#Filme | Mulher Maravilha 1984

Oi gente!
“Mulher Maravilha 1984” é um filme obrigatório para começar bem o ano de 2021. Depois de tudo que passamos em 2020, precisávamos de um ótimo blockbuster para entreter e MM84, para mim, surpreendeu.

Acompanhamos Diana Prince/Mulher-Maravilha (Gal Gadot) em 1984, durante a Guerra Fria, entrando em conflito com dois grande inimigos – o empresário de mídia Maxwell Lord (Pedro Pascal), que encontra uma pedra capaz de realizar qualquer desejo; e a amiga que virou inimiga Barbara Minerva/Cheetah (Kristen Wiig) – enquanto se reúne com seu interesse amoroso Steve Trevor (Chris Pine).

Primeiramente preciso enaltecer o talento e carisma de Gal Gadot! Que mulher, simplesmente maravilhosa! A atriz está confortável no papel da heroína mais famosa da DC. E o elenco contém ainda ótimos nomes como Pedro Pascal, que constrói um vilão digno dos quadrinhos, ao mesmo tempo que tenta dar uma humanidade ao personagem. O mais fascinante em toda narrativa é que os poderes de Maxwell provocam o caos a partir das escolhas da humanidade. Todos possuem uma parcela de culpa.

Kristen Wiig, que interpreta Barbara Minerva, é outro ponto alto da produção. A sua transição de tímida arqueóloga é implacável, mas confesso que não curti muito a forma como a apresentaram como Mulher Leopardo/Cheetah. Apesar disso, Kristen teve ótimos momentos para explorar as facetas da personagem. Ainda quero vê-la nas produções seguintes.

O foco desta nova aventura se norteia entre o limite do certo e errado para se conseguir o que quer. Por isso, justifico o criticada cena de abertura, onde vemos a protagonista, ainda criança, em uma grande competição. Além dessa cena, que contou com grandes efeitos especiais, tivemos outros momentos interessantes, onde esses efeitos também foram muito bem utilizados. Outra coisa que estava me deixando tenso, era a volta de Chris Pine para a sequência. O roteiro soube explorar o alívio cômico com o personagem e ainda trouxe aquele toque nostálgico e sentimentalista.

Patty Jenkins fez novamente um ótimo trabalho! Mulher-Maravilha 1984 é leve, divertido e possui uma mensagem necessária para o momento em que vivemos!

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#Série | Bridgerton

Oi gente! 
Produções de época sempre costumam me agradar e se você também curte, já é motivo suficiente para assistir a primeira temporada de “Bridgerton”, nova série da Netflix, baseada na saga de romances da aclamada autora Julia Quinn, produzida por Shonda Rymes e dirigida por Chris Van Dusen.

Daphne Bridgerton (Phoebe Dynevor) está dando seus primeiros passos para conseguir um bom casamento. Prestes a atingir a maioridade, Daphne encanta a Rainha Charlotte (Golda Rosheuvel) na nova temporada de cortejo da cidade e se torna a “joia rara” do ano, ganhando atenção de inúmeros pretendentes que prometem desposá-la e torná-la uma dama da sociedade. Entretanto, seu irmão Anthony (Jonathan Bailey), assumindo o papel de homem da casa após o falecimento do pai, transforma algo simples em um árduo trabalho, espantando maridos em potencial e deixando-a à deriva por não acreditar que exista algum homem bom para a irmãzinha. Entre os irmãos, Benedict (Luke Thompson) sonha em ser artista; Colin (Luke Newton) é mais aventureiro ao mesmo tempo que se envolve em um romance complicado com Marina (Ruby Barker); Eloise (Claudia Jessie) não possui nenhum interesse em casamentos; Francesca (Ruby Stokes) quase não aparece na temporada, além dos pequenos Gregory (Will Tilston) e Hyacinth (Florence Hunt).

