Livro ▪ O Verão que mudou minha Vida

Autor: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Páginas: 240
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino Amazon

Oi gente!
Divertido, envolvente e super leve, “O Verão que mudou minha Vida”, é o primeiro volume da trilogia Verão, da Jenny Han, autora de “Para todos os Garotos que já amei”.

Aqui, conhecemos a história de Belly, que junto a sua família, passa todos os verões em Cousins, na casa de praia da melhor amiga de sua mãe, Susannah. É nesse momento que as famílias, que sempre foram muito unidas, se encontram para aproveitar as férias com muita diversão. Por esse motivo, Belly, seu irmão mais velho Steven e os dois filhos de Susannah – Conrad e Jeremiah cresceram juntos e compartilham de uma amizade especial que se fortalece a cada novo verão. Contudo, mesmo sendo amigos, Belly, a única menina da “turma”, sempre foi deixada de lado pelos meninos, fato que para ela vai mudar nesse verão, afinal, ela irá completar 16 anos.

Entrando na adolescência, Belly começa a mudar a aparência se tornando mais feminina, mesmo ela não percebendo isso, além de descobrir aos poucos as novidades como primeiro encontro, o primeiro beijo, as festas na praia, as aulas de direção e a primeira paixão. Belly sempre foi apaixonada por Conrad, porém também desperta amores no irmão dele, Jeremiah.

Conrad passa a maior parte do verão bem mal-humorado e mais fechado do que nunca, fazendo com que Belly tente a todo momento se conectar a ele, mas parece impossível quebrar o escudo. Já Jeremiah é bem humorado, sempre tenta ver o melhor da situação e não deixa o irmão estragar o que é pra ser o melhor verão da vida deles. Com um triangulo amoroso juvenil formado, a história ainda acha espaço para nos emocionar com Susannah, que descobriu um câncer, e tem tentado manter a alegria dos verões.

A leitura fluiu super bem para mim, os capítulos são pequenos e a história tem um tom leve que cativa. Confesso que em alguns momentos fiquei com raiva da protagonista, que se mostra bem imatura, porém é algo compreensivo, visto que ela está começando a se desenvolver e entrar na adolescência. Porém, como é Belly que narra a história, vemos tudo através de seu ponto de vista, o que acaba irritando bem.

Como um todo, o livro é bem bacana, foi uma ótima opção para curar uma ressaca literária que eu estava tendo. Li em poucos dias! Leve, com uma narrativa envolvente e uma história bonitinha, “O Verão que mudou a minha Vida” aposta em um lado emocional familiar e uma pegada jovem para conquistar o leitor. Particularmente, me conquistou bastante.

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Livro ▪ O Menino da Lista de Schindler

Autor: Leon Leyson
Editora: Rocco
Páginas: 256
Skoob
Onde Comprar: Americanas Submarino | Amazon

Oi gente!
Durante a Book Friday da Amazon comprei o livro “O menino da lista de Schindler”, lançado pela editora Rocco, e que estava com um preço baratinho!

A autobiografia conta a história de Leon Leyson, o mais jovem integrante e um dos últimos sobreviventes da famosa lista de judeus salvos pelo empresário alemão Oskar Schindler durante a Segunda Guerra Mundial. Aos 10 anos, o menino levou uma vida de incertezas diante da guerra que eclodiu em 1939, trazendo miséria, injustiça, fome e os campos de concentração que exterminaram muitos inocentes pelo simples fato de serem judeus.

Leon, o caçula de cinco irmãos, sobreviveu ao Holocausto e narrou a história de sua família, desde os momentos de felicidade na pequena Narewka, na Polônia, até os dias de inferno na Cracóvia. Com o pai trabalhando na fábrica de Oskar Schindler, a família pode ver uma luz no fim do túnel, apesar de ter passado por situações desumanas e de extrema violência. Apesar de nazista, Schindler não concordava com as atrocidades cometidas pelos alemães, e disfarçadamente salvou muitos judeus ao contratá-los para trabalhar em sua fábrica. E, para tanto, não hesitou em falsificar documentos, pagar propinas e fazer tratos escusos. A história inclusive ganhou uma adaptação cinematográfica, dirigida por Steven Spielberg, inclusive levando o Oscar de Melhor Filme.

