#Filme | Bela Vingança

Oi gente!
“Bela Vingança” tem se destacado nas premiações deste ano e recebeu 5 indicações ao Oscar – melhor filme, atriz (Carey Mulligan), direção (Emerald Fennell), roteiro original e edição.

O filme acompanha a história de Cassandra Thomas (Carey Mulligan), ex-estudante de medicina e funcionária de uma cafeteria. Assombrada por um acontecimento da época da faculdade ocorrido com uma amiga, todas as noites, após o trabalho, ela costuma ir a boates e, fingindo estar bêbada, se deixa levar pelo primeiro idiota que aparece para ‘salvá-la’. Sempre com segundas intenções, os rapazes se veem surpreendidos e assustados ao descobrirem a ‘pegadinha’. A situação muda quando Cassandra reencontra Ryan (Bo Burnham), um ex-colega da faculdade que tem um antigo crush por ela. A partir daí, Carrie encontra seu novo propósito: vingar-se dos responsáveis por suas memórias. Assim, a trama é conduzida por esse desejo de vingança, e aos poucos suas motivações são explicadas.

A produção é bem interessante. A protagonista apresenta várias camadas que são apresentadas ao longo do desenvolvimento do filme. Carey Mulligan está em um ótimo momento de sua carreira – depois de protagonizar o elogiado “A Escavação”, ela está de volta com força em “Promissing Young Woman” (nome original), tanto que levou o Critics Choice Awards e pode surpreender no Oscar (apesar de não ser minha aposta).

Mas quem fez história foi Emerald Fennell, que ao lado de Chlóe Zhao (de Nomadland), conquistou uma indicação na categoria de direção, em um ano que teve grande representação feminina. Emerald, que também é atriz e esteve recentemente na 4ª temporada de “The Crown”, é o grande destaque do filme por trazer uma direção segura e um roteiro surpreendente. O filme não procura ensinar uma lição de moral politicamente correta – talvez esse seja o grande diferencial. É importante discutir como o cenário do machismo e a cultura do estupro ganham forma e contornos profundos ao longo da narrativa. Gostei também da edição do longa, sendo bem ágil e precisa.

As feridas escancaradas são incômodas e isso faz com que “Bela Vingança” seja algo além de um filme puramente feminista. As bandeiras que o longa levanta, mesmo de forma implícita, são muito importantes. Porém, pelo estilo imposto, talvez não agrade a maioria. Eu curti e indico!

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#Filme | Judas e o Messias Negro

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Hoje vou falar de “Judas e o Messias Negro”, filme de Shaka King, que recebeu em seis indicações ao Oscar 2021 – melhor filme, melhor ator coadjuvante (com indicação dupla para Daniel Kaluuya e Lakeith Stanfield), roteiro original, canção original (“Fight for you”) e fotografia.

O filme é a história de ascensão e queda de Fred Hampton (Daniel Kaluuya), ativista dos direitos dos negros e revolucionário líder do partido dos Panteras Negras. A trama se passa em 1969, quando os conflitos raciais ganhavam força nos Estados Unidos. A luta pelos direitos civis dos negros já tinha resultado nos assassinatos de Martin Luther King e Malcolm X. Os Panteras Negras prosseguiam como uma organização considerada perigosa. O FBI investigava os Panteras Negras, assim como outras organizações de mobilização social, perseguindo suas lideranças. Assim, o agente Mitchell (Jesse Plemons) tenta infiltrar no grupo o criminoso Bill O’Neal (Lakeith Stanfield) para espionar o líder Fred Hampton.

O filme tem altos e baixos. A história é forte, assim como o protagonista – Fred Hampton lutava contra o racismo, atacava a polícia, denunciava o capitalismo e a desigualdade racial, unindo grupos e gangues. Daniel Kaluuya é com certeza o grande nome do filme e está bem cotado para ganhar o Oscar de melhor Ator Coadjuvante. O longa retrata um importante e específico período histórico para os Estados Unidos, porém não tão conhecido aqui no Brasil. O espectador pode ficar um pouco confuso e perdido, sugiro pesquisar um pouco sobre a história antes de assistir (foi o que eu fiz), inclusive pausei várias vezes para pesquisar sobre os fatos históricos apresentados ao longo do filme.

A fotografia é muito boa, com um tom noturno, sombrio e dramático. A edição é ágil, porém o roteiro apresenta algumas falhas. Faltou um aprofundamento na história de O’Neal (o Judas do título). O ator até entrega uma boa atuação, mas faltou um desenvolvimento maior. E algumas cenas são bem fortes e necessárias.