Tudo mudará com a chegada de Simon Basset, o Duque de Hastings (Regé-Jean Page). Ele e Daphne possuem personalidades conflitantes, porém uma chama se acende ao fazerem um pacto – o duque demonstrará interesse em Daphne para que a jovem possa ser vista como desejável e, assim, receber boas propostas de casamento, ao mesmo tempo, que as mães e outras pretendentes deixem de importuná-lo, uma vez que ele não tem pretensão de casar. Em meio aos bailes e eventos luxuosos, somos apresentados a outros personagens, como a família Featherington. Além disso, a corte ainda conta com uma pessoa misteriosa – Lady Whistledown (com voz da icônica Julie Andrews) – que publica um periódico comentando sobre tudo e todos.

“Bridgerton” é baseada em franquia de livros extremamente popular. A 1ª temporada cobre os acontecimentos do primeiro livro, “O Duque e Eu” – para quem não sabe, são 9 livros, cada um contando a história de um dos irmãos da família. Em meio a um figurino deslumbrante e cenários de fazer os olhos brilharem, Bridgerton conquista com uma história de amor, além de mostrar o mundo competitivo da alta sociedade patriarcal no século XIX.

Ótimos personagens desfilam ao longo dos oito episódios. Penelope Featherington (Nicola Coughlan) é uma delas – a atriz dá um show de carisma. O amor proibido de Anthony e uma cantora/meretriz também traz um contraponto bacana à história. Mas claro, o grande destaque é a ótima química entre Phoebe Dynevor e Regé-Jean Page – Daphne e Simon são ótimos em cena. Ao final da temporada, a sensação foi de prazer ao concluir a maratona. E já adianto aos fãs dos livros, que há diferenças na série, incluindo a revelação de quem é a misteriosa Lady Whistledown já nesta primeira temporada. E também já adianto aos leitores que finalmente vou iniciar a leitura da saga! Em breve teremos resenhas dos livros por aqui!

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#Livro | Teto para Dois

Autor: Beth O’Leary
Editora: Intrínseca
Páginas: 400
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Estão prontos para a primeira dica literária?! Começar o ano com um romance bacaninha foi bem legal. “Teto para Dois”, da autora Beth O’Leary, publicado pela Editora Intrínseca, traz uma história sobre encontros inesperados, relacionamentos e crescimento pessoal.

Três meses após o término do seu relacionamento, Tiffy finalmente sai do apartamento do ex-namorado. Agora ela precisa para ontem de um lugar barato para morar. Contrariando os amigos, ela topa um acordo bastante inusitado. Leon está enrolado com questões financeiras e tem uma ideia pouco convencional para arranjar dinheiro rápido: sublocar seu apartamento, onde fica apenas no período da manhã e da tarde nos dias úteis, já que passa os finais de semana com a namorada e trabalha como enfermeiro no turno da noite. Só que tem um detalhe importante: o lugar tem apenas uma cama.

Sem nunca terem se encontrado pessoalmente, Leon e Tiffy fecham um contrato de seis meses e passam a resolver as trivialidades do dia a dia por Post-its espalhados pela casa. Mas será que essa solução aparentemente perfeita resiste a um ex-namorado obsessivo, uma namorada ciumenta, um irmão encrencado, dois empregos exigentes e alguns amigos super protetores?

Em uma narrativa dividida entre os dois pontos de vista, iremos compreender como a rotina desses dois personagens irão se entrelaçar. Ambos protagonistas são carismáticos e constroem química ao longo dos capítulos. O leitor vai se apaixonando por eles, mesmo cada um tendo as suas diferenças. Uma crítica que faço, achei que o encontro físico entre os dois demorou bastante para acontecer – eles se conhecem pessoalmente no decorrer de mais da metade do livro.

Além do romance, o livro tratou de um assunto muito importante – a relação abusiva que Tiffy tinha junto ao ex-namorado Justin. O modo como a autora retrata as consequências, os gatilhos e o quanto isso afeta o dia a dia da Tiffy, começando com sutileza para então falar abertamente do que uma vítima passa ao ser abandonada e perseguida, tudo isso é muito consciente e feito de forma comovente. A dependência que ela sentia no início até o momento em que ela consegue se livrar de tudo isso retrata um arco narrativo bem interessante.

