Livro ▪ Amor em Manhattan

Autora: Sarah Morgan
Editora: Harlequin
Páginas: 384
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
A dica de hoje é um livro que estava há bastante tempo encalhado na minha estante e, finalmente, decidi lê-lo! “Amor em Manhattan”, escrito por Sarah Morgan e publicado no Brasil pela editora Harlequin, é o primeiro livro da série “Para Nova York, com amor”.

O livro conta a história de Paige Walker, que durante a adolescência viveu em hospitais tratando de um problema no coração, o que sempre causou preocupação de seus familiares e amigos. Agora que está curada, ela quer conquistar sua independência e se muda para Manhattan junto com as amigas Eva e Frankie, ficando também próxima de seu irmão Matt e do melhor amigo dele, Jake Romano, que também é o solteiro mais cobiçado de Nova York.

Após se dedicar imensamente ao trabalho, Paige e suas amigas acabam sendo demitidas, e agora precisarão se arriscar para iniciar a própria empresa de organização de eventos e concierge. Mas no início, nem tudo são flores. Além de correr atrás de clientes em potencial, Paige também precisa esconder sua paixão por Jake, que vem desde a adolescência. Tudo fica ainda mais difícil quando ele decide dar um empurrãozinho e contrata as amigas para realização de um grande evento, o que obriga Paige a estar cada vez mais próxima dele.

A história se desenvolve de forma bem fluída e gostei da condução da narrativa. Paige e Jake possuem química juntos e a relação deles vai ficando cada vez mais intensa. No início, a relação cão e gato acaba irritando um pouco, mas ao longo dos capítulos, o desenvolvimento vai melhorando. Interessante a conexão entre as amigas também, visto que elas são totalmente diferentes entre si. Ao final do livro é revelado um acordo que havia entre Jake e Matt, que na minha opinião, foi um empecilho bem fraco para a história – única ressalva que faço.

De uma forma geral, o livro é bem despretensioso e leve, bom pra passar o tempo sem grandes expectativas. Os personagens são cativantes e a tensão amorosa é o ponto forte da narrativa. Já estou curioso para continuar com os demais livros da série!

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

Escritora Carol Meyer lança o livro Ave Marias na Flipoços, em Poços de Caldas

Em meio a uma dura realidade enfrentada pelas mulheres, com o crescimento de casos de violência no país e destaque dramático para os feminicídios, a obra Ave Marias, da escritora mineira Carol Meyer, revela-se não só atual, mas fundamental. O livro de contos, que tem como pano de fundo a violência contra a mulher, será lançado em Poços de Caldas em setembro, durante a 17ª edição do Flipoços (Festival Literário Internacional de Poços de Caldas), que vai ocorrer entre os dias 3 e 11 de setembro.

Carol Meyer vai participar de duas mesas de debate: As personagens femininas no romance contemporâneo, no dia 6 de setembro, às 14h30; e A mulher na literatura, dia 7, às 16h30. Após o encerramento do segundo encontro, haverá o lançamento do livro com uma sessão de autógrafos.

Ave Marias (Astrolábio Edições, 2021, 352 páginas) é o livro de estreia da também comunicadora e consultora de imagem Carol Meyer. São 12 contos que mesclam realidade e ficção, narrando histórias de mulheres comuns, violentadas física ou emocionalmente. Uma trágica realidade que vemos diariamente nos noticiários e traz Minas Gerais no topo do ranking como o Estado que mais registrou feminicídios em 2021, de acordo com o 16º Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

“O livro apresenta 12 Marias. 12 histórias críveis e incríveis de mulheres que, apesar da violência sofrida, não desistem do amor. E acabam se contentando com um pouco de atenção, desiludidas que já estão. Aprisionadas por tradições ou relacionamentos abusivos, se atrevem a sobreviver quando sonham em sentir o gosto da liberdade”, afirma a autora. A autora afirma que cada uma de suas “Marias” tem um pouco dela mesma e de muitas outras mulheres que passaram pela sua vida. Mas não só elas vão se identificar. A leitura torna-se ainda mais necessária para os homens: “São mulheres conhecidas ou imaginárias. De choros sonoros ou gritos abafados. Elas são filhas, mães, esposas, amigas, colegas, vizinhas… Que moram ao lado ou do outro lado do mundo. Notórias ou invisíveis, mas que não desistem de ser o que são. Não abaixam a cabeça e não perdem a alegria.” 