“Judas e o Messias Negro” retrata um importante período histórico, que deve ser contado e ressaltado por toda luta racial. A mensagem é forte e atual! Tinha grande potencial para ter mais destaque.

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#Filme | Pieces of a Woman

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Um filme que estava com boas expectativas para assistir era “Pieces of a Woman”, que rendeu uma indicação ao Oscar à Vanessa Kirby, na categoria de melhor atriz. Porém, infelizmente, a produção não me agradou tanto. Tem seus méritos, porém esperava mais.

O filme é a jornada emocional de uma mãe que acaba de perder seu bebê. Diante dessa perda, ela terá que lidar com as consequências que seu luto tem nas relações com o marido e a mãe, lutando para que seu mundo não desabe por completo.

O começo do filme é a sua melhor parte. Em um genial e bem elaborado plano sequência de mais de 20 minutos, vemos o trabalho de parto feito em casa. Durante sua realização, percebemos o amor entre Sean (Shia LaBeouf) e Martha (Vanessa Kirby) e a bebê Yvete, que está para nascer; também temos a parteira Eva (Molly Parker), que é uma substituta e, por isso, inicialmente sofre certa rejeição do casal, contudo ganha sua confiança e conduz o parto de modo muito humano. Logo de cara, o diretor constrói uma tensão inigualável, principalmente depois que percebemos a tragédia que se passará, e a brutal perda do casal.

A partir daí, o filme se propõe a fazer um questionamento: de quem é a culpa? Pulando de mês em mês, a produção vai retratando a vida de Martha e Sean e as repercussões daquele dia. Vemos Martha voltando ao trabalho e Sean retornando ao alcoolismo, além da dificuldade de retomar a vida sexual. Tudo isso se torna um abismo entre os dois. Por fim, o casal enfrenta a dura realidade de lidar com os outros integrantes da família, mais notavelmente a mãe da protagonista Elizabeth (Ellen Burstyn), que insiste em lidar com a perda da sua própria maneira.

A direção do cineasta húngaro Kornél Mundruczó é impecável neste início promissor. A cena do parto é extremamente detalhista e cheia de significados. Depois disso, o roteiro é fraco e pouco acrescenta ao desenvolvimento. O grande trunfo é a interpretação de Vanessa Kirby. A atriz está fantástica! Já seu companheiro de cena – Shia LaBeouf – deixa um pouco a desejar.

O filme se baseia única e exclusivamente na história de dor e angústia do casal. É uma produção sem grandes pretensões, mas que traz boas oportunidades de interpretação. Vanessa Kirby soube aproveitar muito bem essas oportunidades e conquistou indicações nas principais premiações.

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#Filme | Minari

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Hoje vou falar de mais um filme que concorre em algumas categorias do Oscar. “Minari: Em Busca da Felicidade” é dirigido por Lee Isaac Chung e estrelado por Steven Yeun (conhecido por seu papel na série The Walking Dead). No Oscar, o longa concorre em 6 categorias: melhor filme, direção, ator (Steven Yeun), atriz coadjuvante (Yuh-jung Youn), roteiro original e trilha sonora.

A história se passa nos anos 80. David (Alan S. Kim), um menino coreano-americano de sete anos de idade, que se depara com um novo ambiente e um modo de vida diferente quando seu pai, Jacob (Steven Yeun), muda sua família para a zona rural do Arkansas. A mudança não cai bem com todos os membros da família. As crianças parecem perdidas ao não ter praticamente nada para fazer e a mãe tem dificuldades de aceitar seu novo lar.

Após um início desafiador, a avó dos garotos (Youn Yuh-jung) chega da Coreia do Sul para auxiliar a família. A chegada da avó pega David de surpresa, já que o garoto tinha expectativas americanas do que uma avó deveria fazer (assar biscoitos e ser delicada, por exemplo), mas se depara com uma mulher de alta energia, que não tem medo de usar linguagem chula e de dizer sua opinião. Enquanto isso, Jacob, decidido a criar uma fazenda em solo inexplorado, arrisca suas finanças, seu casamento e a estabilidade da família.

 

Com o casal se despedaçando lentamente e um interessante conflito entre gerações, o roteiro de Lee Isaac Chung explora todas as nuances do convívio e a busca pela felicidade – o “sonho americano” que tanto almejam. “Minari” é um filme rico em simbolismos e tem uma história absolutamente adorável.