O livro tem uma capa super bonita, é bem curtinho, com capítulos rápidos, porém com uma história tensa. O interessante é ver toda a história narrada pelo olhar de uma criança, então inocente e sonhadora, amadurecida às pressas pela dura realidade e sob constante ameaça de morte.

A história é bem emocionante, assim como todas as outras que retratam esse triste período. Leon fez de tudo para sobreviver e ficar próximo de sua família – os pais Moshe e Chanah, além dos irmãos Hershel, Tsalig, David e Pesza. Porém, nem todos conseguiram sobreviver. Esteja preparado para um relato forte, comovente e extremamente humano, que deve ser lido por todos! E aproveitem e vejam o filme também. Vale a pena!

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Livro ▪ Daisy Jones & The Six

Autora: Taylor Jenkins Reid
Editora: Paralela
Páginas: 244
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Oi gente!
Finalmente me rendi a Taylor Jenkins Reid e conferi “Daisy Jones and the Six”, e até agora estou sem entender por que não vi esse livro antes! Maravilhosa, a obra é com certeza uma das minhas melhores leituras do ano.

O livro narra a trajetória de uma banda fictícia entre os anos 1960 e 1970, desde sua ascensão à sua até então misteriosa ruptura. Daisy Jones é uma garota que cresceu em Los Angeles, entrando sorrateiramente nos clubes da Sunset Strip, dormindo com estrelas do rock e sonhando em cantar. Sua infância complicada, com os pais ausentes, a levou para o caminho das drogas e dos relacionamentos abusivos. Aos 20 anos, Daisy tinha uma beleza estonteante e voz super potente. Neste mesmo momento chama também a atenção The Six, uma banda liderada por Billy Dunne. Na véspera da primeira turnê, sua namorada Camila descobre que está grávida e, com a pressão da paternidade e da fama iminente, Billy começa a usar drogas, causando vários problemas. Após passar um tempo na reabilitação, Billy está de volta aos palcos, junto com os integrantes do The Six – Graham Dunne, Karen, Eddie e Warren. Porém, a banda contará com o auxílio de Daisy Jones – a estrela em ascensão. Juntos, gravaram um álbum que foi o maior sucesso, mas no último show da turnê Aurora, eles se separaram. E ninguém nunca soube o porquê.

Taylor Jenkins Reid tem o poder de escrever histórias cativantes e personagens bem construídos. E o que chama atenção em “Daisy Jones & the Six” é justamente a maneira como a trama é contada. A narrativa traz depoimentos de todos os personagens, como se fosse um roteiro de documentário. Fugindo do padrão, a autora me conquistou com uma narrativa fluída e com a evolução de cada personagem.

O interessante é vermos o mesmo acontecimento sob diversos pontos de vista, descobrindo como a banda chegou nas paradas de sucesso através de diferentes perspectivas. Inclusive, tinha momentos em que eu realmente pensava que a história era real, e que a banda realmente chegou a existir, tanto foi o grau de entrega com a leitura. O livro é sincero e intenso, daqueles que te prende e você não consegue mais largar. Quando terminei, tive a certeza de que se tornou um dos meus livros preferidos.  Se você curte um bom rock and roll e quer ter contato com uma narrativa diferente, recomendo muito este livro.

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Livro ▪ Cacau

Autor: Jorge Amado
Editora: Cia das Letras
Páginas: 184
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Oi gente!
Esse ano resolvi fazer a leitura/releitura de autores consagrados da nossa literatura. Comecei com Jorge Amado, o autor mais adaptado do cinema, do teatro e da televisão; e pretendo ler sua obra cronologicamente. Eu já li alguns clássicos dele, como “Gabriela, Cravo e Canela”, “Capitães da Areia”, entre outros (inclusive pretendo ler novamente). Porém, já vou explicar que não comecei corretamente kk. Li “Cacau” – o segundo livro do autor – e pulei o primeiro “O País do Carnaval”, simplesmente porque me interessei mais pela história do outro e quis fazer assim! Mas prometo a vocês que vou ler o primeiro livro ainda!

