Livro ▪ Quando te Vejo

Autora: Holly Miller
Editora: Harper Collins
Páginas: 384
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
“Quando te Vejo” era uma leitura que estava há bastante tempo na minha wishlist e eu estava me preparando para ler, pois sabia que seria um livro que me emocionaria e tinha grandes chances de se tornar favorito. E essa expectativa se concretizou!

A história gira em torno de Joel, que costuma ter muito medo do futuro, pois desde muito novo ele descobriu que consegue de certa forma prever acontecimentos futuros. Só que ele não consegue ver o futuro de todas as pessoas, apenas as que ele ama. Seus sonhos sempre acontecem e por isso ele tenta ao máximo manter as pessoas longes e evitar que elas se aproximem do seu coração.

Callie não consegue superar a morte de sua melhor amiga. Ela tenta enxergar perspectivas para sua vida, mas sempre esbarra na saudade que sente do seu passado. Ela ama a natureza e tem muita vontade de trabalhar com isso, mas acaba deixando seus sonhos de lado para manter vivo o café que sua amiga abriu antes de morrer. Quando o destino acaba unindo o caminho dos dois no café em que ela trabalha, a paixão é imediata, porém Joel sabe o que pode acontecer quando ele se permite amar alguém, principalmente sabendo que vai acontecer no futuro de Callie.

A narrativa é apresentada em primeira pessoa, com capítulos alternados entre os dois personagens principais como narradores. Gostei bastante da escrita da autora Holly Miller, foi tudo bem fluido pra mim, não conseguia largar a leitura. E também foi um misto de sentimentos! Por mais que já sabíamos o “possível” final, queremos acreditar que algo possa mudar. E essa sensação é fundamental para a experiência da leitura.

“Quando te Vejo” virou um livro queridinho, pois trouxe uma perspectiva de como nossa vida é tão incerta e como o peso de nossas escolhas determinam nosso futuro. Também, importante destacar a reflexão de que nem sempre precisamos carregar nossos fardos sozinhos, com certeza, tem alguém ao nosso lado para nos ajudar. Fica aqui uma das minhas leituras preferidas do ano.

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Livro ▪ Foi assim que tudo explodiu

Autora: Arvin Ahmadi
Editora: Alt
Páginas: 294
Skoob
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Oi gente!
Hoje o post é sobre um livro que eu curti bastante a leitura. “Foi assim que tudo explodiu”, da editora Alt, escrito por Arvin Ahmadi, traz uma história de auto aceitação, com uma mensagem muito importante.

A história gira em torno de Amir Azadi, que está prestes a se formar no colegial e não vê a hora de recomeçar sua vida longe da família e de todo aquele ambiente que o reprime. Proveniente de uma família mulçumana, o rapaz foi criado em uma série de regras e costumes conservadores que o inibiram de contar aos seus pais uma parte extremamente importante de si: que ele é gay. Sair do armário sempre foi uma questão que Amir analisava com o máximo de cuidado, mas ao ser ameaçado por um outro estudante, o garoto entra em desespero e decide fugir. Com todo o dinheiro que tinha em conta, o garoto vai parar em Roma, onde conhece um grupo de amigos que passam a ajuda-lo em sua trajetória de auto aceitação.

Até o momento em que os pais e a irmã de Amir descobrem seu paradeiro e, após dias desesperados sem notícias, partem em busca do filho, que terá que finalmente enfrentar seu maior medo.

Preciso dizer que essa leitura foi extremamente rápida e prazerosa. A narrativa é feita em forma de interrogatório, onde toda a ação se passa e vamos acompanhando a história através da perspectiva de Amir e de seus pais. Os personagens são muito bem construídos pelo autor, que trata assuntos delicados de forma honesta e verdadeira, envolvendo religião e tradições culturais. Importante analisar a insegurança e o sentimento de vergonha pela rejeição, tão bem trabalhados na história. Além disso, os personagens coadjuvantes são incríveis e ajudam a construir o arco do protagonista. E em vários momentos, temos referências de cultura pop e da comunidade LGBTQIA+. “Foi assim que tudo explodiu” se tornou uma leitura muito interessante e super recomendada!