Os personagens coadjuvantes também contribuem para o desenvolvimento da história, tanto os amigos de Tiffy – Mo, Gerty e Rachel – e os amigos de León – do núcleo da Casa de Repouso, além de seu irmão Richie, cuja história também ajuda a movimentar e interliga tramas.

É uma história linda sobre uma amizade inusitada que se transforma em uma bela história de amor. A edição da Intrínseca é muito boa, vale muito a pena conferir!

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#Livro | Beijos em Nova York

Autora: Catherine Rider
Editora: Galera Record
Páginas: 239
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Se você procura um romance fofo e clichê, bem ao estilo Sessão da Tarde, para ler em poucas horas e iniciar bem o ano, se liga nessa dica! “Beijos em Nova York”, da Catherine Rider (pseudônimo dos autores James Noble e Stephanie Eliot), foi publicado pela Galera Record e traz uma história bem água com açúcar, mas super envolvente! E tem um plus: quem curte histórias natalinas, também vai adorar!

É véspera de Natal no aeroporto JFK, em Nova York. Mas Charlotte, uma estudante britânica que veio à cidade para um intercâmbio que acabou se transformando no pior semestre de sua vida, não está exatamente sentindo esse clima natalino: como se não bastasse ter levado um fora recentemente, percebeu que, devido a uma nevasca, não conseguiria retornar a Londres para passar a noite de Natal com sua família. É então que, sozinha no aeroporto e desesperada para ir embora, conhece Anthony, que, coincidentemente, acabou de levar um fora – e pior: em público. Munidos de um livro de autoajuda, “Supere seu ex em 10 passos fáceis”, e determinados a, de fato, superarem suas desilusões amorosas, os dois passarão a noite de Natal cruzando a cidade de Nova York – e, sem querer, embarcarão também numa viagem de autodescoberta que mudará sua trajetória.

O grande destaque do livro são seus personagens – Charlotte e Anthony são bem cativantes e possuem química juntos. O livro é narrado em alternância pelos dois e a história se passa em poucas horas, tendo cada um contando um momento da aventura baseada no livro de superar o ex. As diferenças entre as narrações deles são bem claras, portanto, provavelmente cada autor ficou responsável por escrever os capítulos de cada um dos protagonistas. Isso foi ótimo porque deixou bem evidente a personalidade do Anthony e da Charlotte e permitiu compreendê-los melhor. Ambos estão se redescobrindo e essa jornada em conjunto com o leitor traz uma identificação.

“É só que… está frio e escuro. E, se você não é daqui. Nova York pode ser… não sei, um tipo de monstro. Pode te comer viva, sabe? Especialmente com esse seu sotaque de Downton Abbey.”

“Beijos em Nova York” é uma leitura dinâmica, bem rapidinha, ágil, que flui legal, com personagens cativantes. Um romance leve, que nos transporta pelos pontos de Nova York. Trata-se de uma história adolescente, que traz aquele quentinho no coração. Vale a pena!

Quem aí curte leituras fofinhas e rápidas? Pretendem ler Beijos em Nova York? Me contem nos comentários!

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#Livro | Malorie

Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
Skoob
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Oi gente!
Feliz Ano Novo a todos os leitores, que 2021 seja um ano de grandes realizações, que possamos ter cada vez mais amor ao próximo e aproveito para agradecer a cada um que deu uma passadinha por aqui em 2020! Obrigado por tudo!

Agora, vamos começar o ano com dica de leitura!! Já faz um tempinho que li “Malorie”, sequência do aclamado “Caixa de Pássaros” (Bird Box), escrito por Josh Malerman e publicado pela Editora Intrínseca. Doze anos depois dos acontecimentos do primeiro livro, nos encontramos novamente no apocalipse onde abrir os olhos pode significar o fim de tudo. O mundo já não é mais o mesmo. Criaturas continuam andando por aí. Basta um descuido para um destino enlouquecedor.