Como falei, “Cacau” é o segundo romance de Jorge Amado, publicado em 1933, considerado pela crítica um romance-reportagem, por trazer à tona a situação das pessoas que dependiam do cacau – uns para manter a riqueza, outros para garantir o sustento diário. Uma situação muito conhecida pelo autor que viveu na região cacaueira. Ainda, o livro inaugura a série de panoramas sobre a vida na região cacaueira de Ilhéus, da qual fazem parte também “Terras do sem-fim” e “São Jorge dos Ilhéus”.

Narrado em primeira pessoa, “Cacau” conta a história de José Cordeiro, mais conhecido como “Sergipano”, por conta do seu local de origem.  Ele vem de uma família rica, no entanto quando jovem perde o pai e vê os bens da família serem passados ao tio. Após divergências com o novo herdeiro, Sergipano decide ir para o sul da Bahia, em busca de dias melhores. Lá, arranja emprego na Fazenda Fraternidade, propriedade do explorador Manoel Misael de Souza Teles, considerado o rei do cacau. Desonesto, o coronel roubava os empregados, que não conseguiam pagar suas dívidas, permanecendo num regime de semiescravidão. Branco, cabelos louros e alfabetizado, Cearense destoa dos demais trabalhadores, despertando o interesse de Maria, a filha do patrão. Humilhado pela condição social da moça, o protagonista mantém uma posição de liderança frente aos empregados e inicia uma revolução social no local.

A leitura fluiu com facilidade, porém “Cacau” não foi o meu livro preferido do autor. Pode ser que isso mude com as releituras, já que li os demais na época de escola. Mas, a obra possui o estilo forte e crítico de Jorge Amado. E principalmente o regionalismo característico com a luta de classes e desigualdade social. Também preciso comentar a edição lançada pela Companhia das Letras, que está super bonita!

Já leram algum livro de Jorge Amado? Qual vocês querem ver resenha aqui?

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Livro ▪ A Paciente Silenciosa

Autor: Alex Michaelides
Editora: Record
Páginas: 350
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Oi gente!
“A Paciente Silenciosa” já virou um hype do momento! E não é para menos, o livro é um suspense psicológico que prende durante a leitura, nos hipnotiza a ponto de não conseguir parar de ler.

Acompanhamos a história de Alicia Berenson, uma pintora famosa, casada com Gabriel, um fotógrafo de moda consagrado. Em uma noite, Alicia mata seu marido com cinco tiros. Mantida em um hospital psiquiátrico desde então, Alicia se recusa a dizer uma palavra sequer. O psicoterapeuta forense Theo Faber tem certeza que é o único capaz de entender a mente de Alicia e o que a levou a cometer esse horrível crime, inclusive acreditando em sua inocência. Em paralelo, acompanhamos também os problemas conjugais de Theo e sua esposa Kathy.

O autor Alex Michaelides desenvolve uma boa trama de estreia, em que fatos do passado se alternam com as narrativas do presente. Sua escrita é muito boa, conseguindo passar as emoções que a história exige. A narração do livro é dividida entre o protagonista, Theo, e as memórias de Alicia Berenson, registradas em seu diário. O livro tem capítulos extremamente curtos, o que confere uma agilidade e fluidez. Porém, há um momento de lentidão, no meio do livro.

A trama leva o leitor a fazer diversas perguntas. Porque Alicia destruiria uma vida feliz e o que a levou a (supostamente) matar o marido? Por que Theo tem tanto interesse no caso dela a ponto de criar diversas situações abusivas? Todas essas perguntas são respondidas de uma forma bem interessante. Foi um plot twist que eu não esperava e me surpreendeu.

“A Paciente Silenciosa” foi um thriller psicológico que me interessou bastante, tive uma leitura fluida, gostei dos personagens e da escrita do autor. Inclusive, já deixei na minha wishlist o próximo livro dele – “As Musas”.