O ponto forte do filme é seu elenco. Steven Yeun teve uma boa oportunidade para conquistar sua indicação ao Oscar. Ye-Ri Han, que interpreta Mônica, a esposa em conflito com a realidade, faz uma boa dupla com o ator. O pequeno Alan S. Kim, que dá vida ao doce e divertido David, tem uma performance absolutamente comovente. Junto a Youn Yuh-jung, a avó, ambos entregam veracidade em interpretações profundas.

“Minari” traz sutileza envolta em camadas. O longa é falado em coreano e inglês, idiomas misturados pelos personagens na mesma conversa. A direção de Lee Isaac Chung é preciosa também. Praticamente autobiográfico, o filme é um convite para passear pelas memórias do diretor e roteirista, além de apresentar uma belíssima mensagem sobre família, raízes e luta contra o preconceito e xenofobia.

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#Filme | O Mauritânio

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Dando sequência aos filmes que têm recebido algumas indicações nas principais premiações do cinema, hoje foi falar sobre “The Mauritanian”, filme biográfico dirigido pelo vencedor do Oscar, Kevin MacDonald (Munique, 1972: Um Dia em Setembro).

“The Mauritanian” é mais um filme sobre os abusos e atos terríveis cometidos pelo governo e oficiais norte-americanos em nome da “guerra ao terror” após os atentados às Torres Gêmeas. Mohamedou Salahi é o mauritano do título. Pouco depois dos ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos, ele foi detido em seu país para questionamento e simplesmente desapareceu.

Salahi, interpretado no filme por Tahar Rahim, foi levado a Guantánamo. Após vermos a sua prisão no início do filme, a narrativa pula para 2005, quando passamos a acompanhar os esforços das advogadas Nancy Hollander e Teri Duncan, vividas por Jodie Foster e Shailene Woodley, para defendê-lo. Também seguimos a trajetória do advogado de acusação, o oficial militar vivido por Benedict Cumberbatch. Todos – defesa e acusação – descobrem que o caso de Salahi é estranho e cheio de peculiaridades, começando pelo fato dele ter sido detido sem que ninguém soubesse sequer do que ele estava sendo acusado.

O filme é baseado no livro “Diário de Guantánamo”, escrito pelo próprio Salahi, que caiu como uma bomba contra o exército americano e os governos de George W. Bush e Barack Obama. A produção foca em retratar a luta da advogada Nancy para provar a inocência de Salahi, que incluiu documentos totalmente censurados pelo governo, além dos relatos de tortura a que ele foi submetido, que incluíam até “humilhação sexual” por soldados do sexo feminino. Inclusive, as cenas de tortura, por mais pesadas, foram as melhores do filme, com destaque para a entrega do ator Tahar Rahim, que constrói um ótimo personagem.

Benedict Cumberbatch (Doutor Estranho) também traz uma boa interpretação, caprichando no sotaque americano, ao viver o oficial do Exército designado para fazer a acusação ao mauritano, mas que logo descobre o castelo de mentiras por trás da história. Shailene Woodley (Divergente) vive a assistente de Nancy, que passa a ter dúvidas sobre a inocência de Slahi. A atuação da atriz não chega a comprometer, mas está bem abaixo do que ela já mostrou em outras ocasiões, como na série Big Little Lies. Porém, o grande destaque é a atriz Jodie Foster, como é bom poder vê-la novamente em uma produção. Ótima construção da fria advogada, que aos poucos vai acreditando na história do mauritano e o defende com garra, enfrentando o Governo americano. A atriz foi premiada no Globo de Ouro, como melhor atriz coadjuvante.

“The Mauritanian” não é uma grande produção. O roteiro tem falhas e a edição também deixa um pouco a desejar. É mais um filme para atuação, e nesse quesito consegue conquistar. Achei um filme corajoso por expor um tema polêmico e que mexe com os sentimentos dos americanos que sofreram ao perder muitas vítimas no 11 de Setembro, além de fazer uma dura crítica ao Governo Obama, mesmo que apenas nas entrelinhas. A história de Mohamedou Salahi é importante e merece ser conhecida.

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#Filme | Liga da Justiça – Snyder Cut

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Quem aí também estava mega ansioso para a estreia de “Liga da Justiça – Snyder Cut”? Para quem não está sabendo o que é, vou contextualizar rapidamente! Em 2017, saiu nos cinemas o filme “Liga da Justiça”, mas até essa estreia muita coisa aconteceu. O diretor original do filme era o Zack Snyder, que já dirigiu outros filmes da DC como “Homem de Aço”, “Batman Vs Superman” e “Watchmen”, porém após divergências com a Warner e o suicídio de sua filha, o diretor abandonou o projeto, que foi assumido por Joss Whedon (diretor de “Vingadores”), que decidiu regravar diversas cenas, cortando o roteiro original e modificando a obra por completo.