Sobre a autora
Carol Meyer nasceu em Belo Horizonte (MG) e hoje mora no Rio de Janeiro (RJ). Descobriu desde muito cedo sua paixão pela escrita e pela comunicação, mas foi a partir da vivência com outras mulheres e da sua participação em projetos sociais, como o @maisautoestimaporfavor, que reuniu histórias para contar. Formada em Comunicação e Consultoria de Imagem Pessoal, Carol Meyer colaborou com jornais e revistas e teve sua coluna em rádio, o Dicas da Carol, nome também do seu blog. Ouvinte atenta, coleciona vivências que a comovem e a incentivam a prosseguir. Inspirada pela cidade maravilhosa, Carol uniu tempo e coragem para que nascesse Ave Marias, livro que mistura ficção e realidade, prosa e poesia nas suas muitas mulheres: todas nós, Marias. Ave!

Serviço
Dia 6 de setembro
14h30 – Mesa As personagens femininas no romance contemporâneo, com Carol Meyer, Vanessa Passos e Marcela Dantés. Mediação: Dani Costa Russo. Biblioteca Municipal Centenário (Espaço Cultural da Urca).
Dia 7 de setembro
16h30 – Circuito Livronews. Mesa A mulher na Literatura, com Carol Meyer, Vanessa Passo, Marcela Dantés e Dani Russo: Mediação: Fabio Lucas. Sessão de autógrafos com as autoras da mesa. Arena Cultural (área externa do Espaço Cultural da Urca).
Crédito da foto: Márcio Rodrigues
E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

Livro ▪ Mentirosos

Autora: E. Lockhart
Editora: Seguinte
Páginas: 272
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Hoje vou trazer minhas considerações sobre um livro beeeem hypado! “Mentirosos”, da editora Seguinte, traz um mistério envolvendo os integrantes da família Sinclair. Esse livro costuma dividir opiniões, mas para mim, funcionou muito bem!

Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Todos os verões, a família se reúne na ilha particular de Beechwood, onde Cadence, neta primogênita e principal herdeira, cresce ao lado dos primos, Mirren e Johnny, e do amigo Gat, um grupo nomeado de Mentirosos pelas tias. Os verões são cheios de lembranças e diversão, até o verão dos quinze.

No fatídico verão em que os quatro tinham quinze anos, Cady sofre um estranho acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Neste período, ela não teve notícias dos seus primos e nem de Gat – seu grande amor, e todos da família se recusam a falar sobre o que aconteceu com ela no dia do trágico acidente, lhe tratando com bastante cuidado e lhe deixando a parte de qualquer vestígio sobre o que lhe ocorreu, até o dia em que Cadence volta a Beechwood, e aos poucos começa a montar o quebra cabeça do que realmente aconteceu com ela e sua família.

A história de “Mentirosos” segue um suspense young adult, bem construído, que me prendeu logo no começo. Os personagens são bem construídos e a leitura fluiu bastante, foi um livro que li bem rapidinho. A narrativa envolvendo os quatro jovens conduz toda a história, que ainda apresenta interessantes paralelos, como as brigas familiares por herança e desconfianças entre todos os personagens.

O livro é todo contado do ponto de vista de Cady e, como ela não tem as lembranças completas daquele verão, nós também não temos toda a perspectiva do que aconteceu, e isso torna a leitura ainda mais interessante, pois vamos descobrindo as coisas junto com a personagem. E preciso comentar que o final foi bem surpreendente pra mim, realmente não imaginei o plot que teve, e assim que terminei, fiquei aquele tempinho parado sem saber o que pensar. Adoro quando a leitura me proporciona mistos de sentimentos.

Minha ansiedade pulou lá em cima para conseguir terminar o livro, realmente não conseguia largar. Mentirosos é um livro com uma trama bem construída e personagens complexos, com imperfeições e conflitos. A narrativa aborda certos clichês, mas para mim, isso não fez diferença. É uma ótima experiência para quem quer um mistério rápido, bem construído e que nos surpreende a cada página.

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

 

Livro ▪ Garotas em Chamas

Autora: C.J. Tudor
Editora: Intrínseca
Páginas: 352
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
C.J. Tudor tem se mostrado uma ótima autora de suspense, tanto que todas suas histórias sempre me prendem, e com “Garotas em Chamas” não foi diferente. O thriller me prendeu do início ao fim e aguçou muito minha curiosidade para saber o que estava realmente acontecendo.