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Livro ▪ Querido Edward

Autora: Ann Napolitano
Editora: Paralela
Páginas: 304
Skoob
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Oi gente!
“Querido Edward”, publicado pela editora Paralela e escrito por Ann Napolitano, foi um livro que ficou bastante tempo na minha wishlist até finalmente decidir lê-lo (outro que consegui desencalhar haha). E sendo bem sincero, a leitura não foi muito o que eu esperava.

A história conta os acontecimentos na vida de Edward Adler, que aos 12 anos foi o único a sobreviver a um acidente de avião, que matou centenas de pessoas. Eddie, como era carinhosamente chamado, estava se mudando de New York para Los Angeles, junto com os pais Jane e Bruce e o irmão rebelde Jordan. Os meninos viajam na classe econômica junto ao pai, enquanto a mãe estava na primeira classe, já que precisava trabalhar em um roteiro a ser entregue com urgência.

Ainda, conhecemos outros passageiros do voo 2977: Linda é uma jovem que descobriu que está grávida e vai ao encontro do namorado Gary para contar as novidades; Flórida está se separando do marido abusivo; Mark Lassio é um prodígio de Wall Street e se encanta com a aeromoça Veronica; Benjamin é um militar voltando para encontrar sua avó depois de um trágico acontecimento, e Crispin Cox é um velho bastante arrogante que está enfrentando uma luta contra o câncer e viaja com uma enfermeira, a maltratando a ponto de fazê-la chorar. Depois da tragédia, Edward vai morar com seus tios em Nova Jersey. É lá que ele conhece sua nova melhor amiga Shay e passa a frequentar o consultório de um psicólogo, tentando construir uma nova vida.

Narrado em terceira pessoa, o livro traz um arco não linear, intercalando entre os acontecimentos dentro do avião, nos dando um panorama do que ocorreu naquele fatídico dia, com a história de Edward no presente, tentando superar tudo. Por ser ainda muito jovem, Edward não consegue compreender todas as mudanças e consequências do que aconteceu. Até que cartas de parentes das vítimas do acidente começam a chegar.

A leitura foi um misto de sentimentos – tristeza pela história do jovem que perde toda sua família, ao mesmo tempo que analisamos a fragilidade da vida e esperança por momentos melhores. Foi um pouco difícil seguir com a leitura, que é extremamente lenta até metade do livro. Após o acidente em si, começa a melhorar um pouco e, a partir daí, passou a fluir até o final. A narrativa não é fácil e o tema abordado é bem tenso, porém traz uma importante reflexão sobre os motivos que nos fazem seguir em frente, mesmo quando nosso mundo literalmente desmorona.

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Livro ▪ Amor em Manhattan

Autora: Sarah Morgan
Editora: Harlequin
Páginas: 384
Skoob
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Oi gente!
A dica de hoje é um livro que estava há bastante tempo encalhado na minha estante e, finalmente, decidi lê-lo! “Amor em Manhattan”, escrito por Sarah Morgan e publicado no Brasil pela editora Harlequin, é o primeiro livro da série “Para Nova York, com amor”.

O livro conta a história de Paige Walker, que durante a adolescência viveu em hospitais tratando de um problema no coração, o que sempre causou preocupação de seus familiares e amigos. Agora que está curada, ela quer conquistar sua independência e se muda para Manhattan junto com as amigas Eva e Frankie, ficando também próxima de seu irmão Matt e do melhor amigo dele, Jake Romano, que também é o solteiro mais cobiçado de Nova York.

Após se dedicar imensamente ao trabalho, Paige e suas amigas acabam sendo demitidas, e agora precisarão se arriscar para iniciar a própria empresa de organização de eventos e concierge. Mas no início, nem tudo são flores. Além de correr atrás de clientes em potencial, Paige também precisa esconder sua paixão por Jake, que vem desde a adolescência. Tudo fica ainda mais difícil quando ele decide dar um empurrãozinho e contrata as amigas para realização de um grande evento, o que obriga Paige a estar cada vez mais próxima dele.

A história se desenvolve de forma bem fluída e gostei da condução da narrativa. Paige e Jake possuem química juntos e a relação deles vai ficando cada vez mais intensa. No início, a relação cão e gato acaba irritando um pouco, mas ao longo dos capítulos, o desenvolvimento vai melhorando. Interessante a conexão entre as amigas também, visto que elas são totalmente diferentes entre si. Ao final do livro é revelado um acordo que havia entre Jake e Matt, que na minha opinião, foi um empecilho bem fraco para a história – única ressalva que faço.