Malorie e seus filhos Tom e Olympia passaram doze anos em um acampamento de verão improvisado e seguro. Eles sabem que apenas um vislumbre das criaturas pode levar pessoas comuns a uma violência indescritível. Ainda não há explicação. Nenhuma solução. Tudo o que Malorie pode fazer é sobreviver e tentar transmitir aos filhos sua determinação. Ainda assim, Tom quer desbravar o mundo e as criaturas, enquanto a mãe continua com a sua proteção excessiva. Olympia, o elo entre os dois, é habilidosa e racional, apesar de também ter os seus segredos.

Em meio a divergências familiares, um desconhecido surge com informações de sobreviventes. Malorie, em conflito pessoal, se vê, mais uma vez, obrigada a se lançar num mundo às cegas. Pessoas que ela considerava mortas, talvez estejam vivas. Junto dessa informação, porém, ela acaba descobrindo coisas aterrorizantes: em lugares não tão distantes, alguns afirmam ter capturado as criaturas e feito experimentos. Invenções monstruosas e ideias extremamente perigosas. Além disso, circulam rumores de que as próprias criaturas se transformaram em algo ainda mais assustador. Malorie agora precisa fazer uma escolha angustiante: viver de acordo com as regras de sobrevivência que funcionaram tão bem até então, ou se aventurar na escuridão e buscar a esperança mais uma vez.

O ponto alto do livro é retratar as relações familiares. Confesso que eu tinha grandes expectativas, principalmente por ter gostado muito do primeiro livro. Acho que essa expectativa tenha atrapalhado um pouco as sensações que a narrativa possa causar – em alguns momentos não tive toda a tensão necessária para leitura. A postura excessiva da personagem principal me incomodou um pouco. Mesmo assim, podemos perceber aquela narrativa envolvente que Josh Malerman também demonstrou em Bird Box. Os conflitos do livro foram bem trabalhados e os personagens tiveram seus momentos de destaque e conseguiram mostrar uma evolução narrativa.

Aqui vai uma dica: quanto menos souber, melhor será sua experiência. “Malorie” é uma leitura obrigatória para quem já conferiu e gostou de Caixa de Pássaros. A leitura fluiu bem e o final nos trouxe uma conclusão fechadinha. Pecou um pouco na tensão monótona impressa por grande parte da história.

Já leram Caixa de Pássaros e assistiram ao filme? O que acham da sequência Malorie? Quero saber nos comentários!

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#Série | The Undoing

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Se você gosta de mistério e investigação policial, a dica de hoje pode lhe agradar! “The Undoing”, minissérie exibida pela HBO, reúne um elenco de peso em uma história envolvendo um assassinato violento, uma família aparentemente perfeita e algumas reviravoltas. Esta foi uma produção caprichada de David E. Kelley, dirigida por Susanne Bier e estrelada por Nicole Kidman, Hugh Grant, Donald Sutherland e Edgar Ramirez.

A trama traz à tona uma discussão sobre relações familiares, traição, privilégios de pessoas ricas e brancas, em meio a uma investigação, que tenta manipular o telespectador para várias possibilidades. Grace Frase (Nicole Kidman) e Dr. Jonathan Sachs (Hugh Grant) formam um casal da alta sociedade nova-iorquina. Ela é terapeuta de casal e aparentemente bem resolvida; ele é médico oncologista especializado no tratamento de crianças com câncer terminal.  Juntos, têm um filho, Henry Sachs (Noah Jupe), um garoto estudioso, que toca violino e frequenta a melhor escola particular de NY. Tudo parecia incrível, até a chegada de Elena Alves (Matilda de Angelis).

A jovem é de origem humilde, portanto, não pertence ao elitizado círculo social, mas é mãe de um dos alunos da escola frequentada pelo filho de Grace e Jonathan. Porém, após um evento beneficente, Elena é assassinada de forma brutal, gerando a grande dúvida da trama: quem matou? E por que? Por meio de flashbacks, descobrimos a relação entre esses três personagens e suas motivações para serem assassinos.

