#Livro | O Visconde que me Amava

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Continuo minha saga em ler Julia Quinn! Já trouxe para vocês minha opinião sobre o primeiro livro da série Bridgerton: “O Duque e Eu” (AQUI) e hoje vou falar sobre “O Visconde que me Amava” – o segundo livro – que é focado na trajetória de Anthony Bridgerton.

Na trama, a temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva.

Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela. Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele. Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.

Na resenha do primeiro livro falei que não tinha curtido muito a narrativa, porém este segundo livro me conquistou desde o começo. Gostei do desenvolvimento envolvendo Anthony, Edwina e Kate. Aos 29 anos, Antony resolve que a vida de libertino deve ser deixada para trás e deve se casar com Edwina, porém sem se apaixonar por ela. É interessante essa visão com relação à experiência de seus pais, principalmente quando ele começa realmente a gostar de Kate. Na maior parte do livro eles passam trocando farpas e isso nos rende boas risadas.

Dessa vez, os protagonistas são bem desenvolvidos, possuem uma narrativa completa e possuem química. Kate é fantástica – ela tem personalidade que conquista o leitor. E quem continua roubando a cena é Lady Whistledown, a fofoqueira mais querida! Todas ações rodeiam suas publicações.

A leitura flui bem melhor. Uma experiência deliciosa e divertida. O romance é o ponto forte e conquista com o casal principal. Temos novamente participação de outros irmãos da Família Bridgerton, inclusive Daphne e Simon. Foi legal também descobrir o motivo de Anthony ter tanto medo de abelhas! E isso foi um grande motivo para que ele se aproximasse ainda mais de Kate. Confesso que fiquei aliviado com a leitura deste livro e pretendo continuar a saga! Em breve: “Um Perfeito Cavalheiro”.

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Livro | Como Sobreviver à Realeza

Autora: Paula Hawkins
Editora: Alt
Páginas: 312
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Quem aí está a fim de uma leitura rapidinha, leve e bem fofa? “Como sobreviver à Realeza” é o primeiro livro da duologia Royals, escrito por Rachel Hawkins e publicado pela Editora Alt.

Perfeito para fãs de “O diário da princesa” e com um toque de “Gossip Girl”, o livro conta a história de Daisy Winters, uma adolescente americana de cabelos vermelhos que trabalha em uma loja de conveniência na Flórida e é completamente comum. Exceto pelo fato de que sua irmã mais velha Ellie está noiva do herdeiro da Coroa escocesa.

Apesar do esforço de se manter longe da nova vida de sua irmã e dos holofotes, Daisy acaba indo parar nas manchetes dos tabloides e é convidada — ou melhor, intimada — pelo palácio a passar suas férias na Escócia. Tentando se recuperar de uma desilusão amorosa, Daisy terá um relação conturbada com o príncipe Seb, irmão do futuro cunhado Alex. E para se adaptar à nova realidade, o charmoso Miles é escalado para ensiná-la tudo sobre o mundo da família real.

O livro é exatamente o que essa premissa promete – uma história recheada de todos os clichês possíveis. Mas, como eu adoro um clichê haha, a leitura veio em boa hora. A personagem principal é maravilhosa – ela é engraçada e sarcástica, o que a torna super interessante. Acho que alguns personagens poderiam ter tido um desenvolvimento melhor. Como a história é bem rapidinha, talvez algumas coisas ficaram bem superficiais.

Mesmo assim, a leitura fluiu bem e há muitas referências ao mundo geek. Se você é uma pessoa que gosta e repara em detalhes da realeza, vai ser necessário abraçar a base histórica do livro, algumas coisas não são tão reais assim.

Os plots finais foram um pouco corridos. Espero que Sebastian apareça em outro livro porque ficou meio deslocada a história dele. Como falei, não é nenhuma trama elaborada e nem tem grandes questões filosóficas sobre nobreza e realeza. Mas se você gosta de clichês, de protagonistas divertidas e de uma boa dose de romance, “Como sobreviver à Realeza” é o livro certo. É leve, gostoso de ler e pronto para virar uma adaptação de Sessão da Tarde.