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Livro ▪ Enola Holmes: o caso do marquês desaparecido

Autora: Nancy Springer
Editora: Verus
Páginas: 179
Skoob
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Oi gente!
Depois que vi o filme “Enola Holmes”, com a Milly Bobby Brown (de Stranger Things) fiquei com muita vontade de conferir o livro, já que gostei bastante da adaptação. E aproveitei que a edição estava baratinha e comprei! E a leitura foi tão boa quanto o filme.

Em “O caso do marquês desaparecido”, Enola Holmes — irmã do famoso detetive Sherlock Holmes — descobre no dia de seu aniversário de catorze anos que sua mãe desapareceu. Por conta dessa descoberta, ela embarca em uma viagem a Londres em busca de pistas que indiquem o paradeiro da mãe. Querendo fugir dos irmãos Sherlock e Mycroft, Enola chega à capital inglesa e se vê envolvida em outro caso de desaparecimento: o sequestro de um jovem marquês.

Então, ela agora precisa achar a mãe, ajudar o marquês, fugir de assassinos e se esconder dos irmãos que estão tentando encontrá-la de qualquer forma. Porém, nessa busca, ela conta com aliado muito importante: um caderno de mensagens cifradas deixado pela mãe. Ele será seu companheiro em todas as aventuras e confusões em que a astuta Enola irá se meter.

Primeiro, a personagem é muito cativante e caiu como uma luva para a nossa querida Eleven, na adaptação. Por ter visto o filme primeiro, todo o momento eu ficava lembrando das cenas, o que me ambientou super bem durante a leitura. Para quem gosta de ação, aventura e um romance adolescente, esse livro é a dica certa!

Se você é fã da obra de Sir Arthur Conan Doyle, pode ser que estranhe essa vertente da história. Enola Holmes, escrito por Nancy Springer, é mais juvenil. Ainda assim, a trama é extremamente cativante. Os personagens secundários são igualmente interessantes, é muito bacana perceber as nuances de Mycroft e Sherlock. Um rabugento ao extremo o outro um tanto machista. Mas contribuem para o desenvolvimento da personagem título.

Se tiverem oportunidade, leiam o livro e assistam ao filme. Vai valer a pena, te garanto!

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Livro ▪ Passarinha

Autora: Kathryn Erskine
Editora: Valentina
Páginas: 224
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Oi gente!
Há um bom tempo, “Passarinha”, da autora Kathryn Erskine, estava na minha lista de desejados e resolvi (finalmente) colocar essa leitura em prática! Trata-se de um livro incrível, extremamente emocionante, que vai, com toda certeza, tocar seu coração!

A história gira em torno de Caitlin, uma menina de dez anos de idade, portadora da Síndrome de Asperger, que perdeu seu irmão mais velho Devon em um tiroteio na escola.

Seu pai, devastado, chora muito sem saber ao certo como lidar com isso. Ela quer ajudar o pai, a si mesma e todos a sua volta, mas não sabe como captar o sentido. Introspectiva, Caitlin não gosta de olhar para as pessoas, nem que invadam seu espaço pessoal. Tendo dificuldades de se relacionar, ela recorre aos livros e dicionários e, após ler a definição da palavra “desfecho”, tem certeza de que é exatamente disso que ela e seu pai precisam.  E Caitlin está determinada a consegui-lo. Seguindo o conselho do irmão, ela decide trabalhar nisso, o que a leva a descobrir que nem tudo é realmente preto e branco, afinal, o mundo é cheio de cores; confuso, mas belo.

Se você pretende ler esse livro, seria interessante procurar saber um pouco mais sobre Síndrome de Asperger. Foi exatamente o que fiz! Trata-se de um transtorno neurobiológico que é enquadrado como uma parte do autismo leve. Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, e variam também de intensidade e gravidade. Os sinais mais comuns incluem: introspeção e problemas com habilidades sociais: crianças com Síndrome de Asperger geralmente têm dificuldade para interagir com outras pessoas e muitas vezes comportam-se de forma estranha em situações sociais (exatamente o caso da protagonista do livro); comportamentos egocêntricos; práticas incomuns; dificuldade de comunicação; além de habilidades e talentos extraordinários.