Quando estreou nas telonas, Liga da Justiça foi extremamente criticado pelos fãs e pela crítica. E nesses 4 anos, os fãs fizeram campanhas na internet para que a versão de Zack Snyder fosse lançada! E, finalmente, ela está entre nós! E preciso dizer que não entendo como tiveram coragem de lançar aquilo em 2017, sendo que eles tinham uma obra prima!

O Snyder Cut é, sem dúvida nenhuma, muito superior ao filme dos cinemas. E se você for assistir, esteja preparado para 4 horas de duração. Na história, após a morte do Superman (Henry Cavill), Batman (Ben Affleck) tenta reunir um grupo de heróis para guardar o mundo de ameaças. Ao mesmo tempo, a Mulher-Maravilha (Gal Gadot) é alertada da invasão do Lobo da Estepe (Ciarán Hinds), servo do deus sombrio Darkseid (Ray Porter), que busca as três Caixas Maternas, artefatos de poder que lhe permitirão conquistar a Terra. Bruce e Diana formam uma liga de heróis com Aquaman (Jason Momoa), Ciborgue (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller). Porém, a equipe ainda precisa da ajuda do Homem de Aço.

O que podemos ver é que Jack Snyder tinha a intenção de desenvolver todos os personagens, algo que a Warner não queria, já que pretendia, e ainda pretende, lançar filmes solos como Aquaman e Flash. “Liga da Justiça” de Joss Whedon falhou por seguir esse pensamento, cortando o que era necessário, tornando-se um filme sem alma, fruto da convergência entre dois cineastas de estilos opostos e interferências do estúdio que deixaram a produção com diversos problemas no enredo e na execução. A narrativa dos personagens é extremamente importante para entendermos a obra final, principalmente o arco do Ciborgue. Agora é possível entender as motivações que fizeram eles ajudarem Batman e Mulher-Maravilha.

Outra grande alteração foi na narrativa do Lobo da Estepe. Além de ter seus efeitos especiais aprimorados, ele se torna muito mais plausível como ameaça para a Liga, já que suas motivações são mais exploradas. Além disso, as cenas de batalhas para conquistar as Caixas Maternas foram melhor desenvolvidas – antes parecia que ele conseguia muito fácil. Outro ponto que critiquei muito no filme de 2017 era o Flash – o personagem era o principal alívio cômico, se tornando bobo e sendo retratado em vários momentos como medroso. Aqui ele assume o verdadeiro papel de herói. Acho que um dos grandes erros da primeira versão foi tentar fazer o filme “com cara de Marvel”. O Batman se assemelhava ao Homem de Ferro, o Flash ganhou ares de Thor como alívio cômico, além da pouca importância do Aquaman e Ciborgue. Quem também ganhou mais espaço e brilhou por Louis Lane (Amy Adams).

Snyder soube aproveitar o tom sombrio que a DC tem em suas histórias. A estética é muito superior. “Liga da Justiça – Snyder Cut” é um presente para os fãs que acreditaram na visão de Zack Snyder. O filme traz melhorias significativas para a narrativa e o desenvolvimento de personagens. Inclusive, os atores se reuniram para a gravação de uma cena final que foi muito significativa para o futuro da franquia, trazendo o retorno de Lex Luthor (Jesse Eisenberg) e do Coringa, de Jared Leto (com uma interpretação bem fraca, por sinal). Era a produção épica que queríamos! Finalmente a redenção!

Lembrando que o “Snyder Cut” estreou na HBO Max, que ainda não chegou ao Brasil. Porém o filme pode ser alugado em algumas plataformas digitais como Google Play, Apple TV, Claro, Locke, Microsoft, Playstation, SKY, UOL Play, Vivo e Watch BR.

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#Série | WandaVision

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Tirei uma semaninha de folga, mas já estou voltando! Quem aí acompanhou “WandaVision” e, como eu, surtou a cada episódio? Se você ainda não viu, se liga na dica de hoje, que vai ser um pouquinho diferente… vou trazer 5 motivos para assistir “WandaVision”, nova produção do Disney+, inciando a Fase 4 do Universo da Marvel.