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Livro | Um Verão na Itália

Autora: Carie Elks
Editora: Verus
Páginas: 280
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Quem aí está a fim de um bom romance água com açúcar? Li recentemente “Um Verão na Itália” – o primeiro livro da série “As Irmãs Shakespeare”.

Cesca Shakespeare é uma jovem de 24 anos que teve sua breve carreira de dramaturga destruída em sua peça de estreia: o ator principal fugiu da noite para o dia, fazendo com que a peça fosse cancelada. A humilhação e a frustração foram tantas que Cesca jamais conseguiu voltar a escrever, e agora pula de emprego em emprego sem conseguir se estabelecer. Até que ela é convidada a cuidar por um mês de uma villa na Itália, tendo a chance de se afastar de seus problemas e, quem sabe, de voltar a escrever. Ela só não esperava encontrar com Sam Carlton durante sua estadia na Itália, o ator que arruinou sua vida e hoje é uma estrela de Hollywood.

Sam é o queridinho dos tabloides. Após cair numa armação, ao se envolver com uma atriz casada e ser bombardeado pela imprensa, ele decide sumir por uns tempos e passar o verão na Itália, na casa de seus pais, até a poeira baixar. O que ele não esperava é que seria recepcionado por uma estranha que aparentemente odeia ele.

Já deu para perceber que o livro é um clichê, né? A escrita de Carrie Elks é leve e divertida, sendo capaz de proporcionar gostosos momentos de entretenimento ao leitor. A confusão de Cesca e Sam é o ponto alto, tudo o que leva ao envolvimento dos dois é o que mais conquista durante a leitura. Acho que esse envolvimento amoroso foi um pouco rápido demais, poderia ter sido desenvolvido mais lentamente – não fiquei tão convencido que Cesca se apaixona tão rápido por Sam, sendo que ela o odiou por muito tempo. Alguém que leu, também se sentiu assim?

As histórias paralelas, principalmente da família de Sam, também ajudam a movimentar a trama. É uma leitura com altos e baixos, mas que é bem fofinha e com certeza daria uma boa adaptação ao cinema. Ahh preciso falar que a capa é super bonitinha também, gostei da edição da Verus. Pretendo ler os livros seguintes!

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Livro | O Retorno

Autor: Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
Páginas: 286
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Para quem me acompanha, já sabe que Nicholas Sparks é um dos meus autores favoritos. Seus romances costumam me agradar, apesar que os últimos não seguiram essa regra. A dica de hoje é “O Retorno”, lançado pela Editora Arqueiro.

A história gira em torno de Trevor Benson, que não estava planejando voltar para New Bern, uma cidadezinha na Carolina do Norte. Porém, após ouvir as últimas e enigmáticas palavras do avô no leito de morte, ele decide passar um tempo na velha casa que herdou. Decidido a cuidar das colmeias da propriedade, Trevor nem pensa em se apaixonar. Porém, assim que vê Natalie Masterson, sente uma atração impossível de ignorar. Ela parece corresponder, mas se mantém distante, como se escondesse algo.

Em New Bern, ele também conhece Callie, uma adolescente reservada que era amiga de seu avô. Trevor acha que pode conseguir respostas sobre as circunstâncias misteriosas da morte dele, mas ela oferece poucas pistas – até que uma reviravolta lhe dá uma nova perspectiva. Nessa jornada para desvendar segredos, Trevor vai descobrir o verdadeiro significado do amor e do perdão e aprender que, para seguirmos em frente, muitas vezes é preciso retornar para onde tudo começou.

Desde “No Seu Olhar”, passando principalmente por “Dois a Dois”, que tenho percebido uma certa evolução na narrativa de Nicholas Sparks. Estes livros tiveram um desenvolvimento mais lento, com uma história mais adulta. “O Retorno” segue um pouco essa base, mas sem perder a essência do romance. O livro aborda traumas psicológicos, conflitos e escolhas, mas demonstra perdão e acima de tudo, amor. Já estava me preparando para aqueles finais típicos do autor, mas dessa vez foi diferente. Deu aquela sensação de coração quentinho. Gostei bastante!