Caitlin apresenta todas essas características, muito bem pontuadas pela autora. O livro é emocionante por mostrar o dia a dia dessa menina inteligente, que estuda em uma escola pública despreparada para sua condição, e vivendo em um meio familiar emocionalmente abalado.

Esse livro é muito mais do que uma história triste sobre morte e superação. “Passarinha” é doloroso ao trazer lições de vida de uma forma poética. A narrativa, em primeira pessoa, mostra a visão de uma criança especial, seu modo de ver o mundo em preto e branco e sua jornada em busca de amigos, aceitação e o tão buscado “desfecho”. Eu me apaixonei pelo livro desde o início e foi uma leitura muito fluída.

Em resumo, “Passarinha” é um livro lindo e que merece ser lido. Um livro HUMANO. Uma verdadeira lição sobre luto, superação, amizade e empatia.

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Livro ▪ Um Perfeito Cavalheiro

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 304
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Hoje é dia de Bridgerton! Li mais um livro da série escrita pela maravilhosa Julia Quinn – dessa vez foi o terceiro da saga – “Um Perfeito Cavalheiro”, que foca na história do segundo irmão: Benedict Bridgerton.

Aqui temos uma história que se inicia como uma releitura de CinderelaSophie é filha bastarda de um conde, que, apesar de nunca a ter assumido, lhe proporcionou educação, conforto e moradia, porém a jovem foi rebaixada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e no mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres.

O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, quando Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Trabalhando na casa da família Bridgerton, Sophie conquista a todos e faz com que Benedict perceba que ela é a mulher de seus sonhos.

Como já falei nas minhas resenhas dos livros anteriores, “O Duque e Eu” foi uma leitura complicada, mas “O Visconde que me Amava” compensou tudo. E agora “Um Perfeito Cavalheiro” se iguala ao segundo volume no meu ranking de queridinhos até o momento. Julia Quinn sabe criar uma atmosfera que envolve o leitor a querer saber o que acontecerá e não largar mais o livro. Foi assim comigo, a leitura fluiu muito bem e a cada capítulo queria saber mais.

Os personagens principais são cativantes. A química entre Sophie e Benedict é o ponto forte da narrativa. Não tem como não torcer pela felicidade da protagonista após todo seu sofrimento com a madrasta. Além disso, a história continua despertando a curiosidade nos personagens em descobrir a identidade da misteriosa Lady Whistledown (que já sei por causa da série da Nerflix). A personagem traz todo o humor à leitura com seu periódico.  O romance envolve mentiras, segredos e reviravoltas – ingredientes perfeitos para uma narrativa ser cativante.

E já estou mega ansioso pelo próximo livro, que já comprei. A expectativa para “Os Segredos de Colin Bridgerton” está bem alta, principalmente por já saber que neste livro será a revelação de Lady Whistledown e também por focar em uma personagem que gosto bastante.

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Livro ▪ Pequenos Incêndios por toda parte

Autora: Celeste Ng
Editora: Intrínseca
Páginas: 416
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino Amazon

Oi gente!
O post de hoje é sobre “Pequenos Incêndios por toda Parte”, que finalmente li! O livro estava numa super promoção na Amazon e foi impossível não comprá-lo. Desde que a série foi lançada, que eu queria conferir o livro original e hoje essa resenha veio!

Não sei vocês, mas eu amooo um drama familiar! Ainda mais quando é um drama familiar super bem construído como este da Celeste NG, publicado no Brasil pela editora Intrínseca. A história se passa em Shaker Heights, onde tudo é planejado: da localização das escolas à cor usada na pintura das casas. E ninguém se identifica mais com esse espírito organizado do que Elena Richardson. Os Richardson são uma família super tradicional e apegada aos costumes morais.

Também acompanhamos a história de Mia Warren, uma artista solteira e enigmática, que chega com a filha adolescente Pearl e aluga uma casa que pertence a Elena. Em pouco tempo, as duas se tornam mais do que meras inquilinas: todos os quatro filhos da família Richardson se encantam com as novas moradoras. Porém, Mia carrega um passado misterioso e um desprezo pelo status quo que ameaça desestruturar toda comunidade, principalmente em relação à Bebe, uma imigrante chinesa, que também possui um segredo e está disposta a trazê-lo à tona.