O grande destaque de “The Undoing” com certeza é Nicole Kidman, que brilha desde o primeiro episódio. Segura, a experiente atriz traz uma interpretação forte, contracenando ao lado de Hugh Grant, outro experiente, que também nos traz uma boa leitura de seu personagem, apesar de um desenvolvimento bem apático. Destaque também aos atores Donald Sutherland, que interpreta o pai de Grace, um velho soberbo; e Norma Dumezweni, a advogada Haley Fitzgerald, que defende Jonathan no tribunal de forma firme e enérgica.

Muitos reclamaram da conclusão, afinal não houve grandes surpresas, sendo aquele assassino que todos já imaginavam. Mas acho que a série acerta ao nos fazer duvidar, pelo menos nos episódios no meio da temporada. “The Undoing” não é uma série surpreendente, mas trouxe uma boa produção, com um elenco afiado e uma narrativa densa, que prende nossa atenção.

Vocês acompanharam The Undoing? O que acharam do desfecho? Quero saber nos comentários!

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#Série | 4ª temporada de The Crown

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Se eu estava ansioso por uma série, esta é a 4ª temporada de “The Crown”. A produção de Peter Morgan chegou à Netflix trazendo uma importante fase da história real britânica. Para aqueles que ainda não conhecem, “The Crown” retrata a realeza do Reino Unido, centrando na figura da rainha Elizabeth II, inicialmente interpretada por Claire Foy, desde a sua juventude, o processo de coroação, passando pelos períodos de grande importância do reinado até chegar a esta fase extremamente popular e muito retratada nos cinemas – a chegada de Lady Diana e da primeira ministra Margaret Tatcher.

Na terceira temporada, após um salto temporal, Elizabeth começou a ser interpretada por Olivia Colman, que retornou ao papel nesta 4ª temporada, ainda mais segura e extraordinária. Os novos episódios, definitivamente, são comandados pelas mulheres! Elas roubam toda atenção e são definitivamente o centro das atenções – a experiente Gillian Anderson (Arquivo X) dá vida a famosa Dama de Ferro, uma mulher pela qual os britânicos se dividem em amor ou ódio absoluto, conhecida por seu pulso firme e ferrenha política mundial. Anderson conseguiu ser Margaret Tatcher de corpo e alma. Sua expressão, sua fala, seu olhar, a postura, tudo interpretado perfeitamente.

Por outro lado, a novata Emma Corrin tinha uma grande responsabilidade – interpretar uma pessoa tão idolatrada, de maneira humana e cheia de nuances. A atriz rouba a cena em sua primeira aparição como Diana Spencer – a jovem que se casou com o Príncipe Charles (Josh O’Connor), 12 anos mais velho, deslumbrada pelo mundo da realeza, mãe atenciosa, fashionista e extremamente infeliz em um casamento, que desde o início estava destinado ao fracasso.

A narrativa de “The Crown” é totalmente focada na vida da rainha, portanto as histórias dos personagens paralelos as vezes acabam tendo um pouco menos de importância. Essa é uma crítica que faço – o período retratado nesta temporada teve um protagonismo de Diana e Margaret Tatcher, mas na série, suas histórias foram bem coadjuvantes. Estou até agora inconformado que não houve a cena do casamento de Lady Di e Príncipe Charles. Com certeza a recriação daquele vestido custou muito dinheiro da produção para ser utilizado em apenas uma ceninha simples. Aproveitando que falei do Príncipe Charles, mesmo ele sendo o maior escroto da temporada, preciso elogiar o trabalho de Josh O’Connor – simplesmente perfeito no papel.

O desenvolvimento dos capítulos tiveram um ritmo mais acelerado, do que de costume. Gostei disso! Acho que temos um elenco extremamente afiado, com ótimas interpretações (menção honrosa para Helena Boham Carter, que teve até menos destaque, mas sempre rouba a cena quando aparece como a princesa Margaret). “The Crown” dá certo devido a curiosidade do público com a vida da família real britânica, além de ser uma produção caprichada, com cenários maravilhosos, figurino impecável e um planejamento perfeito. A série será encerrada na 6ª temporada e já na próxima devemos ver um novo elenco. Já estou mega ansioso!!