A história se passa na pequena Chapel Croft. Cinco séculos atrás, mártires protestantes foram traídos, e então queimados. Trinta anos atrás, duas adolescentes desapareceram sem deixar vestígios. E há algumas semanas, o responsável pela paróquia local se enforcou na igreja. Agora, a reverenda Jack Brooks, mãe solteira de uma jovem de quatorze anos, chega a esse vilarejo em busca de um recomeço. Em vez disso, encontra um lugar tomado por conspirações e segredos, e é recebida com um estranho pacote de boas-vindas: um kit de exorcismo e um bilhete: “Não há nada escondido que não venha a ser descoberto”. Quanto mais Jack e sua filha, Flo, exploram a cidadezinha e conhecem seus estranhos moradores, mais as duas se aprofundam em feridas antigas, mistérios e suspeitas.

A relação entre Jack e Flo é bem delicada, com altos e baixos. Além disso, ambas se mostram bem humanas, com atitudes ambíguas, entre erros e acertos. E foi bem interessante como a autora trabalhou a evolução delas, assim como dos personagens secundários, que transitam pela narrativa, sempre de forma misteriosa, escondendo segredos, como forma de confundir o leitor. Jack também tem coisas não resolvidas em seu passado e a relação de Flo com um menino da cidade abala ainda mais tudo isso.

A narrativa dividida entre passado e presente, foca em dois mistérios. O desaparecimento de duas amigas que até hoje traz consequências aos moradores da cidade, além do mito de que garotas pegam fogo para assombrar os acontecimentos do passado. A mistura entre religião, elementos sobrenaturais e mistério cria toda uma ambientação fantástica para o livro.

Como falei, C.J. Tudor tem se tornado uma das minhas autoras favoritas de suspense. Suas histórias prendem do início ao fim e a autora tem apresentado uma versatilidade muito interessante. “Garotas em Chamas” traz uma história potente, com reviravoltas e mistérios que nos faz criar várias teorias. Ótima leitura para quem curte o gênero.

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

Livro ▪ Amores, trens e outras coisas que saem dos trilhos

Autora: Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record
Páginas: 302
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
A dica de leitura dessa semana é um romance bem levinho e fofo! “Amores, trens e outras coisas que saem dos trilhos”, da autora Jennifer E. Smith, publicado pela Galera Record, trata dos encontros e desencontros da vida, além do autoconhecimento.

Antes do ingresso na universidade, Hugo e sua namorada tem a ideia perfeita: passar uma semana inteira juntos em uma viagem de trem pelos Estados Unidos. Mas, então, ela termina o relacionamento e lhe devolve, como presente de despedida, as passagens para a viagem planejada de última hora. O único problema é que tudo – passagens e as reservas de hotéis – estão registrados no nome de sua agora ex-namorada, Margaret Campbell, sendo intransferível e não reembolsável. Enquanto isso, em outro continente, Mae está ligeiramente sem rumo, tendo terminado recentemente um relacionamento que parecia caminhar a lugar nenhum e sofrendo por não ter sido aceita no curso de cinema na universidade. Quando o destino faz sua mágica e ela se depara com o anúncio de Hugo buscando uma substituta para Margaret Campbell (por coincidência, seu nome completo), ela tem certeza de que esta é exatamente a aventura que precisa para se livrar da recente decepção, alimentar a mente com ideias para seu próximo filme e, principalmente, sair da zona de conforto composta pelos pais e a avó. Uma longa viagem de trem com um completo desconhecido pode não parecer, realmente, a melhor das ideias. Mas para Hugo e Mae, ambos ávidos por escapar da rotina de suas vidas normais, faz todo o sentido.

Hugo é famoso na cidade onde vive, afinal, ele é um sêxtuplo. Por isso não ser muito comum, atraí muita publicidade e curiosidade. A ponto dele e os irmãos, desde que nasceram, já terem bolsas garantidas na universidade local. Também precisa lidar com o fato de sua mãe manter um blog sobre o dia a dia dos seis irmãos. Mas, Hugo tem questionado se as coisas que já estão escolhidas para ele serão mesmo a melhor escolha ou se deve fazer o que realmente quer. Sofrendo pelo término do namoro, o rapaz encontra na nova Margaret Campbell – Mae – uma forma de escape. A moça, por sua vez, também luta para se autodescobrir ao mesmo tempo que descobre o sentido da sua vida.

