrada raramente usada. A inesperada atitude repercute em toda a cidade e suas consequências afetam várias pessoas, especialmente a própria Mildred e o Delegado Willoughby (Woody Harrelson), responsável pela investigação.

O elenco do filme está simplesmente incrível! Não há o que falar de Frances McDormand – ela é uma das melhores atrizes de sua geração, tanto que levou o Oscar de Melhor Atriz. Consegue transitar entre papéis bem humorados como fez em “Fargo” e “Queime Depois de Ler” até segurar um filme inteiro nas costas em um papel complexo como fez agora em “Três Anúncios para um Crime”. Em vários momentos, McDormand consegue mostrar a revolta e a dor de uma mãe que perdeu a filha sem nem precisar dizer nada para emocionar.

Ainda tem as interpretações impecáveis de Woody Harrelson – o delegado adorado por toda a cidade e que passa por um problema de saúde; e Sam Rockwell – vencedor do Oscar de melhor Ator Coadjuvante – que faz o policial corrupto e agressivo. Ainda completam o elenco Peter Dinklage, John Hawkes, Amanda Warren e Lucas Hedges.

Martin McDonagh nos presenteia com uma direção segura e um roteiro fantástico, que nos impacta em vários momentos – sinceramente, não conseguia nem piscar! Um dos melhores filmes desse ano, “Três Anúncios para um Crime” consegue ter momentos emocionantes e, ao mesmo tempo, engraçados.

Apesar de ter gostado de “A Forma da Água” – e concordar que é um ótimo filme, com uma produção linda – na minha opinião o melhor filme é Três Anúncios para um Crime. Simplesmente FANTÁSTICO!

#Séries | Gunpowder

Oi gente,
Hoje tem mais dica de séries para vocês! Na verdade trata-se de uma minissérie, produzida pela BBC“Gunpowder”, estrelada pelo ator Kit Harington – o Jon Snow de Game of Thrones. Por enquanto, a produção ainda não estreou no Brasil, mas pode ser vista online em vários sites.

Ambientado em 1605, o drama conta a história de Guy Fawkes (Tom Cullen, de Downton Abbey) e um grupo de católicos liderados por Robert Catesby (Kit Harington), que armaram a “Conspiração da Pólvora”, na qual se pretendia assassinar o rei protestante Jaime I da Inglaterra e os membros do Parlamento inglês durante uma sessão, para assim dar início a um levante católico. A conspiração foi desarmada e após ser interrogado sob tortura, Fawkes foi condenado à forca por traição e tentativa de assassinato. Parte fundamental da história britânica, este evento é o motivo da tradicional comemoração de 5 de Novembro, chamada de Dia de Guy Fawkes.

E fazendo minhas pesquisas, eu descobri uma informação bem interessante – além de interpretar o líder da revolta Robert Catesby, o ator Kit Harington também é produtor da minissérie – e descendente de seu personagem! Bacana reviver a história de sua família! Criada pelo roteirista Ronan Bennett (“Inimigos Públicos”) e o ator Daniel West (série “South Riding”), a minissérie também traz em seu elenco Liv Tyler (de “The Leftovers”), Peter Mullan (de “Ozark”) e Mark Gatiss (de “Sherlock”).

Falando da parte técnica, a minissérie possui três capítulos de quase uma hora. O primeiro episódio serviu apenas para apresentar os personagens, ou seja, foi bem lento, com cenas longas – até achei que seria pouco ter apenas mais dois episódios, mas a história foi bem desenvolvida neles. As cenas foram bem dirigidas e o roteiro foi bem desenvolvido. O grande destaque é a recriação da Inglaterra de 1605 – tem paisagens lindas, aquele filtro antigo e escuro, além do figurino perfeito. Outro ponto positivo é o elenco, que está muito bem.

Enfim, “Gunpowder” é uma ótima dica de minissérie para assistir; é um pouquinho arrastada, mas a história é bem interessante. Alguns podem achar as cenas bem pesadas (inclusive isso foi motivo de várias reclamações quando a produção foi exibida no Reino Unido) – tem muitas cenas de violência e tortura. Enfim, vale a pena conferir, pois é uma boa produção e com ótimo elenco.

Brincando no FaceApp

Oi gente, tudo bem?

Hoje resolvi fazer um post diferente! Vocês já devem ter ouvido falar do aplicativo “FaceApp”.
Não? Esse aplicativo foi lançado em janeiro deste ano, mas só agora que ele está bombando nas redes sociais.

O FaceApp permite ao usuário modificar fotos do rosto para ficar sorridente ou com um aspecto envelhecido, ou até como você seria no sexo oposto! E como eu não tinha nada mais interessante para fazer, resolvi selecionar algumas fotos de personagens de filmes e séries para saber como eles ficariam com um sorriso, velhos e no sexo oposto!! Vamos conferir:

Os nosso bruxos preferidos – Harry Potter e Hermione Granger – não poderiam ficar de fora dessa moda!! A melhor foto foi a “old” (idoso) dos dois! Ficou muito legal!! Já a Hermione homem ficou um pouco estranha.

 

Já que o Edward Cullen (Robert Pattinson), de Crepúsculo, e o Damon Salvatore (Ian Somerhalder), de The Vampire Diaries, são vampiros, nunca iríamos vê-los velhos. Mas com o FaceApp, nós vamos!! E eles envelheceram mesmo, hein!! Agora o melhor foi a versão mulher do Damon!!

A Hannah Baker e o Clay Jensen, de “13 Reasons Why” infelizmente não vão envelhecer juntos e apaixonados. (Não vou contar SPOILERS – se quiser saber porquê – leia a crítica da série AQUI). Mas com o FaceApp a gente descobriu como eles seriam bem velhinhos – detalhe: O Clay parece que saiu de um filme de terror! Já a versão “men” da Hannah ficou parecendo um estudante.

Agora você já imaginou como seriam os heróis dos quadrinhos? Peguei a foto do Capitão América (Chris Evans) e do Wolverine (Hugh Jackman). A transformação do Steve Rogers/Cap. América foi uma das melhores! Já o Logan/Wolverine não mudou muito na versão “vovô” e ficou mega esquisito como mulher.

 

Nós amamos os atores Ansel Elgort e Shailene Woodley, tanto que resolvi escolher as fotos deles como Augustus Waters, de “A Culpa é das Estrelas” e Tris Prior de “Divergente”. Os dois ficaram muito engraçados na versão do sexo oposto.

 

Prosseguindo, temos a grande heroína Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) de “Jogos Vorazes” e o Capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) da saga “Piratas do Caribe”. O nosso “tordo” agora tem um leve bigode e ficou bem como idosa. Já o Jack Sparrow não mudou muito nas duas versões.

 

Para os fãs de “Game of Thrones” e “The Big Bang Theory” trazemos Daenerys Targaryen e Sheldon Cooper. A atriz Emilia Clarke já tem várias marcas de expressão, então a versão “old” não ficou tão diferente. Já o ator Jim Parsons ficou mega diferente – principalmente na versão mulher.

 

Gostaram do post?? Querem ver outros personagens?? Me contem o que acharam nos comentários!!