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Livro | O Morro dos Ventos Uivantes

Autora: Emily Brotë
Editora: Martin Claret
Páginas: 457
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Durante o mês de março, em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, me propus a ler apenas livros clássicos escrito por mulheres! Já falei de “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen (AQUI) e “Mrs Dalloway”, de Virgínia Woolf (AQUI). Hoje vou falar da última leitura desse projeto – “O Morro dos Ventos Uivantes”, de Emily Brontë.

O romance foi lançado em 1847. Hoje considerado um clássico da literatura inglesa, “O Morro dos Ventos Uivantes” recebeu fortes críticas no século XIX. Para entendermos o livro, preciso falar sobre as características histórias – estamos na Era Vitoriana da literatura inglesa, marcada por grande efervescência política e intelectual, além das conquistas coloniais na Inglaterra. Os romances vitorianos geralmente oferecem retratos idealizados de vidas difíceis, nas quais o trabalho duro, a perseverança, o amor e a sorte vencem no final. É marcado pelo pessimismo, fixação pela morte e amores doentios.

Por isso, “O Morro dos Ventos Uivantes” acaba dividindo muitas opiniões – uns gostam, outros odeiam. A trama começa quando a propriedade da Granja da Cruz dos Tordos é alugada pelo Sr. Lockwood. Durante este período, a governanta Nelly conta-lhe a história que presenciou na propriedade do Morro dos Ventos Uivantes. No início, o patriarca da família Earnshaw faz uma viagem e, ao retornar, traz consigo um pequeno órfão, que todos acham ser um cigano, devido a sua aparência. O órfão recebe o nome de Heathcliff. Rapidamente, toda a afeição que o patriarca lhe demonstra acaba gerando ciúmes em seu filho legítimo, Hindley. Contudo, Catherine, a outra filha, se apaixona por Heathcliff.

Quando o Sr. e a Sra. Earnshaw morrem, Hindley sujeita Heathcliff a várias humilhações, e apesar do amor entre ele e Catherine, ela decide se casar com Edgar Linton, por esse ter melhores condições de sustentá-la. Heathcliff parte do Morro dos Ventos Uivantes e, ao voltar, está rico e decidido a vingar-se de todos.

A construção do arco narrativo é interessante, porém os personagens são o ponto complicado – todos são grosseiros, detestáveis, maus em vários momentos, então fica difícil se identificar (com exceção da Nelly). Mas isso ocorre por causa do meio – todos possuem motivos para serem dessa forma. É legal perceber essa evolução em cada um, além do pessimismo que gira em torno deles. Todas as ações geram consequências em algum momento, levando a diversos conflitos ao longo dos anos. Isso é um dos grandes diferenciais que Emily Brontë impõe à literatura inglesa: a autora cria seus personagens bem reais, repletos de defeitos e com desvios de caráter, diferente dos romances idealizados da época. Justamente por isso, o romance acaba ficando em segundo plano, já que as relações são tóxicas, gerando raiva – acho que esse é o principal ponto que faz os leitores não gostarem.

A narrativa da personagem Nelly talvez é o ponto que faz tudo se amenizar – ela é sempre positiva, gosta de ver o lado bom em cada um e sua decepção ao longo da história é o que reflete no leitor. Ver os acontecimentos pelo ponto de vista dela ajuda muito a se envolver. O ambiente gótico também chama atenção – a autora é extremamente detalhista. Os cenários são melancólicos; os espaços tristes e, as vezes, até macabros.

Hoje, não há dúvidas quanto à grandiosidade de “O Morro dos Ventos Uivantes”. A dimensão da obra envolve tanto a complexidade quanto a profundeza humana. Isso fez o livro ser adaptado várias vezes ao cinema.

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Livro | Mrs Dalloway

Autora: Virgínia Woolf
Editora: Martin Claret
Páginas: 264
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Durante o mês de março, em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, me propus a ler apenas livros clássicos escrito por mulheres! Já falei de “Orgulho e Preconceito” (AQUI) e hoje vou trazer “Mrs Dalloway”, de Virgínia Woolf.