Se você for pensar, óbvio que a história é bem complicada de ocorrer, mas eu abracei e passei esse pano! Por ser leve e divertida, a narrativa foi me conquistando a cada capítulo até que passei a torcer pelos dois personagens, que são bem construídos. Carismáticos, ambos lutam por seus ideais e buscam superar suas frustrações.

“Amores, trens e outras coisas que saem dos trilhos” é um romance água com açúcar, mas extremamente fofo. Foi uma grata surpresa que deixou aquele quentinho no coração, além de ter sido uma leitura bem rápida!

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

Livro ▪ Ventos de Mudanças

Autora: Beverly Jenkins
Editora: Arqueiro
Páginas: 240
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Fiquei um tempo sumido aqui do blog, estou com algumas coisas acontecendo e precisei de um tempinho para poder me organizar! Mas minhas leituras não pararam, quem me acompanha no instagram pode ver tudo por lá! Hoje vou trazer para vocês, o que achei de “Ventos de Mudança”, da editora Arqueiro. O livro é o primeiro título da série Mulheres Pioneiras, escrita por Beverly Jenkins.

Acompanhamos a história de Valinda Lacy, uma professora preta, que se muda para Nova Orleans com um sonho: ensinar a comunidade de ex escravos a ler e escrever para que, assim, suas vidas possam melhorar de alguma forma, nos Estados Unidos pós-Guerra Civil. Deixando para trás o pai conservador e autoritário, além do noivo que, mesmo sendo seu melhor amigo, não a ama de verdade, Lucinda é atacada por bandidos supremacistas, que destroem a escola onde lecionava e todo o material dos alunos. Neste momento, o sedutor capitão Drake LeVeq a salva e ambos iniciam uma história de idas e vindas.

“Ventos de Mudança” é um romance de época que discute o empoderamento feminino e se destaca por trazer romances protagonizados por pessoas pretas, bem-sucedidas e engajadas na luta antirracista. A autora retratou muito bem o período do pós guerra, além de construir personagens fortes que lutam por seus ideais e não se deixam abalar pelas adversidades. Os personagens secundários também são bem estruturados e contribuem para o andamento da narrativa.

Confesso que a escrita um pouco lenta me decepcionou. O início do livro foi um pouco arrastado, o que melhorou ao longo dos capítulos, tendo uma história mais fluída quando os protagonistas começam a se relacionar. O ponto forte da história é como os personagens acreditam no poder transformador da educação, fiquei emocionado em alguns momentos.

Em resumo, Ventos de Mudança me proporcionou uma leitura gostosa, apesar das passagens lentas e do típico roteiro de romance de época, que até certo ponto beirou o clichê, mas ao final, se mostrou variado. Agora já quero ler a sequência: “Tempestade Selvagem”!

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

Livro ▪ A Cor Púrpura

Autora: A Cor Púrpura
Editora: Alice Walker
Páginas: 336
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
No mês de março, em comemoração ao Dia da Mulher, fiz igual ano passado, e li livros clássicos escritos por mulheres. Já falei sobre a leitura de “O Quinze” e “Mary Poppins”; e hoje trago minhas considerações sobre “A Cor Púrpura”, escrito por Alice Walker, considerado um dos clássicos da literatura americana, e que já ganhou uma adaptação nos cinemas, com as atrizes Whoopi Goldberg e Oprah Winfrey.

A história acompanha Celie, uma jovem negra vivendo no sul dos Estados Unidos, durante a primeira metade do século XX, período em que havia grande segregação e preconceito racial. A protagonista começa escrevendo cartas para Deus, narrando o abuso sexual que sofreu nas mãos do padrasto. Suas duas gravidez não desejadas terminam com os bebês sendo retirados de seu convívio, entregues para outras famílias. Depois, Celie é forçada a um casamento arranjado com o Sinhô, que também a violenta constantemente. O que a mantem viva é a esperança de rever sua irmã Nettie, que conseguiu fugir da violência que as duas eram submetidas.