Eleito nos Estados Unidos um dos melhores livros de 2017 por veículos como Entertainment Weekly, The Guardian e The Washington Post, “Pequenos incêndios por toda parte” explora o peso dos segredos. Temos vários personagens e todos são bem construídos. O texto da autora flui muito bem ao momento em que vamos nos aprofundando em cada história. Elena e Mia possuem dualidades conflitantes e é muito interessante perceber como os filhos delas vão ruindo ao longo do desenvolvimento da trama. Além disso, os demais núcleos também são fortes e vão construindo ótimos arcos dramáticos.

A autora também sabe transitar naturalmente entre o passado e presente, sem que haja qualquer identificação. Como falei, o texto é muito fluído. E a história vai ficando mais interessante a cada capítulo em que descobrimos segredos do passado. Tudo isso atrelado às relações e problemas que todos os personagens passam no presente.

Com relação à série protagonizada por Reese Whiterspoon e Kerry Washington, há algumas pequenas diferenças, principalmente na condução da história. O livro já deixa bem claro o que teremos no final, enquanto na série temos um suspense maior em relação ao que aconteceu de verdade, incluindo que temos uma pequena mudança nesse final também. Como falei na minha crítica da série (AQUI), foram discutidas questões raciais de forma bem intrínseca, o que não teve grande peso no livro, já que em nenhum momento é citado a cor de pele da Mia. Essa discussão racial é mais desenvolvida com a Bebe e o casal que adota a bebê chinesa. Também temos os personagens jovens que possuem grande destaque, principalmente pelo talento dos atores. Todas as camadas dos personagens foram bem aproveitadas na série também.

“Pequenos Incêndios por Toda Parte” é um livro maravilhoso, com uma história forte e personagens bem construídos, que prende a atenção do leitor em cada capítulo. E também vale muito a pena conferir a série!

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Livro ▪ A Garota que lê no Metrô

Autora: Christine Féret-Fleury
Editora: Valentina
Páginas: 160
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Hoje vou compartilhar uma leitura rapidinha, mas que não foi o que eu esperava. Na verdade, nem tinha grandes pretensões e a leitura se mostrou bem morna.

Publicada pela editora Valentina, “A Garota que lê no Metrô”, de Christine Féret-Fleury, conta a história de Juliette, uma jovem e solitária parisiense que leva uma vida monótona trabalhando em uma imobiliária. Sua atividade favorita é andar de metrô e observar atentamente o que as pessoas estão lendo, assim passa a imaginar a vida dessa pessoa a partir do livro que está sendo lido.

Todos têm suas particularidades, como a idosa que folheia um livro italiano de culinária e sorri diante de algumas receitas ou a garota que lê romances e sempre derrama minúsculas lágrimas quando chega à página 247. Certo dia, a jovem decide romper com a rotina e usufruir o prazer de percorrer as ruas a pé, observando o formato das nuvens, com o olhar em busca do novo. E esse desvio mudará completamente a sua vida, graças ao iraniano Soliman e sua pequenina filha Zaïde, que a tornam uma “mensageira” dos livros.

Um alerta aos leitores, o livro possui gatilhos e um momento que aborda suicídio. Portanto, leiam conscientemente. Para mim, o ponto alto da obra são as referências e citações à livros clássicos da literatura. Ficava bem feliz quando reconhecia algo. Mas a história foi bem morna, havendo pouco desenvolvimento de alguns personagens.

Acho a proposta do livro super interessante, tanto que o comprei justamente por ter gostado da sinopse, ainda não conhecia ele, nem havia visto nenhuma resenha sobre. A leitura foi bem no escuro mesmo. Mas como falei, o desenvolvimento me incomodou, apesar da leitura ter fluido, li o livro rapidinho. No final, fiquei refletindo sobre os ensinamentos da vida, talvez por isso até tenha valido a pena.

Me digam se vocês já conheciam esse livro? O que acham da ideia de espalhar o hábito de leitura?

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