Vocês acompanham The Crown? Curtiram esta temporada? O que esperam das próximas?

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#Série | High School Musical: The Musical: The Series

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O Disney+ finalmente chegou ao Brasil e tenho certeza que muitos que aguardavam ansiosamente já foram correndo assistir “High School Musical: The Musical: The Series”, a série derivada do sucesso High School Musical. Uma das grandes apostas originais do serviço de streaming, a produção foi pensada justamente para agradar os fãs saudosos.

A história surpreendeu por ser diferente do esperado, já que não se trata de uma continuação do filme. A narrativa conta o dia a dia dos estudantes do East High, colégio que serviu como palco para as gravações de HSM. Miss Jenn (Kate Reinders), a nova professora de teatro, se encontra inconformada que a apresentação de fim de ano nunca foi sobre High School Musical mesmo eles estudando onde tudo teria acontecido, e decide que é hora de fazer acontecer! Além disso, a trama adolescente permeia todos os episódios. Depois de um “eu te amo” não correspondido, o relacionamento de Ricky (Joshua Bassett) e Nini (Olivia Rodrigo) definitivamente esfriou nas férias de verão. De volta à escola, a aspirante a cantora não quer vê-lo, como já está de namorado novo, o veterano E.J (Matt Cornett), com quem ela inclusive compartilha a paixão pelo teatro musical.

O recém-anunciado espetáculo baseado no clássico filme da Disney é a oportunidade perfeita para que Ricky reconquiste sua ex. Enquanto ele precisa se esforçar para aprender as falas de Zac Efron para o teste, Nini descobre que tem uma competidora à altura para o papel de Gabriella – a confiante e talentosa Gina (Sofia Wylie). E é em meio a um triângulo amoroso e uma nova rivalidade Sharpay-Gabriella que a peça estudantil começa a tomar forma.

A série funciona bem como homenagem à produção original. A trilha sonora é boa, principalmente as novas músicas. Vale também destacar a recriação para as músicas do filme. O elenco possui química e talento – Olivia Rodrigo e Joshua Bassett funcionam muito bem como casal, talvez até melhor do que Troy e Gabriella. Além disso, temos um roteiro que surpreende pela qualidade. E com certeza os fãs de HSM original vão adorar a participação especial do ator Lucas Grabeel, o Ryan Evans, no 8º episódio.

“High School Musical: The Musical: The Series” é uma série curtinha, que nos faz relembrar sua obra-mãe, mas ao mesmo tempo é original e consegue se firmar sozinha. Aos assinantes do Disney+ pode ser uma boa opção enquanto não há as produções originais do universo Marvel. Lembrando que a 2ª temporada já está confirmada e teremos também um especial de Natal!

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#Livro | A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes (saga Jogos Vorazes)

Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco
Páginas: 576
Skoob
Onde Comprar: Americanas | Submarino | Amazon

Oi gente!
Preciso começar dizendo que sou fã da saga Jogos Vorazes e tinha grandes expectativas para “A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”. O prequel, escrito pela autora Suzanne Collins e publicado pela editora Rocco, veio cheio de polêmicas ao contar a história de ambição e poder do presidente Snow, em sua juventude. E detalhe, li este livro em uma Leitura Coletiva! Minha primeira!

A história tem início na a manhã do dia da colheita que iniciará a décima edição dos Jogos Vorazes. Na Capital, o jovem de dezoito anos Coriolanus Snow se prepara para sua oportunidade de glória como um mentor dos Jogos. A outrora importante casa Snow passa por tempos difíceis e o destino dela depende da pequena chance de Coriolanus ser capaz de encantar, enganar e manipular seus colegas estudantes para conseguir mentorar o tributo vencedor. E esta Capital que vemos, nem de longe lembra a luxuosa que vemos na trilogia. Estamos em uma cidade no pós-guerra, que ainda não se recuperou.