De uma forma geral, o livro é bem despretensioso e leve, bom pra passar o tempo sem grandes expectativas. Os personagens são cativantes e a tensão amorosa é o ponto forte da narrativa. Já estou curioso para continuar com os demais livros da série!

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Escritora Carol Meyer lança o livro Ave Marias na Flipoços, em Poços de Caldas

Em meio a uma dura realidade enfrentada pelas mulheres, com o crescimento de casos de violência no país e destaque dramático para os feminicídios, a obra Ave Marias, da escritora mineira Carol Meyer, revela-se não só atual, mas fundamental. O livro de contos, que tem como pano de fundo a violência contra a mulher, será lançado em Poços de Caldas em setembro, durante a 17ª edição do Flipoços (Festival Literário Internacional de Poços de Caldas), que vai ocorrer entre os dias 3 e 11 de setembro.

Carol Meyer vai participar de duas mesas de debate: As personagens femininas no romance contemporâneo, no dia 6 de setembro, às 14h30; e A mulher na literatura, dia 7, às 16h30. Após o encerramento do segundo encontro, haverá o lançamento do livro com uma sessão de autógrafos.

Ave Marias (Astrolábio Edições, 2021, 352 páginas) é o livro de estreia da também comunicadora e consultora de imagem Carol Meyer. São 12 contos que mesclam realidade e ficção, narrando histórias de mulheres comuns, violentadas física ou emocionalmente. Uma trágica realidade que vemos diariamente nos noticiários e traz Minas Gerais no topo do ranking como o Estado que mais registrou feminicídios em 2021, de acordo com o 16º Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

“O livro apresenta 12 Marias. 12 histórias críveis e incríveis de mulheres que, apesar da violência sofrida, não desistem do amor. E acabam se contentando com um pouco de atenção, desiludidas que já estão. Aprisionadas por tradições ou relacionamentos abusivos, se atrevem a sobreviver quando sonham em sentir o gosto da liberdade”, afirma a autora. A autora afirma que cada uma de suas “Marias” tem um pouco dela mesma e de muitas outras mulheres que passaram pela sua vida. Mas não só elas vão se identificar. A leitura torna-se ainda mais necessária para os homens: “São mulheres conhecidas ou imaginárias. De choros sonoros ou gritos abafados. Elas são filhas, mães, esposas, amigas, colegas, vizinhas… Que moram ao lado ou do outro lado do mundo. Notórias ou invisíveis, mas que não desistem de ser o que são. Não abaixam a cabeça e não perdem a alegria.” 

Sobre a autora
Carol Meyer nasceu em Belo Horizonte (MG) e hoje mora no Rio de Janeiro (RJ). Descobriu desde muito cedo sua paixão pela escrita e pela comunicação, mas foi a partir da vivência com outras mulheres e da sua participação em projetos sociais, como o @maisautoestimaporfavor, que reuniu histórias para contar. Formada em Comunicação e Consultoria de Imagem Pessoal, Carol Meyer colaborou com jornais e revistas e teve sua coluna em rádio, o Dicas da Carol, nome também do seu blog. Ouvinte atenta, coleciona vivências que a comovem e a incentivam a prosseguir. Inspirada pela cidade maravilhosa, Carol uniu tempo e coragem para que nascesse Ave Marias, livro que mistura ficção e realidade, prosa e poesia nas suas muitas mulheres: todas nós, Marias. Ave!

Serviço
Dia 6 de setembro
14h30 – Mesa As personagens femininas no romance contemporâneo, com Carol Meyer, Vanessa Passos e Marcela Dantés. Mediação: Dani Costa Russo. Biblioteca Municipal Centenário (Espaço Cultural da Urca).
Dia 7 de setembro
16h30 – Circuito Livronews. Mesa A mulher na Literatura, com Carol Meyer, Vanessa Passo, Marcela Dantés e Dani Russo: Mediação: Fabio Lucas. Sessão de autógrafos com as autoras da mesa. Arena Cultural (área externa do Espaço Cultural da Urca).
Crédito da foto: Márcio Rodrigues
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Livro ▪ Mentirosos

Autora: E. Lockhart
Editora: Seguinte
Páginas: 272
Skoob
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Oi gente!
Hoje vou trazer minhas considerações sobre um livro beeeem hypado! “Mentirosos”, da editora Seguinte, traz um mistério envolvendo os integrantes da família Sinclair. Esse livro costuma dividir opiniões, mas para mim, funcionou muito bem!

Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Todos os verões, a família se reúne na ilha particular de Beechwood, onde Cadence, neta primogênita e principal herdeira, cresce ao lado dos primos, Mirren e Johnny, e do amigo Gat, um grupo nomeado de Mentirosos pelas tias. Os verões são cheios de lembranças e diversão, até o verão dos quinze.

No fatídico verão em que os quatro tinham quinze anos, Cady sofre um estranho acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Neste período, ela não teve notícias dos seus primos e nem de Gat – seu grande amor, e todos da família se recusam a falar sobre o que aconteceu com ela no dia do trágico acidente, lhe tratando com bastante cuidado e lhe deixando a parte de qualquer vestígio sobre o que lhe ocorreu, até o dia em que Cadence volta a Beechwood, e aos poucos começa a montar o quebra cabeça do que realmente aconteceu com ela e sua família.

A história de “Mentirosos” segue um suspense young adult, bem construído, que me prendeu logo no começo. Os personagens são bem construídos e a leitura fluiu bastante, foi um livro que li bem rapidinho. A narrativa envolvendo os quatro jovens conduz toda a história, que ainda apresenta interessantes paralelos, como as brigas familiares por herança e desconfianças entre todos os personagens.

O livro é todo contado do ponto de vista de Cady e, como ela não tem as lembranças completas daquele verão, nós também não temos toda a perspectiva do que aconteceu, e isso torna a leitura ainda mais interessante, pois vamos descobrindo as coisas junto com a personagem. E preciso comentar que o final foi bem surpreendente pra mim, realmente não imaginei o plot que teve, e assim que terminei, fiquei aquele tempinho parado sem saber o que pensar. Adoro quando a leitura me proporciona mistos de sentimentos.

Minha ansiedade pulou lá em cima para conseguir terminar o livro, realmente não conseguia largar. Mentirosos é um livro com uma trama bem construída e personagens complexos, com imperfeições e conflitos. A narrativa aborda certos clichês, mas para mim, isso não fez diferença. É uma ótima experiência para quem quer um mistério rápido, bem construído e que nos surpreende a cada página.

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Livro ▪ Garotas em Chamas

Autora: C.J. Tudor
Editora: Intrínseca
Páginas: 352
Skoob
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Oi gente!
C.J. Tudor tem se mostrado uma ótima autora de suspense, tanto que todas suas histórias sempre me prendem, e com “Garotas em Chamas” não foi diferente. O thriller me prendeu do início ao fim e aguçou muito minha curiosidade para saber o que estava realmente acontecendo.

A história se passa na pequena Chapel Croft. Cinco séculos atrás, mártires protestantes foram traídos, e então queimados. Trinta anos atrás, duas adolescentes desapareceram sem deixar vestígios. E há algumas semanas, o responsável pela paróquia local se enforcou na igreja. Agora, a reverenda Jack Brooks, mãe solteira de uma jovem de quatorze anos, chega a esse vilarejo em busca de um recomeço. Em vez disso, encontra um lugar tomado por conspirações e segredos, e é recebida com um estranho pacote de boas-vindas: um kit de exorcismo e um bilhete: “Não há nada escondido que não venha a ser descoberto”. Quanto mais Jack e sua filha, Flo, exploram a cidadezinha e conhecem seus estranhos moradores, mais as duas se aprofundam em feridas antigas, mistérios e suspeitas.

A relação entre Jack e Flo é bem delicada, com altos e baixos. Além disso, ambas se mostram bem humanas, com atitudes ambíguas, entre erros e acertos. E foi bem interessante como a autora trabalhou a evolução delas, assim como dos personagens secundários, que transitam pela narrativa, sempre de forma misteriosa, escondendo segredos, como forma de confundir o leitor. Jack também tem coisas não resolvidas em seu passado e a relação de Flo com um menino da cidade abala ainda mais tudo isso.

A narrativa dividida entre passado e presente, foca em dois mistérios. O desaparecimento de duas amigas que até hoje traz consequências aos moradores da cidade, além do mito de que garotas pegam fogo para assombrar os acontecimentos do passado. A mistura entre religião, elementos sobrenaturais e mistério cria toda uma ambientação fantástica para o livro.

Como falei, C.J. Tudor tem se tornado uma das minhas autoras favoritas de suspense. Suas histórias prendem do início ao fim e a autora tem apresentado uma versatilidade muito interessante. “Garotas em Chamas” traz uma história potente, com reviravoltas e mistérios que nos faz criar várias teorias. Ótima leitura para quem curte o gênero.

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Livro ▪ Amores, trens e outras coisas que saem dos trilhos

Autora: Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record
Páginas: 302
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Oi gente!
A dica de leitura dessa semana é um romance bem levinho e fofo! “Amores, trens e outras coisas que saem dos trilhos”, da autora Jennifer E. Smith, publicado pela Galera Record, trata dos encontros e desencontros da vida, além do autoconhecimento.

Antes do ingresso na universidade, Hugo e sua namorada tem a ideia perfeita: passar uma semana inteira juntos em uma viagem de trem pelos Estados Unidos. Mas, então, ela termina o relacionamento e lhe devolve, como presente de despedida, as passagens para a viagem planejada de última hora. O único problema é que tudo – passagens e as reservas de hotéis – estão registrados no nome de sua agora ex-namorada, Margaret Campbell, sendo intransferível e não reembolsável. Enquanto isso, em outro continente, Mae está ligeiramente sem rumo, tendo terminado recentemente um relacionamento que parecia caminhar a lugar nenhum e sofrendo por não ter sido aceita no curso de cinema na universidade. Quando o destino faz sua mágica e ela se depara com o anúncio de Hugo buscando uma substituta para Margaret Campbell (por coincidência, seu nome completo), ela tem certeza de que esta é exatamente a aventura que precisa para se livrar da recente decepção, alimentar a mente com ideias para seu próximo filme e, principalmente, sair da zona de conforto composta pelos pais e a avó. Uma longa viagem de trem com um completo desconhecido pode não parecer, realmente, a melhor das ideias. Mas para Hugo e Mae, ambos ávidos por escapar da rotina de suas vidas normais, faz todo o sentido.

Hugo é famoso na cidade onde vive, afinal, ele é um sêxtuplo. Por isso não ser muito comum, atraí muita publicidade e curiosidade. A ponto dele e os irmãos, desde que nasceram, já terem bolsas garantidas na universidade local. Também precisa lidar com o fato de sua mãe manter um blog sobre o dia a dia dos seis irmãos. Mas, Hugo tem questionado se as coisas que já estão escolhidas para ele serão mesmo a melhor escolha ou se deve fazer o que realmente quer. Sofrendo pelo término do namoro, o rapaz encontra na nova Margaret Campbell – Mae – uma forma de escape. A moça, por sua vez, também luta para se autodescobrir ao mesmo tempo que descobre o sentido da sua vida.

Se você for pensar, óbvio que a história é bem complicada de ocorrer, mas eu abracei e passei esse pano! Por ser leve e divertida, a narrativa foi me conquistando a cada capítulo até que passei a torcer pelos dois personagens, que são bem construídos. Carismáticos, ambos lutam por seus ideais e buscam superar suas frustrações.

“Amores, trens e outras coisas que saem dos trilhos” é um romance água com açúcar, mas extremamente fofo. Foi uma grata surpresa que deixou aquele quentinho no coração, além de ter sido uma leitura bem rápida!

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Livro ▪ Ventos de Mudanças

Autora: Beverly Jenkins
Editora: Arqueiro
Páginas: 240
Skoob
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Oi gente!
Fiquei um tempo sumido aqui do blog, estou com algumas coisas acontecendo e precisei de um tempinho para poder me organizar! Mas minhas leituras não pararam, quem me acompanha no instagram pode ver tudo por lá! Hoje vou trazer para vocês, o que achei de “Ventos de Mudança”, da editora Arqueiro. O livro é o primeiro título da série Mulheres Pioneiras, escrita por Beverly Jenkins.

Acompanhamos a história de Valinda Lacy, uma professora preta, que se muda para Nova Orleans com um sonho: ensinar a comunidade de ex escravos a ler e escrever para que, assim, suas vidas possam melhorar de alguma forma, nos Estados Unidos pós-Guerra Civil. Deixando para trás o pai conservador e autoritário, além do noivo que, mesmo sendo seu melhor amigo, não a ama de verdade, Lucinda é atacada por bandidos supremacistas, que destroem a escola onde lecionava e todo o material dos alunos. Neste momento, o sedutor capitão Drake LeVeq a salva e ambos iniciam uma história de idas e vindas.

“Ventos de Mudança” é um romance de época que discute o empoderamento feminino e se destaca por trazer romances protagonizados por pessoas pretas, bem-sucedidas e engajadas na luta antirracista. A autora retratou muito bem o período do pós guerra, além de construir personagens fortes que lutam por seus ideais e não se deixam abalar pelas adversidades. Os personagens secundários também são bem estruturados e contribuem para o andamento da narrativa.

Confesso que a escrita um pouco lenta me decepcionou. O início do livro foi um pouco arrastado, o que melhorou ao longo dos capítulos, tendo uma história mais fluída quando os protagonistas começam a se relacionar. O ponto forte da história é como os personagens acreditam no poder transformador da educação, fiquei emocionado em alguns momentos.

Em resumo, Ventos de Mudança me proporcionou uma leitura gostosa, apesar das passagens lentas e do típico roteiro de romance de época, que até certo ponto beirou o clichê, mas ao final, se mostrou variado. Agora já quero ler a sequência: “Tempestade Selvagem”!

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Livro ▪ A Cor Púrpura

Autora: A Cor Púrpura
Editora: Alice Walker
Páginas: 336
Skoob
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Oi gente!
No mês de março, em comemoração ao Dia da Mulher, fiz igual ano passado, e li livros clássicos escritos por mulheres. Já falei sobre a leitura de “O Quinze” e “Mary Poppins”; e hoje trago minhas considerações sobre “A Cor Púrpura”, escrito por Alice Walker, considerado um dos clássicos da literatura americana, e que já ganhou uma adaptação nos cinemas, com as atrizes Whoopi Goldberg e Oprah Winfrey.

A história acompanha Celie, uma jovem negra vivendo no sul dos Estados Unidos, durante a primeira metade do século XX, período em que havia grande segregação e preconceito racial. A protagonista começa escrevendo cartas para Deus, narrando o abuso sexual que sofreu nas mãos do padrasto. Suas duas gravidez não desejadas terminam com os bebês sendo retirados de seu convívio, entregues para outras famílias. Depois, Celie é forçada a um casamento arranjado com o Sinhô, que também a violenta constantemente. O que a mantem viva é a esperança de rever sua irmã Nettie, que conseguiu fugir da violência que as duas eram submetidas.

Entre os abusos do pai e os maus tratos do marido, ela se afunda na depressão, concentrada em trabalhar na roça e cuidar dos filhos do primeiro casamento do marido. Porém, ao longo dos anos e através da amizade que firma com Shug Avery, uma cantora que já foi amante de seu marido, e com Sofia, a esposa de seu enteado mais velho, Celie passa a descobrir que seu mundo pode ser muito maior do que trabalhar e servir o Sinhô e apanhar dele. Além de trocar cartas com Deus, Celie descobre que seu marido escondia as cartas que recebia da irmã, e a partir daí, ambas começam a trocar correspondência até o tão aguardado dia do reencontro.

A leitura é extremamente tocante! A narrativa é toda feita em forma de cartas, o que traz um toque especial ao livro. A linguagem é simplória e cheia de erros ortográficos, exemplificando o grau de escolaridade da protagonista. A partir desse cenário, nós conhecemos as vivências e anseios de uma mulher que precisa aguentar todos os males da sociedade em que vive sem nunca revidar.

“A Cor Púrpura” foi uma leitura forte, que me conquistou desde o início. Também vale a pena conferir o filme com direção de Steven Spielberg e que recebeu 11 indicações ao Oscar.

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