1 – A produção homenageou séries clássicas e inovou em seus primeiros episódios
A série traz os retornos de Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany) vivendo como recém-casados depois dos eventos de “Vingadores: Ultimato”, o que é no mínimo estranho, visto que o Visão morreu (duas vezes) em “Vingadores: Guerra Infinita”. Os três primeiros episódios de “WandaVision” representam uma homenagem às antigas sitcoms americanas começando nos anos 50, homenageando “I Love Lucy” e “The Dick Van Dyke Show”. A história progride evocando “A Feiticeira” e “The Brady Bunch” no segundo e terceiro episódios, respectivamente, e enquanto Wanda e Visão divertem o público com a comédia, vemos aos poucos que este não é um mundo perfeito, e algo estranho está acontecendo.

2 – Produção Caprichada
Nesses episódio temos que destacar os maravilhoso figurinos, a maquiagem e penteados feitos com esmero, a dedicação da Marvel nos detalhes aqui é algo fora do comum para produções da TV (a série teve o custo de US$ 225 milhões). A fotografia em preto e branco e o design de produção são magníficos e conseguem reproduzir os estilos da época com perfeição. O roteiro vai se expandindo ao longo dos episódios, fazendo com que os fãs criassem diversas teorias. Ao final, vemos que a alteração da realidade por Wanda é o principal fio condutor da trama.

3 – Elenco
Em apenas 9 episódios, acompanhamos um arco completo de uma rica e complexa personagem em busca de sua própria redenção. Tudo isso em uma narrativa rápida, com uma edição espetacular e um elenco que é um show à parte, escabeçado pela talentosíssima Elizabeth Olsen. Aliás, falando no elenco, Kathryn Hahn é outra peça digna desta seleção que merece elogios. Sua Agnes foi a verdadeira ladra de cenas dos episódios. Temos Paul Bettany mandando super bem e Teyonah Parris em sua estreia no universo como Monica Rambeau (a atriz estará em Capitã Marvel 2). Além destes personagens característicos dos quadrinhos da Feiticeira Escarlate, ainda tivemos a participação do ator Evan Peters reprisando seu papel de Pietro Maximoff, vivido na saga X-Men. Nesse momento os fãs já enlouqueceram acreditando em uma ligação entre as franquias (visto que o ator que interpretou o personagem nos filmes foi Aaron Taylor Johnson). Porém, não passou de uma trolagem da produção.

4 – Trilha Sonora
Outro destaque é a trilha sonora de Christophe Beck, que não só emula os estilos de cada sitcom, como cria um lindíssimo tema próprio para Wanda, e outro para ela e Visão. O compositor também incorpora pedaços de outros temas do MCU em seu trabalho, de forma sutil e respeitosa.

5 – Universo Marvel
“WandaVision” abre a 4ª fase do MCU, que ainda terá “Falcão e o Soldado Invernal” estreando semana que vem. O final pode dividir os fãs, mas é claro que Wandavision faz parte de algo maior que só deve ocorrer em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. Devemos destacar que a obra possui uma infinidade de easter eggs e referências a situações do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) que a cada semana levou os fãs a loucura. Os efeitos especiais são dignos de cinema e deixam muitas produções da TV no chinelo pela sua técnica impecável. “WandaVision” cumpre seu objetivo de preparar Wanda Maximoff para os futuros filmes, e ainda nos ensina lições sobre o amor e o luto.

#Filme | Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre

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Demorei um pouquinho para conseguir assistir “Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre” porque confesso que não queria que acabasse. O terceiro filme da franquia chegou a Netflix para encerrar a história de Lara Jean e Peter Kavinsky.

O longa começa com a família Covey passando férias na Coreia do Sul. Acompanhada do pai (John Corbett) e das irmãs Kitty (Anna Cathcart) e Margot (Janel Parrish), a jovem Lara Jean (Lana Condor) explora um pouco da cultura local e da história de amor entre seus pais num fuso-horário totalmente diferente do que está o namorado enquanto espera ansiosamente por um retorno de sua inscrição para Stanford. O espectador já começa o filme sabendo que o plano de LJ e Peter Kavinsky (Noah Centineo) é, como todo casal apaixonado, passar os próximos quatro anos da faculdade juntos após o atleta ter ganho uma bolsa de lacrosse na universidade da Califórnia.