Completamente encantado com essa grande chance, tudo o que Coriolanus queria era mentorar alguém do Distrito 1 ou 2, mas a sorte não está ao seu favor. A ele, foi dada a tarefa de mentorar uma garota tributo do Distrito 12 – para ele, isso é completamente humilhante. Sem ter o que fazer, ele terá o seu destino interligado com a garota do Distrito 12, Lucy Gracy, e todas as suas escolhas poderão levar ao sucesso ou ao fracasso, triunfo ou ruína. Na arena, a batalha será mortal. Fora da arena, Coriolanus começa a se apegar a já condenada garota tributo.

O universo distópico está de volta e com ele podemos observar inúmeras referências aos Jogos Vorazes e tudo o que acarretou aos acontecimentos da trilogia. Porém, o livro não foi uma unanimidade na minha opinião. Confesso que esperava mais e me decepcionei com algumas coisas, mas ainda assim, não é ruim.

Primeiro coisa que não gosto é quando tentam humanizar um personagem que foi criado para ser o vilão. Claro que é interessante saber o processo que fez Corio se tornar o maquiavélico presidente Snow. Mas ainda assim, há momentos que não condiz com tudo o que o personagem construiu em sua aparição na trilogia. O que ajuda é a personagem Lucy Gray – ela é maravilhosa e encantadora, nos fazendo lembrar de Katniss. Ela, com certeza, é o ponto alto do livro.

Logo no início, a leitura não estava fluindo, mas a partir de um certo ponto, a autora conquista o leitor ao jogar vários plot twists, além de referências aos livros seguintes. A narrativa alterna, hora enfadonha, hora emocionante. A construção dos novos personagens também é interessante. Além de Lucy, destaco Sejanus – o melhor amigo de Corio, que muitas vezes foi extremamente chato, mas ainda assim é o contraponto à Capital, e a Dra. Gaul, que vem ser a vilã suprema desta história. E o final, o que dizer do final!? Extremamente curioso para saber o que aconteceu! Será que teremos continuação? Por ser uma saga lucrativa, e que com certeza deve ir aos cinemas, aposto que sim!

Já leram a trilogia Jogos Vorazes? O que acharam de “A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”?

#Livro | E se fosse a Gente?

Autora: Becky Albertalli e Adam Silvera
Editora: Intrínseca
Páginas: 352
Skoob
Onde Comprar: Americanas Submarino | Amazon

Oi gente!
Becky Albertalli, autora do sucesso “Com Amor, Simon”, se une a Adam Silvera para contar “E se Fosse a Gente?” – romance publicado pela Editora Intrínseca.

De férias em Nova York, Arthur está determinado a viver uma aventura digna de um musical da Broadway antes de voltar para casa. Já Ben acabou de terminar seu primeiro relacionamento, e tudo o que mais quer é se livrar da caixa com todas as lembranças do ex-namorado.

Quando eles se conhecem em uma agência dos correios, parece que o universo está mandando um recado claro. Bem, talvez não tão claro assim, já que os dois acabam tomando rumos diferentes sem ao menos saberem o nome ou telefone um do outro.

Em meio a encontros e desencontros — sempre embalados por referências a musicais e à cultura pop, Ben e Arthur se perguntam: e se a vida não for como os musicais da Broadway e os dois não estiverem destinados a ficarem juntos? Mas e se estiverem? Aos poucos, eles percebem que às vezes as coisas não precisam ser perfeitas para darem certo e que os planos do universo podem ser mais surpreendentes do que eles imaginam.

Acho a leitura dos livros da Becky bem leves e rápidas. Com este não foi diferente. A parceria com Adam Silvera deu certo. Confesso que ainda não li nada do autor, mas é visível que cada personagem principal foi criado por cada autor, o que funcionou muito bem naa construção personalidade – os dois são bem diferentes.

Os capítulos são interligados entre Arthur e Ben. A narrativa é envolvente, os personagens secundários são interessantes. O modo como os autores retratam o relacionamento familiar dos protagonistas é bom. Becky e Adam tratam os tabus de forma natural.

“E se fosse a Gente?” é um livro leve, com uma narrativa divertida, uma ótima leitura para uma tarde tranquila.

Já conheciam “E se fosse a Gente”? Curtem os livros da Becky e do Adam? Comentem!