Já adianto que ler Virgínia Woolf não é fácil. É preciso absorver e sentir a história, a técnica da escrita, a mensagem subliminar. O enredo, aparentemente simples, conta um dia na vida de Clarisse Dalloway, uma dona de casa rica que dará uma festa a noite e percorre as ruas londrinas cuidando dos preparativos para o evento. Mas Woolf nos traz algo diferente, pois os elementos presentes na história não se resumem ao cotidiano da personagem principal ou ao que ela vê nas ruas de Londres. Apesar das preocupações da personagem principal se concentrarem na festa que dará a noite, memórias do seu passado retornam à sua mente e ocupam seus pensamentos de maneira intensa. Ao mesmo tempo, acompanhamos a vida corriqueira de outros personagens como o ex-combatente Septimus Warren Smith. Ambas histórias irão se fundir em um momento do livro.

O leitor tem um vislumbre íntimo da mente humana enquanto são expostos os pensamentos, sonhos, angústias e paixões dos personagens. Uma das obras-primas de Virginia Woolf, Mrs. Dalloway foi publicado pela primeira vez em 1925 e se manteve relevante na literatura britânica e mundial ao tratar de assuntos que abrangem desde as nuances dos relacionamentos em nosso dia a dia até transtornos decorrentes de traumas de guerra.

Hoje lemos um romance que foi recusado em sua época, criticado por ultrapassar as barreiras da literatura. A escrita de Woolf possibilita ao leitor ter uma percepção diferente da literatura padrão, pois temos pontos de vistas diversos, seja da percepção do mundo externo, um grito do mundo interno da personagem principal, uma reflexão ou personagens secundários que ganham espaço em meio a estímulos ou mesmo a lembranças.

Outra técnica que a autora utilizou com perfeição foi utilizar na narrativa em 3ª pessoa, que significa que a voz do narrador e dos personagens se confundem, já que o narrador assume o lugar desses personagens em seus pensamentos. A utilização de flashbacks também nos auxilia a compreender a trajetória de Clarisse.

Virgínia Woolf (1882-1941) é uma das escritoras fundadoras do movimento conhecido como modernismo inglês. Em seus trabalhos podemos perceber uma crítica a sociedade patriarcal. Ao olharmos para a personagem principal, podemos ver uma mulher que, ao se casar, larga seus sonhos para se tornar uma “boa esposa”, uma “boa anfitriã”. Mrs. Dalloway retrata a Inglaterra do começo do século XX e a relação de opressão entre o homem e a mulher, assim a autora critica a moral da época.

Uma dica que dou: leia este livro com calma. Faça uma análise. Procure perceber a técnica nas entrelinhas. Muitos podem achar uma leitura confusa ou achar o desenvolvimento cansativo. Realmente, a escrita de Virgínia Woolf é bem difícil. Mas, vale a pena pelo clássico. Também indico o filme produzido em 1997, com Vanessa Redgrave, interpretando a personagem título.

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Livro | Orgulho e Preconceito

Autora: Jane Austen
Editora: Martin Claret
Páginas: 320
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Durante o mês de março, em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, me propus a ler apenas livros clássicos escrito por mulheres! O primeiro deles foi “Orgulho e Preconceito”, uma obra-prima da escritora britânica Jane Austen que tem como pano de fundo a burguesia inglesa do início do século XIX. PS: estou postando apenas agora por causa dos posts sobre os filmes que concorreram ao Oscar 

A chegada de um jovem solteiro e rico à vila de Longbourn causa um grande alvoroço na família Bennet, cujas cinco filhas – a bela Jane, a sensata Elizabeth, a culta Mary, a imatura Kitty e a desvairada Lydia – foram criadas com um único propósito na vida: encontrar um bom marido. Vale lembrar que na Inglaterra, durante esse período histórico, o único papel social da mulher era ser mãe e esposa, não possuindo qualquer hipótese de ambição profissional.