Entre os abusos do pai e os maus tratos do marido, ela se afunda na depressão, concentrada em trabalhar na roça e cuidar dos filhos do primeiro casamento do marido. Porém, ao longo dos anos e através da amizade que firma com Shug Avery, uma cantora que já foi amante de seu marido, e com Sofia, a esposa de seu enteado mais velho, Celie passa a descobrir que seu mundo pode ser muito maior do que trabalhar e servir o Sinhô e apanhar dele. Além de trocar cartas com Deus, Celie descobre que seu marido escondia as cartas que recebia da irmã, e a partir daí, ambas começam a trocar correspondência até o tão aguardado dia do reencontro.

A leitura é extremamente tocante! A narrativa é toda feita em forma de cartas, o que traz um toque especial ao livro. A linguagem é simplória e cheia de erros ortográficos, exemplificando o grau de escolaridade da protagonista. A partir desse cenário, nós conhecemos as vivências e anseios de uma mulher que precisa aguentar todos os males da sociedade em que vive sem nunca revidar.

“A Cor Púrpura” foi uma leitura forte, que me conquistou desde o início. Também vale a pena conferir o filme com direção de Steven Spielberg e que recebeu 11 indicações ao Oscar.

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

Livro ▪ Mary Poppins

Autora: P.L.Travers
Editora: Zahar
Páginas: 192
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
No mês de março, em comemoração ao Dia da Mulher, fiz igual ano passado, e li livros clássicos escritos por mulheres. Já falei sobre a leitura de “O Quinze” (AQUI) e hoje trago minhas considerações sobre “Mary Poppins”, escrito por P.L. Travers, em 1934, e adaptado ao cinema pela Disney.

A história gira em torno da família Banks: Mr. e Mrs Banks moram com seus 4 filhos, em uma linda casa na rua das Cerejeiras. Michael, Jane e os gêmeos John e Bárbara eram cuidados por uma babá que, em pouco tempo, acabou pedindo demissão por não aguentar a pressão com o gênio incontrolável das crianças. A partir daí, começa uma incansável busca por uma nova funcionária que consiga cumprir a difícil tarefa de cuidar dos pirralhos. E é nesse momento que surge Mary Poppins, trazida por um vento leste, acompanhada com uma maletinha e com seu inseparável guarda-chuva. A chegada da nova babá, que também exerce funções de governanta da casa, vira do avesso a vida da família Banks. O comportamento das crianças mais velhas, Michael e Jane, muda completamente diante do jeito inusitado que Mary Poppins trata das situações da família e resolve seus problemas. Ela possui poderes mágicos e consegue, inclusive, voar com ajuda de seu guarda-chuva.

Eu assisti Mary Poppins na infância e amava o filme feito por Walt Disney. Porém, a adaptação é bem diferente do livro original. O livro não tem nada em comum com o filme, a não ser o perfil dos personagens. Cada capítulo do livro funciona como se fosse um conto, com uma história fechadinha, o que até facilitou a leitura e a tornou mais rápida. O que chama atenção continua sendo a narrativa lúdica e as situações vividas pelos irmãos Banks junto à Mary Poppins.

A leitura de “Mary Poppins” nos remete imediatamente à infância. Passeios, brincadeiras, muitas aventuras. Tudo isso ganha vida nas páginas e atiça a nossa imaginação. Ao final, não foi a leitura que eu esperava, mas foi interessante. E se você for ler, baseado no que viu no filme, saiba que não será a mesma experiência. E ainda preciso falar dessa edição da Zahar, que está simplesmente maravilhosa, com capa dura e ilustrações super bonitas!

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

Livro ▪ O Quinze

Autora: Rachel de Queiróz
Editora: José Olympio
Páginas: 208
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Fiquei umas semaninhas sem postar nada aqui porque estava de férias, mas agora estou voltando com tudo! E nesse tempo, continuei firme com minhas leituras! No mês de março, em comemoração ao Dia da Mulher, fiz igual ano passado, e li livros clássicos escritos por mulheres. Para começar, hoje vou falar de “O Quinze”, primeiro livro de Rachel de Queiroz, publicado em 1930.

A história se passa em 1915 – período que uma grande seca atingiu o Nordeste – acompanhando a saga de três personagens, que possuem diferentes pontos de vista sobre as dificuldades, pois cada um tem o seu drama particular, embora haja certa conexão entre eles.