O drama exagerado e o romance água com açúcar seguem muito bem encaixados na franquia como um elemento cômico, afinal, qualquer decisão se transforma em algo muito grandioso na cabeça de Lara Jean. Com quase duas horas de duração, o filme dá tempo para todas as narrativas serem desenvolvidas sem pressa e de uma forma que o público consiga acompanhar tudo o que acontece. Foi interessante acompanhar as histórias paralelas do pai de Lara Jean e sua nova esposa; ou até mesmo a relação de Peter com o pai. Além disso, obviamente, o grande destaque é química entre Lana Condor e Noah Centineo.

Foi interessante ver o amadurecimento de Para Todos os Garotos. A história se tornou mais completa a cada filme (com exceção do segundo que foi fraquinho). Mas de uma forma geral eu gostei muito, era uma franquia que poderia ter continuação. É aquele clichê bem feito!

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#Filme | Malcolm & Marie

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A temporada de premiações do cinema está começando e agora surgem ótimos filmes! Hoje vou falar sobre “Malcolm & Marie”, escrito e dirigido por Sam Levinson, o criador de Euphoria. Ambientado em apenas uma noite, o filme acompanha as conversas e tensões crescentes de um casal formado por um cineasta em ascensão (John David Washington) e sua namorada atriz (Zendaya).

O drama retrata um casal em crise e se passa em apenas um ambiente, falando sobre traumas, erros e falta de comunicação. É um filme com o típico olhar intimista de , que já vimos em Euphoria, inclusive, repetindo a parceria com a talentosa Zendaya. O que mais impressiona, porém, é o fato de que tudo foi filmado durante a pandemia de Covid-19, com os atores e a produção em isolamento.

É um filme que lembra muito o cinema clássico – cenas em preto e branco, enquadramento, cenário único, utilização de planos sequências, além de um diálogo intenso, rebuscado e forte. Em vários momentos há referência ao cinema, fazendo um balanço interessante sobre a crítica, além de uma homenagem ao meio cinematográfico, ao citar grandes diretores e seus trabalhos.

Malcolm e Marie são personagens complexos e que se complementam. Os elogios vão para Zendaya que faz uma interpretação digna de indicações. A cena da banheira é maravilhosa e sua entrega faz toda diferença. A jovem atriz soube lidar com as nuances da personagem. Outro ponto forte é a trilha sonora, casando com os principais momentos do filme e dando o tom do que viria em cena.

O longa se propõe a analisar o egocentrismo em detrimento da relação amorosa, retratando o íntimo e a complexidade de um relacionamento. Infelizmente, acho que não terá força no Oscar, mas é uma ótima opção para assistir na Netflix.

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#Filme | Clouds

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Hoje vou falar sobre “Clouds”, novo filme original Disney+, baseado em fatos reais e dirigido pelo ator Justin Baldoni, de “A Cinco Passos de Você” e “Jane the Virgin”.

Clouds é baseado no livro “Fly a Little Higher”, de Laura Sobiech e conta a história de Zach Sobiech (Fin Argus), um adolescente diagnosticado com uma forma rara de câncer no osso, buscando uma maneira de inspirar outras pessoas enquanto luta com o pouco tempo de vida que lhe resta. Um dia, minutos antes de ir para um encontro com Amy (Madison Iseman), sua garota dos sonhos, Zach vê todo os motivos para continuar sendo o jovem alegre e divertido irem por água abaixo: após uma cirurgia de emergência, seus pais são informados de que o câncer que lutava há anos não foi completamente curado e atingiu seu pulmão, tornando-o um paciente terminal. Entre uma crise e outra, o jovem conta com a ajuda da melhor amiga Sammy (Sabrina Carpenter). Gravando vídeos caseiros, a dupla publica suas canções na internet, despretensiosamente, mas acabam ganhando notoriedade do público e mais tarde assinando com um selo musical.

Construindo uma trama mais vibrante e sensível, o diretor Justin Baldoni transforma Clouds em uma carta de amor ao jovem que bravamente batalhou contra um câncer terminal. Diversas cenas possuem bastante sensibilidade e emocionam o espectador. E essa emoção também é fundamental com o ótimo elenco – Fin Argus está muito bem no personagem, sua relação com Sabrina Carpenter também é maravilhosa. Confesso que gostaria de ter visto mais da personagem da Sabrina, porém ela ficou o filme todo em segundo plano. A trilha sonora também é um ponto forte da produção. Os arranjos musicais são perfeitos e a música tema do filme é muito emocionante.

Por mais clichê que seja, Clouds é um filme humano, que emociona, nos faz questionar muitas coisas. Trata-se de uma inspiradora homenagem, com uma mensagem de resiliência, amor e luta. Vale a pena conferir!

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