Mr.Bingley, um homem muito sóbrio e distinto, se apaixona por Jane Bennet, a mais velha das irmãs. Caroline Bingley, a irmã do rapaz, mostra-se porém contra a relação devido a classe social da moça. O amigo Mr.Darcy, por sua vez, cai de encantos pela irmã Elizabeth, embora num primeiro momento se recuse a assumir os sentimentos que tinha por saber que a jovem era de origem humilde. Elizabeth, contudo, acha Mr.Darcy um homem arrogante e o repudia. A relação entre os dois é, portanto, pautada pelo preconceito, pela atração, pela paixão e pelo orgulho.

O enredo é bastante rico e há uma preocupação nítida da autora em retratar detalhadamente a sociedade inglesa do século XIX com a sua cultura, os seus hábitos e os seus valores morais. Como rapidamente se percebe, a dualidade entre o amor e o dinheiro é a engrenagem que faz mover a narrativa.

Muito interessante a crítica que a autora faz à lei do morgadio – naquela época, o filho homem deveria herdar a propriedade da família. No caso da família Bennet, como se tratava de cinco meninas, não havia um filho varão. Portanto, os bens deveriam seguir para o parente mais próximo do sexo masculino – o primo Sr. Collins, que também tem grande importância na narrativa da história.

“Orgulho e Preconceito” foi publicado originalmente em 1813, e atravessou os séculos dotado de uma assombrosa vitalidade. Prova disso, é a discussão feminista que a obra provoca até os dias de hoje. Elizabeth Bennet luta contra uma sociedade conservadora e machista, impondo sua opinião e personalidade. A plena compreensão do mundo feminino e o domínio da forma e da ironia fizeram de Jane Austen uma das mais notáveis e influentes romancistas de sua época.

A edição que li foi publicada pela editora Martin Claret, em 2010, como parte da coleção “Obra Prima de cada Autor”. Inclusive, a editora já publicou outras edições do livro.

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

 

#Filme | A Semana da Minha Vida

Oi gente!
Tem fim de semana que pede um filme clichê né?! Aproveitei o último fds para assistir “A Semana da Minha Vida”, filme musical teen da Netflix, que tem uma vibe “Camp Rock”.

A trama acompanha o jovem rebelde Will (Kevin Quinn) que, após uma confusão com a polícia, tem apenas duas opções: ir para o centro de detenção juvenil ou participar de um acampamento cristão. Optando pela segunda chance, ele vai para o local de férias, relutantemente, mas começa a ganhar interesse quando conhece Avery (Bailee Madison) — filha do líder do lugar. No acampamento, os jovens são divididos em três grupos para participarem de dinâmicas, jogos, brincadeiras e apresentação musical. A partir daí conhecemos os coadjuvantes, como os melhores amigos dos protagonistas: George (Jahbril Cook) e Presley (Kat Conner Sterling), que se gostam, porém não possuem coragem para se declararem, e também o vilãozinho Sean (Iain Tucker).

A história é bem batida, aquele clichezão mesmo! O roteiro é um pouco falho, mas gostei bastante das músicas, apesar do excesso. Boa parte da trilha é composta por canções famosas cristãs. O objetivo do filme é apresentá-las para uma nova geração, ganhando uma roupagem mais pop. Porém, principalmente no início, achei que foram muitas músicas – havia uma fala, uma música; outra fala, outra música. Saturou um pouco. Assim assim, os números eram ótimos, alguns até grandiosos. Não podíamos esperar menos do diretor Roman White, que já comandou videoclipes de Taylor Swift, Carrie Underwood, Shakira e Justin Bieber.

O elenco tem força em seus protagonistas. Bailee Madison não é cantora e isso fica bem nítido, porém quando está junto com Kevin Quinn, tudo melhora (Preciso comentar também que ele é a cara do Zac Efron em HSM). As histórias paralelas são fracas – Sean era para ser um vilão, mas não fica muito claro suas motivações – não entendi se ele gosta da Avery ou se quer apenas ser o centro das atenções.

Enfim, “A Semana da Minha Vida” passa uma mensagem sobre o poder do amor e da fé. A trilha sonora é o grande destaque, mas não espere nada além de mais um musical teen.

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Filme | Nomadland

Oi gente!
“Nomadland” foi o grande vencedor do Oscar 2021! O longa concorria em 6 categorias e levou 3 estatuetas – melhor filme, direção (Chlóe Zhao) e melhor atriz (Frances McDormand).

A trama gira ao redor de Fern (Frances McDormand), uma mulher que perdeu tudo na Grande Recessão de 2008. Quando sua cidade desaparece do mapa, ela embarca numa van para viver como uma nômade, passando pelo oeste norte-americano, ao mesmo tempo que ainda carrega o luto, já que não consegue superar a morte de seu marido. Dentre empregos temporários e contratempos, ela faz amigos e descobertas no meio do caminho.

O interessante é que “Nomadland” mistura realidade e ficção – ele tem aquela cara de documentário, com depoimentos de pessoas que realmente vivem essa realidade, interpretando versões fictícias de si, como Linda May. É um retrato honesto de uma parcela da população norte-americana, que enfrenta, diariamente, perigos, frio e pobreza. O roteiro não se preocupa em retratar essa vida como problemática, mas sim, como uma escolha e um modo de vida de cada nômade. O filme é lindo, tem paisagens maravilhosas, é emocionante, real, porém, falta um conflito e o desenvolvimento se arrasta. Ainda assim, acho super merecedor do Oscar.

Frances McDormand proporciona outro momento marcante de sua carreira, porém não era minha aposta para vencer – houve atuações mais significativas. A vulnerabilidade da personagem foi o grande diferencial para esta vitória – foi um arco narrativo bem construído. E Chlóe Zhao se mostra uma grande aposta para o futuro (ela irá dirigir “Os Eternos” da Marvel).

Nomadland é sensível, com uma fotografia linda e com uma mensagem potente. Precisamos conhecer e ouvir as histórias contadas!

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange

#Filme | Os 7 de Chicago

Oi gente!
“Os 7 de Chicago”, filme da Netflix, escrito e dirigido por Aaron Sorkin, passou despercebido no Oscar 2021 – foram 6 indicações e nenhuma vitória. A produção se baseia em um dos julgamentos mais controvertidos e polêmicos da história dos Estados Unidos.

O drama é ambientado no ano de 1969 e acompanha todo o julgamento do grupo formado por Abbie Hoffman (Sacha Baron Cohen), Jerry Rubin (Jeremy Strong), David Dellinger (John Carroll Lynch), Tom Hayden (Eddie Redmayne), Rennie Davis (Alex Sharp), John Froines (Danny Flaherty) e Lee Weiner (Noah Robbins). Junto a eles está Bobby Seale (Yahya Abdul-Mateen II), co-fundador do Partido dos Panteras Negras. Eles foram julgados e condenados por terem organizado protestos contra a Guerra do Vietnã e o governo do presidente democrata Lyndon Johnson, durante a Convenção do Partido Democrata em 1968, em Chicago; o evento se iniciou de forma pacífica, mas, com o choque da polícia, acabou sendo marcado por violência e revolta.

A condução do filme é feita para impactar, visto que o julgamento se desenvolveu perante interesses políticos. O grande diferencial do roteiro é o diálogo. E dentro da proposta apresentada, a edição também se destaca, já que o filme não segue uma narrativa linear. Logo no início, vemos uma breve apresentação dos personagens e, em seguida, já somos jogados no tribunal. Os fatos que ocorreram são intercalados ao desenvolvimento do julgamento. Dessa forma, poderia ter sido bem mais confuso, se a edição não tivesse funcionado bem.

O longa possui ótimas cenas envolvendo Yahya Abdul-Mateen II, Sacha Baron Cohen e Eddie Redmayne. O racismo escancarado do juiz Julius Hoffman (Frank Langella) e o tratamento diferenciado dado aos réus e aos Panteras Negras soa muito atual. Porém, as motivações de cada personagem não ficaram muito claras – poderia ter tido um aprofundamento maior.

“Os 7 de Chicago” apresenta uma narrativa forte que traz luz a temas ainda frágeis para a nossa sociedade. Fica a dica!

E pessoal, aproveitem e me sigam nas redes sociais 
Instagram do Entrelinhas | Instagram Felipe Lange | Fanpage Entrelinhas | Facebook Felipe Lange