Conceição é uma professora solteira, que passa as suas férias na fazenda da família. Durante dois meses ela convive com os moradores da fazenda e com seus parentes que moram na região. Um deles é o vaqueiro Vicente, que nutre uma certa atração pela moça. A seca começa a avançar e, com a falta de pasto para o gado, alguns fazendeiros resolvem soltá-lo à sorte. É o que acontece na fazenda da Dona Maroca, onde o sertanejo Chico Bento trabalhava. Sem trabalho, ele e sua família são obrigados a abandonar a fazenda e procurar outro local onde possam sobreviver. Durante a viagem a fome é constante, a pouca comida que eles possuem não é suficiente. Com muita fome, um dos filhos do casal morre envenenado. Outro filho, o mais velho, se perde durante a noite e segue com outro grupo de retirantes.

No interior, a seca continua. Vicente trabalha duro para tentar salvar o gado, e seu relacionamento com Conceição começa a ficar mais abalado. A moça, morando em Fortaleza, convence a avó a largar a Fazenda e viver com ela, em boas condições. Na capital, ela encontra a família de Chico Bento passando por grandes necessidades, e os ajuda a comprar uma passagem para São Paulo. Como Conceição é madrinha da criança mais nova, ela pede para ficar com o pequeno e criá-lo. Chico Bento e a sua mulher não querem deixar o filho, mas depois acreditam que ele tem mais chances de sobreviver com a madrinha.

No final, vemos diferentes situações: Conceição possuía uma profissão e levava uma vida confortável na capital, podendo proporcionar o mesmo a sua avó, que sempre viveu na fazenda no interior. Vicente passa por dificuldades ao tentar salvar seu gado, mas ainda assim, também não enfrenta grandes adversidades como Chico Bento e sua família, que são extremamente pobres e sofrem muito com a seca, que acaba se tornando a principal protagonista da história.

A grande seca de 1915 levou fome e miséria para o interior do Ceará e uma migração em massa. Milhares de sertanejos deixaram o campo e foram em direção à capital Fortaleza. Em resposta à crise, o governo instalou campos de concentração para abrigar os refugiados. O cenário era de extrema miséria e pobreza. Em meio a este importante evento histórico do nosso país, nos vemos diante de uma trama que busca na simplicidade e na linguagem regional o retrato de um povo, de uma época, de um contexto pouco explorado na nossa literatura. Rachel de Queiróz constrói uma narrativa extremamente tocante e profunda, que merece ser lida e reconhecida!

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

Livro ▪ Enola Holmes: o caso da senhorita canhota

Autora: Nancy Springer
Editora: Verus
Páginas: 208
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
A dica de leitura de hoje é o segundo volume da série “Enola Holmes”. Agora, em “O Caso da Senhorita Canhota”, a jovem permanece solitária, vivendo na Londres do século XIX – a maior, mais sinistra e suja cidade do mundo.

Nesta história, partimos do ponto onde paramos no primeiro livro. A matriarca da família Holmes ainda está desaparecida, porém se comunica com Enola, através de códigos publicados no jornal. E agora nossa protagonista segue sua saga como detetive, assim como o irmão Sherlock, e precisa encontrar uma intrigante mulher canhota com um especial dom para desenhos, além de tentar não se envolver demais pela conexão que sente com ela.

Enola está sendo caçada pelo detetive mais famoso do mundo ― seu próprio irmão. Mas, enquanto se esconde, ela descobre desenhos a carvão ousados e brilhantes em um esconderijo e se sente a alma gêmea da garota que os desenhou. A dona dos desenhos, Lady Cecily, desapareceu sem deixar vestígios. Então, enfrentando as ruas escuras e perigosas de Londres, Enola deve desvendar as pistas para encontrar a senhorita canhota. E, para salvá-la de um vilão poderoso, arrisca revelar mais do que deveria.

A narrativa continua sendo bem interessante. A leitura é fluída e os personagens são cativantes. A história traz novamente aquela pegada teen do primeiro livro, que prende a cada página. Além disso, também tem um toque de humor que deixa o clima de investigação mais leve, e permite boas risadas ao leitor. “Enola Holmes: o caso da senhorita canhota” é uma boa opção para uma leitura rápida ou para sair de uma ressaca literária. A edição da Verus também está bacana! Já estou esperando o lançamento do próximo volume!

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange